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Estimation de la réponse structurelle par POD-RBF

Chapitre II : Méthodes principales d’optimisation des structures en coques

III.8 Estimation de la réponse structurelle par POD-RBF

A PES em Creche foi realizada no ano letivo 2015-2016, num estabelecimento educativo (Instituição Particular de Solidariedade Social – IPSS) da cidade de Portalegre.

Começava a receber as crianças às 07h45min, proporcionando aos encarregados de educação mais flexibilidade no seu quotidiano, pois alguns iniciam as suas funções laborais muito cedo ou fora da cidade.

Neste estabelecimento educativo, para além da valência de Creche, existiam ainda salas dedicadas à Educação Pré-Escolar.

No contexto de Creche o estabelecimento acolhia no ano letivo de 2015-2016, 114 crianças com idades compreendidas entre os 0 e os 3 anos, estando distribuídas por oito salas de atividades, sendo que todos os grupos de crianças eram homogéneos no que diz respeito à idade.

51 Nestas salas de atividades existiam vários grupos de crianças: até aos 12 meses, com lotação máxima de 10 crianças; com idade superior a 1 ano, com lotação máxima de 15 crianças; com idade superior a 2 anos, com lotação máxima de 18 crianças.

Gráfico n.º 2 – Lotação das Crianças por sala, Ficha do Estabelecimento, DQP

Como podemos constatar, as salas de atividades com crianças de menor idade tinham uma lotação máxima baixa, pois estas crianças necessitam de mais atenção, cuidados e estímulos para se desenvolverem da melhor forma física e cognitivamente. São criadas rotinas diárias que satisfazem as necessidades das crianças e lhes que proporcionam a adoção de hábitos. Como dizem Post e Hohmann (2003):

Quando os horários e as rotinas diárias são previsíveis e estão bem coordenados em vez de em permanente mudança, é mais provável que os bebés e as crianças se sintam seguros e confiantes. Saber o que irá acontecer no momento seguinte, por exemplo, quando se acorda da sesta, ajuda as crianças a sintonizarem-se com o ritmo do seu próprio corpo e com o ritmo do dia. (p. 195)

As rotinas são um aspeto fundamental na creche, presentes diariamente, com o intuito de beneficiar as crianças. A satisfação das suas necessidades físicas, afetivas e necessidade de se sentirem seguras são os objetivos principais a atingir perante um grupo de crianças em idade de creche, o que observámos ao longo do estágio. É através das rotinas as crianças têm oportunidade de desenvolver experiências sensoriais, comunicacionais e de atitude, que irão proporcionar-lhes um melhor desenvolvimento durante a sua infância.

52 O acolhimento das crianças era realizado a partir das 07h45min, mas a componente letiva, com a presença da educadora, iniciava-se pelas 09h00min e terminava pelas 17h30min, com uma pausa para almoço, hora em que as crianças dormiam as suas sestas.

Neste estabelecimento trabalhavam seis Educadoras e dezasseis assistentes operacionais. No total de oito salas de atividades, três eram berçários e a Educadora responsável era a mesma, mas em cada um deles estavam duas assistentes operacionais. Nas restantes cinco salas estava sempre presente uma Educadora e duas assistentes operacionais.

Como em todos os estabelecimentos existia uma hora de apoio à família, realizada pelas Educadoras. Fora deste tempo a família estava presente em todos os projetos propostos pelo estabelecimento, participava nas festividades e em todas as atividades da sala a que pertencem os seus educandos. Como Post e Hohmann (2003) nos adiantam “a equipa de educadores também funciona em parceria com os pais, trocando

observações sobre a criança e procurando proporcionar consistência entre as experiências em casa e longe de casa” (p. 300).

Constatámos que em algumas salas de atividades o grupo integrava crianças com dificuldades cognitivas e motoras, e também crianças com problemas familiares. Numa perspetiva de proporcionar uma melhor oportunidade de aprendizagem destas crianças, combater e contrariar estes problemas, este estabelecimento contava com o apoio da Equipa de Intervenção Precoce (um psicólogo, uma fisioterapeuta e uma terapeuta da fala). Para além deste apoio às crianças, as Educadoras eram também apoiadas por Educadores de Educação Especial, para saberem a forma mais adequada de interagir com estas crianças. A Equipa de Intervenção Precoce na Infância abrange:

as crianças entre os 0 e os 6 anos, com alterações nas funções ou estruturas do corpo que limitam a participação nas atividades típicas para a respectiva e contexto social ou com risco grave de atraso de desenvolvimento, bem como as suas famílias. (Decreto de Lei n.º 281/2009)

Hoje em dia é muito natural que façam parte dos grupos crianças de outras raças, de outras etnias, mas neste estabelecimento existia apenas uma, sendo os pais provenientes da China.

53 1.2.1.1 Constituição e caracterização do grupo

A sala onde efetuámos estágio em creche, tinha como educadora responsável a Educadora Joana. Nesta sala de atividade estavam na sua totalidade dezassete crianças, constituindo um grupo heterogéneo com nove crianças do sexo feminino e oito crianças do sexo masculino (Gráfico 3). Estas sempre se mostraram agitadas e um tanto ou pouco irrequietas, comportamento associado à sua faixa etária. No decorrer do estágio verificámos a sua crescente autonomia, mantendo uma estreita relação de confiança e carinho com a educadora.

Gráfico n.º 3 – Percentagem de crianças consoante o sexo, Ficha da sala de atividades, DQP

Esta autonomia transpôs a sala de atividades, alargando-se a espaços comuns da comunidade, sendo que a educadora, por exemplo, incentivou o seu grupo a começar a utilizar o garfo, e não apenas a colher, durante a refeição. No início, algumas das crianças demonstraram dificuldades, mas à medida que foi passado o tempo todos se adaptaram com sucesso. Este foi uma das conquistas alcançadas pelo grupo, mas em termos individuais também assistimos a crianças a deixarem de dormir sem chupeta e sem fralda; estes progressos foram realizados no dia-a-dia com o esforço da educadora e da criança.

Nas semanas finais de estágio esta sala acolheu uma nova criança, pouco autónoma e muito fechada; algumas das crianças interagiam com ela, mas a mesma não mostrava muito interesse. No decorrer das semanas a criança dava sinais de uma melhoria na comunicação com o restante grupo, mas apenas frequentava a creche da parte da manhã, o que pode ter levado a uma adaptação mais lenta.

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