Chapitre 2 : Les nouvelles techniques de lutte anti-contrefaçon au bénéfice des
B. Le concours indispensable des services douaniers à l’action des marques de luxe à
Ainda no final de setembro, uma terceira versão para o projeto das paredes refratárias foià iada,à ha adaà deà e s oà sa duí he à po à algu sà i teg a tes.à Essaà e s oà ti haà po à princípio atender especificamente o pedido da operação por mais flexibilidade. Então, na nova configuração, duas placas originais seriam colocadas entre placas novas. Assim, em uma distribuição mais igualitária entre placas originais e novas, os estudos de perfil térmico conduzidos pelos engenheiros da empresa canadense confirmavam que essa configuração suportaria altas temperaturas da sua base até o fim, algo que deu embasamento técnico à decisão e a reforçou. O número de placas de cobre novas dobrou, enquanto que o número de placas originais foi reduzido. Uma representação do projeto sanduíche (FIG. 36):
Figura 35 – Terceira versão do projeto das paredes refratárias
Fonte: Arquivo de pesquisa, 2012 (figura alterada pelo autor)
Mantendo as medidas anteriores, agora a nova parede contaria com uma refrigeração mais homogênea graças à uma nova distribuição entre as placas originais e as novas placas da empresa canadense.
Simultaneamente o processo de demolição estava sendo concluído e, com ele, más notícias chegaram: da estimativa inicial de 1200 placas de cobre originais disponíveis, somente 971 estavam em condições de serem reutilizadas. As outras estavam destruídas. Uma bateria
de testes feitos pela empresa brasileira e pela canadense trouxe a uma conclusão ainda menos positiva: das 971 placas disponíveis, somente 514 seriam reutilizáveis. Considerando que cada fileira acrescentada no projeto significaria, na prática, o uso de 100 placas, a terceira versão foi revisada (FIG. 37):
Figura 36 – A quarta versão do projeto das paredes refratárias
Fonte: Arquivo de pesquisa, 2012 (figura alterada pelo autor)
A versão final é uma síntese das negociações e requisições de todos os grupos envolvidos. Ela incorporou a restrição das placas disponíveis, reduzindo o uso das placas originais para cinco fileiras ao invés de oito. Como se pode notar, a quarta versão resultou de um processo intenso de análise, negociações e restrições. Cada um deles interferiu significativamente no resultado final. Nesse novo arranjo, a preocupação da Operação em intercalar placas novas e originais, aumentando a refrigeração nas partes superiores, também foi atendida. Contudo, a noção inicial de que as placas novas, mais grossas e robustas, deveriam se concentrar majoritariamente na porção inferior para absorver o calor do banho de escória também está presente. Com isso, a Operação recebeu um aumento no limite máximo do banho de escória e, além disso, a refrigeração na porção inferior da parede refratária, que está em maior contato com o banho, foi reforçada.
Essa imagem (FIG. 38) ilustra a transição das versões 2 a 4, que possuem um aumento no limite máximo do banho de escória:
Figura 37 – Transição do projeto das paredes refratárias
Fonte: Arquivo de pesquisa, 2012 (figura alterada pelo autor)
O processo final resultou em um aumento dos 40cm acima do canal de extração de escória para 1,30 m. Com uma altura de banho total de 2,44 m72, ambos os grupos se consideraram satisfeitos com o resultado. O projeto incorporou, em seu último estágio, três valores: aumento de flexibilidade; economia, pela reutilização de placas originais; reforço de refrigeração na porção inferior da parede. Com essa última versão, a fase de projeto havia terminado e a fase de construção começaria. As reuniões da A.T.U. foram encerradas em janeiro de 2013.
Através da discussão entre a Operação brasileira e os Projetistas canadenses, pudemos notar experiências diferentes, que embasaram sistemas de percepção distintos que traziam consigo uma discriminação diferente entre figuras e fundos . Práticas e experiências vividas diferentes priorizaram diferentemente. A assertiva de Garrigou sobre o processo de projeto ser umaà o f o taç oàdeà o he i e tos à(1995, p. 314) nos parece adequada. A definição de Bucciarelli (1996, p. 18), ao dizer que o processo de projeto não é puramente científico, nos
72 O comum, para fornos desse tipo, segundo os projetistas, seria aproximadamente 1,90m.
chama a atenção: com efeito, não era possível saber, de antemão, qual decisão resultaria no melhor projeto possível. Em momentos nos quais uma decisão e asadaà ie tifi a e te à não era suficiente ou possível, tal como o momento do dilema técnico entre alterar ou não o projeto das paredes refratárias, a experiência vivida por toda equipe brasileira, incluindo aí Phillipàeàosà esta tesà e osàdaàOpe aç o,à efe e teàaàp io izaç oàdoàdis u soà ie tífi o àeà desgaste com os Projetistas alemães, direcionou e embasou suas escolhas. Escolhas essas que acarretaram não somente em opções técnicas diferentes, mas também em opções políticas diferentes. Se, anteriormente, as contribuições técnicas dos Projetistas estrangeiros sobrepujavam as da Operação brasileira, tal quadro se transformou no caso do reprojeto das paredes refratárias. Ao final, a última versão das paredes (FIG. 37) incorporou as contribuições de ambos os grupos. Na A.T.U., a interação se deu de forma mais simétrica.
Pode-se perceber um contraste entre as decisões políticas de priorização de discursos realizadas no começo do projeto e durante a A.T.U. Por essas razões, interpretamos todo esse caso como um arco que descreve um processo de mudança cultural dentro da empresa brasileira, mesmo que localizado e especificamente relacionado a esse caso, forçosamente iniciado pelo desgaste nas relações com a empresa projetista alemã e, em especial, pelo vazamento espontâneo ocorrido em abril de 2012.
A seguir analisaremos as implicações desse caso, assim como apresentaremos nossas conclusões.