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Um dos m ais referenciados autores cujos estudos vieram contribuir com o desenvolvim ento e aplicação das ciências sociais na adm inistração, em especial no que tange à liderança e à m otivação hum ana no trabalho foi Douglas McGreg o r. Sua obra mais conhecida é o livro “Os A spectos Hum anos da Em presa” (1960 ).

N a referida obra, M c G r e g o r reforça a tese de que os aspectos hum anos da em presa constituem ""uma peça 5Ó” e enfatiza que as concepções dos dirigentes sobre a m aneira de conduzir os recursos hum anos ao seu dispor, acaba por determ inar todo o caráter da em presa, isto é, todas as decisões têm conseqüências no com portam ento geral.

D esta form a, de m aneira significativa, fica tam bém a m otivação dos em pregados condicionada à habilidade do dirigente de conhecer, prever e orientar o com portam ento hum ano na empresa. Para o autor, os dirigentes têm tom ado decisões, com base apenas em certas convicções, que por sua vez influenciarão o com portam ento humano.

Para McGregor, existem basicam ente duas teorias interpretativas do com portam ento dos indivíduos na organização, às quais ele m esm o chamou de “Teoria X ” e “Teoria Y ” .

Segundo as concepções da Teoria X, McGregor (1981, p 55-56) afirm a que

“o ser humano médio não gosta intrinsecam ente de trabalhar e

trabalha o menos possível; (e que)

devido a esta característica humana de desagrado p e lo trabalho, a m aior p a rte das pessoas p recisam ser coagidas, vigiadas, orientadas, ameaçadas com castigos, a fim de serem levadas a fa z e r o devido esforço para se alcançarem os objetivos da organização; (e ainda que) ser humano médio prefere ser dirigido, deseja evitar responsabilidades, é relativam ente pouco am bicioso e pretend e segurança acima de tudo ”

As convicções acim a sugerem que a adm inistração é responsável pela organização dos elem entos produtivos da em presa, de modo que, com relação às pessoas, faz-se necessário dirigir seus esforços, m otivá-las, controlar suas ações e m odificar seu com portam ento. Para McGregor (1981, p. 56 )

“Sem essa intervenção ativa p o r p a rte da adm inistração e de acordo com as convicções dos dirigentes acerca das pessoas, estas poderiam ser indiferentes ou mesmo hostis às necessidades da organização, elas devem portanto, ser persuadidas, recompensadas, punidas, controladas e suas atividades dirigidas

Entretanto, contrapondo-se a Teoria X e exam inando a questão da m otivação hum ana nas organizações, o autor apresenta a Teoria Y. Para o autor, as necessidades hum anas estão hierarquizadas da seguinte forma; no nível m ais inferior situam -se as necessidades fisiológicas tais como habitação, sede e fome. A p artir da satisfação destas, com eçam a dom inar o com portam ento do homem as necessidades do nível im ediatam ente superior. Tais necessidades de segurança referem -se ao desejo de proteção contra o perigo, am eaças e privações. Uma vez que as necessidades anteriores estivessem satisfeitas, dom inariam então o com portam ento do hom em as necessidades sociais, quais sejam de associação, aceitação, am izade e afeto. A cim a destas estariam outras necessidades de m aior interesse para a adm inistração e o próprio homem. São elas as necessidades do ego.

podendo estar relacionadas com o am or próprio (autoconfiança, com petência, conhecim ento, independência) ou relacionadas com a reputação {status, reconhecim ento, aprovação e respeito). Finalm ente, no topo da hierarquia estariam as necessidades de auto- realização. Estas últim as estariam relacionadas com as necessidades de cada um realizar o seu potencial, de estar em contínuo desenvolvim ento bem como de criar e auto-realizar-se.

A partir desta hierarquização das necessidades hum anas e do acúm ulo de conhecim entos pertinentes ao com portam ento hum ano criaram -se as condições para que McGregor form ulasse certas generalizações que viriam a constituir a cham ada Teoria Y.

Segundo esta Teoria, McGregor (1981, p .73-74) afirm a que:

“o dispêndio de esforço fís ic o e m ental no trabalho é tão natural como a distração ou o descanso. O ser humano médio não sente aversão inerente p elo trabalho. D ependendo de condições controláveis, o trabalho p o d e ser fo n te de satisfação ( e será fe ito voluntariam ente ) ou fo n te de castigo ( e se po ssível, será evitado); (e que)

o controle exterior e am eaça de castigo não são os únicos meios de suscitar esforços no sentido dos objetivos organizacionais. O homem praticará a auto-orientação e o autocontrole, ao serviço dos objetivos

que se empenhou em alcançar;

o empenho em alcançar objetivos é fu n çã o das recom pensas atribuídas ao êxito da tarefa. A m ais significativa destas recompensas, isto é, a satisfação das necessidades do ego e de auto-realização, podem ser produtos diretos do esforço orientado p ara objetivos organizacionais;

o ser humano médio aprende, em condições apropriadas, não só a aceitar, mas a p ro cu ra r responsabilidades. A recusa de responsabilidades, a ausência de ambição e a ênfase na segurança são, regra geral, resultados da experiência, e não característica inerente à natureza humana; (e, finalm ente, que)

a capacidade de exercer em grau relativam ente elevado a im aginação e o talento e o espírito criador na solução de problem as organizacionais encontra-se larga e não escassam ente distribuída p ela s pessoas;

Nas condições da vida industrial moderna, as po tencialidades intelectuais do ser humano médio são utilizadas apenas parcialm en te".

A p artir do acim a exposto, pode-se perceber que tais idéias im plicam num a estratégia oposta às da Teoria X no que tange a gestão dos recursos hum anos. A inda é conveniente ressaltar que a Teoria Y, sendo m ais dinâm ica, indica a possibilidade de desenvolvim ento e aperfeiçoam ento hum ano. Ao contrário do enfoque tradicional centrado no exercício da direção e controle, a Teoria Y refere-se ao que McGregor cham ou de

“princípio da integração''. De acordo com o autor, “o princípio central que deriva da Teoria Y é o da integração: a criação das condições que melhor perm itam aos membros

da organização realizar as próprias fin a lid a d es m ediante a orientação dos seus esforços para o êxito da em presa” (1981, p. 7 6 ).