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Activation du cryptage IMA lors de la création d'une batterie

Étape 9 : Configuration du port du Service XML Citrix

ratos.

Resumo

Entre espécies relatadas na lista de plantas medicinais de interesse ao Sistema Único de Saúde (SUS), encontra-se Arrabidaea chica (Humb. & Bonpl.) B. Verl, utilizada pelos benefícios cicatrizantes e anti-inflamatórios. O objetivo deste estudo foi investigar a biodisponibilidade de extratos brutos padronizados em ratos Sprague Dawley. Folhas da espécie foram extraídas com etanol e água acidificada com 0,3% de ácido cítrico na proporção 70:30. A análise fitoquímica dos extratos indicou a presença de diferentes classes de metabólitos secundários, entre estes antocianidinas, luteolina, apigenina e outros flavonoides. Os animais receberam tratamento oral com doses de 50mg/kg, dose única e 100mg/kg de extrato bruto de A. chica (EB), doses repetidas por sete dias. No sétimo dia após a gavagem oral, os animais foram colocados individualmente em gaiolas metabólicas, sendo coletados sangue e urina durante 8 horas de teste.

O método desenvolvido de LC-MS foi sensível, preciso e reprodutível para determinação simultânea de luteolina e carajurina em plasma de ratos. A biodisponibilidade dos componentes em análise foi caracterizada após administração oral, o que forneceu mais informação sobre a farmacocinética do extrato bruto in vivo. No nosso estudo, verificamos a presença de luteolina intacta no plasma logo nos primeiros 15 minutos após a administração oral do extrato bruto padronizado, apresentando tempo de concentração máxima Tmax aos 30 minutos e Cmax 2,56ng/mL.

A exposição plasmática de carajurina (antocianina) é limitada pela baixa biodisponibilidade oral e pelo metabolismo extensivo, apresentando concentração plasmática abaixo do limite de quantificação do equipamento. As concentrações mais elevadas de carajurina na urina demonstram que o extrato foi metabolizado e excretado. A excreção urinária de carajurina intacta começou muito rapidamente, o que refletiu a rápida absorção na qual foi observado ao longo do experimento, refletindo sua presença no sangue durante esse período.

Palavras-chave: Arrabidaea chica, biodisponibilidade, Sprague Dawley, dose única e

Introdução

Arrabidaea chica (HBK) Verl, Bignoniaceae, é um arbusto que ocorre na América tropical, mais particularmente na região amazônica, onde é conhecida popularmente de “Pariri”, “Crajiru”, “Carajuru” ou “Carajiru” (Correa, 1931; Van Den Berg, 1993). As folhas da planta têm sido tradicionalmente usadas pelos índios brasileiros como corante na pintura corporal em rituais e para proteger a pele contra a luz solar e repelir insetos.

A composição química desse corante oriundo da espécie foi determinada por Chapman et al., (1927). Atualmente, a A. chica encontra-se na listagem de plantas medicinais de interesse ao Sistema Único de Saúde (SUS), sendo amplamente utilizada na medicina popular para tratar disfunções sanguíneas como anemia e hemorragia, inflamação uterina, sendo também indicada contra hepatite, hemorroidas e afecções cutâneas (Barbosa et al., 2008; Jorge, et al., 2008).

A planta é popularmente preparada na forma de infusão de folhas frescas ou secas, ingerida continuamente durante um a três dias, substituindo o consumo diário de bebida, ou eventualmente usada para banhar feridas externas.

Os compostos fenólicos presentes em diversas plantas e alimentos são essenciais para o crescimento e a reprodução, sendo produzidos como uma resposta de defesa contra patógenos. Ao passar dos tempos, ocorreu um crescente interesse em compostos fenólicos e seu papel na prevenção de várias doenças degenerativas, como câncer e doenças cardiovasculares. A evidência de que as antocianinas têm efeitos benéficos para a saúde está sendo cada vez mais relatada na literatura científica, como potenciais compostos terapêuticos (Felgines et al., 2002; Fernandes et al., 2010). Para que isso aconteça, a biodisponibilidade desses compostos é presumida, mas se o efeito é devido aos compostos intactos ou seus metabólitos, quais mecanismos estão envolvidos ou quais fatores têm impacto crucial sobre a biodisponibilidade ainda permanecem pouco explorados (Kay, 2006).

As 3-Desoxi-histiocianinas (Figura 3.1) são uma classe de pigmentos raros encontrados em plantas com propriedades químicas que são muito distintas aos seus análogos de antocianinas (Yang et al., 2009).

O+ O H O H OR R1 OCH3 2 3 5 6 7 8 3' 4' Composto R R1 Carajurina CH3 H Carajurona H H 6,7,3’,4’ Tetrahidroxi H OH 5-metoxiflavilium A C B

Figura 3.1: Agliconas de 3-desoxantocianina presentes no extrato bruto de A. chica.

Agliconas 3-deoxiantocianinas (3-DXA), apigeninidina e luteolinidina são mais citotóxicas para as células de câncer humano do que seus análogos de antocianidina, cianidina e pelargonidina. Estudos também demonstram que o aumento do consumo dessas 3-DXA está associado à redução do risco de certos tipos de câncer como trato gastrintestinal (TGI), especialmente o câncer de esôfago (Chen et al., 2009; Isaacson, 2005). Esses relatos sugerem que a conformação estrutural desempenha um papel significativo na forma como as moléculas 3-DXA interagem com as células para efetuar quimioproteção.

Estudos de proliferação de células de câncer de cólon HT-29, com diferentes moleculas de 3DXA com substituições metoxiladas em diferentes posições dessas moléculas, apresentam capacidade extraordinária tanto para inibir o crescimento de células HT-29 quanto para aumentar a atividade quimioprotetora da enzima (NAD (P) H: quinona oxiredutase) NQO (Yang et al., 2009). A carajurina presente na espécie A. chica é uma 3-deoxiantocianina dimetoxilada (3-DXA).

Estimativas de novos casos de câncer publicadas pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) para 2018-2019 prevê uma incidência de 14700 novos casos de câncer da cavidade oral, sendo 11200 para homens e 3500 para mulheres, dentre os quais estima-se um número de mortes de 5898, sendo 4672 homens e 1226 mulheres (2015) (Brasil, 2019). A radioterapia e a quimioterapia não são indicadas quando não é possível ou quando há risco de sequelas funcionais importantes afetando a qualidade de vida do indivíduo (Brasil, 2019). A maioria dos pacientes tratados por radioterapia (RT) e quimioterapia desenvolve algum grau de mucosite oral (Sonis, 2004).

A maioria das plantas utilizadas no tratamento da mucosite contém a classe de compostos dos polifenólicos. A atividade biológica desses compostos está intimamente relacionada com a sua biodisponibilidade. Contudo, ainda existem muitas lacunas a serem preenchidas a respeito desse assunto, possibilitando um campo promissor para novas pesquisas. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a definição de biodisponibilidade refere-se à velocidade e à extensão de absorção de um princípio ativo em sua forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina (Brasil, 1998).

Os polifenóis são compostos que ocorrem naturalmente em plantas, incluindo alimentos como frutas, legumes, cereais, chá, café e vinho, sendo classificados sobretudo em flavonoides e não flavonoides (Quideau et al., 2011).

Os flavonoides desempenham papéis importantes na prevenção de doenças degenerativas, agindo como antialérgicos, antiteratogênicos, anti- inflamatórios, antimicrobianos, antioxidantes, antitrombótico, agentes cardioprotetores e vasodilatadores (Liu, et al. 2011; Xu et al., 2009).

As antocianinas podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares, exercer atividades anticarcinogênicas e neuroprotetoras, reduzir processos inflamatórios e modular a resposta imune (Felgines, et al. 2002).

As propriedades biológicas dos polifenóis dependem da sua biodisponibilidade, contudo a sua absorção é variável, pois estes apresentam uma considerável diversidade estrutural que influencia a sua biodisponibilidade. Ácidos fenólicos são facilmente absorvidos pelo intestino, entretanto alguns flavonoides com alta massa molecular, como as proantocianidinas, são pouco absorvidos. Estimativas mais precisas sobre a biodisponibilidade de alguns compostos polifenólicos podem ser obtidas pela quantificação da concentração plasmática e urinária destes metabólitos após a ingestão de compostos puros ou de gêneros alimentícios, ricos nestes compostos (Scalbert & Williamson, 2000).

Relatos na literatura relacionam que a taxa de absorção das antocianinas é influenciada pela sua estrutura química (Talavéra et al., 2003), pela dose ingerida ou administrada (Fernandes et al., 2010). Alguns estudos demonstram taxa de absorção muito baixa, entre 0,016% e 0,11% da dose com excreção urinária de glicosídeos intactos de antocianinas (Felgines et al., 2014, 2003; Netzel et al., 2001).

A glicosilação influencia suas propriedades biológicas, tendo o maior efeito nos coeficientes de particionamento. Esta propriedade é importante para determinar os mecanismos de absorção, isto é, se um composto difundirá passivamente através de uma membrana biológica e como pode particionar internamente dentro de várias fases celulares. Agliconas são principalmente hidrofóbicas e podem difundir-se passivamente através de membranas biológicas. A ligação com os açúcares aumenta sua solubilidade em água, limitando a difusão passiva. Portanto, a absorção de uma antocianina glicosilada provavelmente requer um mecanismo de transporte ativo específico ou hidrólise do b-glicosídeo antes da absorção (Kay, 2006).

Após a ingestão, os polifenólicos glicosilados podem ser hidrolisados na cavidade oral pela atividade da saliva, passam pelo estômago e chegam ao intestino delgado e depois ao cólon (Rodriguez-Mateos et al., 2014).

O metabolismo da Fase II ocorre primeiramente na parede do intestino delgado, os metabólitos passam através da veia porta para o fígado, onde podem sofrer novas conversões antes de entrar na circulação sistêmica e, eventualmente, sofrer excreção renal (Fernandes et al., 2014).

Acreditava-se que a biodisponibilidade de antocianinas intactas era um fator fundamental para as suas funções fisiológicas. Estas moléculas são rapidamente absorvidas através do estômago e do intestino delgado por diferentes mecanismos que podem envolver enzimas específicas, tais como as bilitranslocases (Passamonti et al., 2003; Talavera, et al. 2003). Uma vez que apenas uma pequena parte das antocianinas na dieta são absorvidas, grandes quantidades destes compostos ingeridos são susceptíveis de entrar no cólon (Oteiza et al., 2018). Estudos in vitro demonstraram a desglicosilação e degradação de monoglicosídeos e diglicosídeos de antocianinas, devido à atividade da microbiota (Fang, 2014).

Embora haja poucos estudos sobre as atividades dos principais metabólitos hepáticos das antocianinas, Fernandes et al. (2014) mostraram que os metabólitos metilados de antocianinas glicosiladas apresentavam atividades antioxidantes significativas. Os metabólitos metilados oriundos dessas antocianinas também demonstraram atividade antiproliferativa similar às antocianinas intactas para três linhagens de células tumorais (Fernandes et al., 2014).

Estas caraterísticas são consistentes com as observações de que as antocianinas são de fato absorvidas a partir do estômago (Passamonti et al. 2003;

Talavera et al. 2003). Apesar de a absorção através da mucosa gástrica não ser usual, foi demonstrado que a administração de antocianinas atinge a circulação sistêmica tanto a partir do intestino como a partir do estômago (Passamonti et al., 2003; Talavéra et al., 2003). Um exemplo dessa hipótese foi a detecção, no plasma de ratos, de antocianinas como a malvidina 3-glicosideo 6 minutos após administração in situ (Passamonti et al., 2003).

O intestino delgado é geralmente o local mais importante para absorção de nutrientes. As antocianinas podem também ser absorvidas pelo intestino de ratos e em seguida excretadas pela urina (Talavéra et al., 2003).

A quebra dos glicosídeos das moléculas de antocianinas pela microflora intestinal é relatada como tendo um papel fundamental na degradação das agliconas. Estudos relatam que quando as antocianinas são incubadas com microflora de porco ou humana, a clivagem da porção de açúcar é o primeiro passo desta biotransformação bacteriana. Isto é seguido pela hidrólise da ligação o-glicosídeo para abertura do anel. Dependendo dos substituintes ligados ao anel B da molécula de antocianidina, podem ser formados diferentes produtos: a cianidina é convertida em ácido protocatecuico (ácido 3,4-di-hidroxibenzóico); a malvidina em ácido siringico (ácido 3,4-dimetoxibenzoíco); a peonidina a ácido vanílico (ácido 3-metoxi-4- hidroxibenzóico); e a pelargonidina a ácido 4-hidroxibenzco. Após a fissão do anel C, anel A dão origem a compostos mais simples como a fenilacetaldeído e benzaldeídos (Figura 3.2) (Aura et al., 2005; Kay, 2006)

O O O H OH H OH O OH O H O H O O OH OH OH O H O O O OH OH O H OH OH OH OH COOH O H HOOC OCH3 O H HOOC

Figura 3.1: Rota proposta para o catabolismo da quercetina-3-o rutinoside no colón

na presença de bactérias-metabólica no intestino grosso, resultando na produção de ácidos 3-4 dihidroxifenilacético, ácido 3-dihidroxifenilacético e ácido 3-metoxi-4- dihidroxifenilacético (Crozier et al., 2010).

A ação promotora da saúde atribuída à carajurina (3-deoxiantocianina) e à luteolina dependerá da biodisponibilidade ou da obtenção de uma determinada concentração sanguínea para viabilizar a atividade biológica, sendo fundamental entender os fatores que influenciam essas variáveis. Assim, o objetivo do presente estudo foi determinar o perfil cinético e a biodisponibilidade de Carajurina e Luteolina, encontradas no extrato e seus conjugados metabólicos encontrados no plasma e excretados na urina.

Material e Métodos

Solventes e Reagentes

Os solventes usados neste estudo foram de alta pureza: metanol específico para análises LC-MS Merck (Darmstadt, Alemanha), padrões Luteolina 98% foram adquiridos de Santa Cruz Biothecnology, ácido fórmico foi fornecido pela Sigma- Aldrich, água ultra-pura purificada por um sistema Milli-Q® (Millipore, EUA). O ácido

fórmico LC- MS foi obtido de Sigma-Aldrich. Para extração de amostras, ácido cítrico e etanol de grau analítico.

Clivage m

Clivagem do anel

Ácidos 3-4 dihidroxifenilacético,

Preparo do extrato

O material vegetal foi extraído com Etanol: H2O acidificado com 0,3% de

ácido cítrico. O solvente foi concentrado sob vácuo e em seguida seco por spray drying.

Animais e desenho experimental

Ratos Sprague Dawley machos e fêmeas (250-300g) foram adquiridos do biotério da Universidade Estadual de Campinas. Os ratos foram aclimatados às condições laboratoriais durante um mês antes dos experimentos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética local (registro no. CEUA 3551-1). Todos os procedimentos estavam de acordo com o Guia para o Cuidado e Uso de Animais de Laboratório (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal-CONCEA).

Estudo in vivo. Um total de 24 ratos machos e 24 fêmeas foram alojados

em sala com temperatura controlada (22°C), com um período escuro controlado das 07.00 às 19.00 horas. Os animais receberam livre acesso à dieta controle e água e foram divididos em dois grupos, sendo que um grupo recebeu tratamento único de 50 mg/kg e o outro recebeu tratamento diário de 100 mg/kg durante 7 dias. O extrato bruto de A. chica foi solubilizado em solução salina 0,9% e administrado aos ratos por gavagem.

No dia do experimento, os animais foram mantidos em gaiolas metabólicas separadamente após receberem a dose da amostra. No estudo farmacocinético, para dois grupos de ratos machos e fêmeas (n = 12), o extrato bruto solubilizado foi administrado por via oral (nas doses estipuladas). Amostras de sangue (0,5mL) foram coletadas da veia femural em tubos contendo 10µL de EDTA em 0, 5, 10, 30 min e em 1, 2, 4, 6 e 8h após administração da dose. Amostras de plasma foram obtidas por centrifugação imediata após a coleta do material. Também foi coletada a urina total eliminada pelos animais durante o experimento.

Preparo do plasma

Plasma de rato (100µL) enriquecido com 5µL de padrão interno 6,2,5’trimetoxiflavona (2 µg mL-1), foi extraído com 3 x 100µL de metanol acidificado

com ácido fórmico (1%, v/v). As amostras foram extraídas por 30s usando um vórtex e depois centrifugadas por 3 min a 14.000 g (Centrífuga Eppendorf Minispin®;

Hamburgo, Alemanha). O solvente foi transferido para um tubo limpo e evaporado à secura a 40°C utilizando fluxo de nitrogênio. O resíduo foi reconstituído em 100µL de fase móvel sendo 10µL do sobrenadante injetados para análise por LC-MS/MS.

Condições de análises

Separações cromatográficas foram realizadas utilizando-se um sistema de cromatografia líquida de alta pressão (HPLC) da série 1100 (Agilent Technologies, Minnetonka, MN, EUA), com uma coluna C-18 (Gemini-C18m, 2,1mm x 150mm Phenomenex®) a 30°C. Metanol e água acidificada com 0,1% de ácido fórmico foram

usados como fase móvel a uma taxa de fluxo de 0,3mL/min. A eluição de gradiente linear foi aplicada a 0,3mL/min com gradiente de MeOH aumentado de 45% para 90% (0-0,2,5 min), mantido em 90% (2,5 a 8,0 min) e depois diminuído, mantendo-se a 45% para equilibrar a coluna para próxima injeção (8,1-15 min). O volume injetado foi de 5µL. A análise por espectrometria de massas foi realizada usando-se um Espectrômetro de Massas Tandem QTrap 5500 (AB Sciex, Concord, ON, Canadá), equipado com uma fonte APPI e operado no modo positivo e negativo. A análise da amostra foi realizada por monitoramento por modo de reação múltipla (MRM) com um tempo de permanência de 75ms por canal, usando-se as seguintes transições de m/z: 285,01 e 269,90 para quantificação de carajurona, m/z 299,0260 para confirmação de carajurina e 284,00/268,80 para quantificação no modo positivo. A luteolina foi analisada no modo negativo m/z 284,951 e para quantificação em 151/133. O controle de sistema e aquisição de dados foi realizado utilizando o Analista software® (versão

1.5, AB Sciex).

Análise estatística

Os dados analíticos foram calculados em Excel (Microsft® Office 365®,

2016) e apresentados como média ± DP com CV e ER.

Resultados

Desenvolvimento analítico

As soluções padrão dos analitos e padrão interno (IS) foram infundidas para o espectrômetro de massas separadamente, e os parâmetros de massas ajustando os parâmetros de DP e CE Capillary Electropheresis (Elétroforese Capilar) (Tabela

No método de análise de plasma e urina por LC-MS, foi utilizado como fase móvel água com 0,1% ácido fórmico e metanol para a separação dos compostos carajurina e luteolina.

Para avalição dos ativos, foi utilizado LC-MS/MS no modo MRM de análise. O ajuste da separação dos analitos e seus respectivos fragmentos foi feito por injeção direta no equipamento, selecionando os parâmetros de fragmentação para determinar as melhores condições de fragmentação e detecção dos íons de interesse, permitindo assim maior sensibilidade na análise. Os fragmentos utilizados nesta análise estão descritos nas Tabelas 3.1 e 3.2.

Tabela 3.1: Fragmentos utilizados na quantificação da luteolina em modo negativo Q1 massa (Da) Q3 massa (Da) Tempo (msec) id CE (volts) CXP (volts) 284,951 133,000 350,0 4_Luteolina_Q -42,000 - 11,000 284,951 151,00 350,0 4_Luteolina_C -34,000 -13,00

Tabela 3.2: Fragmentos utilizados na quantificação dos ativos em modo positivo Q1 massa (Da) Q3 massa (Da) Temp o (msec) id DP (volts) CE (volts) CXP (volts) 299,060 284,00 150,0 2_Carajurina_ Q 151,000 33,000 19,000 299,060 268,800 150,0 2_Carajurina_ C 151,000 47,000 11,000

Foi selecionado como padrão interno (PI) 6,2,5’trimetoxiflavona, devido à sua estrutura similar aos quatro analitos. Os tempos de retenção observados foram: Carajurina 6,39 min.; Luteolina 6,14 min.; Carajurona 5.28 min., 6,7,3’4’ tetrahidroxiflavilium, 5,56 min. e PI 7,20 minutos.

O carry over pode ser definido como um aumento de concentração em uma amostra, proveniente de resquícios da amostra anterior, possivelmente existentes no injetor, coluna e detector. É avaliado com análises de amostras brancas após a análise de amostras de altas concentrações do analito. O presente estudo propôs o

desenvolvimento e validação de uma metodologia para a análise simultânea de carajurina e luteolina em amostras de plasma. O perfil cromatográfico do plasma sem administração do extrato está representado na Figura 3.3

Figura 3.3: Perfil cromatográfico expandido do plasma branco. Biodisponibilidade oral de Carajurina e Luteolina em ratos Teste Dose única de extrato A. chica

Neste experimento foram utilizadas 12 ratas fêmeas. No tempo zero, todos os animais foram pesados, com a coleta de 500µL de sangue antes da administração do extrato. Após, foi administrado por gavagem 50 mg/kg para cada animal e procedeu-se a transferência para uma gaiola metabólica. O sangue foi coletado em microtubos de 1,5mL, contendo 10µL de EDTA, em tempos pré-determinados. A urina também foi coletada. Após a coleta de 60 minutos, os animais receberam ração e água, tendo alimentação livre até o final do teste. As amostras de sangue foram imediatamente centrifugadas e armazenadas a -80°C até o momento da análise por LC-MS/MS.

Na Figura 3.4 é possível verificar a presença das 3-deoxiantocianinas extraídas nas amostras de urina após tratamento em dose única de 50mg/kg, como podemos observar no cromatograma obtido nas análises de LC-MS/MS no modo MRM, a partir de 15 minutos após a ingestão (Figura 3.5). Neste ensaio não foi possível detectar as antocianinas no plasma.

TIC: from Sample 1 (Sample001_branco) of branco.wiff (Turbo Spray) Max. 866.0 cps.

0 2 4 6 8 10 12 14 Time, min 0 200 400 600 800 866 Int ensi ty, cps 10.06 8.94 10.18 8.31 11.02 7.78 0.18 11.76 3.11 7.48 4.18 2.58

Figura 3.4: Cromatograma de uma amostra de urina analisada no LC-MS/MS (Agilent

1290 acoplada ao espectrometro de massa ABSciex 5500) após administração de 50mg/ kg de animal.

15 min. 1h 2h 9h

Figura 3.5 Urina coletada do mesmo animal em diferentes tempos ao longo do

experimento de dose única de 50 mg/kg de animal.

Avaliando-se as amostras de plasma e urina por injeção direta no espectrômetro de massas de alta resolução (Qtof) no modo ESI (+), foi confirmada a presença da carajurina na urina dos animais devido à detecção do íon de m/z 299.0849 (Erro = 6,7ppm) (Figura 3.6).

Figura 3.6: Espectro de massa de íons do produto da urina no modo positivo m/z

299.0849 de carajurina erro 6,7 ppm.

O teor de carajurina foi mensurado nas amostras de urina (Tabela 3.3). As curvas foram construídas com os padrões carajurina (92% de pureza) na faixa de 11,5 a 1500ng/mL, apresentando a seguinte equação da reta: y=76362+3x106 R²=0,9964.

A análise da urina após gavagem de 50 mg/kg revelou quantidades significativas de carajurina intacta liberada pelos animais.

Tabela 3.3: Teor de carajurina em amostras de urina de ratos após gavavem 50g/kg

de EB A. chica.

Amostra Área Conc. carajurina (ng/mL) Conc. média Ng/mL 1 76333505 1449,8 2 7998612 151,0 545,0 3 29567199 560,9 4 1003176 18,0

A média de carajurina excretada foi de 545ng/mL de urina

As curvas foram construídas com o padrão luteolina (98%) na faixa de concentração de 14-900ng/mL. O método mostrou-se linear para a faixa de concentrações estudada, apresentando uma curva de calibração y=5959x - 3351,5 R² = 0,9998.

Neste experimento com dose única de 50 mg/kg, a luteolina presente no extrato de A. chica foi detectada e quantificada. Ao observar a área de luteolina para os tempos de coleta, apesar de estar abaixo do limite de quantificação, verificamos

uma ligeira alta em 15 minutos após os animais terem recebido gavagem, o que está demonstrado na Tabela 3.4.

Tabela 3.4: Concentração de luteolina quantificada em amostra de plasma ng/mL

encontrada em cada indivíduo após dose única de 50mg/kg

Tempo Animal t-0 t-5 t-15 t-30 t-60 t-120 t-180 t-240 t-360 1 0 0 0,628 0,993 1,019 0,631 0,601 0,453 * 2 0 0 0,117 0,884 0,87 1,097 0,551 0,328 * 3 0 0 0,155 0,497 0,232 0,047 * 0 0 4 0 0 0,981 1,244 0,552 0,342 0,392 0,004 0 5 0 0 * 1,211 0,382 0,298 0 0 0 6 0 0 1,889 0,4 * 0,188 0 0 0

*Amostra insuficiente para análise e/ou hemólise

Plasma biodisponibilidade luteolina

0 50 100 150 200 250 300 350 400 0.0 0.5 1.0 1.5 tempo (min) n g /m L L u te o li n a Parâmetros Luteolina T ½ (h) 1,85(1h e 52min) Tmax (h) 0,5 Cmax (ng/mL) 1,03 ASC 0-t (ng.h/mL) 107,3

Figura 3.7: Curvas de luteolina concentração/tempo em plasma de rato após