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CONSIDERATION OF THE REPORTS OF THE COMMITTEES The report of the Bureau (RWSC/DC/7)

SUMMARY RECORD OF THE FOURTH PLENARY MEETING OF THE DIPLOMATIC CONFERENCE CONVENED TO ADOPT

CONSIDERATION OF THE REPORTS OF THE COMMITTEES The report of the Bureau (RWSC/DC/7)

Acreditamos que o estudo do dedilhado seja praticado inicialmente de forma lenta, para que o trompetista alcance velocidade e agilidade aos poucos, deste modo, conservando a clareza do estudo ou frase. Entretanto, é necessário que o mesmo pratique estes exercícios com bastante cuidado, para evitar lesões na musculatura ou nos tendões.

Para estas dificuldades, recomendamos o seguinte método: H. L. CLARKE – TECHNICAL STUDIES FOR THE CORNET, pois nos ajudou significativamente em nossa busca por uma melhor digitação. Apresentamos três exemplos de exercícios do Clarck para que o trompetista possa melhorar seu dedilhado e conseguir executar passagens da obra onde nos deparamos com escalas cromáticas em uma velocidade acentuada.

Figura 18 - Estudo de digitação n°26

Fonte: Método Clarck, (1934, p. 4.)

Figura 19 – Estudos de digitação, n° 27 ao 33

Fonte: Método Clarck (1934, p. 5.)

Estes estudos de digitação vão ser importantes para a execução, como por exemplo, do trecho que segue:

Figura 20 - Três Estudos para Trompete e Piano, 3° estudo, compassos 107 a 110

Fonte: José Siqueira (1963)

Os exemplos dos exercícios apresentados nos serviram de subsídios para aperfeiçoarmos nossa técnica instrumental, possibilitando-nos uma boa performance da obra estudada. Neste sentido, escolhemos para formular nossos estudos de rotina, métodos eficazes e bastante populares, que fossem de fácil acesso para todos. Todavia, o futuro intérprete poderá direcionar seus estudos – em função da preparação desta peça – de uma forma diferente, utilizando outros materiais, mas, o que ficou claro durante nossa pesquisa, é que os itens por nós estudados contribuíram de maneira decisiva para o sucesso performático da obra em questão. Deste modo, respeitando a individualidade, acreditamos que nossas escolhas poderão contribuir de modo positivo, para que o futuro

3. ANÁLISE ESTRUTURAL E POSSÍVEIS PONTOS DE DIFICULDADES COM SUGESTÕES INTERPRETATIVAS PARA A OBRA TRÊS ESTUDOS PARA TROMPETE E PIANO

3.1 Analise Estrutural do Primeiro Estudo da Obra: divisão de suas partes

Nesta parte do trabalho será apresentada a divisão estrutural dos movimentos da obra, bem como a utilização dos sistemas modais sistematizados por Siqueira, no sentido de direcionar o performer quanto às dificuldades técnicas encontradas na obra, foram levantados pontos de difícil execução, apontando suas possíveis resoluções técnicas.

Quadro 1 - Divisão do primeiro estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano de José Siqueira. Compasso de número 1 ao 66

DIVISÃO DO 1° ESTUDO (MOVIMENTO)

A

ALLEGRO BRILHANTE SEMÍNIMA = 126 COMPASSOS 1 – 30

B

ANDANTE SEMÍNIMA = 86 COMPASSOS 31 – 46

A’

ALLEGRO BRILHANTE

SEMÍNIMA = 126

COMPASSOS 47 – 66

Fonte: Elaborado pelo autor (2017).

Parte A do primeiro estudo:

Figura 21 - Parte A do primeiro estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano

Fonte: José Siqueira (1963)

No Primeiro trecho do movimento, aqui apresentado como letra A, encontramos no tema principal o uso das escalas sol mixolídio do primeiro ao terceiro compasso e a escala pentatônica de dó, encontrada do quarto ao oitavo compasso, essas

escalas são denominadas de acordo com o seu trabalho O Sistema Modal na música

folclórica do Brasil – Siqueira (1981) como primeiro modo real no caso do sol

mixolídio e pentatônica brasileira

A partir do décimo segundo compasso é usado o fá# nos compassos de número 12, 16, 17, e 18, caracterizando-se como o modo lídio. Nesse caso encontramos a escala de do lídio, a qual é denominada por Siqueira como o segundo modo real.

No decorrer da Parte A do primeiro estudo, observamos a ocorrências dos três modos mais uma vez, o sol mixolídio, a pentatônica de do e o fa# de maneira breve no compasso 28 que remete ao do lídio.

Parte B do primeiro estudo:

Figura 22 - Parte B do primeiro estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano

Fonte: José Siqueira (1963)

No trecho que inicia a parte B do primeiro estudo, encontramos a partir do compasso de n° 31 ao n° 34, o uso da escala dó frígio, denominada por Siqueira de primeiro modo derivado. Destacamos nos compassos de n° 43 e 44 a escala pentatônica de lab, que Siqueira denomina de pentatônica brasileira.

Parte A’ do primeiro estudo:

Figura 23 - Parte A’ do primeiro estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano

Fonte: José Siqueira (1963)

Nesta parte, aqui denominada de A’, consideramos uma variação da parte A, pois Siqueira passa a utilizar o uso de staccato duplo na melodia já apresentada anteriormente. No final do trecho, há o uso do staccato triplo e do frulato no segundo tempo do compasso de n° 64. O uso do frulato é considerado técnica expandida para o trompete, este recurso mesmo sendo utilizado de maneira breve, denota o conhecimento de Siqueira sobre novas técnicas de escrita já no ano de 1963.

As escalas modais e pentatônicas a qual destacamos aqui na terceira parte do movimento são as mesmas destacadas na primeira parte do estudo. O sol mixolídio como primeiro modo real, a pentatônica brasileira de dó e o dó lídio como o segundo modo real, todas de acordo com a sua sistematização.

3.1.1 Dificuldades encontradas na parte A do primeiro estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano de José Siqueira com sugestões interpretativas

Apresentaremos agora as dificuldades técnicas encontradas no primeiro estudo da obra, essas dificuldades foram escolhidas conforme nossa prática em ensino do instrumento e como conhecedores de sua técnica instrumental.

Identificamos nos três primeiros compassos a existência de três pontos de dificuldades que devem ser trabalhados com bastante atenção:

Andamento: Allegro Brilhante com contagem metronômica de seminíma =

com uma contagem metronômica mais confortável e com isso aumentar a velocidade de maneira gradual, para que se possa chegar ao andamento pedido com exatidão e segurança.

Intervalos e Afinação: nesses compassos identificamos também como

ponto de dificuldade a existência de saltos intervalares amplos como podemos observar o intervalo de sétima menor, que é de difícil execução devido à extensão em que se encontra. Outro ponto observado é relativo à afinação, tendo em vista que as notas nessa região exigem correção através das bombas do primeiro e terceiro piston, exigindo do executante uma boa percepção auditiva. Destacamos neste trecho, questões relativas ao formato das notas, no nosso entendimento as colcheias devem soar de forma homogênea, não devendo ser executadas muito curtas e nem longas por meio do tenuto, devendo - se achar o equilíbrio entre estes dois pontos, executando-as de forma bem articulada.

Figura 24 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte A, compassos 1 ao 3

Fonte: José Siqueira (1963)

Destacamos nos compassos de 8 a 11 as acentuações de notas, Sforzandos, assim como ligaduras curtas, o que deixa o trecho com bastantes articulações, que são colocadas em tempos diferentes, dificultando sua execução. É aconselhável ao trompetista enfatizar nesse trecho cada uma de suas articulações, devido à mudança de seus posicionamentos a cada novo compasso. Acreditamos que esse procedimento torne o trecho melhor definido, enfatizando assim a ideia do compositor:

Figura 25 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte A, compassos 8 a 11

Nos compassos 12 a 14, destacamos a tessitura em que a melodia é escrita. Siqueira nesse trecho usa quase toda a extensão do trompete, que vai da nota sol 4 a nota sol 2, usando duas oitavas em um trecho musical curto. A dificuldade nesse trecho está voltada, assim como a anterior, para a afinação do instrumento, que necessita de correção nas bombas de afinação. Deve-se estar atento a passagem do compasso 12 para o 13, a última colcheia, o sol 3, deverá ser mais curta, para enfatizar melhor o ataque da nota mi 3, assim como o sol 2 do compasso 13 em relação ao lá 2 que segue:

Figura 26 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte A, compassos 12 ao 14

Fonte: José Siqueira (1963)

Por fim, no final da parte A do primeiro estudo, destacamos como outro ponto de dificuldade na execução do trecho que compreende os compassos de 26 a 28 os intervalos. Neste trecho, os intervalos de 7° menor ascendente entre as notas mi 3 à ré 4, 9ª descendente entre as notas ré 4 e dó 3 e de 8° justa ascendente entre o dó 3 e dó 4 precisam ser executados com bastante atenção para que a afinação não seja comprometida. Ainda identificamos no mesmo trecho outros intervalos de menor distância que merecem também uma atenção especial. Para a execução satisfatória deste trecho deve-se ter atenção especial as ligaduras, por isso, sugerimos que além de um reforço no ataque das acentuações escritas, as ligaduras deverão ser enfatizadas sendo as segundas notas mais curtas. O objetivo deste procedimento é tornar a frase mais clara:

Figura 27 -Três Estudos para Trompete e Piano, parte A, compassos 26 ao 28

3.1.2 Dificuldades encontradas na parte B do primeiro estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano de José Siqueira com sugestões interpretativas

Na parte B destacamos vários pontos de dificuldades, a seguir apresentados: no compasso de 31 e 32 identificamos o cromatismo e a tessitura usada, conforme no exemplo a seguir:

Figura 28 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte B, compassos 31 e 32

Fonte: José Siqueira (1963)

Nos compassos 32 e 33, além do cromatismo, destacamos o grande salto intervalar de 14ª entre as notas lab 2 e sol 4, esse intervalo é considerado bastante difícil de ser executado pois compreende um amplo salto entre as regiões grave e aguda. Uma forma de vencer esse problema é executar o intervalo várias vezes, observando a precisão e afinação das notas, com o andamento lento até chegar gradativamente ao andamento indicado pelo compositor. Apontamos também, que nesta parte da música o contexto é ligado, portanto, a passagem do compasso 32 para o 33 deverá ser feita com extremo cuidado para ligar de forma tenuta as notas lá 2 ao sol 4. Essa ideia interpretativa pode ser adotada também no exemplo anterior, figura 28 na passagem do compasso 32 para 33.

Figura 29 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte B, compassos 32 e 33

Outro exemplo onde se deve trabalhar com bastante atenção, os intervalos estão no compasso 34, saltos que chegam a uma oitava. O intérprete deverá estar atento a estas passagens que se encontram em boa parte da obra, sua execução deve apresentar clareza, de modo que as notas não ligadas não soem separadamente, utiliza-se mais uma vez o tenuto:

Figura 30 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte B, compasso 34

Fonte: José Siqueira (1963)

Destacamos nos compassos de 37 a 40, um trecho com bastantes saltos intervalares, acidentes ocorrentes e articulações formadas por ligaduras. Este trecho também merece bastante atenção do performer na hora de sua execução. É sugerido ao interprete executar os amplos intervalos várias vezes, sem as articulações tendo a consciência auditiva de suas afinações, praticando em seguida como o trecho sugere, adotando como estratégia também a repetição separada das mesmas. Neste trecho, cujo caráter é bastante ligado, sugerimos que os grandes intervalos sejam executados de maneira suave sem que haja quebra no sentido da frase, assim como no compasso 40 as segundas semicolcheias de cada tempo devem ser mais curtas para que a articulação do

staccato seja melhor percebida pelo ouvinte.

Figura 31 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte B, compassos 37 ao 40

Fonte: José Siqueira (1963)

No final da parte B do primeiro estudo, destacamos o emprego de uma ampla tessitura do trompete, indo da região aguda até a grave por meio de semicolcheias. Nesse trecho a atenção deve ser voltada para os acidentes ocorrentes e a afinação das notas em seus extremos, como também as articulações do compasso 42.

Mais uma vez, chamamos a atenção do performer para que não haja quebra entre as notas que estão ligadas, e elas devem ser conectadas com suavidade através do tenuto, ou seja, as articulações deverão ser ressaltadas, porém não pode haver separação entre elas.

Figura 32 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte B, compassos 42 ao 45

Fonte: José Siqueira (1963)

3.1.3 Dificuldades encontradas na parte A’ do primeiro estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano de José Siqueira com sugestões interpretativas

Como a parte A’ do primeiro estudo da obra é uma variação da parte A, destacamos os mesmos pontos de dificuldades apresentados anteriormente. Andamento rápido, amplos saltos intervalares, articulações, afinação e uso da tessitura grave e aguda do instrumento. Tratando – se de uma variação da parte A, onde já foram apresentados trechos de difícil execução, separamos dois novos pontos difíceis a serem executados, o emprego do staccato duplo na melodia principal do movimento e o uso do

frulatto. Observamos aqui, que os staccatos duplos e triplos encontrados na obra

deverão ser executados de maneira precisa, entretanto aconselhamos que eles devem soar de forma suave, sem aspereza, recomendamos assim, para a sua execução a utilização das sílabas da-ga-da, em substituição ao ta-ca-ta. Este procedimento torna a frase mais ligada e é comum encontrarmos em métodos específicos a utilização dos mesmos.

Figura 33 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte A’, compassos 47 a 49

Fonte: José Siqueira (1963)

Figura 34 - Três Estudos para Trompete e Piano, parte B, compassos 64 e 65

Fonte: José Siqueira (1963)

3.2 - Analise Estrutural do Segundo Estudo da Obra: divisão de suas partes Quadro 2 - Divisão do segundo estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano de José

Siqueira. Compasso de número 66 ao 161 DIVISÃO DO 2° ESTUDO (MOVIMENTO)

A

TEMPO DE MODINHA COLCHEIA = 96 COMPASSOS 66 – 90

B

ALLEGRO BRILHANTE SEMÍNIMA = 136 COMPASSOS 91 – 101

C

ALLEGRO BRILHANTE SEMÍNIMA = 136 COMPASSOS 103 – 135

D

POCO MENO SEMÍNIMA = 112 COMPASSOS 136 – 147

B’

ALLEGRO BRILHANTE SEMÍNIMA = 136 COMPASSOS 149 – 161

Fonte: Elaborado pelo autor (2017).

Parte A do Segundo Movimento (Estudo):

Figura 35 - Três Estudos para Trompete e Piano. Segundo movimento. Tempo de Modinha, comp. 66 – 90

Fonte: José Siqueira (1963)

No primeiro trecho do segundo movimento aqui denominado de letra A intitulado de Tempo de Modinha, sendo compreendido do compasso de número 66 ao 90, destacamos o La menor como tom predominante nesta parte da obra,sendo identificado como tema principal a parte que compreende os compassos 67 até o compasso 77. Logo em seguida esse tema será reapresentado com elementos que o caracteriza como uma variação do tema, estando escrito do compasso 78 ao 90. É importante frisar que nesse trecho é requerido pelo compositor o uso de surdina a qual o mesmo não a especifica, nesse caso cabe ao interprete achar a surdina que lhe proporcione o timbre que mais se identificará com o tema proposto na música. Neste caso optamos interpretar esta parte da música, com a surdina cup, por considerarmos que a sua sonoridade mais doce seja a mais adequada para o caráter lírico exigido neste trecho.

Parte B do Segundo Estudo:

Figura 36 - Três Estudos para Trompete e Piano. Segundo movimento. Allegro Brilhante, comp. 91 – 101

Fonte: José Siqueira (1963)

O trecho denominado por parte B, que vai do compasso 91 ao101, notamos o recorrente uso do fá# Lídio b7, denominado por Siqueira como Terceiro Modo Real de acordo com seu trabalho O Sistema Modal na música folclórica do Brasil -

Parte C do Segundo Estudo:

Figura 37 - Três Estudos para Trompete e Piano. Segundo movimento. Allegro Brilhante, comp. 102 – 135

Fonte: José Siqueira (1963)

Na parte C, que está compreendida do compasso 102 ao 135, é sem dúvida um dos trechos de mais difícil execução de toda obra. Notamos a presença constante da escala pentatônica de dó#, denominada de pentatônica brasileira Siqueira explorou os mais difíceis aspectos que podem ser encontrados na performance de um trompetista, como por exemplo o uso da tessitura do instrumento, stacatos, trinados, emprego de várias divisões rítmicas, diversas articulações, saltos intervalares e várias mudanças de dinâmica súbitas.

Parte D do Segundo Estudo:

Figura 38 - Três Estudos para Trompete e Piano. Segundo movimento. Poco Meno, comp. 136 – 148

Fonte: José Siqueira (1963).

O trecho chamado de letra C é formado pelos compassos de n° 136 ao 147, o caracterizando como o menor trecho do segundo movimento, tendo como tom o do mixolídio, denominado de segundo modo real de acordo com o seu trabalho O Sistema

Modal na música folclórica do Brasil - Siqueira(1981). O trecho é composto pela

utilização de stacatos triplos, articulações e saltos intervalares que caracterizam como um trecho de difícil execução.

Reexposição da parte B’ do Segundo Estudo:

Figura 39 - Três Estudos para Trompete e Piano. Segundo movimento. Allegro Vivo, comp. 223 – 240

Fonte: José Siqueira (1963)

Encerrando o segundo estudo com a reexposição da parte B, onde identificamos uma variação em sua escrita, com isso decidimos classificar como B’. Esse trecho tem como tom principal fá# Lídio b7 denominadas de acordo com o seu

trabalho O Sistema Modal na música folclórica do Brasil - Siqueira(1981) como primeiro modo derivado, compreendendo os compassos de n° 149 ao 160.

3.2.1 Dificuldades encontradas na parte A do segundo estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano de José Siqueira com sugestões interpretativas

Nos compassos de n° 66 ao 81 destacamos com como pontos de dificuldades o andamento dobrado, indicado como colcheia a 96 bpm, o que tornará o andamento da semínima igual 48 bpm, tornando o trecho bastante lento, deste modo, devemos tomar cuidado com a divisão musical correta das figuras, para não modificar a ideia do compositor. Também aconselhamos nesta parte um maior cuidado com a dinâmica que vai do piano ao mezzo forte, este resultado sonoro deve ser evidenciado. Outro ponto destacado são os saltos intervalares que chegam a mais de uma oitava como podemos notar entre os compassos de n° 77 ao 78 entre as notas mi 3 e fá 4, devemos nos atentar bastante a afinação dessas notas nesses saltos, pois, esse trecho é tocado com o uso de surdina tornando mais difícil ao interprete executá-lo com uma boa afinação. Neste caso, cabe ao trompetista, ter um excelente domínio das dinâmicas pois este aspecto técnico é fundamental para um bom resultado interpretativo do referido trecho.

Figura 40 - Três Estudos para Trompete e Piano. Segundo movimento, parte A. Tempo de Modinha, comp. 66 – 81

Fonte: José Siqueira (1963)

3.2.2 Dificuldades encontradas na parte B do segundo estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano de José Siqueira com sugestões interpretativas

No início da parte B do segundo movimento aqui apresentado como exemplo os compassos de n° 91 ao 95 destacamos como pontos de dificuldades o andamento que passa a ser de semínima a 138 bpm, tornando o trecho bastante rápido, dificultando assim a execução das articulações. Outros pontos importantes a serem destacados são os saltos intervalares e a utilização de vários sinais de alteração. Ainda recomendamos para esta parte, a acentuação não exagerada dos sinais escritos pelo compositor, para que a referida passagem seja não seja descaracterizada.

Figura 41 - Três Estudos para Trompete e Piano. Segundo movimento, parte B. Allegro brilhante, comp. 91 – 95

Fonte: José Siqueira (1963)

3.2.3 Dificuldades encontradas na parte C do segundo estudo da obra Três Estudos para Trompete e Piano de José Siqueira com sugestões interpretativas

A parte que compreende os compassos 103 ao 113 é por nós considerada a de maior dificuldade técnica para o performer, os pontos de dificuldades são:

Andamento: estando com a velocidade de semínima igual a 138 bpm, esse

trecho torna-se bastante rápido, é aconselhada sua execução em andamentos mais cômodos para o interprete, sendo gradativamente aumentado até chegar a velocidade escrita na obra.

Tessitura: em todo o trecho são notados o uso de boa parte da tessitura indo

do dó#3 ao dó#5, esse exemplo pode ser notado nos compassos 112 ao 113.

Sinais de alteração: o cromatismo encontra-se fortemente presente neste

trecho, fato que o torna muito difícil, sua preparação deve ser muito cuidadosa para que nenhum sinal grafado pelo compositor seja negligenciado.

Articulações: é constante o uso de articulações através de ligaduras e

acentuações usadas pelo compositor, devendo ser observadas com atenção para que não sejam colocadas em lugares diferentes dentro desse trecho.

Saltos intervalares: no compasso de n° 106 ocorre um enorme salto

intervalar entre as notas sol# 4 ao dó# 3, ocorrendo um intervalo de 13ª maior, o ideal é a execução isolada desse intervalo várias vezes para que o intérprete adquira segurança para executá-lo satisfatoriamente. O trompetista deverá estar atento também à execução do dó# 3, que se encontra muito presente no trecho. Esta nota é de difícil afinação, e exige a abertura simultânea das bombas do segundo e terceiro pistons, exigindo também que o músico tenha um bom treinamento auditivo para que esta parte não soe desafinada.

Notamos, porém, que o trecho está repleto de ligaduras de expressão e o seu final é articulado em staccato. Esta articulação presente no compasso 113 deverá ser tocada claramente, com as notas curtas, evitando a conexão das mesmas através do som. Essa forma de executar o trecho vai gerar um contraste entre a parte ligada e o staccato. Este procedimento enriquecerá a interpretação.

Figura 42 - Três Estudos para Trompete e Piano. Segundo movimento, parte C. Allegro brilhante, comp. 103 – 115

Fonte: José Siqueira (1963)

Nos compassos 116 ao 122 notamos como os pontos de dificuldades a tessitura do instrumento mais uma vez explorada por Siqueira, o cromatismo e sinais de alteração e a execução de mais um grande salto intervalar de 13ª maior. Aqui, o

trompetista deverá estar atento à execução do trinado no compasso 119, pois, tocar esta