• Aucun résultat trouvé

Ergonomie

Dans le document Cours pdf SQL Server 2000 complet (Page 54-60)

A criatividade tem se tornado alvo de um interesse mais intenso e mesmo de reflexões mais frequentes, não só pela importância de que se reveste, como também pela crescente consciencialização da sua indispensabilidade. É realmente imprescindível intensificar esforços no sentido da sua promoção na generalidade.

A sociedade contemporânea exige de todos o desempenho de um papel de aperfeiçoamento pessoal e de resolução criativa de problemas. Os saberes renovam-se rapidamente, fruto dos progressos científicos e tecnológicos e é imperativo que todos se encontrem preparados para cada novo desafio.

Na corrida para a qualidade, já não chega trabalhar bem, torna-se necessário fazê-lo cada vez melhor. É preciso continuar a desenvolver capacidades que auxiliem os indivíduos a se adaptarem às novas circunstâncias e situações que surgem progressivamente. Há que apelar à inteligência, mas também à criatividade. Importa equacionar o papel que desempenha a criatividade na comunidade escolar e que relevância é que se lhe atribui, daí a função importante da investigação neste sentido. Interessa saber o que se faz a fim de favorecer a aptidão para a criatividade, para que os procedimentos progridam e contribuam para o desenvolvimento do potencial criativo de todos.

Tendo conhecimento das necessidades da sociedade a nível humano, educadores e sociedade podem e devem empenhar-se no sentido de procurar ou implementar soluções (inovadoras) para a formação inicial do ser humano. Isto nem sempre é fácil, pelo facto da mesma sociedade tratar com certa intransigência os pensadores criativos, possivelmente, consequências de uma educação tradicional, onde se dava ênfase às normas de comportamento estabelecidas.

A fim de permitir o desenvolvimento dos homens numa sociedade em constante progresso e a sua participação num dinamismo comum, convém formar, não personagens, mas pessoas livres e originais, dotadas de iniciativa, criatividade e responsabilidade. Gloton e Clero (1976), lembram-nos que é necessário ensinar cada um a tornar-se ele próprio, a assumir-se, adoptando a transmutação e o progresso dos outros e das coisas à sua volta, a desenvolver aptidões, a libertar potencialidades de acção, de pensamento e de amizade como um dever duradouro, e a inculcar-lhe o sentido da experiência, o gosto pelo concreto e pela investigação. Defendem ainda que a

imaginação e expressão criadoras surgem como as competências fundamentais a formar nas crianças e jovens, a fim de tentar colocar um pouco de ordem no mundo, para os aparelhar contra as alienações, os desvios da tecnocracia, as automatizações e o nivelamento que amedrontam a humanidade através das mais diversas e pérfidas pressões constantes. “No mundo de amanhã, o homem será cada vez mais um artesão

responsável pelo seu destino: se concebê-lo se liga à imaginação, à ciência e à prospectiva, realizá-lo liga-se à expressão criadora.” (op. cit.: 15). Então, é de educação que se trata.

Sendo na escola que se desenvolvem os indivíduos do futuro, é então, na mesma que devem proporcionar aprendizagens significativas de acordo com as exigências da sociedade actual. E se a sociedade quer elementos activos, criativos e empreendedores, compete-lhe criá-los nas suas escolas, em vez de crianças passivas e submissas.

Fomos outrora apadrinhados, houve alguém a pensar, a descobrir, a inventar, a transformar para nós, cabe-nos agora auxiliar no planeamento do futuro, de um futuro superior, para que, em termos educativos, não se verifiquem tantas preocupações, como nos dias de hoje.

O sistema educativo deve ter a responsabilidade de criar as condições necessárias para que as comunidades de aprendizagem possam crescer e desabrochar, concebendo, para isso, os meios e recursos adequados, bem como equipas com formação apropriada, de modo a poderem tirar o máximo proveito das oportunidades, ajudando a criar caminhos para a criatividade.

E, ser criativo é um modo de estar na vida, de conseguir ultrapassar e contornar obstáculos ou mesmo situações do dia a dia de forma diferente e satisfatória, ou ainda, e de acordo com a forma de entender de Miel (1972), constitui um deliberado processo de fazer uma nova combinação ou disposição de materiais, movimentos, mundos, situações símbolos ou ideias e de algum modo, pôr o produto à disposição de outras pessoas. Segundo esta autora, a qualidade de ser criativo fica demonstrada, quando o indivíduo faz algo de novo para ele que seja “satisfatório e útil, se relaciona coisas que antes não

estavam relacionadas em sua experiência e se o produto é novo e surpreendente (isto é, novo) para ele.” (op. cit.: 24).

Ao rigor da ciência é preciso acrescentar a fogosa imaginação da arte e criatividade. Sim, porque, viver ou viver bem é uma verdadeira arte, que faz parte da própria vida, na qual, cada um se empenha de acordo com o sentido que tem da sua vida.

Sousa (2005) advoga que a primeira característica do acto criador é a espontaneidade, que, por sua vez, só surge inteiramente num clima de liberdade, num clima onda se possa “ser” sem prejudicar o outro, uma liberdade que não represente a perversão da liberdade dos outros.

A originalidade, a criatividade e a adaptação a situações novas florescem num ambiente de liberdade e abertura, onde a espontaneidade tem caminho livre e é instigada através de atitudes que a promovem. A naturalidade tem a propensão intrínseca de ser experimentada por indivíduos que comungam do seu próprio estado, autónomo e livre, longe de interferências exteriores e de influências internas que não possam controlar. A espontaneidade é considerada a capacidade que o indivíduo tem para enfrentar adequadamente cada nova situação. Ela não é apenas o processo dentro da pessoa mas também o fluxo de sentimentos na direcção do estado de espontaneidade de uma outra pessoa (Sousa, 2005). E, uma sociedade democrática pode ser beneficiada em grande escala se, ela própria, possuir um ponto de vista sobre o processo criativo que fomente cada indivíduo a dedicar-se a esse processo com entusiasmo até ao máximo da sua capacidade. Fica novamente evidenciado o domínio da educação.

Os indivíduos diferem entre si, quer seja como resultado da natureza, quer seja como resultado da educação que tiveram, também no que diz respeito à quantidade e qualidade de criatividade que demonstram ao longo das suas vidas. Miel (1972) acredita que é possível aumentar a criatividade na maior parte das pessoas, ampliando, desta forma, na sociedade em geral, se for posta em prática, em termos de educação, os factores que incentivam a criatividade e se for, crescentemente, estudado o processo criativo posto em prática em numerosos tipos de actividade, quanto a nós, não só estudado, como colocado efectivamente em acção, desde muito cedo e a todos sem discriminação.

Se pensarmos que a humanidade está dividida em dois, os super cérebros criativos, génios de nascença, os imbuídos do dom da criatividade, uma pequena elite, e os outros, a grande maioria deliberada à contemplação da elite, do distinto génio, bem como à utilização das suas criações, dificilmente prosperará. Se, pelo contrário, pensarmos que a criatividade é uma funcionalidade universal, que existe potencialmente em todos os indivíduos, então a activação desta função torna-se num problema de educação. O enigma das perspectivas de desenvolvimento psíquico de cada criança é, antes de mais, um problema de organização justa e racional do meio em que vive (Gloton e Clero, 1976).

Torna-se necessário que fique vinculado desde cedo que é pela actividade criadora que o homem se constrói, na sua abertura ao mundo e no próprio movimento da vida, cada um não é senão aquilo que criou para si e para os outros, realizando-se a si próprio. Para os autores supracitados, é categórico proceder no sentido de se livrarem do cunho mítico que têm a criação e a invenção, transformando-as em práticas regulares, em objectos de investigação científica corrente e pôr em evidência os factores da criatividade e determinar, a partir da experiência, as condições em que podem ser desenvolvidos na criança e, finalmente, estudar por que processos se passa do potencial ao real, da criatividade à criação, com o intuito de apetrechar os profissionais de educação de diferentes tipos de instrumentos de “uma autêntica pedagogia da

expressão criadora.” (op. cit.: 17).

Parece ter sido encontrado um meio, quando são muitos os autores de referência que enumeram as vantagens de uma educação que tem como base as áreas da expressões, uma educação pela arte, como defendeu Herbert Read (2001), em que concebe as artes como o método mais eficaz para se efectivar educação, propondo o jogo, a espontaneidade, a inspiração e a criação como propósitos imediatos de uma intervenção lúdico-expressivo-criativa que aglomera o drama, a dança, a música a plástica a fala e a escrita.

Gloton e Clero (1976) acabam por referir que não será surpresa se forem encontradas no centro desse estudo as actividades artísticas, não porque sejam actividades privilegiadas, mas porque representam as manifestações de expressão criadora mais natural para a criança.

Estes tributos da pedagogia de vanguarda são, na verdade, tão positivas, que é lícito questionarmo-nos sobre a razão, pela qual, não são melhor conhecidas e tomadas em mais ampla consideração.

Dans le document Cours pdf SQL Server 2000 complet (Page 54-60)

Documents relatifs