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Constructing CPA-Secure Encryption Schemes

Dans le document II Private-Key (Symmetric) Cryptography 45 (Page 99-114)

Private-Key Encryption and Pseudorandomness

3.6 Constructing CPA-Secure Encryption Schemes

Como colocado por Pais (2005) uma particularidade dos jovens contemporâneos é a incerteza. Incerteza quanto o futuro, quanto aos laços de dependências, pois é um momento em que começarão uma jornada autônoma, cujo nível de responsabilidade pelas suas ações se eleva. Há o anseio da independência e o receio da mesma. E é neste contexto de incertezas que este jovem começa a dar os primeiros passos rumos à construção de uma vida profissional.

Fala-se aqui da construção de sua carreira e de seus caminhos que o levarão a conquista de seus desejos. Caminhos estes que para alguns serão apenas idealizações. Caminhos traçados como se nada interferisse no planejado. Mas é um caminho de possibilidades. Possibilidades que se encontram pré-determinadas, mas que vão se alterando, modificando à medida que percorrem a trilha traçada oferecendo diferentes experiências e alimentando os desejos profissionais. Entre um “antes” e um “depois” existe um “entretanto” de imprevistos que farão com que o condutor desta jornada faça escolhas que nem sempre o levarão ao lugar desejado como se estivesse num labirinto (PAIS, 2005).

A analogia que o autor traz com o labirinto retrata a ansiedade e a complexidade deste momento: pelas razões antes expostas, os jovens exploram simultaneamente vários caminhos. Ao fazer uma escolha outras deixam de serem feitas. Desta forma, qual a melhor escolha? A dúvida está entre entregar- se à sorte e ficar entre acertos e erros na tentativa de encontrar a saída ou agir de forma estratégica, analisando, planejando, levando em consideração as várias possibilidades e contingências da vida.

Os elementos que constroem a base para essas decisões devem ser mais bem compreendidos para que se analise com maior propriedade o sucesso ou insucesso dessas escolhas. Isto se refere á estrutura psicológica deste indivíduo, da formação da sua identidade, do seu desenvolvimento cognitivo e social. Vale uma citação de Luiz Fernando Dias Duarte que diz: “o modo pelo qual uma cultura concebe, constitui e orienta os primeiros anos desse ser incompleto que sempre seremos são os mais críticos para o futuro de quaisquer ilusões” (CASTRO, 2001, p.14).

Para tal será utilizada a teoria do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson visto ser esta uma abordagem que considera o indivíduo como um ser social e que, portanto , está sujeito a alterações e influências do ambiente em que vive, diferentemente de Freud que desenvolveu sua teoria baseada na sexualidade. Sendo assim, a análise da cultura e do ambiente é relevante para entendimento de seus comportamentos.

A abordagem de Erikson considera que o desenvolvimento se dá num ciclo vital contínuo dividido em estágios, sendo que cada estágio tem uma influência direta no outro. Há uma relação sistemática com todos e todos dependem do desenvolvimento adequado dos anteriores.

Em cada estágio há uma crise que se resolvida de forma positiva desenvolve um ego mais forte e amadurecido. “Cada um chega ao seu ponto de ascendência, enfrenta a sua crise e encontra a solução duradoura” (ERIKSON, 1987, p.93).

Estas crises permitem então a construção do Ego e a formação da personalidade do indivíduo. São oito os estágios que compõem o ciclo vital, conforme representado na figura 2.

Figura 2 - Diagrama do Desenvolvimento Psicossocial

Fonte: Erikson (1987) adaptado pelo autor

Confiança x desconfiança é o primeiro estágio de desenvolvimento e se dá do 0 ao primeiro ano de vida. É quando a criança estabelece uma relação de confiança e segurança consigo mesma e com o mundo através do relacionamento com a mãe. Este estágio sendo bem desenvolvido a criança apresentará no futuro melhores condições de adaptação aos diferentes meios.

O segundo estágio é a autonomia x dúvida e vergonha. Neste estágio normas e regras se contrapõem à vontade da criança. A criança passa a ganhar mais autonomia e a reconhecer que nem tudo é possível socialmente.

O terceiro estágio é o da iniciativa x culpa. Mais madura, a criança já se reconhece enquanto um indivíduo diferente do outro (eu e o outro) e tem maior clareza daquilo que pode ou não fazer. É o momento em que explora mais as

relações e o ambiente ao seu redor, imitando papéis, sem se sentir culpada por tal.

O quarto estágio está entre a fase escolar e a adolescência. É o estágio da indústria x inferioridade onde a criança se percebe como alguém capaz de produzir algo. Ter passado pelas crises anteriores de forma positiva colaborará para que a criança tenha uma imagem positiva sobre si mesmo e suas capacidades, pois nesta fase precisa se sentir segura, com autonomia e iniciativa para realizar suas atividades. Bloqueios vivenciados nos estágios anteriores podem despertar aqui um sentimento de inferioridade e de incapacidade que cercearão seu desenvolvimento cognitivo e social, levando-a a apresentar atitudes regressivas.

A adolescência é marcada pelo estágio da identidade x confusão de identidade. Aqui a criança adquire uma identidade psicossocial reconhecendo-se como um indivíduo com papéis e responsabilidades. A crise da adolescência surge com a cobrança dos agentes sociais para assunção de responsabilidades e tomada de decisão no que tange as atividades escolares e profissiona is.

Passado este estágio, já na fase adulta, compreendida entre os 20 e 30 anos é o momento do jovem estabelecer relações intimas com outros adultos. É o estágio da intimidade x isolamento, onde o isolamento significa a dificuldade deste jovem de estabelecer vínculos com outras pessoas.

O sétimo estágio é o da generatividade x estagnação onde o indivíduo exerce papel de influência sobre outras gerações e na sociedade no qual se insere. Caracteriza -se por uma afirmação tanto familiar como profissional.

O oitavo e último estágio é o da integridade x desespero. É quando se faz um balanço da vida passada compreendendo o caminho seguido, seus acertos e erros.

Esta breve descrição dos oito estágios mostra que a teoria desenvolvida por Erikson baseia-se no desenvolvimento do indivíduo a partir das suas interações sociais. Sendo assim, o ambiente no qual este indivíduo cresce e amadurece tem forte influência sobre a personalidade constituída.

Partindo dessa teoria é possível levantar a hipótese de que a Geração Y, por viver num ambiente diferente da geração anterior, apresenta comportamentos também diferentes, estabelecendo vínculos e compromissos sociais fundamentados em novas perspectivas da realidade.

Trata-se aqui de uma geração que cresceu num ambiente digital, no mundo da internet onde, com os avanços tecnológicos, o tempo é acelerado e o espaço é comprimido criando novas ansiedades. É a era da “modernidade líquida”, segundo Zygmunt Bauman, em contraponto a modernidade, descrita pela ordem e pela segurança por Freud em O mal estar da civilização (BAUMAN, 1998).

Na pós-modernidade o princípio da realidade passa a ser regido pelo princípio do prazer onde a segurança foi trocada pela liberdade e pela felicidade. A procura pelo prazer sobrepõe a segurança individual. O imediatismo é presente. Tem valor aquilo que satisfaz o indivíduo naquele momento. É a era do consumo.

Vivemos a sociedade do consumo e como tal, nos transformamos em mercadorias. No ambiente organizacional isto pode se refletir na busca constante de remunerações e posições mais elevadas, que permitirá ao indivíduo aumentar o seu poder de compra e seu status frente à comunidade que vive.

Bauman (2008) discorre sobre a necessidade constante das pessoas de se remodelarem para não ficarem obsoletas. Isto soa como uma busca sem fim por algo que se chama de felicidade e que nos tempos atuais pode estar mais relacionado a questões de poder do que de ser. “No mundo líquido-moderno, a lentidão indica a morte social.” (BAUMAN, 2008, p.110).

Dans le document II Private-Key (Symmetric) Cryptography 45 (Page 99-114)