Algèbre linéaire 8
8.1 Constructions et manipulations élémentaires
8.1.2 Constructions des matrices et des vecteurs
De acordo com Lopo et al. (2001) algumas medidas de desempenho tradicionais são: a) Resultado de Exercício;
b) Retorno sobre Investimento (Return on Investment – ROI); c) Retorno sobre o Patrimônio Líquido (Return on Equity – ROE); d) Retorno Operacional sobre o Investimento; e
e) Lucro Residual (Residual Income – RI).
Na classificação das medidas de desempenho feitas por Lopo et al. (2001), o resultado do exercício é um dos mais usuais indicadores de desempenho. Estrutura-se nas premissas de custo histórico e é publicado em conjunto com as demonstrações contábeis. O resultado do exercício está totalmente relacionado com os critérios contábeis utilizados, sendo, por tanto,
passível de controvérsia. Indicadores baseados nesses critérios não são confiáveis para fundamentar decisões gerenciais, pois não fundamentam a questão do valor.
O retorno sobre o investimento (ROI) mede a eficiência operacional em gerar lucros a partir se seus ativos, antes de considerar os efeitos dos financiamentos; essa relação também é conhecida como retorno sobre o ativo – Retun On Assets (ROA).
Equação 39 – Modelo geral do ROI (1)
Total Ativo impostos de aliquota juros e impstos de antes Lucro ROI = (1− )
Alternativamente pode ser escrito desta forma:
Equação 40 – Modelo do ROI (2)
Total Ativo impostos de aliquota juros de Despesas líquido sultado ROI = Re + (1− )
A equação 39 irá refletir um retorno mais alto caso o financiamento com capital próprio seja substituído pelo financiamento pelo capital de terceiros. Esse é o caso, pois menos juros aumentam o lucro líquido. Para evitar essa distorção, é necessário separar os efeitos dos financiamentos dos efeitos das operações, a equação 40 oferece uma medida mais clara do valor real da empresa, o ROI pode ser calculado tendo como numerador o lucro antes de pagamentos de juros e impostos nos casos que uma empresa, por exemplo, estiver sendo avaliada com vistas à sua aquisição por um comprador sujeito a uma alíquota de imposto diferente. Para evitar algumas distorções do ROI, é usualmente utilizada a média da soma do período inicial e final dos ativos da empresa (denominador).
Um conceito mais profundo do retorno sobre o investimento é fornecido por Atkinson et al. (2000) conceituam o ROI como sendo o cálculo que relaciona a lucratividade de uma unidade empresarial com o investimento exigido para gerá-la. A fórmula é descrita como: a margem operacional multiplicada pelo giro do ativo total. As principais limitações recaem sobre utilização de critérios contábeis limitados; maturação dos ativos em função da não observância à questão da correção e ignorância à política de financiamento da empresa, desprezando, portanto, a influência da estrutura de capital na relação entre risco e retorno. Duas observações podem ser feitas, a primeira, o ROI é uma medida de um único período. O
lucro é calculado para um ano especifico e então é dividido pelo valor de livro médio dos ativos desse mesmo ano. Assim, o ROI ignora eventos do período atual. Calcular um ROI médio por vários períodos reduziria, mas certamente nos eliminaria esse problema.
A relação entre o ganho obtido pelos sócios e o investimento que realizaram na empresa é medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido. Segundo Lopo et al. (2001) é permitido avaliar a gestão dos recursos próprios e de terceiros em detrimento do beneficio dos sócios. O retorno sobre o patrimônio líquido ou Return On Equity (ROE), relaciona o ganho obtido pelos sócios e o investimento realizado na empresa. Damodaran (2001, p.106) argumenta:
Enquanto o retorno sobre ativos mede a lucratividade da empresa como um todo, o retorno sobre o patrimônio líquido examina a lucratividade do ponto de vista do investidor em patrimônio líquido, relacionando os lucros do investidor em patrimônio líquido (lucros após tributação e juros), ao valor contábil do investimento em patrimônio líquido.
O ROE se baseia em lucros após o pagamento de juros, ele é afetado pelo mix de financiamento da empresa para financiar seus projetos. De modo geral, uma empresa que tem bons projetos deve ter um ROE que excede seu custo do patrimônio líquido.
Os indicadores ROI (Return On Investiment) e ROE (Return On Equity) são freqüentemente utilizados para tomada de decisões, embora também estejam sujeitos às limitações inerentes aos critérios contábeis. O ROI mede o desempenho global dos recursos totais aplicados na empresa, o ROE mede a rentabilidade dos seus recursos líquidos, porém, informa sobre o retorno efetivo dos recursos investidos pelos proprietários.
Equação 41 – Modelo do ROE
acionistas dos líquido patrimônio do Contábil Valor Líquido Lucro ROE=
De acordo com Rappaport (2001, p. 39) “[...] tomar um numerador não confiável (lucro) e relacioná-lo a um denominador que é um investimento gerado pelos mesmos procedimentos contábeis não resolve o problema”. Ou seja, esses indicadores herdam os problemas inerentes ao lucro contábil. Outra fragilidade deles se refere ao aspecto temporal, visto que se restringem ao curto prazo (ignoram eventos além do período atual). Portanto, empresas com ativos mais antigos tendem a apresentar indicadores mais favoráveis, especialmente quando não são considerados os impactos da inflação sobre tais ativos (LOPO et al., 2001, p. 241).
O foco sobre o ROE no nível corporativo é, em geral, explicado tendo como base que ele representa uma medida de interesse vital para os investidores.
Ehrbar (1999, p.78), faz uma crítica contra os indicadores de desempenho ele afirma que são indicadores distorcidos e facilmente manipuláveis, nas palavras do autor:
Medições como ROE e ROA são tão ruins quanto lucros, muito embora efetivamente levem o balanço em conta. Como tanto o numerador (lucro) quanto o denominador (capital ou ativos dos acionistas) são distorcidos por anomalias contábeis, não há qualquer motivo para esperar que um coeficiente dos dois transmitirá significado de espécie alguma. ROE sofre do defeito adicional de ser facilmente manipulado; desde que o retorno sobre ativos exceda o custo da dívida após os impostos, a alta gerência pode aumentar o ROE a seu bel-prazer através da simples emissão de papeis e recompra de ações. Pagar os chefes de unidades de negócios por aumentos de ROA pode efetivamente criar o pior de todos os mundos.
O retorno operacional sobre o investimento indica quanto os ativos estão produzindo de retorno, sendo abordado a margem e o giro operacional do investimento. Demonstra superioridade ao ser comparado com o retorno sobre o investimento, quando na exclusão de despesas financeiras sobre o capital de terceiros. “Essa forma propicia o conhecimento de quanto os ativos (investimentos totais, independentemente de fonte de financiamento) estão produzindo de retorno, e também pode ser desdobrada em margem de giro.” (LOPO et al., 2001, 242). Além das limitações pela utilização de informações contábeis mencionadas anteriormente, esses indicadores desconsideram a questão do reconhecimento da inflação, despreza-se a concepção dos custos de reposição, entre outros procedimentos.
“O lucro residual pode ser entendido como os recursos gerados pela entidade que sobram após a dedução dos juros reais aplicados sobre o capital investido pelos sócios.” (LOPO et al., 2001, p.244).
Segundo Rappaport (2001, p.144), “O lucro residual é definido como lucro líquido operacional após impostos (NOPAT) (Net Operating Profits After Taxes) menos uma despesa pelo capital investido.
Lopo et al. (2001) classificam o lucro residual como sendo uma medida de desempenho tradicional. Não obstante, pela concepção apresentada, isso é questionável, ainda de acordo com o mesmo autor, o lucro residual demonstra que a criação de riqueza ocorre sempre que a entidade investir em projetos cujos retornos superarem o custo de capital.
O lucro residual pode ser considerado como a medida de desempenho que pode ter em consideração a questão do valor, assim de acordo com Araújo (2002, p.71),
Por envolver conceitos embasados na concepção do valor, o lucro residual aproxima-se consideravelmente das medidas de desempenho fundamentadas em tais premissas. A sua classificação original, ou seja, considerada como tradicional pode ser revertida para a categoria de medida de desempenho baseado em valor.