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Contrat de mariage entre Claude Adrien Guillin Blanchard et Suzanne Surgis

Dans le document Histoire de famille en pays Mantois (Page 138-148)

prematuro

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[...] não fiquei lá nem uma hora, vim de volta ontem mesmo. Era de noite, eu fiquei muito nervosa e ansiosa [...] porque eu estava com ele. Tive medo de ele ficar roxinho quando estava comigo. Aí, eu me alarmei. Disse que não dava certo ficar lá, me desesperei e elas o trouxeram de volta [...]

36- Medo de cuidar do bebê 1

Venho, mas só para chorar. E nem pode ficar chorando perto da criança... Ela sente [...] Elas aqui que dizem que a criança sente a tristeza da mãe. Tenho medo...

37- Medo de passar tristeza para o bebê

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Eu só não fiquei mais desesperada porque estava com minha mãe e com meu esposo. Eles vieram comigo na ambulância [...] minha mãe está aqui me dando força. Eu ainda estou com a pressão alta e por isso ela pode ficar comigo. Só estamos firmes ainda pela vontade de Deus. Eu peço tanto a Deus que salve meu filho que é para a gente poder ir para casa. Não tem nada melhor do que a gente mesma cuidar do filho da gente não.

38- Necessidade do apoio familiar

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Eu estou muito tranqüila, mesmo com meu filho estando na UTI [...] se ele tivesse ido para casa quando eu fui ele não teria o mesmo tratamento [...] eu me sinto bem de ele estar aqui [...] está sendo bem cuidado por todos, mesmo quando eu não estou aqui.

39- Confiança nos cuidados da unidade neonatal

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Ele está aqui porque precisa de cuidado para crescer e se desenvolver. Ele nasceu prematuro [...] Já eu fui embora porque não podia mais ficar. [...] É assim que as coisas acontecem. Ninguém tem culpa [...] tive antes do tempo por causa de raiva. Eu tenho culpa de ter raiva?

40- Aceitação dos limites impostos pela

prematuridade

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[...] fui chamada. Eu ia. Minha mãe ia ficar com meus filhos para eu ir... Mas meu pai adoeceu e ela não pôde mais. Aí, não fui. E agora estou assim.

41- Dificuldade de conciliar os outros papéis com o de mãe de prematuro.

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[...] chego, vou ao Banco, venho para cá e fico por aqui um pedaço. As meninas botam para eu pegar nele. E elas dizem que precisa eu me dedicar a tirar mais leite.

42- Aceitação do cuidado materno mediado, prescrito

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Eu não me sinto bem aí dentro da UTI. É muito complicado. Tem umas delas aí que são legais e explicam as coisas, mas tem umas que a gente pergunta as coisas e elas fazem questão de não dizer.

43- Dificuldade no

relacionamento da mãe com a equipe

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Elas cuidam, mas de uma maneira grosseira. Automática. Tiram o pano de uma vez, não olham para a criança direito, nem falam com ela. O jeito de pegar [...] não são todas assim. [...] A gente precisa ser bem tratada pelo que a gente passa quando tem um prematuro.

44- Inadequação do cuidado prestado ao bebê na unidade neonatal

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Agora estão dizendo que ela poderá ter problemas nos olhos... Não sei. Tenho que me preparar até para ela cegar... É muito triste [...]

45- Medo das seqüelas da prematuridade

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Eu tenho esperança [...] Ela não ficou nem no respirador [...] ficou por três dias no CPAP e dois dias no circulante que não é

perigoso. Foi pouco tempo de oxigênio, dizem. Sei que tem casos que ficam bons com cirurgia [...] estou rezando para ela não ter nada não [...]

46- Esperança de bom prognóstico

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pequeno, não gosta [...] Eu fico pensando... Se fosse comigo, será que ele chorava tanto? [...] podia chorar menos comigo, não é?

insubstituível

[...] Estou cansada, com saudade, querendo ir para casa. (Chora copiosamente, com soluços)Eu moro no interior, é muito longe, quero sair o mais rápido que puder para ir para casa. É muito ruim estar longe de casa.

48- Necessidade das referências habituais

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Agora, só saio daqui com ele, sem levar ele eu não saio de jeito nenhum. Não aceito essa história que tem aqui de ir para casa e ficar vindo todo dia não. E a noite, que é do mesmo tamanho do dia, a criança fica só? Não, eu não. [...] Eu só saio daqui com meu filho nem que tenha que esperar muito.

49- Não aceitação de nova separação do bebê

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Eu me sinto [...] segura, mas ao mesmo tempo [...] não tenho total autoridade sobre minha filha. Não tenho poder de decisão. Mas estou segura porque se vier a acontecer alguma coisa [...] posso contar com as pessoas que estão a serviço para ajudar.

50- Mãe divide com a equipe o cuidado com o bebê e a autonomia materna

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Fiquei impressionada, mas sei que não é grave. Lá no Canguru tem criança que tem até canal. O menino da minha amiga está lá. Ele tem canal, mas está mamando. Vai embora amanhã. A minha está, também, mais espertinha. Dorme menos. Até já olha para as coisas.

51- Comparação da situação do filho com a de outros bebês acalma os temores maternos

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Eu penso que é de ajudar. Devia ser [...] Mas a gente, às vezes, não se sente bem com o jeito de algumas delas [...] A gente se sente julgada por elas. Parece que elas pensam que talvez a criança não mame porque a mãe não dá muito o peito. Que a mãe é muito tensa [...] É como se a culpa fosse da gente [...] eu fico pensando comigo: Tenho tanta boa vontade, imagina se eu ia querer atrapalhar o desenvolvimento de minha filha [...] Será que elas não vêem isso?

52- Falta de compreensão e empatia da equipe para com a mãe

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A doutora até me perguntou se eu não queria ir para o Canguru. Querer, eu queria, mas não posso [...] Venho todos os dias. Chego entre sete e oito horas, fico até cinco, seis da tarde, mas ficar direto eu não posso. Eu sei que seria muito bom para ele. Tinha muita vontade de ficar direto com ele no Canguru, mas não posso.

53- Impossibilidade materna de seguir a prescrição da equipe

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Eu fico aqui direto na UTI, converso com ele, vou ao banco de leite para tirar leite. Mas ainda sai tão pouco! Quase não sai nada. Também ele não mama ainda, está com 1195. Mas ele vai mamar quando chegar o tempo. Quando vou à noite para casa, vou com a certeza de que ele está ficando bem, sendo bem tratado. Se não fosse assim, eu não iria. Não deixaria meu filho aqui se não tivesse certa de que isso é o melhor para ele.

54- Desenvolvimento de um modo próprio de cuidar

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Tem gente que faz uma confusão disso... Eu não. Não acho estranho. Meu parto foi tão rápido [...] Eu achei foi bom ele ter nascido logo. Eu não me sentia bem. A gravidez... Tinha muitos inconvenientes [...] Por isso eu não achei muito ruim ele ser prematuro não... Nasceu sadio, não foi para nenhum aparelho. Está tudo tão bem com ele [...] Agora vai para o peito.

55- Negação dos problemas da prematuridade

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Eu fico muito emocionada. (quando o bebê responde ao contato) Fico com vontade de levar ela para casa para ficar todo tempo junto com ela.

56- Contato físico com o bebê fortalece a vontade de cuidar

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[...] os pés dela podem não ser muito normais [...] fico tão assim que nem tenho condições de pegar nela [...] É ruim ficar assim perto dela. Fico agitada e ela também [...] Tenho medo de ter prejudicado minha filha [...] fico assim sem me controlar, só chorando... Melhor deixar para chorar quando vou para casa à noite, pelo menos não passa coisa ruim para ela.

57- Sentimento de culpa 5

[...] Acho que elas não sabem. Ninguém diz como é. Acho que nem faz parte do trabalho delas ensinar para as mães a fazer nada não. A gente que fique atenta para aprender [...] Eu já

58- Falta de uma atenção dirigida à mãe do bebê prematuro na UTI neonatal.

aprendi muita coisa que não sabia, só de ficar olhando. A mãe tem que aprender as coisas para cuidar do filho quando for para casa. Não pode ficar na UTI sem fazer nada.

Eu procuro fazer amizade com as auxiliares que cuidam do meu bebê, para elas me ajudarem e orientarem. Falo muito com elas, pergunto. Gosto de seguir o que elas dizem. Também se tiver alguma coisa que eu não entenda ou que eu ache errada, como foi o caso da fralda, eu digo logo, não guardo para depois.

59- Necessidade materna de manter diálogo com a equipe

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Elas orientam a mãe que está tonta, tonta, tonta. Parece que nem é com ela, coitada, nem existe.

60- Sentimento de alheamento

1 Elas dizem para a gente vir todo dia. Não sei para quê. A criança

não depende da gente. Na verdade tanto faz.

61- Sentimento de inutilidade

1 Ficar aqui perambulando por esse hospital, sem ninguém da

gente. O pessoal aqui é esquisito. As doutoras, as meninas [...] As outras mãezinhas [...] elas não falam comigo [...] Eu me sinto muito só, com vontade de ir para casa. Depois voltarei para ver meu filho... Ele tem que ficar aqui, não pode ir comigo.

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