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M´ ethodes exp´ erimentales

3.2 Techniques de mesure

3.2.5 D´ eroulement de la mesure

No quadro dos princípios que sustentam a Educação e Formação de Adultos, o formando é entendido como um agente activo no desenvolvimento da sua formação, participando no processo formativo, no curso que seleccionou. São adultos com idade igual ou superior a 18 anos, com níveis baixos de escolarização.

No perfil do formando/adulto, há factores a ter em conta, como: o meio socioeconómico e profissional, as suas expectativas, metas e objectivos.

Mas, mais importante do que esses factores, importa considerar o lado pessoal do formando, a pessoa que ―transporta‖ dentro de si. O formando tem, efectivamente, de ser visto como pessoa, como um adulto, com experiência de vida e saberes que têm de ser respeitados. Como sustenta Knowles (1980), o formando é um indivíduo maduro com necessidades e interesses reais, que devem ser considerados no processo de

aprendizagem. Orientando-se a EFA por estes pressupostos, com ela pretende-se que os formandos desenvolvam competências teóricas e práticas, e de modo específico, a capacidade de análise e síntese de conteúdos.

Assim, nos cursos EFA, o formando assume o papel de protagonista no processo formativo, cabendo-lhe a atribuição de sentido de uma realidade complexa e a mobilização para controlar a sua formação, as suas experiências de vida e competências no processo de aprendizagem, de modo a garantir a sua própria empregabilidade. Dito de outro modo, o formando assume na aprendizagem a função de sujeito aprendente, produtor e construtor de saberes (Silva, 2007), tornando-se o autor central da aprendizagem, enquanto elemento-chave para o seu próprio sucesso e progressão – não numa perspectiva pessoal, mas na sua relação com o colectivo, no âmbito de uma participação em objectivos e interesses comuns.

Neste processo, a ligação da formação aos contextos de vida dos formandos situa-os perante situações que lhes permitem novas redignificações da sua identidade pessoal e social. De acordo com Silva (2003), as representações e as identidades dos adultos assumem um lugar de destaque no campo da formação, sobretudo, quando este é concebido como ―um espaço e tempo de continuidade e de interacção com o domínio do trabalho, onde esse sujeito questiona quem é ele, o lugar que ocupa e o que sabe e o que pode fazer‖ (ibidem: 573).

Nesta perspectiva, o formando/adulto é entendido como um ser autónomo e independente, com capacidade de auto-direccionar a sua aprendizagem, fazendo uso do agregado de experiências que possui e que se constituirão um recurso para a aprendizagem. A sua capacidade para aprender é preparada em função da resolução de problemas quotidianos, de modo a tornar as aprendizagens significativas. Como afirma Silva (2007), recentemente, os formandos são entendidos como ―sujeitos produtores e construtores de saberes‖, na medida em que são capazes de colaborar com os outros indivíduos, podendo posicionar-se de igual para igual, no interior de um processo de aprendizagem colectivo de acção e de reflexão, de investigação e de investigação – acção.

Neste contexto da EFA, sugere-se ao formando a administração do seu próprio processo formativo, baseando-se numa pedagogia do educando e do formando que considera como sujeito do seu processo de socialização. Como salienta Ana Maria Silva (2007) ― (…) adulto, ao reconhecer-se como sujeito experiente, aprende também a

tornar-se pedagogo face às situações que caracterizam a sua vida‖ (ibidem: 25) ou, ainda, como afirma Canário (1999), ao reconhecer-se a experiência do adulto na sua aprendizagem, teremos de considere-la ―como um processo interno do sujeito e que corresponda, ao longo da sua vida, ao processo de autoconstrução como pessoa‖ (ibidem: 109).

A partir do momento em que são determinados objectivos e critérios no processo de aprendizagem, o formando sente necessidade de se auto-disciplinar e organizar, com o intuito de alcançar com êxito os objectivos propostos. Desta forma, ele irá gerir a sua aprendizagem em função do seu ritmo e das suas prioridades. A oportunidade de aprender de forma mais flexível e ao próprio ritmo, permite ao formando uma aprendizagem mais eficaz e de se aperceber da necessidade de desenvolver características importantes como: a auto-disciplina, o compromisso, o respeito, a capacidade de adaptação, a colaboração e a gestão da sua própria aprendizagem.

Dada a dinâmica da aprendizagem na EFA, em que os formandos comunicam, exprimem os seus pensamentos e, por vezes, sentimentos, trocam informação, decidem, geram conhecimento e, acima de tudo, interagem, convoca-se a ideia de uma das competências – chave reconhecida essencial à aprendizagem – a de ―aprender a aprender‖, colaborando e participando activamente no seu próprio processo de aprendizagem, bem como no dos restantes elementos do grupo.

A este propósito, Nóvoa (1999), enuncia seis princípios de orientação a qualquer projecto de formação de adultos, dos quais destacamos apenas três:

― A formação é sempre um processo de transformação (…) na tripla dimensão do saber (conhecimento), do saber fazer (capacidades) e do saber ser (atitudes) (…) supõe uma grande implicação do sujeito em formação de modo a ser estimulada uma estratégia de auto-formação (…) uma participação alargada dos formandos na concepção e implementação do projecto de formação‖ 2º princípio;

―Formar não é ensinar às pessoas determinados conteúdos, mas sim trabalhar colectivamente em torno da resolução de problemas. (…) Este objectivo implica (…) três conceitos fundamentais da formação de adultos: formação – acção (…), formação – investigação (…) e formação – inovação‖ 4º princípio;

―A formação deve ter um cariz essencialmente estratégico, preocupando-se em desenvolver nos formandos as competências necessárias para mobilizarem em situações concretas os recursos teóricos e técnicos adquiridos durante a formação.‖ 5º princípio (ibidem: 21-22).

Deste modo, se atentarmos no conceito de adulto que provém da corrente humanista, o formando adulto é ―como o processo de chegar a nós mesmos‖ (Rogers, 1972). Neste sentido, Knowles (1980), reconhece ao formando adulto a capacidade de

tomar decisões e fazer as suas escolhas e opções durante a vida adulta, como um sujeito em permanente evolução e mudança (Freire, 2007).

Recorremos a Rothes (2010) para explicitar a concepção de formando e que são por ele entendidos como pessoas que realizaram ―uma socialização profissional de uma forma rápida, acelerada, (…) construíram-se nesta área da certificação.‖

Em síntese, o formando deve ser reconhecido na sua identidade real, pois, sem esse reconhecimento, não será possível a construção de um projecto pessoal em busca de uma identidade potencial desejada, não perdendo de vista a pessoa que o constitui.