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Chapitre III ETUDE DES DEBITS D’HUILE PROJETEE

III.3 Campagne de mesures

III.3.2 Différents régimes de projection

A investigação científica tem vindo a permitir descortinar novas perspetivas de ensino-aprendizagem das ciências que se compatibilizam com a contemporaneidade.

Ainda assim, verifica-se uma grande discrepância entre o campo teórico e a prática educativa. A escola que serviu os intuitos da modernidade perdura e, com ela, os currículos continuam a ser apresentados em pacotes isolados e os métodos de ensino a reproduzir a escola tradicional. Cachapuz (2007)

Aquisição de CONCEITOS Compreensão de PROCESSOS científicos Mudança de CONCEITOS Construção de ATITUDES E VALORES EPT

(Ensino Por Transmissão)

EPD

(Ensino por Descoberta)

EPMC

(Ensino Por Mudança Conceptual)

EPP

(Ensino Por Pesquisa)

I N S T R U Ç Ã O E D U C A Ç Ã O

refere doze pontos críticos da educação, dos quais três são relativos à educação científica,

3. Ensino das Ciências fortemente marcado por uma visão positivista da Ciência, sobrevalorizando contextos académicos (Ciência como retórica de conclusões) onde são quase sempre ignoradas articulações essenciais C/T/S/A ou ainda Ciência/Ética ajudando a situar culturalmente a Ciência no quadro de uma educação para a cidadania responsável;

4. Ensino das Ciências quase só tendo lugar em ambientes formais (escola), não explorando sinergismos com a comunidade científica, trabalho de campo, clubes de ciência, visitas a centros de investigação, instalações industriais, centros de ciência, museus de ciência...;

5. Ensino das Ciências subvalorizando (de facto) o desenvolvimento de competências e de atitudes científicas (por exemplo, quando se passa dos programas propostos à avaliação da aprendizagem, aquelas são ignoradas em favor da avaliação doà o poàdeà o he i e tos à p: .

Identificados os aspetos críticos da educação em ciência torna-se necessário mitigá-los. Assume-se que é imprescindível reverter a situação, permitindo que os nossos jovens consigam construir conhecimento relacionado com o currículo lecionado. Tal facto implica uma mudança nas práticas pedagógicas desenvolvidas por cada professor. A alteração dessas práticas é assumida como necessária e, não raras as vezes, são apresentadas à comunidade docente recursos facilitadores dessa alteração. Pese embora estas premissas, os recursos apresentados mais não trazem que desânimo aos professores.

Neste âmbito, é preciso apresentar estratégias de trabalho exequíveis na escola, ponderando as delimitações curriculares e a formação docente. Investigações recentes analisaram as potencialidades do trabalho prático (TP) na reformulação das práticas pedagógicas de educação científica, evidenciando-o como recurso educativo com potencialidades na reformulação dos contextos de aprendizagem (Carreira, 2014).

No presente artigo expõe-se de que forma o TP contribui para atenuar a visão positivista de ciência, referida por Cachapuz (2007), como um dos pontos críticos da educação em ciências.

2.1. A importância do Trabalho Prático na aprendizagem da ciência

O TP pode dar um contributo essencial para a construção de contextos de aprendizagem da ciência. Na investigação realizada o TP foi analisado enquanto atividade

(...) facilitadora do desenvolvimento conceptual dos alunos, proporcionando a compreensão de aspectos particulares do método científico, do papel da observação e da teoria, do estatuto epistemológico da hipótese, do impacto científico, tecnológico e social de uma ideia e do relevo da História da Ciência (Martins & Veiga, 1999:37).

De entre as várias modalidades de TP que se podem desenvolver Carreira (2014), identificou quatro modalidades de TP que contribuíram para combater diferentes concepções de ciência de cariz positivista: Resolução de exercícios (RE), Debates (DE), Apresentação de artigos (AA) e Trabalho laboratorial (TL).

Na modalidade de RE, evidenciaram-se conceções de ciência- infalível e de ciência-produto, identificada, também, na modalidade de DE a par com a conceção de ciência - aporte de benefício social. A precisão como característica da ciência emergiu durante a realização de TE e TL, tendo, neste último, aparecido o entendimento de ciência associado ao desenvolvimento de habilidades técnicas (Carreira, 2014: 375). O trabalho prático, ao proporcionar momentos de participação social dos alunos, permitiu a emersão de concepções de ciência de cariz positivista e, tendo estas sido identificadas, enveredou-se por práticas de aprendizagem significativa que as colmataram. Ainda assim, é importante frisar que a construção de um entendimento de ciência mais contemporâneo surgiu at a sàdaà« … àcomplementaridade entre as várias modalidades [de TP] que possibilitou um melhor entendimento do que é a ciência, nomeadamente na sua relação com a sociedade» (Carreira, 2014: 375-376). Desta forma, o TP apresenta-se como recurso educativo passível de ser desenvolvido no ensino formal que se devidamente contextualizado possibilita compatibilizar o currículo estabelecido com estratégias de ensino centradas no aluno.

Importa frisar que a aprendizagem é um processo social moroso logo, essa mudança epistemológica de ciência ocorreu de forma progressiva ao longo do ano letivo, sendo evidente

… à aà a liseà deà o teúdosà sà e t e istasà dosà alu osà ujosà diálogos, relativos ao início do ano letivo, apontam para a objetividade dos conteúdos curriculares para, no final do ano

letivo, falarem da mutabilidade e vastidão do conhecimento científico. Este dado revela que os alunos construíram, ao longo do ano letivo, um entendimento de ciência mais racional (Carreira, 2014:375).

Apesar do processo de construção social de uma conceção de ciência mais humanista,àesteà oàfoià« … àlinear para todos os alunos, continuando alguns a manifestar conceções positivistas de ciência» (Carreira, 2014:375). Tal facto enfatiza que a aprendizagem é um processo único para cada indívíduo, imputando aos professores uma reflexão crítica e consequente sobre o ato de ensinar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Cachapuz, A. (2007). Educação em Ciência: que fazer? á tasàdoà ol uio:à Ci iaàeàEdu aç oàe à

Ci ia . Lisboa: Conselho Nacional da Educação – Ministério da Educação.

Carreira, S. M. (2014). Literacia e Trabalho Prático – um estudo para a Inovação Pedagógica em

contexto escolar. Tese de doutoramento não publicada. Instituto de Ciência da Educação,

Universidade da Madeira.

Leite, L. (2001). Contributos para uma utilização mais fundamentada do trabalho laboratorial no ensino das ciências. In H. V. Caetano & M. G. Santos (Orgs.). Cadernos Didácticos de Ciências. (pp. 77-96). Lisboa: Departamento do Ensino Secundário do Ministério de Educação.

Martins, I. & Veiga, M. L.. (1999). Uma análise do currículo da escolaridade básica na perspectiva

da educação em ciências. Lisboa: Instituo de Inovação Educacional.

Mintzes, J. J. & Wandersee, J. H. (2000). Reforma e Inovação no Ensino da Ciência: Uma Visão Construtivista. In. J. Mintzes, J. Wandersee & J. Novak (Orgs.). Ensinando Ciência para a

Compreensão – uma visão construtivista. (pp.44-67). Lisboa: Plátano Edições Técnicas.

Sousa, J. M. & Fino, C. N. (2008). As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional.

Revista Educação & Cultura Contemporânea, Vol. 5, 11-26.

Vieira, R. M., Tenreiro-Vieira, C. & Martins, I. P. (2011). A educação em ciências com orientação

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Urbano, J. D. (2005). A Educação em Ciência – Situação e Perspectivas. á tasàdoà ol uio:à Ci iaà eàEdu aç oàe àCi ia . Lisboa: Conselho Nacional da Educação – Ministério da Educação.

ABORDAGEM DOS CONCEITOS CIENTÍFICOS DE BIOLOGIA NOS