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2.4 Mod`eles individu-centr´es avec r´eseau d’interaction pour les plantes

2.5.4 Contrˆ ole stochastique et applications en dynamique de popu-

Indicadores de custo humano do trabalho físico (CHT) foram buscados por meio do registro da postura adotada pelos trabalhadores rurais na realização de suas tarefas. Para tal, observações em situações reais de trabalho foram realizadas, sendo que nestas utilizou-se de câmera digital para fotografar e filmar.

As filmagens realizadas tiveram a duração total de trinta minutos e onze diferentes sujeitos foram filmados. Conforme poderá ser melhor compreendido na análise dos resultados, este tempo de duração foi suficiente para tal registro em função do caráter repetitivo e da invariabilidade de posturas adotadas na realização desta atividade de trabalho.

Utilizou-se ainda, para a análise do custo humano do trabalho, na sua esfera física, um Diagrama Corporal. Este, por sua vez, permitiu identificar as áreas dolorosas do corpo. Foi útil para a análise e compreensão dos reflexos das posturas e das demais exigências do trabalho sobre o corpo do trabalhador.

Mais especificamente em relação ao Diagrama utilizado, cabe ressaltar que fez-se uma adaptação do Diagrama Corporal proposto por Corlett e Manenica (1980

apud IIDA, 2005). A mudança no instrumento se refere, tanto à forma de aplicação

preenchido pelo próprio trabalhador, que avaliará o nível de desconforto sentido por meio de uma escala de 7 pontos. Entretanto, em função do baixo nível de escolaridade do grupo pesquisado, optou-se por realizar o preenchimento do Digrama pela pesquisadora. Além disso, ao invés de utilizar o desenho do corpo humano, conforme proposto pelos criadores do instrumento, optou-se pela utilização de um boneco para melhor visualização e compreensão por parte dos trabalhadores rurais.

A divisão do corpo humano (Cf. a Figura 4) também foi um pouco modificada, tomando como base também o Questionário Nórdico (KUORINKA, 1986 apud IIDA, 2005). 2d - Ombro direito 3d - Braço direito 4d- Antebraço direito 5d - Punho e mão direitos 8d - Quadril e coxa direitos 9d - Joelho direito 10d - Perna direito 11d - Tornozelo e pé direitos 6 - Coluna dorsal 7 - Coluna lombar 1 - Pescoço 2 - Ombro esquerdo 3 - Braço esquerdo 4 - Antebraço esquerdo 5 - Punho e mão esquerdos 8 - Quadril e coxa esquerda 9 - Joelho esquerdo 10 - Perna esquerda 11 - Tornozelo e pé esquerdos

Figura 4 – Boneco utilizado na pesquisa para aplicação do Diagrama Corporal e divisão corporal adotada

A escolha por esta mudança se deu em função dos contatos estabelecidos com os trabalhadores nas entrevistas semi-estruturadas. Nestas, verificaram-se queixas corporais em partes do corpo não ressaltadas no Diagrama, como exemplo, o joelho.

Ao mesmo tempo, a divisão da parte dorsal do tronco, proposta pelo Diagrama – com várias subdivisões – também poderia gerar dificuldades, optando-se, assim, pela divisão proposta pelo Questionário Nórdico, para esta região do corpo.

Outra mudança, necessária para facilitar o entendimento por parte dos trabalhadores, foi em relação à escala para avaliar o nível de desconforto ou dor. Mediu-se a intensidade somente por três níveis: apenas um incômodo, pouca dor e muita dor. Acrescentou-se, ainda, uma última questão com o objetivo de verificar se o trabalhador sentia alguma dor ou desconforto em outras partes não mencionadas no Diagrama (por exemplo, dor de cabeça, irritação nos olhos, etc.).

Dados para correlacionar com os resultados do Diagrama também foram colhidos, dentre estes: a hora do início e término do trabalho, o número de tarefas cumpridas, a idade, estado civil e o tempo de serviço como trabalhador rural. O instrumento completo pode ser verificado no Apêndice E (p. 245).A análise estatística dos resultados do Diagrama aplicado foi feita com auxílio dos sistemas operacionais

SPSS® (Statistical Package of Social Science) versão 11.0. for Windows e Microsoft Office Excel® (2003).

A aplicação do Diagrama Corporal ocorreu no mês de setembro de 2006 e 162 (cento e sessenta e dois) trabalhadores responderam a este instrumento, representando, assim, 47,4% da população investigada (tendo como base o Relatório Completo de Funcionários). Neste caso, foi difícil estipular uma amostra a priori do grupo de trabalhadores.

Explicando melhor o procedimento adotado, excluindo os fiscais, líderes e mulheres do total de trabalhadores, restaram 342 (trezentos e quarenta e dois sujeitos). Estes pertenciam a seis turmas de trabalho. Trabalhadores destas seis turmas responderam ao Diagrama, mas foi impossível selecionar os respondentes por um critério de amostragem que levasse em consideração a representatividade em relação ao universo de trabalhadores, pois o intuito era aplicá-lo naqueles que iam

terminando suas tarefas e verificar como se sentiam após uma jornada de trabalho. À medida que iam terminando, a pesquisadora e seus auxiliares aplicavam o instrumento. Quando a grande maioria terminava era encerrada a aplicação para que fossem embora imediatamente e não ficassem ‘presos’ por causa da pesquisa. Devido ao fato da atividade de colheita ser extremamente penosa em termos físicos e de, nas entrevistas, terem sido formuladas queixas sobre demoras na saída dos ônibus, a pesquisadora optou por este procedimento.

Assim, nem todos os trabalhadores de uma mesma turma responderam ao instrumento. Além deste aspecto, algumas turmas foram visitadas somente uma vez, pois foram dispensadas pelo Condomínio. A atividade é sazonal e outros fatores como a crise agrícola e as chuvas prejudicaram as safras desse ano, fazendo com que não houvesse trabalho para todas as turmas.

Houve também, dificuldade no que se refere à constância no número de trabalhadores. O número de trabalhadores que atuou na colheita no Município de Unaí, pelo Condomínio Rural Verde Grão, foi levantado utilizando-se das informações contidas no Relatório Completo de Funcionários, repassado no final de agosto. Entretanto, na aplicação do Diagrama Corporal havia alguns trabalhadores que não constavam neste relatório, ao mesmo tempo, outros podiam ter sido dispensados.

Na Tabela 3, a seguir, buscou-se apresentar as turmas de trabalho por meio da identificação dos seus líderes, sendo, para isto, utilizados nomes fictícios. Apresentam-se, ainda, o número total de integrantes destas turmas, o número de respondentes de cada uma delas e o percentual.

Tabela 3 – Número total de trabalhadores por turma e respondentes do Diagrama Corporal

Turmas Total de tal integrantes Total de Respondentes %

Tanaka 56 29 51,8% Toshiro 55 28 50,9% Itiro 62 45 72,6% Kiyoshi 67 15 22,4% Koji 60 27 45,0% Takuya 57 18 31,6% Totais 357 162 45,4%

Considerando também os trabalhadores que não estavam no Relatório repassado, a proporção de trabalhadores que responderam ao questionário reduz um pouco (45,4%). Importante ressaltar que, apesar do número elevado de trabalhadores em cada turma (visto que ocupam um ônibus por turma), existe um número também elevado de faltas ao trabalho. Portanto, este número a mais serve para suprir as faltas sempre contadas como certas nos grupos.