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3.1 Le refroidissement laser

3.1.4 Différentes configurations

Necessidade de realização rápida de serviços online. Espaço de ação e produção.

Quadro 1: Caraterísticas dos quatro Estilos de Utilização do Espaço Virtual Fonte: Adaptado de Barros (2012:87,88).

Metodologia, Instrumentos de Recolha, Tratamento, Análise e Redução de Dados

Esta experiência em contexto educativo assenta num paradigma de investigação naturalista e interpretativo (Afonso, 2014), na medida em que, identificamos os estilos de utilização do espaço virtual dos alunos envolvidos, através de um inquérito por questionário, descrevemos e interpretamos os seus resultados, enquanto diagnose para a utilização e otimização das tecnologias, de forma adequada e produtiva, em contexto de sala de aula.

Os instrumentos de recolha de dados e monitorização da experiência foram o inquérito por questionário e diário de bordo, com registos decorrentes da observação direta e participante. No tratamento, análise e redução dos dados, utilizamos a análise quantitativa, qualitativa e descritiva na interpretação do inquérito por questionário, inquéritos de diagnose e satisfação, e a análise de conteúdo da informação registada no diário de bordo. A recolha destes elementos emerge de um contacto frequente e prolongado com os alunos envolvidos e de uma observação atenta e integrada das suas ações e reações em contexto de sala de aula: observações intencionais e observações ocasionais.

Para a identificação dos estilos de utilização do espaço virtual utilizamos o inquérito por questionário desenvolvido por Barros et al (2008:107-108) também disponível em suporte digital em https://goo.gl/iVZG6i. Contudo, a obrigatoriedade de colocação dos dados pessoais e a existência de alguns termos em português do Brasil, de difícil compreensão para os alunos, motivou a colocação do questionário numa versão digital, por nós elaborada, em google drive,

116 partilhada com os alunos através do seu email institucional, com a adaptação para português de Portugal de alguns vocábulos a fim de o tornar mais percetível.

Realizamos um pré-teste com uma população semelhante à do nosso estudo em número e caraterísticas e validamos o questionário com seis especialistas em Ciências da Educação, os quais propuseram algumas melhorias técnicas, no que à sua adaptação para google drive diz respeito, e de que a separação dos quatro estilos indicados por A, B, C e D e por páginas, é um exemplo.

O diário de bordo foi igualmente utilizado como apoio no desenvolvimento deste estudo exploratório. Adotamos um sistema muito simples de anotações, através da elaboração de grelhas no Microsoft Word onde, sempre que possível, redigimos diretamente através do recurso a um tablet ou, para onde passamos as notas ocasionais recolhidas no bloco de notas do

smartphone, ou por nós manuscritas num moleskine.

Concebemos também um inquérito de satisfação final, para aferir os resultados da utilização do grupo secreto no facebook e da aplicação do Modelo Pedagógico 7E (Okada, 2014:69-74). Este inquérito foi também elaborado em google drive, com link partilhado no grupo secreto, após testes junto de um grupo exploratório e a realização de um pré-teste ao questionário com a mesma turma de alunos desse grupo exploratório. Ficou dividido em quatro partes: dados pessoais e escolares dos inquiridos; utilização do computador e das redes sociais, nomeadamente, contacto com realidades relacionadas com trabalho colaborativo online; finalidade de utilização do grupo secreto no facebook e, por fim, finalidade de utilização das redes sociais. Foi feita a identificação de três vantagens de utilização de um grupo secreto na rede social em análise em relação à plataforma moodle e balanço da utilização do grupo durante o ano letivo em que decorreu (Cf. esquema deste inquérito no Quadro 2).

Dados pessoais e escolares  Género  Idade

 Frequência do 10º ano de escolaridade (1ª vez ou retenção)

Utilização do computador e das redes sociais

 Utilização do computador para…(estudar; atividades de lazer; na escola, quando não tem aulas; na escola, em atividades com colegas).

 Aprendeu a utilizar o computador…( em cursos de formação específica; em autoformação; com o apoio de colegas; com o apoio de familiares e amigos; em formação na escola, na área das TIC).  Redes sociais que conhece e utiliza (facebook; my space;

117  Rede social que utiliza com mais frequência

(facebook; my space; linkedyn; twitter; youtube; flickr; outro).

 Frequência de utilização dessa rede social (várias vezes ao dia; uma vez por dia; uma vez por semana; uma vez por mês).

 Média de horas diária de utilização dessa rede social (mais de 10 horas; entre 5 e 10 horas; menos de 5

horas).

 Número de professores que utiliza as redes sociais no âmbito das suas disciplinas.

Finalidade de utilização do grupo secreto no facebook (seleção a partir de uma escala: muito importante; importante; pouco importante; indiferente)

 Disponibilização de materiais didáticos.

 Disponibilização de conteúdos complementares de informação sobre atividades a realizar.

 Motivação dos alunos, nomeadamente através da colocação de imagens de incentivo.

 Espaço de interação com o professor fora das aulas.

Finalidade de utilização das redes sociais (seleção a partir

de uma escala: muito importante; importante; pouco

importante; indiferente)

 Lazer/diversão

 Manter contacto com amigos distantes  Manter contacto com familiares distantes  Fins académicos/estudos

Quadro 2: Inquérito de satisfação final: questões fechadas.

Participantes

Participaram neste estudo 45 alunos do 10º ano de escolaridade do curso de Línguas e Humanidades, no âmbito da disciplina de História A, distribuídos por duas turmas as quais, a partir de agora, designaremos por turma A e turma B. Na turma A contabilizam-se 21 elementos e na turma B 24. No âmbito deste estudo exploratório, estas duas turmas funcionaram como um mesmo grupo de trabalho. Quanto ao género e média de idades os sujeitos encontram-se distribuídos da seguinte forma (Quadro 3):

Sujeitos do estudo F Média de Idades

M Média de Idades

Turma A 11 (25%) 17 anos 10(22%) 17 anos

Turma B 14 (31%) 16 anos 10(22%) 16 anos

Total 25 (56%) 20 (44%)

Quadro3: Distribuição dos sujeitos do estudo por género e indicação da média de idades. Fonte: Elaboração própria.

No início do ano letivo, rapidamente nos apercebemos de que todos os alunos possuíam

smartphones que utilizavam com particular destreza. Contudo, sempre que se colocava a questão

118 dimensionamos que o grande obstáculo reside na dificuldade de acesso, visualização e manuseamento dos conteúdos dessa plataforma através do telemóvel, uma vez que esta ainda não é responsiva, ou seja não se encontra preparada para sistema android da google e IOS da apple, como já acontece com a plataforma moodle de alguns centros de formação de professores e com a plataforma da Direção-Geral de Educação. Incentivados também pela leitura de um conjunto de perguntas e respostas em torno das possibilidades e potencialidades dos estilos de aprendizagem e educação à distância (Barros, 2012) intentamos levar a cabo esta experiência em contexto educativo, com o intuito de que este grupo possa vir a funcionar como um grupo de controlo de um trabalho continuado e mais alargado, em próximos anos letivos. O instrumento de diagnose foi utilizado a título experimental com todas as limitações e precauções de utilização e análise que isso, naturalmente, implica.

Apresentação e discussão dos resultados

Relativamente ao inquérito de diagnose, começamos por efetuar o levantamento dos resultados obtidos. Após o tratamento, a redução destes dados permitiu elaborar a tabela 1. As percentagens das colunas A,B,C e D, correspondentes aos estilos: participativo em rede; seleção e pesquisa em rede; estrutura e planeamento em rede e ação concreta e produção em rede (Barros, 2008 e 2012) foi obtida a partir da seleção das afirmações (10 para cada estilo) efetuada pelos 45 sujeitos deste estudo exploratório. Assim, por exemplo, F1a (o sujeito feminino 1, da turma a, selecionou 9 das 10 afirmações apresentadas em A, o que corresponde a 25% das 40 possibilidades (10 para cada) que lhe foram apresentadas.

O estilo participativo em rede é o estilo que predomina. Foi identificado em 19 dos 45 sujeitos, 10 do género masculino e 9 do género feminino. Segue-se o estilo de seleção e pesquisa em rede identificado em 12 sujeitos, 8 do género feminino e 4 do género masculino, enquanto que, os restantes dois estilos, estrutura e planeamento em rede e ação concreta e produção em rede, obtêm os resultados de 6 e 2, respetivamente, distribuídos de forma equitativa entre os dois géneros. Contudo, na turma A, embora com uma diferença de apenas 1 elemento predomina o estilo de seleção e pesquisa em rede enquanto que, na turma B predomina claramente o estilo participativo em rede. A valorização desta diferença foi tida em consideração no trabalho a desenvolver com os alunos no espaço virtual, em geral, e no grupo secreto que com eles desenvolvemos na rede social facebook, de uma forma muito particular.

Contudo, as percentagens são muito próximas (em alguns casos iguais) entre os estilos, pelo que, como já mencionamos, trabalhamos com o(s) estilo(s) predominante(s) e

119 estivemos particularmente atentos a todas as informações adicionais que a análise deste inquérito fornece. Sujeitos A B C D F1a 9 25% 8 20% 6 15% 7 17,5% F2a 8 20% 7 17,5% 6 15% 6 15% F3a 2 5% 5 12,5% 3 7,5% 4 10% F4a 8 20% 9 22,5% 7 17,5% 7 17,5% F5a 7 17,5% 7 17,5% 6 15% 6 15% F 6a 9 22,5% 7 17,5% 6 15% 7 17,5% F7a 6 15% 6 15% 8 20% 5 12,5% F8a 6 15% 9 22,5% 7 17,5% 6 15% F9a 7 17,5% 9 22,5% 8 20% 6 15% F10a 7 17,5% 8 20% 7 17,5% 4 10% F11a 5 12,5% 8 20% 6 15% 5 12,5% F1b 8 20% 9 22,5% 7 17,5% 8 20% F2b 8 20% 8 20% 9 22,5% 7 17,5% F3b 8 20% 7 17,5% 5 12,5% 4 10% F4b 6 15% 7 17,5% 7 17,5% 4 10% F5b 7 17,5% 5 12,5% 7 17,5% 6 15% F6b 6 15% 6 15% 7 17,5% 4 10% 7Fb 7 17,5% 8 20% 7 17,5% 6 15% F8b 8 20% 8 20% 5 12,5% 7 17,5% F9b 7 17,5% 4 10% 5 12,5% 5 12,5% F10b 8 20% 7 17,5% 7 17,5% 5 12,5% F11b 8 20% 9 22,5% 5 12,5% 3 7,5% F12b 8 20% 7 17,5% 5 12,5% 5 12,5% F13b 9 22,5% 7 17,5% 8 20% 4 10% F14b 9 22,5% 7 17,5% 8 20% 6 15% M1a 7 17,5% 6 15% 8 20% 6 15% M2a 7 17,5% 5 12,5% 5 12,5% 5 12,5% M3a 8 20% 5 12,5% 7 17,5% 7 17,5% M4a 5 12,5% 3 7,5% 3 7,5% 4 10% M5a 6 15% 7 17,5% 3 7,5% 6 15% M6a 7 17,5% 5 12,5% 6 15% 2 5% M7a 7 17,5% 6 15% 6 15% 8 20% M8a 6 15% 9 22,5% 7 17,5% 6 15% M9a 6 15% 5 12,5% 7 17,5% 4 10% M10a 6 15% 7 17,5% 7 17,5% 3 7,5% M1b 7 17,5% 6 15% 6 15% 5 12,5% M2b 8 20% 9 22,5% 5 12,5% 6 15% M3b 8 20% 4 10% 3 7,5% 2 5% M4b 8 20% 6 15% 7 17,5% 6 15% M5b 7 17,5% 6 15% 4 10% 3 7,5% M6b 7 17,5% 5 12,5% 7 17,5% 2 5% M7b 6 15% 5 15% 7 17,5% 4 10% M8b 9 22,5% 10 25% 8 20% 7 17,5% M9b 10 25% 9 22,5% 8 20% 7 17,5% M10b 7 17,5% 5 12,5% 6 15% 5 12,5%

Tabela1: Estilos de utilização do espaço virtual dos 45 sujeitos. Fonte: Inquérito por questionário.

120 Após a identificação dos estilos de utilização do espaço virtual, procedemos ainda, e com recurso à informação disponibilizada pelo inquérito, a uma análise das afirmações selecionadas pelos alunos, as quais triangulamos com as notas recolhidas, de forma intencional e sistemática, e ocasionais através da observação direta e participante. Assim, perante a afirmação de ausência de horário fixo para aceder à internet, concluímos que cerca de 95% se encontravam sempre conectados através do seu smartphone. Dimensionamos a sua angústia perante a ausência de ligação à internet impeditiva de acesso em tempo real aos feeds das redes sociais, aplicativos e jogos em que habitualmente navegam. Este aspeto explica também que efetuem as consultas e leituras

online, e que raramente guardem informação para posterior trabalho offline - até porque, cada vez

mais, utilizam o smartphone como substituto do computador e do tablet. Este aspeto cruza-se com a afirmação de que utilizam, de forma sistemática, valências comunicacionais disponibilizadas pela web, nomeadamente o WhatsApp; o Skype e os que dispõem de um Iphone, o Facetime. Quando questionados sobre a forma utilizada para efetuar essa comunicação, as mensagens escritas, curtas e com recurso a abreviaturas, estão em primeiro lugar. Contudo, na turma A identificamos um grupo de 10 alunos que utiliza o skype para a realização de trabalhos de grupo e para aquilo que apelidaram de “chat para retirar dúvidas”. Intrigados, tentamos perceber um pouco melhor a dinâmica desses espaços comunicacionais e três motivos podem justificar a sua existência, a saber:

1. São alunos que residem em locais distantes dos restantes elementos da turma;

2. Já se conhecem, frequentaram a mesma turma e desenvolveram dinâmicas de parceria e estudo desde o ensino básico.

3. Trata-se, na sua generalidade, de alunos com bons resultados escolares, que se habituaram a dinâmicas de partilha, e que encaram esse espaço de diálogo e debate de conhecimentos como muito produtivo.

São poucos os que afirmam não se preocupar com a qualidade dos sites e apreciam efetuar pesquisas na web sobre temas do seu agrado e para trabalhos escolares, como fazem questão de mencionar. Neste último caso, confirmam que os títulos e subtítulos, mas sobretudo, os tags, desempenham um papel importantíssimo na seleção e interpretação da informação inserta nas páginas da web, pelo que consideram que os hiperlinks são uma grande ajuda nas pesquisas.

Este grupo de jovens da geração polegar (Rheingold, 2004) que prefere o touch ao rato tradicional e que gosta de experimentar vários programas e ferramentas open source, revela

121 muitas fragilidades em relação à literacia digital, denotando não ter ainda desenvolvido nenhuma estratégia específica de pesquisa e seleção de materiais na internet.

Estes apontamentos e inferências iniciais corroboram a opinião de Carlson (2007) sobre a facilidade e rapidez de utilização e assimilação de novidades tecnológicas, a irrequietude de intentar fazer várias coisas em simultâneo, em detrimento da atenção e concentração que o ato de aprender implica.

Após uma análise inicial sobre o perfil de utilização do espaço virtual e valências online dos sujeitos envolvidos nesta experiência, inspirados pelos estudos de Barros (2008, 2010, 2012) e de Hardagh (2012) e conscientes de que (…) a teoria de estilos pode-nos facilitar muitas

diretrizes para entender o como aprender e ensinar no virtual (Barros, 2010:107), iniciamos o grupo secreto da disciplina de História A na rede social facebook enquanto AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) e possibilidade de se poder constituir como experiência para aprendizagem

aberta expandida (Hardagh, 2012), valorizando anteriores experiências levadas a efeito

também com alunos do ensino secundário, como acontece com Minhoto e Meirinhos (2011).

Relemos e analisamos com particular agrado as expressões dos alunos quando falamos na criação de um grupo secreto no facebook, as quais podemos sistematizar em três categorias: perplexidade; entusiasmo e novidade, numa escola e em dinâmicas escolares, em que o ensino presencial ainda marca a agenda na educação.

Passamos agora à apresentação das conclusões da utilização de um grupo secreto na rede social facebook no contexto da disciplina de História A, dando visibilidade e entrecruzando o presencial e o digital na aprendizagem, nesta disciplina.

Na sequência da caraterização dos 45 sujeitos, e conscientes da importância de um

feedback em tempo oportuno e de uma dinamização contínua e sistemática, numa fase inicial,

selecionamos 5 aspetos inerentes a essa dinamização, a saber: disponibilização de materiais didáticos e conteúdos complementares de informação sobre atividades a realizar; motivação dos alunos, nomeadamente através da colocação de imagens e frases de incentivo; espaço de interação com a professora fora das aulas e espaço de interação com os colegas no âmbito da disciplina de História A. Numa fase posterior, resolvemos testar a aplicação, com adaptações ao nosso contexto, do Modelo Pedagógico 7E, apresentado por Okada (2014:69- 74). Perante a ausência de experiências anteriores de aplicação deste modelo no contexto de ensino em que este estudo exploratório se desenvolve, servimo-nos do “desenho didático 7E para atividades de coaprendizagem propostas por docentes”, tal como nos é apresentado por Okada (Idem, ibidem).

122 Aplicação do Modelo Pedagógico 7E

Uma revisão do estado da arte sobre aspetos pedagógicos, naquilo que Okada (Idem: 69) intitula de era digital aberta, colocou-nos perante o Modelo Pedagógico 7E: Elucidar; Envolver; Explorar; Explicar; Elaborar; Examinar e Estender [divulgar]. Após um período inicial experimental de cerca de um mês, que funcionou como pré-teste, consideramos que seria interessante testar este modelo com os alunos no grupo secreto que, com eles desenvolvemos, na rede social facebook. Na seleção das atividades destinadas à sua implementação, estivemos particularmente atentos ao questionário de diagnose e intentamos que essa seleção contemplasse a possibilidade de favorecer as principais tendências de utilização do estilo virtual, identificadas neste grupo de 45 alunos.

O Quadro 4 sistematiza a proposta de desenho didático por nós testada para o módulo inicial do programa de História A do ensino secundário – “Estudar/Aprender História”.

Itens do Modelo

Pedagógico”7E” Os 7 “E” Atividades Propostas ELUCIDAR

Partilha de conhecimentos e interesses – “Tempestade

de Ideias”

Comente criticamente a frase de Marc Bloch Se eu fosse a um antiquário, só teria olhos para as coisas velhas. Mas, sou um historiador, é por isso que amo a vida.

ENVOLVER

Motivação Partilha do link de um vídeo que se encontra

disponível no youtube sobre a importância da história https://goo.gl/2tPsRs

Após a sua visualização solicitamos a resposta ao post com um pequeno parágrafo em que os alunos tinham de apresentar e justificar a sua opinião sobre o significado e importância do estudo da História. EXPLORAR Exploração orientada de recursos com a possibilidade de sugerir outros

Realização de uma investigação orientada pela docente sobre um tema do programa da disciplina de História A. Em colaboração com a professora da disciplina de português os alunos realizaram um pequeno texto informativo com uma síntese do tema selecionado. Este texto tinha de ser ilustrado com imagens/figuras e partilhado no grupo 24 horas antes da realização de um debate em contexto de sala de aula nessa disciplina.

EXPLICAR

Reflexão, sistematização e integração dos significados construídos nas fases anteriores para

desenvolver a compreensão do tema

Elaboração de uma síntese em powerpoint, prezi ou emaze (à escolha) sobre o tema escolhido que partilharam no grupo. Todos tiveram de visualizar e comentar criticamente os posts dos colegas. Alguns alunos elaboraram a síntese com recurso a um friso cronológico no Dipity.

ELABORAR

Consolidação - elaboração de algo em coautoria,

reutilização

Wiki – elaboração de um texto construído de forma colaborativa.

123

EXAMINAR

Aprimorar da visão crítica com critérios de

coavaliação

Foi partilhado o link de um questionário elaborado em google drive em que os alunos tiveram de proceder à auto e heteroavaliação dos trabalhos realizados até esse momento. Os resultados dessa avaliação foram posteriormente partilhados e debatidos.

ESTENDER [Divulgar]

Aplicação dos conhecimentos adquiridos

noutros contextos com a possibilidade de experimentar a coautoria através da reutilização de

trabalhos de colegas.

Efetuou-se um sorteio e cada aluno foi desafiado a reutilizar o trabalho de um colega. A docente orientou esta fase no sentido de que esta constituísse um contributo para novas produções de acordo com o que é proposto por Okada (2014:39). Em articulação com o professor bibliotecário os alunos participaram numa sessão sobre literacia digital destinada a explanar e debater questões relacionadas com plágio, reutilização e REA (Recursos Educacionais Abertos).

Quadro 4- “Estudar/Aprender História” com o “Modelo Pedagógico 7E”. Fonte: Adaptado de Okada (2014:69-74).

A rapidez, facilidade, simplicidade e interação são as quatro categorias que se destacam da análise das questões abertas, do inquérito de satisfação e das notas de campo do diário de bordo. Rapidez na colocação e acesso aos posts, material e informações disponibilizadas; facilidade no acesso aos feeds, posts e materiais; simplicidade na visualização e transferência dos materiais e trabalhos propostos e rapidez na interação professora/alunos e alunos entre si. Possibilidade de respostas/comentários com recurso a feedback com a possibilidade da presença virtual da docente e dos colegas.

Relativamente à utilização do computador, as opções em casa, para atividades de lazer e em casa, para estudar, prevalecem claramente sobre as restantes. No tocante à forma como aprenderam a utilizar o computador, 54% afirmou ter sido em formação na escola, na área das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) e os restantes, com familiares e amigos. Como já anteriormente mencionamos, este grupo de alunos utiliza o smartphone para tudo, apenas recorrendo ao computador e/ou a um tablet para aquilo que não consegue realizar com recurso ao smartphone.

A possibilidade de esclarecimento de dúvidas, de forma síncrona com a professora, é uma das mais-valias indicada pela maioria dos inquiridos, ou seja, a expansão do ato de aprender e da sala de aula para além do espaço escolar.

124 Imagem 1 – A imagem do grupo secreto de uma das turmas.

Relativamente à aplicação do Modelo Pedagógico 7E, a reutilização de trabalhos dos colegas numa das três vertentes propostas pela professora, foi uma das atividades mais elogiadas pelos alunos, enquanto coaprendizes. As três possibilidades de reutilização do trabalho dos colegas eram coautoria, contextualização ou redesenho, de acordo com o que nos é proposto por Okada (2014:39).

O envolvimento dos alunos foi elevado e traduziu-se ainda, e para além das atividades propostas pela docente, em partilhas, comentários, fotos de atividades e, claro, nos populares likes. A partir da aplicação deste modelo, notou-se um maior à vontade por parte dos alunos, na utilização do grupo secreto no âmbito da disciplina, bem evidenciado nos

posts que, mesmo durante o período de interrupção letiva, foram colocando. No ano letivo

seguinte, pretendemos continuar com a dinamização do grupo secreto no âmbito desta disciplina, pelo que, a planificação já contemplou a aplicação do Modelo Pedagógico 7E noutras unidades temáticas.

Considerações Finais

Os resultados deste estudo exploratório, ainda que preliminares e não generalizáveis, permitem algumas notas conclusivas:

 A identificação do perfil de utilização do espaço virtual foi essencial no delinear das tarefas e atividades a desenvolver virtualmente com este grupo de alunos.

 A adaptação do Modelo Pedagógico 7E a uma unidade curricular do programa de História A do 10º ano de escolaridade revelou-se profícua e particularmente motivadora para os alunos. Estes, enquanto coaprendizes, assumiram-se criativos e atuantes e no inquérito de satisfação destacaram a reutilização de trabalhos dos colegas numa das três vertentes propostas pela professora, como algo muito proveitoso e motivador. Para este aspeto, muito contribuiu também, certamente, o debate efetuado em torno dos direitos de autor

125 e do plágio, integrado na literacia digital, na ética informática (Escola, 2007) e