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Le durcissement par précipitation

4 • LES PROPRIÉTÉS MÉCANIQUES DES MÉTAUX PURS –

4.2 Le durcissement des métaux

4.2.4 Le durcissement par précipitation

O Colégio de Nossa Senhora de Lourdes é uma escola católica, propriedade da Congregação das Religiosas do Amor de Deus, existente em Portugal desde o ano de 1942, quando lhe foi concedido o alvará nº 483 pelo Ministério da Educação.

A Congregação foi fundada em Toro, Espanha, no dia 27 de Abril no ano de 1864, pelo sacerdote espanhol e professor catedrático Jerónimo Mariano Usera y Alarcón que entendeu ser a educação a melhor forma de propagar os valores cristãos. A partir desta data fundaram-se inúmeros centros educativos Amor de Deus por toda a Europa, América e África, onde se ensinavam crianças e jovens com o propósito de se tornarem cidadãs, mães e educadoras bem formadas “para a sociedade e para Deus” (http://www.cnslourdes.com/, acedido em 20-08-2014).

Em 1932, por força das circunstâncias da Guerra Civil em Espanha, a Congregação veio pela primeira vez para Portugal, para iniciar a sua atividade educativa na cidade do Porto.

As Religiosas começaram a exercer a sua missão educativa a partir do ano de 1932, primeiro no grande colégio do Porto e depois num Colégio na rua Miguel Bombarda, 149. A 8 de Setembro de 1933 o colégio passou a ser propriedade das Religiosas do Amor de Deus.

O primeiro ano letivo iniciou com 9 alunos, mas o número elevou-se a 52, já no fim do primeiro trimestre. Nos anos seguintes a frequência foi aumentando, tornando-se o espaço bastante pequeno para dar resposta a todos os pedidos.

Em Outubro de 1939, face ao elevado número de alunos, o Colégio mudou para um solar pertencente à família van Zeller, entre as ruas do Campo Alegre e Rainha D. Estefânia. Ainda nos nossos dias a fácil acessibilidade e situação geográfica são aspetos positivos em favor do Colégio.

Em 1959, com um novo aumento dos alunos a direção do Colégio, adquiriu-se um edifício na rua António Cardoso, onde passou a funcionar o Ensino Infantil. A 27 de Janeiro de 1976, por diversas razões, incluindo a degradação das instalações, a Direção do Colégio decidiu suspender, provisoriamente, o ensino Preparatório e Liceal, ficando o Colégio Nossa senhora de Lourdes, durante 11 anos, a funcionar apenas com ensino primário e infantil.

Visando melhorar os espaços, a Congregação fez várias diligências em ordem à compra de terreno para uma nova construção ou aluguer de um edifício adequado pelo que, a 30 de Novembro de 1984, se adquire um imóvel na rua Rainha D. Estefânia.

O restauro do edifício antigo, em 1992, mantendo o traçado original, que vigora até à data, permitiu melhores instalações para os serviços de direção, secretaria, administração, refeitórios e habitação das religiosas.

Em 1994 foi fixada a lotação total deste Estabelecimento em 958 alunos, sendo 193 do pré – escolar, 325 do 1º ciclo, 175 do 2º ciclo e 256 do 3º ciclo. O Colégio celebra anualmente com o Estado contrato simples de apoio financeiro, para todos os níveis de escolaridade.

Esta Congregação está hoje representada em vários pontos do País: Porto; Coimbra Lisboa; Chaves; Guimarães; Ílhavo; Estoril; Cascais; Alandroal e Vila Viçosa, onde os centros funcionam em regime de coeducação (http://www.cnslourdes. com/detalhe.asp? ID=6, acedido em 20-08-2014).

No concernente ao seu Projeto Educativo, este “pretende dar a conhecer o trajeto e direção a seguir, aglutinar e dar sentido a todos os aspetos da vida escolar. Tem também o propósito de ser um espaço de vida a partir de orientações comuns que garantam a coesão e unidade de esforços na missão educativa”.

Às Irmãs, responsáveis máximas pela educação, cabe “assegurar o carisma educativo cujo objetivo é fazer de cada aluno um ser integral, segundo o pensamento humanista cristão que tem Cristo como supremo modelo e horizonte de utopia”.

Em termos de objetivos, as Escolas Amor de Deus “assentam numa rigorosa formação científica, intelectual e cultural, procurando, com toda a sua atividade, despertar e estimular o desenvolvimento integral e harmonioso da pessoa, como agente do seu próprio crescimento, nas suas dimensões individual, social e cristã” http://www.cad-cascais.org/, acedido em 20-08-2014) Entre os seus objetivos consta: a. Educar na liberdade, de forma que o aluno atue conscientemente e tome

b. Promover o equilíbrio afetivo, maturidade e verdadeiro domínio de si mesmo para que, com critérios próprios e firmes, o educando seja constante nas suas ações;

c. Cultivar o espírito crítico e criativo que permita ao aluno enfrentar, flexivelmente, situações de mudança sem perder os valores permanentes; d. Aprofundar a dimensão social da pessoa, a partir de uma compreensão global

do Homem, para que chegue a entender e a viver a sexualidade de forma positiva e serena;

e. Despertar, capacitar e desenvolver a inteligência para a assimilação sistemática e crítica da cultura e dos saberes, de forma adaptada ao desenvolvimento, idade, faculdades e opções próprias;

f. Animar, estimular e disciplinar as capacidades mentais, para que o aluno possa obter um conhecimento da Verdade e aderir à mesma, mediante exercícios de observação, reflexão, aprofundamento, diálogo e ação;

g. Promover a disciplina interior e o equilíbrio afetivo que levem à maturidade, à fidelidade, à relação fraterna e ao domínio próprio, habilitando a pessoa para atuar com critérios próprios e para fazer opções responsáveis;

h. Fomentar experiências de complementaridade, criação e investigação em equipa, de modo que o trabalho de grupo seja uma situação normal de aprendizagem, comunicação e produção, no qual os alunos se habituem ao novo dinamismo social;

i. Desenvolver atividades de abertura, responsabilidade e participação, fomentando hábitos democráticos; entre outros.

Para atingir tais objetivos, a Escola considera “imprescindível uma harmonia de vida entre todas as pessoas e todos os sectores que formam a comunidade escolar” (Projeto Educativo Escolas Amor de Deus, s/d, p. 7) onde o diálogo impere e os diversos atores possam exprimir os seus pontos de vista, apresentando caminhos e sugestões, comprometendo-se a escola a proporcionar a cada aluno “informação,

metodologia e recursos adequados ao seu crescimento integral como pessoa” (ibidem, p. 8).

Em virtude de se tratar duma escola “diferente”, eram também diferentes as condições físicas onde as aulas e outras atividades se desenvolveram. A escola aposta na proximidade, autonomia e liberdade dos seus alunos, como forma de os responsabilizar pelos seus atos sem grande necessidade de intervenção do adulto. Assim e mesmo exigindo do aluno o devido respeito esta sala possuía cadeiras dispostas em semicírculo estando os alunos próximos uns dos outros. A não existência de mesas podia dificultar tarefas como registos escritos mas proporcionava novas dinâmicas de trabalho e de interação. Havia mais flexibilidade e autonomia e em nenhuma altura os alunos sentiram que estavam a ser avaliados. A disposição desta sala foi bastante conveniente para o trabalho alusivo às danças dada a sua configuração física, embora também tenha resultado com os outros ciclos.

Paralelamente, todo o material necessário para uma boa execução das sessões estava ao dispor e nas perfeitas condições.

Pode concluir-se que mesmo tratando-se dum método ou sistema diferente do primeiro ciclo, cabe-nos ajustarmos a nossa prática a cada uma das realidades e delas retirar o maior proveito possível.