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3.2 Suppression du capteur de ux : l'observation du ux rotorique de

3.2.4 Résultats de simulation

3.2.4.1 Conditions de simulation

Vários estudos científicos vêm ocorrendo no Vale do Ribeira, e os ambientais, crescentes nas últimas décadas, estão fortemente relacionados ao planejamento físico- territorial e planejamento ambiental. A região apresenta grande limitação à expansão territorial e desenvolvimento das atividades humanas, devido a suas características físicas, principalmente a topografia e a natureza dos solos, a suas Unidades de Conservação, grandes áreas intocáveis e protegidas por lei, à falta de infra-estrutura e ao complexo histórico fundiário da região. Portanto, é possível observar que estes trabalhos vêm apresentando subsídios às ações de adequação e superação aos fatores limitantes da região.

Liotte (2000) realizou pesquisa para auxiliar o planejamento físico-territorial do município de Pariquera-Açu. Para tanto, utilizou duas técnicas: fuzzy e booleana. Na análise boolena foram considerados os fatores: uso do solo, declividade, risco de inundação e áreas de restrições ambientais; e, na análise fuzzy, foram considerados: uso do solo (1998), distância da área urbana, risco de inundação, declividade, distância das principais rodovias e restrições ambientais. A classificação supervisionada do uso do solo foi realizada pelo classificador de máxima verossimilhança. O autor concluiu que a análise multicritério é uma importante ferramenta para o planejamento físico-territorial e que a análise boolena é capaz de determinar apenas áreas aptas ou inaptas ao desenvolvimento urbano; já a análise fuzzy é menos rígida e permite variabilidade entre as classes de aptidão ao desenvolvimento urbano.

Também utilizando técnicas de geoprocessamento, Silva (2002) elaborou um Sistema de Informações Geográficas (SIG), visando apoiar o planejamento físico-territorial do município de Iporanga. Para isso, utilizou os mapas de geologia, geomorfologia, pedologia, aptidão agrícola e capacidade de uso das terras para elaboração, por análise multicritério, de cartas de suscetibilidade aos movimentos de massa, à erosão e à subsidência. Este também gerou uma carta de cobertura do solo entre os anos de 1990 e 2000, realizando classificações não supervisionada e supervisionada no software ER Mapper 5.5. Utilizando os Planos de Informação (PI) supracitados, mais os fatores distância dos centros populacionais e distância das estradas, o autor gerou uma carta de aptidão aos diversos usos. O trabalho concluiu que o método multitemático permitiu a análise contínua de cada tema, agregando informações e a ponderação diferenciada para cada tema. Além disso, o autor considera a utilização dessas técnicas indispensáveis ao planejamento físico-territorial.

Watanabe (2003) analisou a evolução do uso do solo, de 1986 a 1999, no Parque Estadual de Jacupiranga (PEJ) e as consequências para a sua gestão ambiental. Para tanto,

utilizou como base de dados folhas do IBGE (1:50.000), imagens orbitais Landsat e dados de dois SIGs: do Projeto Olho Verde (DEPRN) e do Macrozoneamento do Vale do Ribeira (SMA). A autora realizou classificação não supervisionada no software SPRING e tabulação cruzada no IDRISI, para entendimento da evolução do uso do solo entre os anos de 1986 e 1999. Depois, comparou estes dados com a fragilidade física e a distância de rodovias. Assim, concluiu que a facilidade de acesso é o fator preponderante da degradação na porção central do PEJ e que somente a proteção legal não é suficiente para assegurar a proteção do parque, sendo necessária a elaboração de um plano de gestão territorial.

Através da integração de dados censitários com dados de sensoriamento remoto, Alves (2004) analisou os fatores associados às mudanças na cobertura da terra no Vale do Ribeira. Para esse trabalho, realizou classificações não supervisionada e supervisionada, de imagens Landsat dos anos de 1981, 1990 e 1999, no software ERDAS Imagine 8.4. Foram geradas matrizes de transição para os períodos (entre os anos). Um SIG com dados censitários, malha viária, topografia, unidades de conservação, rede hidrográfica, entre outros dados, foi elaborado para cruzamento com as informações de mudanças na cobertura da terra. Os resultados mostraram que a densidade demográfica é a variável que apresenta maior associação positiva com a taxa de desmatamento recente e maior associação negativa com a porcentagem de cobertura florestal remanescente dos setores censitários rurais. Deste modo, concluiu que a densidade demográfica é o principal fator associado ao desmatamento no Vale do Ribeira.

A fim de avaliar as variações temporais de NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada) e compará-las com mapas de potencial natural de erosão, Costa et al. (2007) realizaram pesquisa em área da bacia hidrográfica do Ribeira de Iguape. Para análise da evolução temporal do NDVI foram utilizadas imagens TM e ETM (Landsat), dos anos de 1990 e 1999; os mapas de potencial natural de erosão foram gerados a partir da Equação Universal de Perda de Solo (EUPS), onde a quantidade de terra removida, por fatores naturais, é função da erosividade, da erodibilidade do solo, do comprimento do declive e do grau do declive. Em 1990, 87% e em 1999, 83% da área de estudo apresentaram-se pouco suscetíveis à erosão; as imagens de NDVI comprovaram a localização das áreas potenciais naturais de erosão.

Dalmas (2008) indicou possíveis áreas para construção de aterros de resíduos sólidos urbanos para a Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul, de acordo com as normas técnicas e ambientais, com o uso de técnicas de geoprocessamento. O autor utilizou

mapas de declividade, geologia, pedologia, cobertura vegetal, áreas de proteção ambiental, rede hidrográfica, malha viária e áreas urbanas para obtenção de áreas aptas à construção de aterros. Efetuou também estudos logísticos viabilizando o aproveitamento dos aterros por mais de um município, de acordo com a possibilidade de atendimento a valores crescentes de população até 2020. O autor concluiu que as técnicas de geoprocessamento empregadas são adequadas para este tipo de estudo, pois agregam diferentes fatores e poupam custos nas etapas iniciais de um projeto de construção de aterros, permitindo aos gestores focarem suas análises em áreas que foram pré-selecionadas.

Em estudo sobre os ambientes, uso e ocupação do solo e zoneamento estratégico para as sub-bacias dos rios Pariquera-açu e Jacupiranga, Loures (2008) mapeou os solos, a geomorfologia e os geoambientes. O mapa de geoambientes foi gerado com a associação dos dados de relevo, solos, geologia e cobertura vegetal. Por análise multicritério, gerou também uma carta de suscetibilidade à erosão, a partir dos fatores: precipitação média anual, declividade, solos, uso do solo e cobertura vegetal do ano de 2006. A análise demonstrou que 48% da área de estudo se encontram em classe de alta suscetibilidade à erosão. Através de imagens TM (Landsat 5) dos anos de 1984, 1990 e 2006 e posterior classificação, o estudo analisou a dinâmica do uso do solo e cobertura vegetal com o modelo Land Change Modeler do IDRISI Andes. Entre 1984 e 1990, houve acentuada perda de vegetação natural, que se deve principalmente à pastagem que cresceu sobre 22% da área. O trabalho também realizou outras análises, como o zoneamento de desenvolvimento estratégico para as sub-bacias.

Pistori e Sousa-Silva (2009), a fim de apresentar aplicações de geoprocessamento como ferramentas para o planejamento físico-territorial do baixo Ribeira, elaboraram duas cartas: de fragilidade e zoneamento ambiental. Com dados de topografia, hidrografia e

sistema viário, da folha “Pariquera-açu” (IBGE, 1:50.000), e imagem ETM (Landsat 7), do

ano de 2000, foram gerados alguns Modelos Digitais de Elevação (MDE), utilizados para elaboração dos mapas. Para o de fragilidade foi utilizada matriz com base nos parâmetros: relevo, solos, uso da terra e vegetação e clima. O zoneamento, com base nos dados primários e obtidos com a carta de fragilidade, foi dividido em zonas produtivas e zonas nãoprodutivas. A carta de fragilidade mostrou que tanto os morros, quanto a planície marinha, possuem um índice de fragilidade baixo; já a área de colinas baixas e médias e a planície do rio Jacupiranga possuem índices de fragilidade de grau médio a alto. O estudo destacou a importância das práticas conservacionistas e preservacionistas em todas as zonas indicadas.

Com intuito de realizar análise geoambiental da Folha “Pariquera-Açu”, Santos et al.

(2009) elaboraram mapeamento básico e temático para propiciar uma proposta de zoneamento ambiental, expressa cartograficamente. A cartografia básica foi adquirida, em escala 1:50.000, do IBGE e o processamento realizado no programa ArcGIS 9.1. Foram elaborados os mapas hipsométrico, clinográfico, geomorfológico e de uso e ocupação do solo (análise de imagens e campo). Posteriormente, uma carta de fragilidade foi gerada, a partir dos mapas supracitados. O zoneamento foi dividido em: zona de preservação ambiental, zona de uso sustentável e zona de urbanização consolidada. O estudo concluiu que a presente proposta de zoneamento atingiu os objetivos esperados, por apresentar uma melhor adequação das formas de uso e ocupação perante as potencialidades e fragilidades da área.

3. OBJETIVOS