No fim do segundo ciclo de investigação-acção com a turma do 12º ano foi novamente aplicado um inquérito aos alunos, para que estes dessem a sua opinião relativamente ao trabalho realizado durante o mesmo. O inquérito foi aplicado no dia 25 de Maio e foi apenas respondido por dez alunos da turma, uma vez que os restantes não estavam presentes. Este inquérito tinha uma estrutura semelhante ao do inquérito realizado na turma de Inglês por isso era constituído por oito perguntas, algumas de escolha múltipla, outras para ordenar as opções por ordem de preferência e outras de resposta aberta (ver apêndice 98).
Na pergunta n.º 1, em que os alunos eram inquiridos sobre a sua motivação para trabalhar durante as minhas aulas, 90% dos alunos da turma (nove alunos) responderam que se sentiram “muito motivados” e apenas um aluno respondeu “motivado” embora não tenha justificado a sua resposta na pergunta n.º 2. O mesmo aconteceu na pergunta n.º 3 relativamente à melhoria do empenho da turma ao longo das aulas, em que os mesmos 90%
34 Tradução da minha autoria. [Texto original: “If they have invested time, effort and thought in the material, they are more likely to listen successfully.”]
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responderam “muito” e apenas um aluno respondeu “um pouco” e não se justificou na pergunta n.º 4.
Na pergunta n.º 5, os alunos foram questionados sobre o que consideravam ter contribuído para a melhoria do empenho da turma e deveriam ordenar por ordem de preferência as seguintes opções: “os conteúdos serem mais interessantes”, “o uso de tecnologias (gravador, videoconferência) ”, “a disponibilização de vídeos da aula no blogue”, “os materiais usados”, “o uso do PowerPoint”, “o maior contacto com a professora” e “outro. Qual?”. Como primeira opção, 40% dos alunos (quatro alunos) seleccionou “o uso de tecnologias (gravador, videoconferência) ”. “Os conteúdos serem mais interessantes”, “os materiais usados” e “o maior contacto com a professora” foram, cada um, seleccionados por 20% dos alunos da turma. Como segunda escolha 30% dos alunos distinguiram novamente “o uso de tecnologias (gravador, videoconferência) ” e a mesma percentagem de alunos distinguiu “a disponibilização de vídeos da aula no blogue”, 20% seleccionaram “os materiais usados” e outros 20%, “os conteúdos serem mais interessantes”. Como terceira preferência 30% dos alunos escolheram “a disponibilização de vídeos da aula no blogue” e a mesma percentagem “o uso do PowerPoint”, 20% distinguiram “os materiais usados” e 10% escolheram “os conteúdos serem mais interessantes” e outros 10% “o maior contacto com a professora”.
Gráfico 39
Analisando os dados anteriormente descritos, os alunos desta turma partilham a minha opinião ao considerar que o uso de tecnologias, como o gravador e a videoconferência, tiveram um papel importante na melhoria do empenho da turma neste segundo ciclo. Também os conteúdos serem mais interessantes e os materiais usados foram sempre referidos entre as primeiras opções dos alunos exactamente como aconteceu no primeiro ciclo, assim como o maior contacto com a professora e o uso do PowerPoint, embora com uma menor percentagem. 20% 40% 0% 20% 0% 20%
5 - O que consideras ter contribuído para a melhoria do empenho da turma?
Os conteúdos serem mais interessantes O uso de tecnologias (gravador, videoconferência)
A disponibilização de vídeos da aula no blogue Os materiais usados
O uso do PowerPoint O maior contacto com a professora
Outro. Qual? 20% 30% 30% 20% 0% 10% 0% 30% 20% 30% 10%
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Na pergunta n.º 6, os alunos foram inquiridos relativamente ao trabalho de aula que mais gostaram de realizar e deveriam novamente ordenar as opções por ordem de preferência entre as seguintes opções: “trabalho de vocabulário sobre as caves”, “gravação, audição e correcção individual de pronúncia”, “ordenar as frases da entrevista para a videoconferência”, “videoconferência”, “trabalho de compreensão da videoconferência (resposta a questões sobre a mesma, preenchimento de espaços do guião da entrevista) ”, “audição posterior da videoconferência (correcção do exercício de preenchimento de espaços) ” e “outro. Qual?”. Como primeira preferência, a maioria dos alunos (50%, cinco alunos) seleccionou a “videoconferência”, seguida do “trabalho de vocabulário sobre as caves” e da “gravação, audição e correcção individual de pronúncia” a serem seleccionadas, cada uma, por 20% dos alunos. 10% escolheram “ordenar as frases da entrevista para a videoconferência” como primeira opção. A segunda opção mais seleccionada foi “ordenar as frases da entrevista para a videoconferência” escolhida por 60% dos alunos, tendo o “trabalho de vocabulário sobre as caves”, a “gravação, audição e correcção individual de pronúncia”, a “videoconferência” e o “trabalho de compreensão da videoconferência (resposta a questões sobre a mesma, preenchimento de espaços do guião da entrevista) ” sido distinguida por 10% dos alunos cada uma. A terceira opção mais assinalada foi “o trabalho de vocabulário sobre as caves” seleccionada por 50% dos alunos, seguida da “gravação, audição e correcção individual de pronúncia” e da “videoconferência” escolhidas por 20% dos alunos cada, 10% seleccionou “ordenar as frases da entrevista para a videoconferência”.
Gráfico 40
Na pergunta n.º 7, os alunos justificaram a sua primeira opção na pergunta n.º 6. Relativamente à escolha da “videoconferência” como primeira opção apresentaram as seguintes razões: “foi fixe”, “foram aulas muito úteis, pois o contacto com a professora era frequente, logo os alunos que tinham dúvidas eram de imediato esclarecidos, como foi o meu
20% 20% 10% 50%
6 – Qual o trabalho de aula que gostaste mais de realizar?
Trabalho de vocabulário sobre as caves
Gravação, audição e correcção individual de pronúncia Ordenar as frases da entrevista para videoconferência Videoconferência
Trabalho de compreensão da videoconferência (Resposta a questões sobre a mesma, preenchimento de espaços do guião da entrevista) Audição posterior da videoconferência (correcção do exercício de preenchimento de espaços)
Outro. Qual? 1ª opção 10% 10% 60% 10% 10% 2ª opção 50% 20% 10% 20% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 3ª opção
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caso”, “nunca tinha feito uma videoconferência em alemão e foi uma boa estratégia para o incentivo da turma”, “foi interessante falar com a senhora das caves” e “gostei de fazer a conferência porque nunca tinha feito nenhuma e achei interessante falar com alguém em alemão”. Os alunos que escolheram a opção “trabalho de vocabulário sobre as caves” justificaram a sua escolha da seguinte forma: “gostei de aprender vocabulário interessante e prático e vocabulário que poderá servir para um emprego futuro ou mesmo para fornecer informações (num posto de turismo, por exemplo) ” e “eu escolhi a primeira opção devido ao facto de termos alargado o nosso vocabulário e as caves, serem uma parte importante da nossa cidade”. Um dos alunos que escolheu a “gravação, audição e correcção individual de pronúncia” disse que “ouvir-nos a nós próprios e nos corrigirmos é uma experiência bastante motivadora e também o facto de a experiência nos ajudar a perceber as nossas falhas” enquanto o outro aluno que fez a mesma escolha não se justificou. Por fim, o aluno que seleccionou como primeira opção “ordenar as frases da entrevista para a videoconferência” disse apenas que “foi um trabalho interessante”.
Na última pergunta todos os alunos consideraram que o contacto directo com falantes nativos da língua alemã era um elemento de motivação importante para um estudante da língua e justificaram dizendo: “é diferente”, “é muito importante porque os alunos teriam um melhor desempenho e ainda mais motivação”, “é importante porque se eles nos compreendem então é sinal que sabemos falar. Além disso, falar com um native speaker (falante nativo) não é exactamente a mesma coisa que falar com alguém que tenha aprendido a língua. Para quem gosta da língua e tem vontade de a desenvolver também considero uma motivação para aprender”, “porque se tivermos uma conversa directamente com uma pessoa de língua estrangeira é mais fácil praticarmos a nossa forma de falar e termos mais à vontade com a língua”, “ajuda-nos a desenvolver a pronúncia e até algumas palavras”, “é muito bom porque vai reforçar a nossa aprendizagem e a capacidade de entender a outra pessoa”, “ao comunicarmos directamente com estas pessoas elas transmitem-nos várias informações não só da língua como da cultura”, “muito, pois isto fará com que o aluno ouça novos tipos de linguagem e assim progredir”, “porque é diferente ouvir mesmo um alemão e é mais motivador tentar falar com ele” e “sim porque é diferente e exige mais de nós”.
A escolha e a opinião dos alunos relativamente ao que mais os terá empenhado nas aulas do segundo ciclo vão totalmente ao encontro da perspectiva por mim apresentada no ponto anterior. Assim, como a sua opinião relativamente à motivação que o contacto directo com um falante nativo terá.
Os alunos “hiperpassivos” disseram todos sentirem-se “muito motivados” durante as aulas e considerar que o empenho da turma melhorou “muito”. As suas respostas foram
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diferentes no que consideravam ter contribuído para a melhoria do empenho da turma. O aluno F considerou que foram “os materiais”, o aluno J “o uso de tecnologias (gravador, videoconferência) ” e o aluno R “os conteúdos serem mais interessantes”, mas no trabalho de aula que mais gostaram de realizar todos referiram a videoconferência e justificaram dizendo foi “fixe”, “foi interessante falar com a senhora das caves” e “gostei de fazer a conferência porque nunca tinha feito nenhuma e achei interessante falar com alguém em alemão”. Quanto ao facto de considerarem que o contacto directo com falantes nativos da língua alemã era um elemento de motivação importante para um estudante da língua, estes alunos referiram sobretudo ser uma experiência diferente e motivadora. No geral, a opinião destes alunos não se afastou da dada pela maioria dos alunos da turma e foi ao encontro das observações feitas por mim anteriormente.