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Energie d’interaction d’un dip ˆole dans un champ ´electrique

4.3 Application aux forces de coh´esion dans la mati`ere

4.3.1 Energie d’interaction d’un dip ˆole dans un champ ´electrique

A avaliação diagnóstica (AD) é primordial no processo de avaliação. Antes de desencadear um processo de ensino-aprendizagem, a AD permite diagnosticar, à partida, a situação dos alunos e assim o docente decide a orientação a tomar no desenvolvimento do processo. Esta AD teve o intuito de recolher informações pertinentes sobre a prestação dos alunos em cada uma das modalidades que iriam ser abordadas, a fim de poder planear e delinear o processo de ensino-aprendizagem da melhor maneira, indo ao encontro do que Gonçalves et al (2010, p. 47) referem “A avaliação diagnóstica, como o próprio

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nome indica, não é «formular um juízo» mas recolher informação para estabelecer prioridades e ajustar a atividade dos alunos ao sentido do seu desenvolvimento.”, também Rosado et al. (2002, p.70) mencionam que a AD

“Permite identificar os problemas, no início de novas aprendizagens, servindo de

base para decisões posteriores, através de uma adequação do ensino às caraterísticas dos alunos.”. Na opinião de Pacheco (1994), a avaliação

diagnóstica:

Corresponde quer ao momento de avaliação inicial (início do ano letivo, trimestre, unidades letivas…) quer ao momento de avaliação pontual, consistindo no levantamento de conhecimentos dos alunos considerados pré-requisitos, para abordar determinados conteúdos (…) Pela sua natureza, os dados assim recolhidos não devem nunca contar para a progressão dos alunos, mas apenas servir de indicador para o professor.

(p.75).

Tendo em conta o sistema de avaliação da ESFV, no que diz respeito à AD, as três primeiras semanas de aulas são reservadas para este feito. Desta forma, cada turma passava pelos diversos espaços disponíveis para as aulas de EF, e, nós docentes, procedíamos à AD das modalidades que iríamos abordar em cada espaço.

Este sistema, apresenta quer vantagens quer desvantagens para o processo de ensino. Assim sendo, apresenta como vantagens o facto de ficarmos a conhecer desde cedo os nossos alunos, a nível motor, motivá-los e criar expetativas para as aulas, permitindo de igual forma uma melhor estruturação do planeamento quer das UD quer das próprias aulas, tal como referem, Rosado et al. (2002, p.73) “(…) compete a estas primeiras aulas uma

função de recepção e motivação dos alunos, de criação de expetativas e de interesse pelas aulas (…)”. Em contrapartida, ao darmos inicio ao ano letivo com

as avaliações diagnósticas, e tendo em conta que algumas das modalidades lecionadas ocorrem algum tempo depois, poderá fazer com que a performance dos alunos já não seja a mesma, sendo esta influenciada pelas demais modalidades abordadas e por todas as suas vivências fora do contexto escolar, o que poderá levar a que o planeamento do professor não se encontre adequado para os seus alunos. Todavia, Pacheco (1994) e Rosado et al. (2002) referem

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que a AD não tem um momento exato para ocorrer, sendo que esta poderá se realizar no início do ano letivo, de um período ou de uma UD.

Durante este processo, o PC aconselhou-nos a frequentar as aulas do NE, quer para nos apoiarmos nos primeiros dias de contato com as turmas e desta forma manter-nos unidos, quer para auxiliarmos nas avaliações diagnósticas. Tal como já referi anteriormente, este foi um dos aspetos em que tive algumas dificuldades, sendo que a presença quer dos meus colegas quer do PC foi fundamental.

“Arrisco a dizer que devido à minha inexperiência enquanto professor e em específico a realizar avaliações, não seria capaz de realizar esta avaliação sem a ajuda do professor cooperante e dos meus colegas de núcleo de estágio.”

Excerto da reflexão nº 2 e 3 (20/09/2016) – Ginástica Acrobática O facto deste processo acontecer numa fase inicial do ano letivo, tornou esta tarefa ainda mais difícil, uma vez que o conhecimento dos alunos ainda era reduzido. Este fator, fez com que demorasse mais tempo nas primeiras avaliações, pois senti algumas dificuldades em associar os nomes “às caras” dos alunos.

“De referir também, que pelo facto de ainda não conhecer bem os alunos e de haver alguma confusão com os seus nomes, perdia um pouco de mais tempo para associar o nome ao aluno que se encontrava a realizar a figura.”

Excerto da reflexão nº 2 e 3 (20/09/2016) – Ginástica Acrobática

“O facto de realizarmos as várias avaliações diagnósticas no início do ano letivo, traduziu-se também numa dificuldade para mim, pois ainda não conhecia bem os alunos e poderia acabar por confundi-los.”

Excerto da reflexão de 1º Período Porém, com o passar do tempo, fui conhecendo melhor os meus alunos, sendo que nas avaliações seguintes já não existiu este problema. Todavia, numa primeira fase, poderia ter optado pela criação de grupos por ordem alfabética, o que acabou por não se verificar ao longo das avaliações, sendo dada liberdade aos alunos para que escolhessem os seus grupos/equipas, tal como se pode ver no seguinte excerto:

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“(…) os alunos foram divididos em 4 grupos, sendo dada total liberdade para a escolha dos mesmos.”

Excerto da reflexão nº 2 e 3 (20/09/2016) – Ginástica Acrobática

“Para que as equipas ficassem mais equilibradas, optei por escolher 4 alunos para formarem as equipas, selecionando os alunos que a meu ver eram os mais fortes e os que apresentam maior prontidão para a prática de atividades físicas e poderiam desequilibrar as mesmas, tornando desta forma os jogos mais dinâmicos.”

Excerto da reflexão nº8 e 9 (04/10/2016) – Voleibol De acordo com Rosado et al. (2002, p.73) só podemos falar de AD depois dos alunos exercitarem as matérias transatas, de modo a que possam treinar situações próximas à avaliação. Neste sentido, tive o cuidado de permitir que os meus alunos exercitassem algumas situações a fim de relembrarem algum dos aspetos relevantes para a avaliação.

“Durante esta fase, foi permitido aos alunos treinarem as diversas figuras pelas quais teriam que passar no momento da avaliação, correndo estas dentro da normalidade.”

Excerto da reflexão nº 2 e 3 (20/09/2016) – Ginástica Acrobática

“Dado que a maioria dos alunos, principalmente as raparigas, nunca tinham estado em contato com esta modalidade, dei a possibilidade de todos os alunos realizarem duas vezes o mesmo salto, sendo que a primeira tentativa tinha um caráter de treino e a segunda um caráter de avaliação.”

Excerto da reflexão nº10 (06/10/2016) – Ginástica de Aparelhos Nem todas as modalidades foram iniciadas com a AD, nomeadamente nas de basquetebol e dança: na primeira, tinha disponível poucas horas para a sua prática, sendo que, em reunião com o PC, foi decidido não despender uma aula para este feito e iniciar a mesma introduzindo conteúdos. Todavia, e apesar do PNEF constar que os alunos se encontram no nível avançado, parti do princípio de que os mesmos se encontrassem no nível elementar. Após iniciar esta modalidade com os alunos, constatei que estes se encontravam mesmo neste nível de aprendizagem. Em relação à dança, por ser uma modalidade que não é habitualmente praticada pelos alunos e que em geral o grupo não se sentia à vontade para praticar a modalidade, optei por não colocar os alunos num

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patamar de avaliação, no entanto pude constatar que o grupo se encontrava num nível introdutório. Todavia, em ambas as modalidades, as UD, foram sendo ajustada à realidade dos meus alunos, tendo em conta as informações recolhidas ao longo das primeiras aulas.

“Tendo em conta o reduzido número de aulas, repartidos também por poucos momentos, optei por não realizar AD nesta primeira aula, introduzindo e exercitando alguns conteúdos.”

Excerto da reflexão nº 68/69 (21/03/2017) – Basquetebol Com o intuito de colmatar as dificuldades que poderia encontrar nos momentos avaliativos, principalmente nesta primeira fase, foi fundamental a construção de um instrumento de avaliação, que me permitisse não despender demasiado tempo no momento. Assim sendo, os instrumentos utilizados para esta, foram escalas de apreciação e observação direta. Contudo, nas primeiras AD, apercebi-me que os instrumentos de avaliação continham demasiados critérios, o que fazia com que despendesse demasiado tempo nesta tarefa. Após me ter deparado com este contratempo, e em reflexão pós-aula, percebi que antes de dar início a qualquer avaliação era necessário estudar de forma aprofundada os instrumentos/critérios, para que este processo se tornasse mais simples e que fluísse de forma natural, o que acabou por se suceder.