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Anisotropie de l’effet Nernst ; brisure de sym´ etrie de rotation

5.6 Anisotropie de l’effet Nernst dans Nd-LSCO

O período de observação assumiu-se como fundamental enquanto etapa precedente à Prática Supervisionada. No decorrer deste período tivemos oportunidade criar laços afetivos, de compreender a dinâmica da turma e de cada um dos alunos, de acompanhar o seu desenvolvimento e de vislumbrarmos um pouco daquilo que iria ser a nossa própria prática pedagógica.

Sublinhemos que não se pretendia conferir a este período de tempo um carácter meramente acessório em que nós, enquanto participantes, nos limitássemos a uma atitude de meros espetadores. Pretendia-se, pois, que paralelamente a uma observação cuidadosa interviéssemos junto das crianças no sentido de as auxiliar.

Durante este período pressupunha-se que, em conjunto com o par pedagógico, construíssemos semanalmente uma reflexão crítica. Esta reflexão deveria, não só, espelhar aquilo que foi o desenrolar da semana mas também uma atitude crítica face aos acontecimentos, estratégias e atitudes observadas.

Face ao exposto, apresentamos de seguida as reflexões que constituíram as duas semanas de observação conjunta.

A isto segue-se o desenrolar dos percursos de ensino-aprendizagem aplicados ao longo da Prática Supervisionada.

1.1. 1ª semana – 25 a 27 de outubro de 2011

Reflexão

Para uma reflexão mais compreensível da semana, em cada um dos dias destacamos alguns aspetos que despertaram a nossa atenção durante o período de observação e que foram, para nós, alvo de reflexão.

No primeiro dia, observámos a capacidade das crianças ao nível da expressão oral. Segundo os Novos Programas de Português do Ensino Básico (2009:16):

Entende-se por expressão oral a capacidade para produzir sequências fónicas dotadas de significado e conformes à gramática da língua. Esta competência implica a mobilização de saberes linguísticos e sociais e pressupõe uma atitude cooperativa na interacção comunicativa, bem como o conhecimento dos papéis desempenhados pelos falantes em cada tipo de situação.

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No desenvolvimento da expressão oral, dá-se relevo à participação em situações de comunicação oral informais, evoluindo para situações progressivamente mais formais, com aprendizagem explícita de técnicas de expressão oral e de mobilização de vocabulário, bem como de estruturas gramaticais e discursivas anteriormente ouvidas ou lidas.

Alguns alunos apresentam tendencialmente uma boa capacidade discursiva, um vocabulário bastante rico e elaborado e demonstram bastante conhecimento sobre os diversos temas. Verificamos que a professora faz uma grande aposta na ativação do conhecimento prévio, como forma de introdução a conteúdos e a novas aprendizagens, indo ao encontro do estipulado pela Organização Curricular e Programas (2004:23), nos quais se refere:

A cultura de origem de cada aluno é determinante para que os conteúdos programáticos possam gerar novas significações. As aprendizagens constroem-se significativamente quando estiverem adaptadas ao processo de desenvolvimento de cada criança. Só assim o percurso escolar poderá conduzir a novas e estáveis aprendizagens.

Para além disso, consideramos pertinente refletir sobre a preocupação e interesse das crianças em partilhar com a turma os seus materiais. A professora tem também o cuidado de valorizar os interesses das crianças, pois assume-se como fundamental “ o estímulo às interacções e às trocas de experiências e saberes” (Organização Curricular e Programas, 2004:24).

No segundo dia, na realização de uma ficha de avaliação de Língua Portuguesa, pudemos verificar que alguns alunos mostram mais facilidade na interpretação do texto, na construção de respostas, na seleção da informação útil, na construção frásica e na elaboração de texto. Algumas crianças apresentaram alguma dificuldade em escrever sem lapsos a nível ortográfico.

No terceiro dia, verificámos a fluidez de leitura das crianças, assim como a atenção e interesse das outras em seguir a leitura do/a colega. Os alunos realizaram as leituras de forma expressiva e de acordo com a pontuação do texto. Segundo os Programas de Português do Ensino Básico (2009:16):

Entende-se por leitura o processo interactivo que se estabelece entre o leitor e o texto, em que o primeiro apreende e reconstrói o significado ou os significados do segundo. A leitura exige vários processos de actuação interligados (decifração de sequências grafemáticas, acesso a informação semântica, construção de conhecimento, etc.); em termos translatos, a leitura pode ainda ser entendida como actividade que incide sobre textos em diversos suportes e linguagens, para além da escrita verbal.

Silva, Bastos, Duarte & Veloso (2011:7) consideram que:

O professor desempenha um papel primordial neste processo, pois dele se espera que ensine a ler, faça emergir a vontade de querer ler como experiência voluntária e mantenha viva essa atitude ao longo de todo o percurso escolar e para além dele.

Dentro e fora da sala verificou-se que tendencialmente havia uma relação de amizade, confiança, partilha, companheirismo e respeito, entre as crianças e a professora, entre as próprias crianças, entre a professora e nós e entre nós e as crianças. O grupo de crianças mostra-

Joana Patrícia Calado Barroso

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se sempre bastante interessado e com ânsia de saber. Mostra-se sempre muito interessado em participar e em partilhar histórias e experiências pessoais. As estratégias da professora são diversificadas e no sentido de motivar as crianças para participar e aprender.

1.2. 2ª semana – 2 e 3 de novembro de 2011

Reflexão

No primeiro dia destacamos a utilização das novas tecnologias em prol das aprendizagens dos alunos. Defende-se no documento que configura a Organização Curricular e Programas (2004:15) que deve estimular-se “a iniciação ao conhecimento tecnológico”20. Consideramos que a utilização das novas tecnologias nas salas de aula é de extrema importância, uma vez que estas estão presentes, cada vez mais, na sociedade em que vivemos – e a escola não pode ser um mundo à parte da mesma. As novas tecnologias permitem um acesso rápido à informação e aplicação de procedimentos e estratégias diversificadas no âmbito educativo, tanto na abordagem como na sistematização ou consolidação e ampliação de conhecimentos. São também fundamentais no que concerne à aposta na diversificação de aprendizagens. Ainda segundo o mesmo documento (2004:24):

As aprendizagens diversificadas apontam para a vantagem, largamente conhecida, da utilização de recursos variados que permitam uma pluralidade de enfoques dos conteúdos abordados. Variar os materiais, as técnicas e processos de desenvolvimento de um conteúdo, são condições que se associam a igual necessidade de diversificar as modalidades do trabalho escolar e as formas de comunicação e de troca dos conhecimentos adquiridos.

No segundo dia, destacamos a adoção de novas estratégias por parte da professora para a compreensão da leitura de números por classes e por ordens. Neste dia, e tendo em conta a importância da compreensão dos contextos e de informações pessoais relativas a cada uma das crianças, a professora permitiu-nos o acesso às fichas biográficas dos alunos. Isto permitiu-nos uma melhor compreensão dos comportamentos dos alunos e a adoção de estratégias para lidarmos e nos relacionarmos com cada uma delas. Para além disso, permitiu-nos ainda adotar estratégias de ensino de acordo com as características dos nossos alunos e de cada um deles enquanto ser individual.

A semana de observação revelou-se fundamental para o começo da nossa prática. Foi fundamental para nós percebermos os conhecimentos que cada criança possui, as diversas competências que já adquiriu e os conteúdos em que mostra mais dificuldades.

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2. Esquema global de desenvolvimento da Prática Supervisionada no 1º Ciclo