Before I built a wall I'd ask to know What I was walling in or walling out,
5.6 Debugging Tools
Nascido sob a prática da comunicação através de tecnologias móveis, o aplicativo Instagram oferece a função de compartilhar fotografias e de pequenos vídeos91F
92. Foi criado em
outubro de 2010 pela dupla de desenvolvedores Kevin Systrom e Mark Krieger, e posteriormente adquirido pela empresa Facebook. Lançado inicialmente apenas para dispositivos com o iOS, da Apple, o serviço ganhou uma versão para smartphones com o sistema Android em abril de 2012; tamanha era a demanda pelo aplicativo nesse sistema que, apenas no primeiro dia de venda na Google Play92F
93, foi registrado cerca de 1 milhão de
downloads93F
94.
Conforme a descrição do site oficial, na sua página inicial, o Instagram é “uma maneira rápida, atraente e divertida de compartilhar sua vida com amigos e familiares” (ver Figura 14).
Figura 14 – Página inicial do Instagram disponível para os navegadores.
Fonte: <www.instagram.com>.
92 Embora seja uma prática que vem crescendo, não será considerado nesse trabalho o compartilhamento dos
vídeos. Isto porque, como é possível observar, toda a argumentação teórica está posicionada na imagem estática (a fotografia), e de que maneira percebemos alteração em seus usos sociais nas tecnologias móveis de produção e compartilhamento de imagens.
93 Loja oficial de aplicativos para o sistema operacional Android.
De acordo com um levantamento feito em abril de 2014 pela Hitwise, ferramenta de inteligência em marketing digital da Serasa Experian94F
95, o Instagram é a rede social voltada para
o compartilhamento de imagens com o maior tempo de uso no Brasil, sendo a sexta colocada geral no comparativo com as outras redes sociais e fóruns95F
96. A mesma pesquisa demonstrou
que a faixa etária predominante daqueles que acessam redes sociais e fóruns é de 25 a 34 anos, com 27,61% do volume total de acesso, seguido daqueles entre 18 e 24 anos, com o percentual de 23,71%.
Com o app, como se costuma também chamar os aplicativos96F
97, é possível capturar ou
carregar fotografias e vídeos a partir da biblioteca do seu dispositivo móvel com a finalidade de postar para a rede social que o usuário vai criando e cultivando. Após a escolha das imagens ou vídeos, podemos aplicar filtros ou realizar ajustes de edição para depois publicá-los no perfil. São vinte filtros capazes de emular efeitos diversos já existentes na fotografia, oriundos tanto de filmes fotográficos quanto de processamentos obtidos no processo de revelação. Uma amostra deles pode ser vista na Figura 15:
Figura 15 – Amostra de filtros do Instagram, possíveis de serem aplicados nas imagens.
Fonte:
<http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d8/Instagram_collage_with_15_different_filters.jpg>
.
95 Empresa de consultoria voltada para soluções em crédito, marketing e certificação digital a empresas de todos
os portes e setores.
96 Disponível em: http://www.proxxima.com.br/home/social/2014/05/22/Pesquisa-Facebook-e-rede-social-mais-
acessada-pelos-brasileiros-em-abril.html. Acesso em janeiro de 2015.
Como pode ser visto na Figura 15, os filtros remetem a alguns efeitos estéticos na fotografia, e estes advêm de proposições estéticas de momentos históricos distintos. Embora o usuário desconheça as referências aos processos fotográficos nos quais remetem esses filtros, os mesmos podem ser também um recurso na sua apresentação através do aplicativo. Discutiremos sobre essas questões, de maneira aprofundada, nos tópicos seguintes.
Ao acessar o aplicativo, o usuário encontrará uma barra com ícones na parte inferior da tela. Cada ícone corresponde a uma funcionalidade existente na versão 6.3.0 do Instagram97F
98
(ver Tabela 3).
Tabela 3 – Ícones e uma descrição das suas funcionalidades do Instagram, no acesso cotidiano do usuário ao
aplicativo.
Ícones e funcionalidades do Instagram
Ícone Função
Home
O primeiro ícone é representado por uma casa, a página inicial do aplicativo. O conteúdo apresentado é composto pelas fotos postadas por pessoas que o usuário segue – ou seja, que ele decide acompanhar –, organizadas cronologicamente em uma estrutura denominada timeline.
Explorar Representado pela rosa dos ventos, procura mostrar uma série de postagens consideradas populares dispostas de forma mais ou menos aleatória. A ideia aqui é apresentar imagens de acordo com um índice de popularidade calculado por algoritmos do sistema, considerando a data da postagem e o número de comentários e “curtidas”; a aleatoriedade é calculada com vistas às fotos populares de usuários com amigos em comum preferencialmente aparecerem como as primeiras sugestões. Até 2013 a sessão era denominada “Populares”. Há também um campo para procurar buscar usuários e hashtags, refinando assim a pesquisa.
Câmera É a principal função do aplicativo, e por isso aparece sempre destacado em azul se comparada às demais. Ao clicar sobre esse ícone, o usuário é direcionado à câmera do aparelho. Pode-se também escolher uma foto ou vídeo que já se encontra na memória do aparelho e editá-lo. Quando se acessa a câmera por meio do aplicativo, a tela pré-configura o corte quadrado da fotografia. O usuário pode tanto fotografar quanto filmar, além de escolher a exibição de grades para orientar o enquadramento na captura.
Balão de diálogo Representado por um balão de diálogo análogo ao utilizado nas histórias em quadrinhos, porém com um coração dentro, representa as interações ocorridas na rede social do indivíduo. Essa sessão é dividida em duas partes. Em “Seguindo”, é possível ver as imagens “curtidas” e comentadas pelas pessoas seguidas em postagens de outros usuários. Em “Novidades”, o usuário vê todas as curtidas, comentários e novos seguidores em suas postagens. Em adição, a ferramenta sempre notifica o usuário das novidades desde o seu último acesso Após a compra do aplicativo pelo Facebook, toda vez que um amigo da rede social acessa o
Instagram pela primeira vez, o usuário também recebe uma notificação.
Perfil Representado por uma página de jornal, corresponde ao perfil do usuário. Nessa ferramenta, ele pode conferir o número de imagens postadas, de seguidores e de
98 Trata-se da atualização de 1 de dezembro de 2014, disponível para iOS, Android e Windows Phone, que foi a
seguidos. Pode-se também alterar a foto de perfil, o nome e a frase de descrição pessoal. Há a opção de apresentar as imagens como pequenos ícones (“grade”) ou como uma lista. Para os usuários que utilizam a opção de geo-localização, há um mapa com as localidades de todas as suas publicações. Em “Fotos com você” são exibidas as fotografias em que o usuário foi marcado pelos seus contatos. Essa opção só é feita por quem faz a postagem da fotografia; ou seja, caso o usuário queira ser marcado em determinada fotografia de outra pessoa, ele deve pedir para esta.
Fonte: Descrição nossa.
Após uma atualização efetuada em março de 2014, o serviço disponibilizou 10 novas ferramentas para tratamento das imagens (ver Figura 16), criando uma seção específica denominada de “Ajustes”. Temos os seguintes ajustes: (1) o “ângulo” da fotografia, para alinhá- la98F
99; (2) o “Brilho”, para clarear ou escurecer os meios-tons da fotografia; (3) o “Contraste”,
que permite ampliar a latência entre áreas claras e escuras da imagem; (4) o recurso “Aquecimento”, permitindo a mudança da temperatura da cor das imagens, ajustando para tons mais quentes ou para uma coloração mais “fria”; (5) a “Saturação”, em que o usuário consegue deixar a imagem com cores mais saturadas, aumentando ao máximo a informação de cor ou ao mínimo, até deixando a fotografia em escala de cinza; (6) a ferramenta “Destaques”, a qual possibilita o ajuste da luz especificamente nas áreas mais claras da fotografia, aumentando ou diminuindo a exposição; (7) a opção “Sombras”, com um efeito semelhante ao anterior, porém especificamente nas áreas mais escuras da fotografia; (8) a função “Vinheta”, capaz de criar áreas de sombra nos quatro cantos da imagem, sendo um efeito comum na fotografia para direcionar a atenção ao centro da imagem; (9) a “Nitidez”, em que é possível também deixar a fotografia mais nítida; e, por fim, temos a (10) “Tilt shift”, que permite ajustar a intensidade de cada desfoque aplicado – nesse caso, o usuário pode escolher entre as opções “Radial’ ou “Linear” e, assim, definir qual estilo deseja aplicar em suas fotos.
Outra ferramenta para manipulação refere-se ao efeito “Lux”, situado no canto do superior no painel de gestão da imagem, com o propósito de fazer alterações nas áreas com mais e menos luzes da imagem no sentido de aumentar o contraste mas sem deixar a imagem “estourada”99F
100. Nesse mesmo painel de gestão, é possível escolher também uma moldura e
também diminuir a nitidez em algumas áreas da fotografia, mantendo o foco exatamente onde o usuário preferir. Quando a imagem estiver com o filtro e os efeitos supracitados escolhidos pelo usuário, basta clicar em “Avançar” para publicá-la.
99 A função de ajuste de ângulos permite girar as fotos em até 30º para esquerda e para a direita, além da rotação
tradicional de 90º já existente. Deste modo, é possível ajustar uma fotografia de modo a torná-la horizontal ou vertical, a depender do interesse do usuário.
100 Expressão comum dada às fotografias que tiveram uma exposição inadequada à luz – provavelmente em
Figura 16 – Amostra dos ajustes possíveis na postagem de fotografias do Instagram.
Fonte: <http://www.visprodutora.com.br/site/wp-content/uploads/2014/06/Instagram-6.0.jpg>.
As formas de interlocução dentro do ambiente interacional do aplicativo são (1) as visualizações, permitindo indicar as pessoas que aparecem na fotografia postada; (2) as “curtidas”, uma forma de demonstrar apreço pela postagem; (3) os comentários, que acompanham a própria legenda da fotografia em uma sequência cronológica; (4) as marcações das pessoas na fotografia; (5) a inserção de hashtags que permitem a localização georreferenciada no menu “Explorar”, capaz ainda de reunir todas as imagens com a mesma temática definida na hashtag; e (6) as mensagens diretas com fotografias, que permite ao usuário se comunicar diretamente com um contato, ou com um grupo, através de fotografias e vídeos; para executar essa ação, deve-se clicar no box localizado no canto superior direito da interface do aplicativo e selecionar a fotografia desejada (ou o vídeo) que aparecerá uma nova seção, denominada “Direct”, na qual é possível escolher até 15 contatos para enviar o arquivo. Para além das possibilidades oferecidas pelo aplicativo acima mencionadas, o app é integrado com outras redes sociais digitais, auxiliando o usuário caso esteja interessado em compartilhar suas produções no Twitter, no Flickr, no Tumblr, no Foursquare e no Facebook, dentre outros. A vantagem de criar essa integração a partir da conta do Instagram para outros serviços promotores de redes sociais é pelo fato de não ser necessário encerrar o aplicativo para fazer o upload das suas imagens nessas outras redes, cada uma em separado; isto porque o Instagram facilita o serviço apresentando uma tela indicando para quais redes a foto deve ser também compartilhada simultaneamente (ver Figura 17).
Figura 17 – Última página antes do upload da imagem no Instagram, onde indica na parte
inferior em que outros serviços a mesma também será compartilhada simultaneamente.
Fonte: <http://imgs.abduzeedo.com/files/paul0v2/instagram-ui/instagram-20.jpg>.
Com relação à aquisição do aplicativo, é possível baixá-lo gratuitamente nos dispositivos que possuam os sistemas operacionais Android, iOS ou Windows Phone – cobrindo assim a maioria dos indivíduos com smartphone na atualidade. Segundo dados do próprio Instagram, disponibilizados em seu blog100F
101, o aplicativo possui atualmente 200 milhões de
usuários ativos no mundo todo, e 60 milhões de fotos são postadas diariamente.
É possível também o acesso na versão Web, embora com algumas restrições, como não realizar postagens de fotografias e vídeos; ao acessar através de algum navegador da internet, só é permitido visualizar os conteúdos audiovisuais e os perfis dos usuários, “curtir”, comentar e explorar as imagens fazendo buscas por usuários ou temas como a partir das hashtags. Embora não seja possível a postagem de conteúdos, o usuário consegue editar seu perfil, alterar a senha ou criar “badges” para divulgar sua página em outras redes sociais da internet. Outra forma também de fazer o uso pelo computador é baixando plug-ins não oficiais do aplicativo nos navegadores da internet101F
102.
101 Disponível em <http://blog.instagram.com/>. Acesso em janeiro de 2015.
102 Dentre estes, destacamos o Instagram for Chrome, no qual permite visualizar as fotos sem sair da página,
Apesar da maior parte das funções do Instagram ser feita pelos usuários através dos smartphones, a versão web é uma das mais acessadas no Brasil – conforme os dados acima apresentados da pesquisa da Hitwise102F
103. A popularidade obtida em todas as versões do
aplicativo se ampliou principalmente após a inclusão de celebridades da mídia, novamente trazendo a sensação de proximidade semelhante ocorrida no Twitter de que o usuário, ao seguir um perfil de uma celebridade que desejar, conseguiria acompanhá-la “de perto”, vendo um outro lado não apresentado pelos meios de comunicação tradicionais, de uma maneira geral.
Após fazer o download e instalar o Instagram, o primeiro passo para utilizá-lo é criar uma conta no aplicativo. Para isso, é necessário clicar sobre o botão “inscrever-se”, localizado na parte inferior da interface. Em seguida, o indivíduo insere os dados pessoais, como nome, e- mail e senha. Feito isso, será necessário clicar em “concluído” para então começar a interação com os seguidores.
Outra funcionalidade adicionada em 2013 foi a visualização de imagens com marcações georreferenciadas. Assim, todas as fotos com esse tipo de marcação podem ser visualizadas em um mapa. Antes de postar, porém, a rede social questiona se o usuário deseja que esse recurso seja ativado, pois a localização nas fotografias pode ser visualizada por qualquer um que por ventura venha a acessar o perfil daquele que permitiu a ativação – tornando mais fácil a percepção dos locais onde o usuário mais frequentaria. Obviamente, temos aqui mais uma forma de exercer a performance social, como falaremos mais adiante; pois a própria escolha pela marcação pode ter algum impacto na percepção do outro sobre os lugares possivelmente “mais frequentados” pelo usuário.
Considerando as suas características e o seu perfil de uso supracitados, a escolha do Instagram se deve por acreditarmos se tratar de um caso peculiar para o entendimento da fotografia enquanto promotora de práticas sociais, particularmente na relação entre os atos de compartilhar e de fotografar. Isto porque para o efetivo uso do aplicativo é necessário estar conectado a alguma rede. Note-se que o ato de “estar conectado” envolve uma particularidade inerente ao ambiente: enquanto o usuário não estiver acessando o aplicativo por intermédio de um dispositivo móvel com o acesso a alguma rede, o mesmo não funcionará amplamente; não será possível, dessa maneira, fotografar nem conferir as imagens compartilhadas.
diferenciais em relação à versão online e do próprio aplicativo está na possibilidade de fazer uma aproximação nas imagens.
103 Disponível em: <http://noticias.serasaexperian.com.br/facebook-e-lider-ha-dois-anos-entre-redes-sociais-no-
Outro ponto importante para nossa escolha por este aplicativo remete à dimensão temporal do seu uso, que se aproxima com a discussão que fazemos no primeiro capítulo sobre a memória na fotografia. Isto porque, como o aplicativo obteve grande aceitação dos indivíduos com dispositivos móveis capazes de produzir fotografias em sua rotina diária, poderíamos observar a proeminência de novos lugares e novas situações representados pelas imagens se compararmos a momentos anteriores na produção fotográfica, já apresentados no capítulo 1, nos quais possuíam limitações técnicas como o tamanho do aparato necessário para a produção de imagens.
Acrescentamos a essa produção voltada ao Instagram por meio dos dispositivos móveis a importância de outras redes sociais, como o Facebook¸ que estão interligadas e com isto ampliam o alcance das imagens postadas. Porém, no objeto eleito para nossa análise, algumas funções existentes em outros SRS inexistem, como a metáfora do álbum. A apropriação no ambiente interacional do Instagram ocorreria por meio da visualização de uma timeline, que enquadra a visão no momento em que as pessoas só interagem com as últimas imagens postadas. As anteriores ficariam “apenas acessíveis”.
Ainda, é importante frisar que o Instagram direciona o uso para aqueles detentores de smartphones ou tablets, para uma prática daqueles predominantemente vivenciando as suas rotinas diárias; o que pode reforçar a questão da ubiquidade das câmeras – pois estar com um aparelho móvel significa virtualmente poder acessá-lo a qualquer momento para criar imagens que por ventura o indivíduo escolha.
Em nosso ponto de vista, o Instagram se apresenta como um importante exemplo para a compreensão do lugar em que a fotografia vernacular tem encontrado espaço, principalmente pelo público jovem, selecionado para a pesquisa. De acordo com o que já foi levantado no trabalho de Chalfen (1987), trata-se do período de vida das pessoas cuja maioria das imagens são produzidas – aproximadamente dois terços do total. Não por acaso, trata-se da fase da vida em que as pessoas mais compartilham através das imagens o que é compreendido como ordinário, ao contrário de uma prática voltada para grandes solenidades, grandes narrativas na vida das pessoas (SONTAG, 2004).
Parte da explicação deve-se a um interesse recorrente na fotografia, mesmo anterior à fase digital, das imagens que buscam sugerir relacionamentos entre pessoas, quer sejam fotos de amigos ou de parceiros (SILVA, 2008). Sendo a juventude o momento da vida em que justamente o indivíduo possui uma maior amplitude da sua rede de relacionamentos, não por acaso interessaria a essa parcela da população as demonstrações de amizade possíveis de serem
percebidas através das fotos no Instagram. Além da obtenção de certo nível de prestígio, como veremos, possibilita também a manutenção de laços com uma rede social que estabelece interações tendo como ponto de partida – e enquadramento primário – as imagens compartilhadas e os demais recursos utilizados: legendas, marcações, comentários e informações georreferenciadas, apresentados nesse tópico.
Uma das formas de se refletir sobre o lugar da fotografia na contemporaneidade parece- nos passar pela discussão dos aplicativos de compartilhamento no formato e nas funcionalidades semelhantes ao Instagram e toda a discussão que podemos extrair do mesmo sobre a mobilidade, sobre o compartilhamento cada vez mais próximo do ato de fotografar, assim como a reflexão sobre o “tempo de vida” de uma fotografia. O curto tempo em que as pessoas estabelecem interações com as postagens de fotografias pode nos trazer indícios para pensarmos as particularidades de um sistema de compartilhamento pelas redes digitais, no qual os usuários estariam cada vez mais ligados aos “instantes” vivenciados por aqueles que ele segue, considerando dois motivos: (1) o fato das publicações terem sido feitas minutos atrás da própria produção das imagens e (2) o fato de grande parte das interações ocorrerem justamente nas últimas postagens realizadas, e não aquelas dos dias anteriores ou de muitas horas atrás.