dans le Japon du Nord-Est, 10 ans après le tsunami du 11 mars 2011
III. La planification et les principes de la reconstruction post- post-tsunami dans le département d’Iwate
III. 3. Critères de sélection des projets de reconstruction
Diante do quadro teórico exposto e na tentativa de responder aos objetivos propostos neste trabalho, foi elaborado o Quadro 9 que apresenta as bases teóricas, variáveis de análise e descrição que serão utilizadas neste estudo.
QUADRO 9 – BASE TEÓRICA, FATORES DE ANÁLISE E DESCRIÇÃO
Base Teórica Fatores/variáveis Descrição
ANÁLISE DE REDES Centralidade de grau Quantidades de vínculos de um ator
Densidade Propriedade estrutural, densa ou difusa
EVOLUÇÃO HISTÓRICA Descrição histórica Origens da Rede
Fatos marcantes Identificação de marcos históricos institucionais
TEORIA INSTITUCIONAL (Microfundamentos)
Isomorfismo Modelo de referência, força de mercado, imitação Mudanças
tecnológicas
Competição,
Reorientação técnica ou tecnológica
Legislação Novas leis ou novos arranjos jurídicos que podem provocar maior ou menor receptividade pelos atores Cooperação Estratégia de sobrevivência organizacional e construção de
confiança Teorização
Normas e criação de uma identidade própria. Um arranjo estrutural é justificado como solução para o problema com
bases lógicas e empíricas. Presença de
Champions
Lideranças que encorajam a disseminação de estruturas por meio de um conjunto de organizações que, de outro modo,
não teriam conexão direta
Legitimidade Reconhecimento, reputação, “status”, posicionamento do ator
Valores e Crenças Ambiente Institucional, pertencimento Impactos positivos Valorização pela sociedade local, resultados efetivos
relacionados à adoção da estrutura Defesa de grupo de
interesse Surgimento de novos atores Políticas Públicas Existência de Políticas Públicas
Fonte: Adaptado de Tolbert e Zucker (1999); DiMaggio e Powell (2007) e Paulillo, Sacomano Neto e Garcia (2016).
Na abordagem de redes, definiu-se como medidas principais a centralidade de grau e densidade, que no caso do arranjo produtivo de calçados femininos de Jaú-SP torna-se relevante para a análise de um processo de mudança estrutural em rede. Assim, com centralidades e densidades distintas em etapas históricas marcantes (isto é, com marcos históricos-institucionais importantes para a evolução desta rede de negócio), o arranjo produtivo alcançou resultados econômicos bem diferentes.
4 GLOBALIZAÇÃO, MERCADOS E INDÚSTRIA CALÇADISTA
A globalização trouxe mudanças importantes, afetando os atores no contexto internacional, nacional e local, sendo intensificada pelo massivo desenvolvimento da tecnologia da informação (TIC) e pelos progressos nos setores de transportes e de movimentos de capitais financeiros (OTTATI, 2018). Deu origem a um ambiente de desafios e oportunidades, “em meio à competitividade de inúmeros participantes aptos à concorrência global”. Ela induz o aumento da capacidade das sociedades de terem acesso aos bens e serviços de qualidade ofertados nos mercados. Críticas a esse processo são derivadas de inadequadas instituições econômicas ou políticas equivocadas de desenvolvimento (BRASIL, 2018a, p. VII).
Inserida neste contexto, está a indústria brasileira, que se defronta com um mundo em constante mutação, sendo totalmente diferente dos anos 1960 e 1970. A questão não é simplesmente que agora existe um maior número de novas tecnologias, mas sim que os padrões mundiais de produção, difusão e comercialização de tecnologias estão mudando muito mais rapidamente do que nas décadas anteriores. Essas mudanças têm diminuído o tempo entre grandes descontinuidades tecnológicas, reduzido o ciclo de vida de novos produtos e ampliado a diversidade de pequenas diferenciações de produtos (COUTINHO, 1996).
Isso se deve às novas estratégias de produção das empresas multinacionais que passaram a deslocar crescentes volumes de produção para países menos desenvolvidos, mas com baixos custos de mão de obra, como China, Índia e Vietnã, e fizeram surgir uma reorganização dos processos de produção em escala global, dando origem à chamada Cadeia Global de Valor (CGV) (OTTATI, 2018).
Este modelo se tornou uma estrutura analítica popular para analisar as organizações e a governança da produção, distribuição e consumo globais. A perspectiva da CGV destaca a governança entre empresas de marca, comerciantes globais, fabricantes, distribuidores e outros atores, além de oferecer uma estrutura de pesquisa que possa interpretar como a reestruturação global, principalmente partir da crise de 2008, afetou o desenvolvimento econômico local (YANG; FU; LI, 2017), em especial às pequenas e médias empresas, que
passaram a enfrentar a competição de preços de países emergentes como a China, especialmente pelo aumento do varejo em grande escala.
A estrutura do CGV foi criada para entender melhor como o valor é criado, capturado, sustentado e aproveitado dentro de todos os tipos de indústrias. A abordagem CGV fornece uma visão holística das indústrias globais a partir de dois pontos de vista: governança e modernização. A governança centra-se em empresas líderes e na forma como organizam suas cadeias de suprimento em escala global, enquanto modernização envolve as estratégias utilizadas por países, regiões, empresas e outras partes interessadas em manter ou melhorar suas posições na economia global (GEREFFI, 2005; GEREFFI; LEE, 2016).
Para o governo brasileiro, no relatório Desafios da Nação de 2018, as empresas nacionais deverão estar integradas às cadeias de produção global, terem escala de produção, adaptarem-se continuamente ao progresso tecnológico e à interatividade das relações comerciais por meio de novas tecnologias, as quais transcenderão os limites do mercado produtivo e de consumo local (BRASILa, 2018).
Frente aos efeitos da globalização e da CGV, foi dada nas últimas duas décadas, uma atenção especial às regiões designadas como locais de inovação na economia globalizada, tais como as histórias de sucesso da aglomeração de pequenas e médias empresas na “Terceira Itália” ou o exemplo industrial o Vale do Silício. A justificativa é de que nessas regiões o conhecimento é compartilhado pela interação social, determinado pela ação coletiva local (NADVI, 1999; WANG; LI; HUANG, 2018).
Raramente as empresas locais conseguem de forma independente inovar ou introduzir novos produtos sem a construção de fortes ligações com empresas inseridas no mercado global. Desta forma, o mercado global diminui a relevância da economia dos clusters regionais, sendo que os laços de rede global são considerados um dos meios úteis através dos quais as empresas locais podem obter recursos, especialmente para países menos desenvolvidos (WANG; LI; HUANG, 2018).