de l’industrie internationale
Phase 3. Diversification des données
A área da construção civil no Brasil esteve aquecida nos últimos anos, em 2014 o governo aplicou cerca de R$ 200 bilhões no programa “Minha Casa, Minha Vida” e, com isso, mais de 1,5 milhão de famílias tiveram acesso à moradia. Este grande movimento de recursos, fez com que as empresas do ramo fossem mais procuradas, trazendo mais empreendimentos em busca de sustento na área civil. Porem a tendência é de que o setor não tenha tanto crescimento em 2015, conforme a estimativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o crescimento no setor deve ficar próximo de zero, sendo assim, o crescimento deve ser de, no máximo, 0,5 por cento.
Devido à economia estar passando por um momento de incertezas, por motivos de corrupção e má administração governamental, as pessoas ficaram mais receosas quanto à compra de imóveis. Porém, Ijuí destaca-se positivamente pelo fato de ser referência regional em serviços hospitalares e universidades, isso traz vários investimentos imobiliários para a cidade, e investidores interessados em expandir seus negócios. De acordo com o registro de imóveis do município, segue abaixo dados de registros anuais de compra e venda:
- 2010: foram realizados pelo Registro de Imóveis de Ijuí 1.965 registros de compra e venda;
- 2011: foram realizados pelo Registro de Imóveis de Ijuí 1.816 registros de compra e venda;
- 2012: foram realizados pelo Registro de Imóveis de Ijuí 1.588 registro de compra e venda;
- 2013: foram realizadas pelo Registro de Imóveis de Ijuí 1.559 registro de compra e venda;
- 2014: foram realizadas pelo Registro de Imóveis de Ijuí 1.512 registros de compra e venda, de janeiro a outubro.
O município de Ijuí é procurado por pessoas de cidades vizinhas, o que possibilita desenvolver serviços de corretagem para moradores destes municípios que buscam investir em Ijuí, outro elemento de alavancagem para o setor é o projeto
de desenvolvimento do Curso de Medicina em Ijuí, assim, visualiza-se boas oportunidades para o novo empreendimento, pois haverá pessoas procurando investir no município, gerando negócios.
Os fatores que mais influenciam o mercado imobiliário são os aspectos econômicos, legais e governamentais, estes podem influenciar positivamente ou negativamente, como por exemplo: a quantidade de recursos disponibilizados pelos bancos para financiamentos habitacionais; a situação econômica das famílias fomenta ou diminui a demanda por imóveis, podemos citar também a situação das safras agrícolas, já que o município onde se localiza a empresa tem a economia influenciada pela situação da agricultura.
A economia está influenciando muito o mercado imobiliário, hoje a maior agente financiadora de imóveis é a Caixa Econômica Federal, esta instituição que antes financiava até 80% do valor de um imóvel, passou a financiar somente 50%. Esta mudança começou a vigorar a partir de abril/2015, atualmente quem comprar um imóvel usado terá que dar uma entrada de no mínimo 50% e financiar a outra metade.
A Caixa Econômica Federal deseja focar a oferta de crédito habitacional em moradias novas. No site G1.com, o vice-Presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal, Eduardo Aroeira Almeida, comenta que “Com esse limite, menos pessoas vão conseguir vender seus imóveis usados para comprar outros maiores, e isso afeta as vendas mercado de imóveis como um todo, inclusive os novos”.
A diminuição de financiamento também esta acontecendo pelo fato de ter elevado a taxa de juros, em Abril de 2015 a taxa que era 9,15% a.a passou a ser 9,45% a.a. Já para quem tem algum relacionamento com a Caixa Econômica Federal, a taxa foi de 8,75% para 9,30% a.a. Esse aumento é para imóveis com valor de até R$ 650 mil no chamado Sistema Financeiro de Habitação (SFH), sendo o segundo aumento que a Caixa fez só em 2015. Os financiamentos habitacionais contratados com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida e do FGTS não foram afetados pela mudança.
Uma saída para não entrar nesta nova forma de financiamento é utilizar consórcios de imóveis, os quais são oferecidos por várias instituições financeiras, neste tipo de financiamento não é necessário pagar juros, mas sim taxas que variam
entre 12% e 25% sobre o valor do imóvel. Ou até mesmo parcelamento com o proprietário do imóvel, este tipo de negócio acontecia anos atrás.
As imobiliárias de Ijuí possuem uma associação municipal, a AEII (Associação das Empresas Imobiliárias e Corretores de Imóveis de Ijuí), onde o presidente Sr. Rúbio Viecili da RV Imóveis e a corretora Chelca Santin Ghiggida da Portal Imóveis representam a categoria em eventos sobre mercado imobiliário, além de organizarem um evento anual com os associados. As demandas que as imobiliárias identificam são repassadas para os representantes da associação e assim que surge uma oportunidade elas são repassadas para as entidades competentes.
O sindicato e a associação que representam e defendem o setor imobiliário é o Secovi/RS (Sindicato da Habitação do Rio Grande do Sul) e a Agademi (Associação Gaúcha de Empresas do Mercado Imobiliário), os quais buscam proporcionar o desenvolvimento e a atualização profissional das imobiliárias e dos condomínios, sempre atuando em benefício das mesmas. Além destas instituições também tem como parceiro o SecoviMed/RS, o qual tem como objetivo a priorização da saúde dos integrantes das categorias representadas pelas entidades envolvidas, possibilitando assistência médico-ambulatorial, medicina do trabalho, assistência odontológica, exames laboratoriais básicos e, uma farmácia, que atenderá somente aos usuários do SecoviMed/RS com preços especiais, abaixo daqueles praticados pelas demais farmácias. Para utilizar estes serviços as empresas associadas pagam uma mensalidade calculada de acordo com o capital social que possui.
Figura 3: Representantes do setor imobiliário no RS
As administradoras de condomínios são poucas no município de Ijuí, o que proporciona uma oportunidade de negócio, com a urbanização no Brasil, vem o aumento de construções de condomínios, e consequentemente mais pessoas estão aderindo conviver neste tipo de imóvel. Atualmente há duas administradoras de condomínios atuando neste mercado, e os demais são administrados somente pelo síndico.
A administração é um serviço necessário em todos os condomínios, facultativo é a contratação de uma administradora para proceder com este serviço. Porem como a falta de tempo hoje é um problema que a maioria das pessoas enfrenta, mais cômodo é a contratação de uma empresa especializada para proceder com esta gerência.