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continued to investigate the appropriate technologies that could accelerate the network transformation and enhance the activities of the two carriers

Meus primeiros cinco anos na profissão. Quando eu cheguei à instituição eu já tinha experiência prévia como professor do ensino médio e fundamental. Eu já disse, é diferente você ministrar disciplinas na graduação, nesses outros níveis. Assim como é diferente você montar e pensar uma disciplina de pós-graduação. Ainda assim, eu acho que essa experiência prévia me ajudou muito, na elaboração das disciplinas, na relação estabelecida com os alunos, na forma de avaliação. Eu me gabo por exemplo de estar há vinte e um anos na instituição e até hoje ter dado uma única prova teste na minha vida e ainda assim, com a condição especial para um outro curso que não Ciências Biológicas, em numa disciplina que era pouco importante, ou pelo menos, assim reconhecida pelos alunos e pela própria coordenação do Curso de Agronomia. Eu preferi não criar problemas com a coordenação.

Agora aqui com vinte e um anos, são provas dissertativas e nunca repeti uma prova. Então, eu me gabo disso. Eu acho que a bagagem que eu tive como professor de ensino médio e fundamental me ajudou muito, ou me ajudou bastante. Então, dizer: tanto faz fazer bacharelado ou licenciatura para ser professor universitário. É verdade. Você como professor universitário pode entrar na carreira universitária com diploma de bacharel ou de licenciado, não há diferença. Agora o fato de ter feito licenciatura, de ter tido disciplinas pedagógicas: psicologia da aprendizagem, didática, práticas de ensino, isso faz diferença e eu acho que isso me ajudou bastante. Então, o que eu devo dizer é que eu não senti tanta dificuldade assim em montar disciplinas, eu estou há vinte e um anos na instituição, eu já dei dezessete disciplinas diferentes na UFU. São dezessete novas disciplinas que tem que ser montadas, que tem que ser desenvolvidas, que tem que ser avaliadas; que tem que ser construídas e constantemente reestruturadas. O conhecimento é dinâmico como a gente já conversou. As informações novas estão sendo jogadas em cima da gente a cada instante. As técnicas de aula, os equipamentos mudam de uma hora para outra, quando cheguei o “must” era a gente montar transparência, depois transparências coloridas, depois slides. Hoje você trabalha com data-show, ligados à internet e buscando informações em tempo real se assim desejar. Então, essas mudanças constantes de tecnologias e a própria mudança da sociedade, do que se espera do perfil dos alunos, isso acaba implicando em grandes mudanças na forma de dar aula, de montar as aulas e de desenvolver o seu trabalho. Mas, eu insisto desde o começo, eu não tive muitas dificuldades dentro daquelas ferramentas que eram disponíveis naquele momento. E daquela expectativa que se tinha naquele instante de me adequar. Eu costumo brincar que eu sou um bom dançarino. [risos] Não sou nada. [risos] Eu era um péssimo dançarino até que eu fiz um curso de dança, hoje eu danço direitinho com a minha esposa. Mas, eu danço conforme a música e procurei dançar conforme a música, e procurando responder às expectativas e procurando atender aos objetivos que eram estabelecidos a cada momento. Obviamente as coisas mudam bastante e mudam bastante ao longo dessa jornada, não apenas por essas mudanças de objetivos, de expectativas, de perfil, de população alvo.

Que alunos estão entrando, o que se espera, como se estabelece esse diálogo em sala de aula. Eu parto do princípio que o ensino é uma via de mão dupla, vai e volta. Depois de vinte e um anos isso é muito claro, a turma que você tem um retorno é aquela que você oferece mais, que você é estimulado a dar aula, a gente sente cada vez mais prazer em dar aula, tem os questionamentos, as perguntas, e isso dá uma dinâmica incrível. Para uma disciplina, para uma aula que vai ser oferecida. As novas técnicas, os recursos é claro que ajudam demais no desenvolvimento. Ainda assim, apesar dessas mudanças eu tenho uma trajetória bastante tranquila em termos de docência. O que muda, além disso? O que muda são as responsabilidades e as atribuições que nós passamos a assumir ao

longo da carreira, porque quem entra na Universidade achando que não vai assumir um cargo administrativo, pode esquecer, mais cedo ou mais tarde será chamado. Mais cedo ou mais tarde vai ter que assumir. Ao assumir um cargo administrativo, você estará assumindo outras responsabilidades, que ocupam seu tempo, sua cabeça e que você tem que dar resposta. E se você quiser, como eu sempre quis, fazer sempre o melhor, isso acaba trazendo esses cabelos brancos que você está vendo aqui. [risos] Só aos cinquenta, pelo menos isso.

Então, o que quê acontece é isso. Eu acho que essa é a maior carga, na medida em que você vai caminhando ao longo dessa jornada docente, como mestre eu não orientava, como mestre eu não tinha projeto de pesquisa aprovado. Como doutor eu posso ter, são novas responsabilidades, além das outras responsabilidades acadêmicas e agora de ministrar disciplinas em um outro nível na pós-graduação, uma forma diferente que é da graduação. São menos alunos, você não está tão preocupado em estabelecer padrões mínimos, eu falo isso para os alunos. Quando eu chego na sala de aula, aquilo que está sendo passado dentro da sala de aula é o mínimo que todo mundo tem que saber para se tornar um profissional depois.

Na pós-graduação você já não vai com essa preocupação, as informações são mais diretas, o nível é mais elevado, você não está querendo homogeneizar a turma oferecendo uma condição mínima. Então muda, muda. Mas, para mim o que mais muda são as novas responsabilidades e as novas atribuições que a carreira acaba impondo a cada um de nós. Você vai ser conhecido mais em termos de pesquisa, você passa a ter mais convites, envolvimento com a sociedade... Você passa a ser visto tanto internamente quanto externamente com outro olhar, muitas vezes de liderança e acaba sendo chamado. Eu não fiz campanha para o Alfredo Júlio Fernando Neto, atual reitor da Universidade, na verdade a nossa história é bem interessante porque ele já fez tudo em relação à carreira administrativa já foi chefe de gabinete, coordenador da graduação, já foi diretor de unidade, já foi chefe de departamento. Então, tem várias atribuições diferentes e quando ele foi chefe de departamento da Odontologia, eu fui chefe de departamento de Biociências em 1992/93. Nós brigamos muito, muito a ponto de sermos chamados pelo diretor do centro, por intermédio da secretária geral para perguntar se nós tínhamos algum problema fora da instituição, se nós tínhamos problemas pessoais. Nós deixamos perfeitamente claro que nós estávamos brigando em defesa do que a gente pensava e das nossas unidades, estávamos brigando por princípios, por pensamentos, por visões diferentes de universidade e em defesa dos interesses cada um da sua unidade.

Quando ele foi candidato, ele esteve apresentando aqui como todos os outros candidatos se apresentaram e eu deixei bem claro na reunião do departamento: “Olha... eu não tenho dúvida que dentro das três candidaturas, a melhor candidatura é a do Alfredo. Porque se ele brigar pela universidade como brigou pela Odonto, inclusive comigo, nós teremos o melhor reitor que a gente já teve na instituição.” Nós ainda não completamos dois anos dessa atual gestão, mas os resultados estão aí para quem quiser ver. Melhoria na qualidade de ensino na graduação, melhoria nos programas de pós-graduação. Hoje nós temos... a maioria dos nossos programas era nível 3, hoje metade dos programas avaliados pela CAPES são nível 4 da UFU. Nós demos um salto importante de qualidade, até a avaliação passada nós ainda corríamos riscos e tínhamos programas para serem descredenciados. Esse ano nós não tivemos nenhum programa com diminuição de notas, não apenas não tivemos. Até o semestre passado, a avaliação passada, o triênio passado nós tínhamos 3 programas de nível 5, hoje nós temos 5 de nível 5. E só não temos 6 e 7 por questões políticas.

CAPES não deixou a Ecologia virar 6. Nós fomos criados com nível 3, passamos a 4 na primeira avaliação, a 5 na segunda e estamos agora na terceira avaliação, eles não nos deixaram ir para 6, embora o parecer nosso diga: “Todos os indicadores de vocês são de um programa 6”. Nós não vamos conceder por causa do número de teses que vocês têm defendidas até agora. Ora... [risos] Ora... Ora, isso é um Parâmetro. E temos. Se não tivéssemos... Temos, a ponto de cogitarmos um recurso. Mas, o pessoal achou melhor, eu inclusive achei melhor segurar um pouquinho mais. E esse envolvimento todo é que muda, as responsabilidades passam a ser outras, a visão que passam a ter de você como docente é outra no sentido naturalmente de ocupar cargos e ter que assumir novas atribuições.

Quando eu cheguei aqui acho que só tinha a UFU de Universidade em 1989, depois você pode checar. Eu acho que a UNITRI veio até depois, mas de qualquer forma se tinha alguma era a UNITRI. Até então era só a UFU. Hoje são 12 além da UFU. Agora eu não tenho dúvida nenhuma que de longe a melhor formação, a melhor qualidade de ensino de Uberlândia e da região é oferecida pela UFU. Eu acho que pode fazer sombra a UFU, a UFTM lá em Uberaba, em algumas áreas. Na área Biomédica particularmente nem todas as áreas que eles oferecem cursos.