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Construction de la mesure de Lebesgue

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profissional do educador: ser um profissional responsável pela formação de gerações, ser um profissional que influencia, que induz comportamentos, que forma crianças e jovens para se integrarem no mundo social. Significa entender que sua profissão vai além da escola, devendo o educador assumir compromissos com a realidade social. Exige que ele comunique com o público, intervenha no espaço público da educação e da sociedade e responsabilize-se pela formação cidadã.

Esses eixos centrais são concretizados por meio das ações estruturantes, organizadas pela MAGISTRA por meio de um cronograma específico. Isso significa que, em todas as ações empreendidas, os cinco eixos estarão presentes como metas direcionadoras, embora em cada programa estruturador, outros objetivos e finalidades são privilegiados pelo formato da ação escolhida. Nessa proposta metodológica de formação, propõe-se que esses eixos direcionadores orientem toda e qualquer ação. A prática pedagógica do educador é o foco da formação, assim como a reflexão da relação professor-aluno-conteúdo específico e/ou educador-contexto-ação prática. As pesquisas têm evidenciado que a reflexão da ação e sobre a ação e a perspectiva didática devem ser colocadas como o desafio maior no ofício de ensinar e educar. Da mesma forma, o desenvolvimento profissional exige planejamento e avaliação das ações realizadas, assim como o compartilhamento dessas reflexões. Complementam estes eixos a formação geral, a formação na área de competência e a formação pedagógica. Assim, por formação geral, consideram-se aqueles conteúdos amplos que constroem e incluem o cidadão na sociedade de seu tempo; por formação na área de competência, considera-se a visão geral da área, aplicações reais no cotidiano, desenvolvimento histórico da área sob o ponto de vista do contexto social, natureza que a distingue de outros campos como linguagem própria; e por formação pedagógica, considera-se o conjunto de conhecimentos em currículo, didática, compreensão

do processo de aprendizagem, avaliação, colaboração e desenvolvimento profissional que definem o lugar da gestão do processo de ensino.

Sabe-se que o educador precisa mais do que o conteúdo de sua área para se tornar um bom profissional. Aspectos vinculados à sua capacidade de leitura do espaço escolar e sua inserção no contexto da cidade, do ambiente da sala de aula e da escola, capacidade de solucionar problemas e imprevistos, criatividade na elaboração dos planos de aula e sequências didáticas, uso de materiais diversificados na organização do ensino são pontos que merecem ser considerados quando se pensa em processos de formação de educadores. Nesse sentido, as temáticas a serem propostas para os cursos, as oficinas, os projetos, os eventos e as ações terão como fundamentos a perspectiva de uma formação ampla, criativa, capaz de oferecer aos educadores a reflexão do seu papel frente às crianças e aos jovens e, especialmente, frente a si mesmo como um profissional responsável pela formação do cidadão de amanhã.

Para o enfrentamento do desafio da motivação pelo trabalho e do envolvimento do profissional nas ações de formação, definiu-se que a troca de experiências será efetivada por meio do registro e apresentação formal dessas práticas em tempos previstos especialmente para tal. Assim, em todas as ações de imersão propostas, o educador, para participar delas, deve se inscrever apresentando o que faz, como faz e porque faz, isto é, deve saber informar sobre a sua prática, registrando-a em formato de um pequeno texto de 4 páginas. Essa condição é o cartão de entrada para a participação nos eventos. Ao apresentá-la, o educador tem a chance de fazê-la conhecida e abre-se para que seja discutida pelos pares que ali estão presentes e que também trouxeram suas práticas para serem apresentadas. Desta forma, os processos de reflexão são incentivados, assim como a sistematização dessas práticas em formatos acadêmicos, havendo a partir daí, um outro processo de formação mais formal e revitalizador para aqueles que há muito fizeram sua formação inicial. A MAGISTRA, a partir desses relatos, organiza anais dos diferentes eventos em CDs para serem distribuídos para todos os educadores e para a comunidade interessada e seleciona alguns dos relatos para serem publicados em edições especiais em periódico que tem entrada em todas as escolas das redes públicas de ensino. Essa prática vem reforçar a dimensão da autoria para que todo educador tenha consciência da importância e amplitude de suas ações, assim como das consequências de sua prática como um processo sistemático capaz de interferir e fortalecer as políticas educacionais de um estado. Acredita- se que, dessa forma, a dimensão do desenvolvimento profissional e compromisso social estejam presentes na vida dos educadores como fundamentos de suas ações pessoais.

Estrutura metodológica da formação continuada da MAGISTRA

A estrutura de formação delineada pela MAGISTRA procurou contemplar a complexidade existente quando se propõe realizar com qualidade um processo de formação de educadores. Assim, para atender a essa questão, alterando a linearidade presente em muitas propostas existentes atualmente, procurou-se encontrar um desenho que fosse capaz de representar a metodologia proposta e facilitar o entendimento dos processos vividos. Para tal, escolheu-se a figura do ÁTOMO como um símbolo

capaz de representar essa concepção de formação delineada na tentativa de demonstrar como os processos de formação vão se articular.

Por que um ÁTOMO? Essa unidade da matéria nos oferece alguns aspectos importantes que ilustram a perspectiva de formação adotada pela MAGISTRA. Ele é composto por um núcleo central e um conjunto de orbitais que dinamicamente giram em torno dele. O núcleo não vive sem os seus orbitais e vice versa, porque são complementares na formação do átomo.

Com efeito, o átomo é a MAGISTRA em todos os seus aspectos, tanto em relação à sua infraestrutura física, quanto ao conjunto de suas ações estruturantes. Assim, o núcleo do projeto apresenta os eixos centrais de formação que identificam as características e valores fundamentais presentes na constituição de um bom profissional da educação; os orbitais são formados pelo conjunto de projetos estruturadores propostas como processos de formação. Essas ações, cada uma com seus objetivos específicos, proporcionam experiências aos educadores para que atinjam o núcleo do átomo e adquiram os conhecimentos, habilidades, competências e atitudes representativas de um profissional do século XXI. Esses orbitais são dinâmicos, flexíveis e móveis e articulam-se complementarmente. Podem ser alterados, ampliados, repetidos e suprimidos, mas sempre vislumbram as características e valores fundamentais que devem estar presentes na formação do educador.

Dentre as ações estruturantes realizadas ao longo dos seus dois anos de existência salientam-se as 24 Rodas de Conversa gravadas e transmitidas para as 3636 escolas, os 18 Seminários de imersão sobre temas diversos, a realização de 3 Congressos de Práticas Educacionais, 139 turmas formadas para cursos do Programa Oferta Livre de Cursos com o objetivo de oferecer atendimento a todos os educadores por meio da educação a distância. Ainda nessa linha de atendimento, a MAGISTRA mantem vivo e atualizado o CRV – Centro de Referência Virtual, ambiente capaz de dialogar permanentemente on line com toda a comunidade escolar do Estado de Minas e de outros interessados. Os números gerais de participação de educadores nas ações da Escola de Formação no seu curto espaço de tempo de existência chegam a quase 63 mil educadores participantes dessas ações, resultado considerado bastante significativo, haja vista os desafios operacionais enfrentados por um órgão em processo de constituição.

Em cada um desses programas estruturadores, existe uma perspectiva diferenciada de formação e a possibilidade de integrar os diferentes eixos centrais na formação do educador. A partir da realização dos mesmos, novas perspectivas e ideias são sugeridas para que outros objetivos sejam delineados de acordo com novas demandas.

A experiência tem demonstrado que a construção do catálogo de possibilidades de uma escola de formação continuada deve preencher os diferentes âmbitos de uma formação pessoal e profissional, devendo envolver dimensões de uma formação geral e cultural mais ampla e abrangente para que o professor cresça em conhecimentos do mundo e sobre o mundo e se torne referência diante dos estudantes. Conhecer o mundo é uma forma de o educador se constituir em uma autoridade no espaço da sala de aula.

Considerações Finais:

A busca pela qualidade do ensino pretendida pela MAGISTRA está diretamente relacionada com a sua capacidade em envolver os professores na reflexão do seu entorno, de suas formas de vida, de seus próprios percursos profissionais, em processos de auto avaliação e reflexão das práticas pedagógicas. Dessa forma, tudo leva a crer, que novas práticas sejam construídas e renovadas como processos inevitáveis de produção de novos conhecimentos.

A expansão do atendimento na educação básica, bem como a expansão da rede superior pública e privada de formação dos docentes, nem sempre acompanhada da qualidade necessária, apoiada na investigação e na pesquisa e sobre as bases de produção do trabalho docente nas escolas públicas, têm colocado grandes desafios para as instituições que trabalham com a formação continuada dos profissionais da educação. É necessário pensar numa formação que contemple, para além das competências do saber fazer e do como fazer, a totalidade do processo educativo, as construções históricas dos educadores e os contextos sociais, políticos e culturais nos quais esses profissionais atuam.

A experiência de formação continuada da MAGISTRA, apesar de recente, já aponta boas alternativas para o aprimoramento das escolas e da educação ofertadas às crianças, jovens e adultos mineiros. O caminho tem sido o diálogo, a troca de experiências, a reflexão das contradições próprias dos processos educativos e a construção coletiva que possibilite a preparação dos docentes e por consequência das novas gerações para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

Referências

Gatti, B.(1997). Formação de professores e carreira: problemas e movimentos de renovação. Campinas: Autores associados.

Gatti, B. (2003). Formação continuada de professores: a questão psicossocial Cadernos de Pesquisa – Fundação Carlos Chagas.119.

Minas Gerais. Secretaria de Estado de Educação.(2011). Projeto Político Pedagógico da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais. Belo Horizonte: Secretaria de Estado de Educação.

Nóvoa, A.(1992) Formação de professores e profissão docente. In: Nóvoa, A (org.), Os professores e sua formação (pp 139-158). Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.

Nóvoa, A.(2009). Professores: imagens do futuro presente. Educa: Lisboa.

Perrenoud, P. (2005). Escola e cidadania: o papel da escola na formação para a democracia. Porto Alegre: Artmed.

Residência Pedagógica: em pauta a formação e desenvolvimento profissional

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