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EDA? Onbekend maakt … onderbenut - Een persoonlijke ervaring

0 papel que a Venezuela desempenha na politica internacio nal está intrinsecamente ligado ao seu principal recurso, o petróleo. A Venezuela foi um dos maiores produtores mundiais de petróleo durante mais de cinqüenta anos e co-fundadora da

12 Organização dos Paises Exportadores de Petróleo.

A manutenção da paz na região centro-americana tem, para a Venezuela, um interesse especial. Mais de noventa por cento de suas importações e exportações são realizadas por via mari- tima, tendo os produtos que transitar até e a partir dos mer­ cados do norte, por essa região. Em virtude deste fato, logi­ camente, a Venezuela considera esta região uma "área vital" para seus interesses.

Na Venezuela tanto a Constituição quanto a tradição do pais outorgam ao presidente um papel preponderante na condu­ ção das relações internacionais. Por mandato constitucional, o Presidente da República é o supremo reitor da politica exte­ rior e o Ministério das Relações Exteriores é o órgão executor

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e elaborador da mesma. Sendo que a liderança pessoal desem­ penha um papel importante na determinação da politica inter­ nacional.

Em janeiro de 1983 a Venezuela celebrou seus 25 anos de vida institucional democrática ininterrupta, durante os quais governaram de maneira alternada os dois principais partidos.

a Ação Democrática (AD), de tendência social democrática e o COPEI de tendência social cristã.

- Administração de Carlos Andrés Pérez (1974-1978)

0 presidente Carlos Andrés Pérez demonstrou em sua ges­ tão, uma ativa participação na região centro-americana. Deu apoio material e moral aos revolucionários sandinistas para derrubar o regime de Anastazio Somoza na Nicarágua; restabele­ ceu vínculos diplomáticos e comerciais com Cuba e colaborou com Omar Torrijos, do Panamá, em suas negociações com os Esta­ dos Unidos acerca dos tratados do Canal; tinha, por outro la­ do, excelentes relações com a administração Carter, a ponto de ser chamado pelo primeiro mandatário norte-americano de con­ selheiro "número um" sobre a América Latina. Estas e outras atividades marcaram a administração de Pérez, como uma das ati vas e vigorosas no âmbito das relações e x t e r i o r e s . A subida abrupta dos preços do petróleo beneficiou a Venezuela, neste período, com recursos financeiros que lhe permitiram desempe­ nhar um papel muito mais importante na região e estender sua

influência até o istmo centro-americano.

A influência de Pérez foi muito importante para aglutinar o apoio latino-americano ãs demandas panamenhas contra os Es­ tados Unidos, mas, em contrapartida, financiou clandestinamen­ te campanhas publicitárias nesse pais, destinadas a fazer com que a opinião pública se mostrasse favorável aos dois tratados que finalmeíite, foram negociados. Provavelmente a medida po­ lítica para a América Central, de Pérez, que mais controvérsia causou foi o apoio brindado ã Frente de Libertação Sandinista na revolução contra Somoza. Em 1977 e 1978, o apoio da Vene­

zuela foi público e decidido, outorgando, também, ajuda mili­ tar clandestina aos sandinistas e se opondo, com êxito, ãs pro postas apresentadas pelos Estados Unidos na OEA, no sentido de enviar forças interamericanas para resolver o conflito ni­ caragüense.

- Administração de Herrera Campins (1979-1983)

Em março de 197 9 assumiu a presidência da Venezuela o can didato do partido social cristão COPEI, Luis Herrera Campins. O novo mandatário considerava que uma América Central economi­ camente próspera e politicamente estável melhoraria a seguran­ ça da Venezuela a longo prazo. Assim, achava importante manter a assistência econômica a seus vizinhos menos afortunados,tan­ to para satisfazer suas necessidades petroleiras quanto para

19 incrementar as aspirações de desenvolvimento.

Durante os primeiros anos de seu mandato, o presidente Herrera Campins pareceu, muitas vezes, seguir politicas bas­ tante próximas as dos Estados Unidos e, especialmente, as da administração Reagan. Esta postura estava refletida em, pelo menos, três considerações principais do governo venezuelano: uma forte e franca atitude anti-comunista, laços pessoais e ideológicos com o movimento hemisférico democrata-cristão, e um reiterado desejo de posição de preminência nos assuntos re­ gionais. As tendências de Herrera Campins se manifestaram a- través das relações muito frias que passou a manter com o re­ gime cubano, da ajuda bilateral outorgada a certos paises se­ lecionados e, especialmente, em virtude dos estimulos dados ãs forças democratas-cristãs do governo sandinista dos primeiros tempos, na Nicarágua e ao governo de José Napoleón Duarte, em

El Salvador, de igual tendência partidária.

Contribuiu com o envio de assistência financeira ã Nicará gua, no inicio do governo sandinista, com mais de 100 milhões

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de dólares. Desde o inicio da administração de Herrera Cam­ pins, a Venezuela retirou sua representação diplomática de

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Cuba. Em relação a El Salvador, deu apoio firme - especial­ mente econômico - a partir de 1980, ã Junta de Governo lidera­ da pelo democrata-cristão José Nepoleón Duarte, muito embora os lideres da Ação Democrática - insistissem na necessidade de suspender a ajuda econômica a El Salvador até que a Junta de

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Governo iniciasse negociaçoes com a oposição.

0 estilo "associado" da politica exterior venezuelana e sua convicção de que apenas aos Estados democráticos da região competia a incrementação de iniciativas a respeito da América Central., levaram o governo venezuelano a trabalhar com o Méxi­ co para resolver a crise salvadorenha; mas, ainda que as rela­ ções da Venezuela com o México fossem cordiais, o caso de El Salvador constituía uma fonte de tensão, jã que ambos paises apoiavam setores opostos da guerra civil salvadorenha.

Em virtude do posicionamento norte-americano face ao con­ flito nas Ilhas Malvinas, em 1982, de apoio ã Grã-Bretanha, a politica externa venezuelana mudou de rumo, adotando uma pos- 25 tura mais "latino-americana", mais autonoma e independente.

0 ano de 1983, na Venezuela, foi marcado por um periodo de eleições gerais - legislativas e presidenciais - inicia­ do com as campanhas de janeiro que culminaram, em dezembro,com a eleição do candidato do partido Ação Democrática (AD).

Em relação ao conflito da América Central, a postura do governo venezuelano, ao tempo da constituição do Grupo de Con-

tadora, era a de considerar como fator mais importante para a pacificação e desenvolvimento da área, o estabelecimento de regimes democráticos nos paises da região. Apesar da Venezuela ter sido um pais tradicionalmente aliado dos Estados Unidos, preocupava-se também com o recente intervencionismo adotado pela politica norte-americana na América Central. Desta manei­ ra, considerava que a única alternativa válida para resolver os problemas da América Latina era o diálogo e as gestões a favor da paz.^^