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CHAPITRE III : EXERCICE DU DROIT SYNDICAL

Section 3 : Délégué syndical

"% (R^voCução áos Ricos' é uma noveía cCe primeiríssima quaiid^cde soBre um momento cruciai da história SrasiCeira, o goípe miíitar de 196. Apesar de tudo não é cáustico, seco, mas íírico e doce; são as memórias de um garoto de 18 anos atropeíado em seu cotidiano de pequenos sonhos por aígo que não entende. 9(ão devçe de íer." (Luiz Cláudio Duarte, "José", Brasília, 20 a 26/12/86).

"Seu novo íivro, exçeíente e que tanto me comoveu, não pôde menos que me confirmar na convicção de que você, com maraviíhosa simpíicidade compôs, num modo estremecidamente humano, único e seu, como vinha compondo seus contos, uma noveía que 0 toma, sem favor, um dos mais importantes ficcionistas de Santa Catarina e do (Brasií."(Marcos Konder Reis, Rio de Janeiro, 21/12/86).

"Há em você uma centeíha, uma íucidez quanto à condição humana, algo . muito forte e muito sofrido. Você é um grande escritor, (ParaSéns peío íivro. (Eu o amei! Eíe é íindo, sensíveí, poético e duro como um grande prego enfermjaáo enterrado no coração". (Urda Alice Klueger, Blumenau, 03/01/87).

"Çostei muito do íivro. 'A R§voíução dos Ricos' tem este títuío que me intriga, mas é perfeito o sentimento de estranheza do narrador, desindentificado de tudo que deveria ser principaí no seu mundo: o pai que não poderia compreetuíer seu namoro com a prostituta, a prostituta que não poderia compreender seu anseio e que ri um pouco deíe, a poíítica se desenvoívendo totaímente estranha ao drama pessoaí do narrador, sanatório

e desejo sexuaí Só o adágio de AÍBinoni no quarto ao íado, só a arte resgata o sentido de que está se passando, esta arte profundamente desengajada da retórica poíítica dos coíegas ííderes estudantis do narrador, e profundamente engajada em sua dor, e na dor de

seus 'semeChantes', para usar um termo cristão. £ a coisa é reaCmente meio cristã: são tocCos os personagens semeChantes numa coisa: um áoCorido sentimento de mundo, mesmo quando meio disfarçado perante si próprio, como no caso da prostituta, (E a estranheza do narrador é radicaC: eCe não consegue nem entender o apeCo da prostituta no sentido de Che conhecer 0 pai no sanatório. O adágio de JLCôinoni, a arte não-transformáveCem conceitos, não 'engajada', soCidária somente com a dor dos personagens e capaz apenas de transmitir ao Ceitor um pungente sentido de mundo, transpassa tudo de uma reCigião sem <Deus, ou peCo menos de um <Deus não disponíveC nominaCmente como descuCpa ou consoCo peCas ou para as atribuCações dos personagens, ‘Eu faCaria em Camus; e o faria, consciente da

semeChança com 'O (Estrangeiro'. Lá mãe, fiCho namorada. Jiqui, pai, fiCho prostituta. Não é um pastiche, quando muito uma referência tão 6em recriada e

transformada, que somente os mais atentos adoradores de "L Étranger'' notariam, e eu sou um deCes

OfinaC é de perder a respiração: morre o pai, a namorada prostituta viaja, o pais é tomado peCo goCpe, tudo num só repente, sem dramatização nenhuma, sem ênfase, o Ceitor sente-se um pouco 'rouôado' da possiSiCidade de se emocionar com isso tudo, como certamente se sentiria o narrador, cujas emoções nesse ponto são suspensas e omitidas da narração.

Çuardarei contra o Civro o ressentimento por essa omissão, e a compreensão quase meramente inteCectuaCde minha parte de que eCa impCica eCegância do autor ao nos poupara torrente emotiva que se deveria seguir por parte daqueCe narrador personagem, e impCica tamdém eCipse de inesperada eficiência no sentido de nos fa ze r acompanhar o sentimento de tudo-perder de repente que assoma certamente o narrador que, como todo personagem verdadeiramente criado, prossegue atormentado a todo Ceitor com a constrangedora descoôerta de que continuamos nos perguntando por eCe, mesmo após o finaCda Ceitura.

JL cisão radicaC entre o sentimento da existência e a 6aC6úrdia da poCítica constrangeriam o mais radicaCpoCítico. Ninguém poderia Cer 'Jl (RgvoCução dos (Rjcos' sem uma certa sensação de vergonha peCa distância existente entre o discurso poCítico e a

cãaga existenciaCa Bramir no sangue do indivicCuo a Cutar contra sua Cimitação corpórea.

Jl escCerose do pai, o desejo camaC do JtCHo, os cenários despedaçados e o aCarido poCitico formam um mosaico que exigirá do Ceitor uma capacidade diaCética quase soôre-ãumana de integração taCvez represente o máximo em termos de, Citerariamente, depor soôre os acontecimentos situados ao redor de 1963 e 1964." (A lberto Crusius, Porto Alegre, 24/12/86)

"Jl <SsvoCução dos <R}cos' é um traSaCâo absorvente. Síão é apenas o registro de uma época, é a confirmação de que paramos no tempo. O movimento é registrado peCo agravamento dos proSCemas sociais que em tua noveCa abordas com maestria. O fiomem que apresentas não toma banho nem passa 'briChos'para aparecer em fo to s ou teCevisão. Vm beCo texto." (Elaine Otto, Florianópolis, 14/01/87)

"% ^voCução dos <Ricos’ é um Civro forte, maduro e beCo, que nos mostra que seu autor ainda tem muito que nos reveCar." (laponan Soares, Florianópolis, 16/01/87)

"A noveCa é um beCeza. Lia-a de uma só vez, emocionado e contente e por ver com que taCento e verdade (a emoção, sem a quaCpodemos fa ze r todos os vanguardismos - mas jamais Citeratura) você está escrevendo. Tocou-se muito a história do Magrão, de “Wanda, de TuCgêncio. Que é em úCtima anáCise, a história de todos nós, com o triste (BrasiC como pano de fundo... (Pode ficar cerio: % (RçvoCução dos (Ricos' é um texto

gjcm/7/âr."(Ruy Espinheira Filho, Salvador, 31/01/87)

'L i de uma sentada 'Jl (R§voCução dos ^cos'. <Foi o Civro seu que mais me emocionou. Jl queda de Jango é um pretexto perfeitamente dispensáveC Jl memória da geração, também. Mas o que achei impressionante é a reCação do Magrão com a W anda. Me Cembrou (Dostoiews^ O pai morrendo no sanatório e eCe, fodidão, apaixpnado por uma puta. O mundo de merda da pensão, do boteco do Zé, as idas e vindas naqueCes

quarteirões, eCe zanzando, soCitário, angustiado, andando de mãos dadas com a VÇanda, a relação deCe com o pai. Isto é ficção mesmo, da 60a. (Paraôéns. Que mundo 0 de um adoCescente soCitário numa cidade grande! (Paraôéns de now." (Valdomiro Santana, Salvador, 26/01/87)

"Operoso e profícuo, tens emprestado com sensiôiCidade, vida e movimento aos fa to s ocorridos na véspera do ÇoCpe de 1964. Só pessoas sensíveis como tu é que podem retratar comfideCidade acontecimentos ocorridos Há mais de duas décadas. O seu oficio de escrever não só me orguCha, mas a todos os catarinenses."(KQW.2A0 Vianna, Brasília, 10/02/87)

"'Ji (RfvoCução dos (Ricos', noveCa de (EmanueC Medeiros Vieira, é um ôonito tejçto soôre 0 movimento de 31 de março de 1964 e, ao mesmo tempo, uma fáôuCa soôre a perda da ingenuidcuCe do paraíso. O Civro é dedicado àqueCes que tinüam vinteanos em 1964, e se você quiser insistir em tê-Co na sua estante e na memória, escreva urgente para a editora Cavras." (“O E sta d o de São P au lo ”, São Paulo, 22/03/87)

"Apreciei a força, 0 vigor incontido do seu estiCo, contundente, sintético, àgiC, veCoz e inquieto no ritmo da narrativa; frases curtas e diretas, simpCicidade e densidade. O contexto urôano, a imagemfiCe do reaCismo duro da vida são retratados deforma viva e ativa nos seus Civros. A denúncia contra a covardia, 0 aspecto sórdido e crueC de uma sociedade decadente, a sede de justiça, são encontrados de maneira firme nos textos que você escreve. Literatura cCara, sem suôteifúgios." (Márcio Catunda, Brasília, 17/05/87 )