• Aucun résultat trouvé

CURSOR REGISTERS

Dans le document MULTIMEDIA AND SUPERCOMPUTING (Page 45-49)

Genlocking on the 8275006

CURSOR REGISTERS

Em estudos referentes à aplicação de resíduos de construção e demolição em estruturas reforçadas com geossintéticos, no projeto de investigação RCD-VALOR (FEUP, 2012), verificou-se que no decorrer das atividades de demolição e reciclagem é imprescindível remover as impurezas, presentes nos diferentes lotes de resíduos de construção e demolição para que sejam cumpridos os requisitos impostos pela especificação E-474 do LNEC para o material reciclado.

Também se constatou que a resistência das interfaces entre geossintéticos e RCD estava entre os valores expectáveis quando se utilizam solos como material de aterro, o que é fundamental para o bom funcionamento dos RCD em aterros, quer em movimento de corte direto, quer em arranque. Quanto aos ensaios de lixiviação, sob o ponto de vista ambiental, o uso destes resíduos não apresenta adversidades e, relativamente a efeitos de danificação e degradação causados pelos RCD, conclui-se com base em estudos efetuados em campo que são pouco significativos (Vieira e Pereira, 2015).

Em suma, o uso de resíduos de construção e demolição envolve cada vez mais pesquisas e estudos sobretudo pela repercussão a nível ambiental. No entanto, após a análise dos estudos já existentes foi possível verificar que a sua utilização não apresenta grandes problemas acrescidos comparados com o uso de agregados naturais e contrariamente, poderão ser benéficos a nível ambiental e económico. Na Tabela 2.7 apresentam-se alguns destinos dos materiais que compõem os RCD (Silva, 2016):

Tabela 2.7 - Destino/Aplicações dos vários Resíduos de Construção e Demolição (Silva, 2016)

Materiais Descrição Destino

Betão Triturado, resultante de demolições

Material de aterro, base de enchimento para valas de tubagens e pisos térreos de

edifícios Triturado e crivado com poucas

ou nenhumas impurezas

Sub-base na construção de estradas, agregado reciclado para o fabrico de betão e base

de enchimento para sistemas de drenagem

Triturado e crivado, limpo de impurezas e com menos de 5%

de tijolo

Construção de estradas, produção de betão, material de

aterro estrutural e base de enchimento para valas de

tubagens Betão (conforme o grau de

granulometria)

Elemento demolido Material de aterro e pavimentos Fragmentado (de 200- 400

mm)

Proteção de diques Britado (menos de 50 mm) Sub-base, enchimento,

material de fundação Britado e desgastado (menos

de 40 mm)

Agregado de betão, agregado de betão betuminoso para sub-

base, enchimento Pó (subproduto da britagem) Ligante para betão

betuminoso, material de estabilização de solos Finos após britagem e

crivagem (fração dos 0 aos 4 mm)

Incorporação na construção de estradas substituindo a areia, ou em argamassas, devido às suas propriedades pozolânicas

(NOTA: baixo potencial de reciclagem)

Alvenarias Tijolos Agregados para betão,

agregados para produção de peças pré-fabricadas de betão,

agregados para tijolos de silicato de cálcio, material de

enchimento para valas e tubagens, material de enchimento e estabilização de caminhos rurais; revestimento

de campos de ténis Azulejos Material de enchimento

Pedra Reutilização direta,

conservação e restauro

Madeiras Mobiliários, soalhos, portas,

caixilhos de janelas, estacas para plantas, reparação de edifícios rurais, material de enchimento para a correção de

taludes, incineração com recuperação de calor para pirólise, para a compostagem e

combustível derivado dos refugos

Metais Alumínio Sucata e fabrico de novos

elementos Aço e Ferro Reutilização direta

Vidro Produção de novo vidro e

construção de estradas

Plásticos Incineração com recuperação

energética, reciclagem por processamento mecânico (nem

todos os plásticos), utilização na reciclagem de fontes energéticas (como o petróleo

bruto e o gás natural)

Materiais de isolamento Pirólise, moldagem de tijolos

artificiais, espalhamento sobre o produto não curado (depois

da espuma estar separadas em fibras simples), incineração Materiais de construção com

gesso

Integração em placas para tetos e pavimentos, no cimento

expansivo e no material de enchimento em obras de estradas e caminhos-de-ferro Resíduos perigosos

recicláveis

Óleos Transformação em combustível ou refinados para a produção

de novo óleo Pilhas, baterias recarregáveis e

produtos abrasivos

Material de enchimento em estradas e caminhos- de-ferro

Pavimentos Asfálticos Construção e manutenção de

estradas como pavimento asfáltico ou agregados para bases e sub-bases, agregados

para bermas e camadas drenantes e em pavimentos

estabilizados

De betão Construção e reabilitação de estradas como agregados para

betão, agregados em pavimentos asfálticos, material

para bases de taludes e agregados não ligados para

bases de estradas

Solos Terra arável, aterros de

estradas, integração paisagística (minas e pedreiras) e acerto topográfico

Papel e cartão Produção de cartão,

combustível para incineração, isolamentos com celulose

3

PROGRAMA EXPERIMENTAL

3.1.INTRODUÇÃO

O presente capítulo tem como objetivo avaliar as potencialidades da utilização de RCD como substituição total da areia normalizada CEN e parcial do cimento Portland para uso em betão. Para isso, realizou-se um programa experimental, descrito neste capítulo, com a finalidade de estudar algumas propriedades de argamassas contendo diferentes composições, ou seja, argamassas de controlo (CTL1 e CTL2) com 100% de cimento e de areia CEN, argamassas com 100% de substituição de areia CEN por agregado fino de RCD (CDWs), argamassas com substituição de 5% do cimento Portland por finos obtidos da moagem de agregado fino de RCD (5CDWa) e argamassas com ambas as substituições (CDWs+5CDWa).

Assim, numa fase preliminar procedeu-se à caracterização das amostras de CDWs, CDWa e cimento quanto às sua granulometrias, massas volúmicas e superfícies específicas.

Posteriormente realizaram-se os ensaios com argamassas, constituídas pelos seguintes materiais: • Cimento CEM I 42,5 R fornecido pela SECIL;

• Areia normalizada CEN; • Água destilada;

• Superplastificante Sika ViscoCrete 20HE;

• Agregado fino de RCD (CDWs) e agregado fino moído de RCD (CDWa) fornecido pela empresa RCD - Resíduos de Construção e Demolição SA.

Os ensaios realizados sobre as argamassas foram os seguintes: • Avaliação da trabalhabilidade;

• Resistências mecânicas;

• Determinação da resistência à carbonatação; • Absorção de água por capilaridade ;

• Penetração acelerada de cloretos; • Resistividade;

• Reação álcalis-sílica;

• Resistência ao ataque por sulfatos.

No final de cada ensaio apresentam-se os resultados obtidos acompanhados pelos seus desempenhos face às argamassas de referência.

3.1.1.AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Neste capítulo, para além do estudo das diversas propriedades associadas às argamassas e aos materiais utilizados, também são apresentados os resultados obtidos para cada tipo comparativamente com os de controlo. Para isso, recorre-se ao cálculo do desempenho, através da seguinte expressão:

𝐷𝑒𝑠𝑒𝑚𝑝𝑒𝑛ℎ𝑜 (%) =|𝑥 − 𝑥𝐶𝑇𝐿| 𝑥𝐶𝑇𝐿

∗ 100

3.1 Sendo:

X o resultado da propriedade X para a argamassa com substituição por RCD. XCTL a média do resultado da propriedade X para as argamassas de controlo.

O melhor ou pior comportamento do material comparativamente com a argamassa de controlo foi representado com o sinal positivo e negativo, respetivamente.

3.2.MATERIAIS UTILIZADOS

3.2.1.CIMENTO

O tipo de cimento empregue foi o CEM I 42,5 R, proveniente da SECIL. A escolha deste cimento deveu- se ao facto de ser constituído sobretudo por clínquer (95% a 100%), pouco ecológico.

Relativamente às propriedades físicas, mecânicas, composição química e mineralógica deste cimento, os resultados do controlo estatístico representam-se nas próximas tabelas (Tabela 3.1, Tabela 3.2, Tabela 3.3 e Tabela 3.4), fornecidas pela Secil:

Tabela 3.1 - Ensaios Mecânicos (NP EN 196-1 2017) (Secil)

Idade Resistência à Flexão (MPa) Resistência à Compressão (MPa) Mês Ano Mês Ano 2 dias 6,0 5,6 33,4 31,1 7 dias 8,1 7,6 46,8 47,5 28 dias 8,9 8,7 58,4 58,3

Tabela 3.2 - Ensaios Físicos (Secil)

Mês Ano Peso específico (g/cm3) 3,10 3,12 Resíduo de peneiração (%) (NP EN 196-6) 45 µm 3,0 3,0 32 µm 8,1 10,2

(NP EN 196-6) Água na pasta normal (%)

(NP EN 196-3) 28,8 28,5 Tempo de presa (min) (NP EN 196-3) Início 156 181 Fim 222 248 Expansibilidade (mm) (NP EN 196-3) 1 1 Índice de Reflectância – Y (0 a 100) 27 26

Tabela 3.3 - Análise Química (Secil)

Mês Ano

Perda ao fogo (%) 2,47 2,28

Resíduo Insolúvel (%) 1,36 1,03

Óxido de Silício - SiO2 (%) 20,37 20,33

Óxido de Alumínio - Al2O3 (%) 4,82 4,83

Óxido de Ferro - Fe2O3 (%) 2,82 3,02

Óxido de Cálcio - CaO (%) 62,92 63,31

Óxido de Magnésio - MgO (%) 1,81 1,91

Sulfatos - SO3 (%) 3,10 2,85

Óxido de Potássio - K2O (%) 0,75 0,73

Óxido de Sódio - Na2O (%) 0,17 0,20

Cloretos - Cl- (%) 0,05 0,05

Cal Livre (%) 1,48 0,96

Tabela 3.4 - Análise Mineralógica (Secil)

Mês Ano

Silicato Tricálcico (%) -C3S 62,9 61,3

Silicato Bicálcico (%) - C2S 12,5 13,0

Aluminato Tricálcico (%) - C3A 4,1 4,4

A distribuição granulométrica deste cimento foi obtida em granulómetro laser do LEMC e encontra-se representada na Figura 3.1:

Figura 3.1 - Curva granulométrica laser do CEM I 42,5 R

Dans le document MULTIMEDIA AND SUPERCOMPUTING (Page 45-49)