Chapitre 6 Distances et normes de chanfrein 63
6.6 Entiers repr´esentables et probl`eme de Frobenius
processo de investigação. Inicialmente como partes independentes, cada grupo de alunos
com seu professor comporá um fragmento da história que posteriormente na busca por
elaborar conexões entre os vários fragmentos compreenderá o enredo da história.
3.4. A Cabana – Aprendendo contando histórias
Nezinho:Alô, Alô, Rádio Comunitária! Anuncia aí Bocão! Hoje no fim da tarde tragam os seus filhos para a Cabana! Aprender sobre a vida e as coisas do mundo fazendo arte! Venham contar as suas histórias e aprender construindo a nossa história!
Damião:Olá moça! Trouxe alguns amigos comigo os outros ainda vão vir, desculpe o atraso. Chegamos atrasados porque não nos deixaram sair. Temos que ficar na sala até a última tarefa de casa ser copiada. Precisamos esperar o toque da sirene e eles nos anunciarem por microfone. Eu e meus amigos escapamos para vir para a sua aula, mas os outros que não conseguiram, ficaram lá copiando as tarefas.
Carmen:Mas Damião! Não precisavam fazer isto eu estava os aguardando. Eu pensava que as aulas terminassem mais cedo. Mas não se preocupem vamos aguardar os seus amigos, vamos fazer um passeio pela vila.
Montgomery:Alguns talvez venham com os pais Carmen. Olha lá! Carmen:Não há problema Momery. Vamos todos juntos.
Antônio:Vou levando o baú para irmos colocando algumas coisas interessantes que formos encontrando pelo caminho.
Pietro:Já estou pronto! Tenho lápis e papel para todos.
Montgomery:Você quer começar explicando a eles o que nos propomos a fazer Carmen?
Carmen:Pode começar Momery. Vamos conversando juntos. Pietro:Acho melhor sentarmos porque aqui em pé fica complicado. Carmen:Que tal irmos sentarmos embaixo do pé de tamarindo?
Montgomery:Essa sombra e essa brisa é um convite a contar histórias. Que tal entrarmos no mundo da imaginação? Gostaria que todos se deitassem sobre as folhas. Podem se sentir a vontade. Se quiserem tirem os seus sapatos. Fechem os olhos. Vão imaginando as pessoas que fazem parte do seu dia-a-dia, vejam onde elas estão. O que estão fazendo? Ouçam o que elas dizem.
José:Eu não gosto de ficar assim de olhos fechados professor. Não consigo. Acho muito ruim.
Montgomery:Aqueles que assim como José não gostam de ficar de olhos fechados podem ficar aqui junto com ele. Vamos imaginar de olhos abertos. Mas quase todos?!
Dalva:É professor, as crianças são um pouco impacientes. Acho que somente nós adultos gostamos de permanecer um tempo de olhos fechados para os jovens é mais complicado.
Montgomery:Tudo bem! Como é seu nome senhora? Dalva:Meu nome é Dalva.
Montgomery:Obrigado pela contribuição Dalva. Dalva:De nada professor. Eu sou mãe de José.
Montgomery: Carmen você pode distribuir os lápis e os papéis a José e os demais que estão com ele? Vamos imaginar de olhos abertos. Como é o dia-a-dia de vocês? Um desenho e uma frase. Que tal?
José:Pode ter mais de uma frase professor?
Montgomery:Por enquanto somente uma. Tudo bem assim José? José:Não precisa me olhar assim mãe! Tá bom professor.
Montgomery:Carmen você gostaria de dar mais alguma orientação? Ou algum de vocês? Antônio?
Carmen: Acho que o grupo que permaneceu de olhos fechados pode fazer a mesma coisa, desenhar e escrever uma frase, só que a partir do que imaginaram quando estavam de olhos fechados. Nós vamos iniciar a construção de uma história a partir das memórias de cada um, do que vivenciam no seu dia-a-dia. Dalva: Eu não entendi bem professora. Nós escrevemos e desenhamos o que vemos quando estamos de olhos fechados como se fosse uma história e as pessoas que via na minha imaginação passam a fazer parte da história, é isso?
Carmen: Isso Dalva. Essas pessoas serão personagens da sua história. Você desenha e escreve uma frase que contenha uma fala de um desses personagens. Dalva: Eu não desenho bem professora.
Carmen: Isto não tem importância Dalva. O conceito de bom ou ruim não afeta o nosso trabalho. Não é isto que estará afetando o nosso aprendizado. Mas a história que construiremos juntos e as discussões que serão promovidas para construção desta história.
Dalva:Sendo assim professora, seria possível repetirmos o que fizemos anteriormente? Gostaria de experimentar novamente, até porque fomos interrompidos por José.
Carmen:Claro. Podemos repetir sim. Antônio tu podes observar o tempo que eles passarão de olhos fechados? Dez minutos. Este é um tempo máximo e de
experimentação, fiquem a vontade para abrir os olhos e desenharem no momento que se sentirem mais confortáveis para isso. E se precisarem de mais tempo poderemos conceder também.
Montgomery:Assume você agora Antônio.
Antônio: Já que todos tem uma parte da história que construíram, vamos ao nosso passeio! Estas histórias serão preenchidas do que fomos vendo do nosso passeio pela vila e do que percebemos e que podem contribuir para a nossa história. José:Contribuir? Como assim professor?
Antônio:O que vocês entendem por contar uma história? José:Falar de coisas que acontecem.
Antônio:E o que são coisas que acontecem? Dê um exemplo.
José:Uma briga no Mercado é uma coisa que acontece muito e também lá na minha rua, na Rua das Almas e que eu vi outro dia e que desenhei aqui.
Antônio:E o que precisou para que a briga acontecesse? José:Precisou das pessoas.
Antônio:E elas, as pessoas brigam, assim do nada?! Elas chegaram assim na feira, olharam um para o outro e decidiram então brigar foi isso?
José:Claro que não professor! Nessa briga o homem viu sua mulher com outro comprando roupa na venda da Dona Xepa e então morreu de ciúmes e partiu pra tomar satisfação. Mas embora o outro dissesse que eles só eram amigos, ele não quis saber não, deu um soco nele que o homem foi parar no chão coitado.
Darlene:Coitado?! Você ainda chama o homem de coitado!! Ele sai com a mulher do outro e você ainda acha que ele é inocente?!
José:Mais é claro. Ela que era fácil! Ficou dando mole para ele. Ele não tem culpa.
Darlene:Você que é machista meu filho! Como você pode provar que ela estava dando mole para ele? Machismo seu, isso sim.
Antônio:Então José? Sem prolongar as discussões do momento, mais muito pertinentes. O que vocês fizeram aqui foi construir sem nem mesmo perceber, uma história. Uma história que nasce de uma experiência. Nos nossos trabalhos que estaremos elaborando juntamente com vocês é o que chamamos de “narrativa”. Então quais foram os elementos dessa história que vimos aqui? Vocês podem me ajudar? Qual seu nome?
Samira:Meu nome é Samira professor.
Antônio:Então Samira, quais elementos precisamos para construir esta história do que aconteceu agora aqui? Pode dizer algum? José já havia dito dois dos elementos, os “acontecimentos” e as “pessoas”.
Samira:Os sentimentos das pessoas professor.
Antônio:E os sentimentos podem construir uma história?
Samira:Acho que sim professor. Porque não tínhamos discutido aqui se não fosse o sentimento de raiva que Darlene teve de ver José pensando de forma machista. Acho que o outro elemento é o “motivo” ou os “motivos” que fazem a coisa acontecer. Aqui foi a nossa briga.
Antônio:Então precisaríamos de “acontecimentos”, “pessoas”, “motivos” e “sentimentos”. Juntando todos estes elementos teríamos um conflito, pois não? Samira:Acho que sim professor.
Antônio:Estamos chegando lá. Mas agora passo a vez para o professor Pietro que vai dar continuidade a nossa discussão.
Pietro:Isso é um jogo?! Oh! Carmen e Momery, vocês não me falaram sobre isso! Carmen:Vai lá Pietro!
Pietro:Então vamos lá! Depois conversamos sobre isso Antônio. Pegou-me de surpresa! Mas vamos lá! É bom aprendermos jogando. Dando continuidade no que o professor Antônio nos fala. Faço uma pergunta a vocês. Quando aconteceu esta história? José?
José:Aconteceu um mês atrás.
Pietro:O que presenciamos aqui foi um mês atrás?!!
José:O que eu vi sim. Mas aqui, do conflito antigo construímos um novo conflito. Pietro:E o que fez com que esta história tivesse tempos diferentes, passado e presente?
e a outra parte do que aconteceu aqui, no presente.
Pietro:Um presente José será que existe realmente? Ou está em movimento? Sempre caminhando para o futuro. Assim, ele nunca é o mesmo. Então teremos sempre um passado e um presente que é mutante? Algo que deixo para refletirmos. Mas, que outro elemento seria esse que podemos acrescentar aqui?
Samira:Posso falar professor? Pietro:Queremos te ouvir Samira.
Samira:Penso que o outro elemento além dos “tempos” que o senhor fala, são as “memórias”. E acho que tem outro elemento.
Pietro:Pode falar Samira.
Samira:O “acontecimento”, o elemento deste presente que o senhor fala que não para nunca, e que não está também somente no passado, o “acontecimento do momento”.
Pietro:Mas digamos que eu queira alterar a história ou ainda não a conheça muito bem. Nem sei qual é ela. Como vamos fazer ao sair agora, iniciar a construção da história pelo nosso passeio pela vila, do que desenhamos e das nossas frases, acrescentando outros elementos e percepções do que vemos. Digamos por exemplo, nesta briga na qual José nos fala na sua história, este homem ciumento ao invés de bater naquele causador do seu problema, passa a bater nas outras pessoas. Darlene?
Darlene:Isso não faria o menor sentido professor! A não ser que ele fosse um louco varrido.
Pietro:Então a partir do que Darlene nos fala. Qual seria o outro elemento fundamental na nossa história?
Samira:Posso falar professor? Pietro:Sim Samira.
Samira:Os “sentidos”. Precisamos dar sentido a nossa história.
Pietro:Que ótimo! Precisaremos constantemente construir sentidos! Acho que por enquanto estou satisfeito! É com você Antônio!
Antônio:Então José? Você havia me perguntado o que seria “contribuir” para a nossa história. Será que conseguimos um pouco clarificar as tuas dúvidas? José:Sim professor. Agora acho que compreendi.
Antônio:Mas não te preocupas. Não conseguiremos esclarecer de uma vez só. É quase que impossível. É um processo de construção contínuo, mas que também envolve quebras, mudança de rumo e problemas, porque sem eles não
conseguimos sair de lugar algum, para lugar nenhum. Montgomery: Que ótimo! Vamos agora ao nosso passeio! Pedro:E eu não entro no jogo não?!
Montgomery:Tem muito jogo ainda pela frente Pedro! Não te preocupes, não vamos deixar de complicar a sua vida. Nada de risos! É sério!
Carmen:Todos com lápis e papel nas mãos? E se lembrem de aguçar o olhar, de tentar ver além do que os seus olhos podem mostrar. Vamos lá!
Pedro:Posso dar uma opinião Carmen? Carmen:Pois não Pedro.
Pedro:Acho que seria bom se nos dividíssemos em grupos. Como somos cinco, eu, você, Pietro, Montgomery e Antônio, distribuímos os jovens e os demais adultos com cada um de nós e daqui a duas horas nos encontraremos aqui. O que acham?
Carmen:Acho uma ótima ideia. E penso que seria interessante se fossemos em locais já de interesse de cada grupo e que se relacionasse com os trechos da história que cada um já iniciou.
Pedro:Então buscaríamos nos seus desenhos e frases?
Carmen:Sim. E quando nos encontrarmos discutiremos sobre a experiência e como ela influenciou no desmembramento da história.
Montgomery:O que você sugere é que trabalhemos com cinco partes
independentes da mesma história, ou seja, com os fragmentos, e depois juntos buscaremos as conexões.
Carmen:É isto mesmo que estou sugerindo. Tudo bem assim? Já que todos concordam vamos lá! Vamos nos encontrar daqui a duas horas aqui. Ao pé de tamarindo.