3.3 Le polytope ITSP(n, p)
3.3.2 Dimension du polytope ITSP(n, p)
Joana Leite Silva1, Daniela Santos Faria1,
Joana Sousa Neves1, Marcos Cerqueira1,
Carmo Afonso1, Daniela Peixoto1
1. Rheumatology Department, Hospital Conde de Bertiandos (ULSAM), Ponte de Lima, Portugal
Introdução: A púrpura de Henoch-Schönlein (PHS) é uma vasculite sistémica de pequenos vasos, imunome- diada, com envolvimento preponderante da pele, tra- to gastrointestinal, articular e renal. Na sua etiologia, ainda não completamente esclarecida, consideram-se factores genéticos, imunológicos e ambientais. Os acha- dos clínicos da PHS são consequência de uma vasculi- te leucocitoclástica disseminada, associada a deposição de complexos de IgA na parede dos pequenos vasos. Pode ocorrer em qualquer idade, embora seja mais co- mum na infância e em adultos jovens. Não existe um tratamento específico para esta situação clínica sendo este, apenas, frequentemente sintomático, dado o cur- so habitualmente benigno da doença. Em formas mais graves, como do caso que se descreve, têm sido tenta- dos vários imunomoduladores.
Caso Clínico: Doente do sexo masculino, de 68 anos de idade, aparentemente assintomático até maio de 2005, altura em que lhe surgiram lesões purpúricas nos membros inferiores e astenia marcada. Posteriormen- te, teve quadro de dor abdominal tipo cólica, náuseas e vómitos, artrite de médias e grandes articulações e
agravamento da púrpura com expansão para toda a su- perfície corporal, excepto a face. Foi medicado com corticóides com melhoria clínica. Evoluiu, no entanto, com episódios de agudização caracterizados pelo rea- parecimento de artrite, agravamento das lesões cutâ- neas, hematoquézias e retorragias. Estas queixas moti- varam estudo do tubo digestivo com biópsia que reve- lou “colite inespecífica”. Nesta altura, foi colocada a hi- pótese diagnóstica de doença inflamatória intestinal, pelo que foi medicado com azatioprina. A persistência dos sintomas levou à alteração da terapêutica para in- fliximab, sem resultado.
Em 2011, num dos episódios de exacerbação da doença surgiu também hematúria microscópica. Este facto, conjuntamente com o quadro clínico descrito e com os achados de vasculite leucocitoclástica numa bió- psia cutânea, suportou o diagnóstico de PHS do adulto. Para controlo da doença o doente continuou a ne- cessitar de corticóides em doses elevadas pelo que, su- cessivamente, foram tentados outros fármacos, no- meadamente metotrexato, imunoglobulina humana, ciclofosfamida e rituximab, sem resposta clínica sus- tentada e impossibilidade de redução da dose de cor- ticoide. Em fevereiro de 2014 iniciou micofenolato de mofetil (MMF) e, desde então, tem-se mantido estável com uma dose baixa de corticóides, constatando-se, apenas algumas agudizações ligeiras da doença no con- texto de intercorrências infecciosas.
Conclusão: A púrpura de Henoch Schönlein do adul- to é uma condição clínica rara, por vezes, de diagnós- tico e tratamento muito difícil. Os corticóides e agen- tes imunossupressores têm vindo a ser usados no tra- tamento da PHS severa. Na literatura, existem apenas alguns relatos de caso relativos ao uso de MMF. No en- tanto, não existe evidência suficiente de que estes agen- tes melhorem o resultado a longo prazo, pelo que es- tudos controlados e randomizados são necessários para avaliar o risco-benefício destas terapêuticas.
REFERÊNCIAS
1. Audemard-Verger et al. IgA vasculites (Henoch-Shonlein pur- pura) in adults: Diagnostic and therapeutic aspects. Autoim- mun Ver. 2015 Jul; 14 (7):579-85.
2. Jithpratuck et al. The clinical implications of adult-onset henoch- schonelin purpura. Clinical and Molecular Allergy 2011, 9:9.
P13 – O qUE PODERIA SER UMA SUBLUXAÇÃO ATLANTO-AXIAL...
Miguel Guerra1, Taciana Videira1, Daniela Seixas2,
Patrícia Pinto1
Gaia/Espinho, Vila Nova de Gaia, Portugal 2. Radiology, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Vila Nova de Gaia, Portugal
Introdução: A artrite reumatoide (AR) caracteriza-se por um quadro de poliartrite simétrica predominante- mente periférica. No entanto, pode existir envolvi- mento axial, principalmente C1 e C2, por vezes fatal. Neste contexto, perante queixas cervicais, torna-se mandatório excluir esta possibilidade.
Descrição do caso: Doente do sexo feminino, 72 anos, com AR seronegativa de 2 anos de evolução, medicada com metotrexato, em remissão. Quadro de cervicalgia de início súbito, localizada à região occipital, sem histó- ria de traumatismo prévio. Descrevia a dor como cons- tante, de intensidade moderada, com agravamento no- turno e com extensão/rotação, por vezes com disestesias occipitais. Perante a suspeita de envolvimento atlanto- axial no contexto da doença de base, optou-se pela rea- lização de ressonância magnética (RM) cervical dinâmi- ca. Esta revelou, para além de alterações degenerativas, hipersinal em T2 e STIR do músculo rectus capitis poste- rior minor bilateralmente, mais evidente à esquerda, com perda de volume do músculo e infiltração adiposa, a fa- vor de neuropatia periférica C1 (nervo occipital).
No estudo dinâmico foi ainda possível demonstrar: retrolistese C4-C5 e anterolistese C5-C6 em posição neutra; anterolistese C3-C4, C5-C6 e C7-D1 em fle- xão, com retilinização da coluna nesta posição; retro- listese C4-C5 em extensão. O maior nível de instabili- dade seria entre C4 e C5.
Apesar do envolvimento muscular ser sugestivo de neuropatia periférica, as alterações encontradas no es- tudo dinâmico também enquadraram os achados no contexto de instabilidade cervical. Com tratamento fi- siátrico e pregabalina, verificou-se resolução das quei- xas álgicas.
Conclusão: Existem várias causas de cervicalgia. Ape- sar de na AR a subluxação C1-C2 ser uma preocupa- ção alarmante, o curto tempo de evolução da doença e inatividade articular tornavam a hipótese pouco pro- vável. A disfunção biomecânica e a atrofia muscular se- letiva acabariam por justificar o quadro clínico. P162 – SELF-REPORTED RHEUMATIC DISEASES AND EARLY RETIREMENT IN PORTUGAL – ANALYSIS FROM THE EPIREUMAPT STUDY
Pedro A Laires1, 2, Miguel Gouveia3, Helena Canhão1,4,
Rodrigues AM1,4,5, Gouveia N1,5, Mónica Eusébio1,
Jaime C Branco1,5,6
1. Sociedade Portuguesa de Reumatologia, Lisboa, Portugal 2. Centro Académico de Medicina de Lisboa, Lisboa, Portugal 3. Catolica Lisbon School of Business, Lisboa, Portugal 4. Rheumatology Research Unit, Instituto de Medicina Molecular, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
5. CEDOC, NOVA Medical School, Nova University, Lisboa, Portugal
6. Rheumatology Department, Hospital Egas Moniz (CHLO), Lisboa, Portugal
Objective: We aim to examine the association between self-reported RD and early retirement by using large real-world observational data in Portugal.
Methods: We used individual level data from the na- tional, population-based EpiReumaPt study (Septem- ber 2011 to December 2013). 10,661 inhabitants were randomly surveyed in order to capture and characteri- ze all cases of RD within a representative sample of the Portuguese population, which were stratified by admi- nistrative territorial units (NUTSII). In this analysis we used all participants aged between 50 and 65 years old, near the official retirement age (N=2,792; females: 1,727). The association of self-reported RD and early retirement was tested using logistic regression. All es- timates were computed as weighted proportions, in or- der to take into account the sampling design.
Results: 29.9% of the Portuguese population with ages between 50 and 64 years old were officially retired. Among these, 43.2% were retired due to ill-health, which in turn about a third (30.4%) was specifically due to RD. Thus, 13.1% of all retirees self-reported RD as the main reason for early retirement. More than a third (34.2%; females: 46.3%) of all study population self-reported RD, being also more likely to self-report other main chronic disease (OR: 3.4; CI: 2.53-4.65; p<0.001). 35.2% of RD respondents were retired ver- sus 27.2% of those non-RD (p=0.025). Prevalence of self-reported RD seems to be associated with early reti- rement (unadjusted OR: 1.45; CI: 1.05-2.01; p=0.025). Some other characteristics are also associated with ear- ly retirement, in particular older age, male gender and presence of other chronic diseases. RD association tends to be independently associated with early retirement (adjusted OR: 1.41; CI: 1.03-1.95; p=0.031).
Conclusion: These results are similar with previous data from the National Health Survey conducted in Portugal nearly a decade ago and confirms the impact that self-reported RD still have on early retirement.
P174 – SÍNDROME DE DRESS SECUNDÁRIO A