The Government’s revenue forecasting systems
5. Conclusions and recommendations
De acordo com Lev (2001), a inovação sempre foi uma atividade importante dos indivíduos em empreendimentos comerciais, e a perspectiva de lucros acima da
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O conceito de ´silos de conhecimento` foi utilizado antes por Kaplan & Norton na obra A Estratégia em Ação, publicado no Brasil pela Editora Campus, em 1997.
média ou de rendas de monopólios protegidos por um certo período de tempo por patentes ou “vantagens dos pioneiros” sempre forneceu fortes incentivos para a inovação.
As grandes invenções científicas e industriais dos séculos 19 e 20, tais como a eletricidade, o motor de combustão, as descobertas químicas e farmacêuticas, as novas tecnologias de comunicação ou informação, atestam esses fortes incentivos e demandas pela inovação.
Claramente, a inovação não é uma particularidade do ambiente econômico atual, observa Lev (2001), mas, segundo ele, o que é singular para a corporação moderna é a urgência em inovar, e esta urgência se reflete no aumento acentuado no número de profissionais envolvidos em inovação (atividades criativas), e que ampliam, assim, as possibilidades de aumento também dos ativos intelectuais passíveis de ser levados em conta nos processos de apropriação do capital intelectual. As inovações constituem, desse modo, um formidável recurso a ser considerado neste sentido.
Para Lev (2001, p.14), enquanto muitas inovações do século 19 e início do século 20 eram implementadas por indivíduos (eletricidade, telefone e televisão, apenas para citar algumas) e eram subseqüentemente desenvolvidas por corporações, na metade do século 20 a inovação tornou-se uma atividade corporativa importante, com recursos maciços direcionados para ela (por exemplo, os gastos de corporações norte-americanas em pesquisa e desenvolvimento em informática, uma das muitas formas de investimento em inovação, chegaram a 145 bilhões de dólares em 1998).
É evidente, portanto, que muitos dos elementos que hoje são conhecidos como ativos intelectuais já existiam bem antes que alguém se desse conta de que podiam ser capitalizados. Mas é a partir das últimas décadas do século 20 que isto se torna impositivo de ser feito, principalmente em relação àquelas formas de inovação tecnológica que, efetivamente, determinam uma maior valorização das empresas.
Sucesso e liderança, mesmo em indústrias tradicionais, podem ser agora assegurados através apenas das inovações (LEV, 2001), ou seja, como já reiterado, predominantemente por capital intelectual, na medida em que estas inovações estão sempre associadas a recursos humanos.
Os novos produtos, serviços e processos gerados pelo movimento de inovação (novas drogas, caixas automáticos, canais de distribuição baseados na internet) são o resultado de investimentos feitos em áreas tais como P&D, tecnologia adquirida, treinamento de empregados e na busca de novos clientes.
Quando tais investimentos são bem-sucedidos comercialmente, e são protegidos por patentes ou vantagens de pioneirismos, eles são transformados em ativos tangíveis, criando valor econômico e crescimento corporativo (LEV, 2001), e quando a reivindicação está legalmente assegurada (protegida), tais como nos casos de patentes, trademarks ou copyrights, o ativo é geralmente identificado como propriedade intelectual.
Segundo Stickney & Weil (2001), as empresas bem-sucedidas geralmente investem em pesquisa e desenvolvimento por várias razões: procuram desenvolver competência tecnológica ou de marketing que lhes propicie vantagem competitiva sobre os concorrentes, bem como explorar possíveis aplicações da tecnologia existente, visando o desenvolvimento de novos produtos ou o aperfeiçoamento de produtos antigos e, com isso, em geral, produzem vários ativos intangíveis no processo de produção de bens tangíveis, objetivo final das atividades de pesquisa e desenvolvimento.
A maioria desses processos produtivos de ativos intelectuais gira em torno da desverticalização (por exemplo, na cadeia de fornecedores) e da inovação, haja vista que são os intangíveis os impulsionadores fundamentais da desverticalização, que é atingida pela substituição de intangíveis por ativos físicos, e da inovação, que se dá primariamente pelo investimento em intangíveis (LEV, 2001).
A principal questão contábil sobre os intangíveis, quando estes se apresentam como inovações tecnológicas, está associada, portanto, tal como em relação aos conhecimentos e aos recursos humanos, com seus benefícios futuros e, neste sentido, cabe apresentar algumas questões sempre que se tiver que decidir acerca da inclusão ou não de uma inovação tecnológica no rol de elementos de capital intelectual:
- os gastos despendidos na aquisição ou desenvolvimento do intangível geraram benefícios futuros suficientes para que a empresa possa capitalizá-los e amortizá-los posteriormente?
- os gastos despendidos não produziram benefícios futuros – ou os benefícios futuros são muito difíceis de ser estimados –, de modo que a empresa deve considerá-los como despesa do período em que foram incorridos? (STICKNEY & WEIL, 2001, p.411).
Também de acordo com Lynn (2000, p.2), atualmente qualquer organização, tanto quanto as pessoas, se realmente esperam sobreviver e florescer neste milênio, devem cultivar as inovações tecnológicas como um importante segmento de seu capital intelectual. Assim, também torna-se impositivo que as empresas divulguem o valor dos seus ativos intangíveis utilizados como inovação nos seus processos operacionais e nos seus produtos.
No período de 1959-1997, um conjunto de acadêmicos, pesquisadores e economistas desenvolveu um novo enfoque em relação à estratégia comercial que ressaltava a eficiência dos recursos, em vez das geralmente aceitas forças competitivas. Progressivamente esta visão contribuiu para uma consistente mudança nos elementos paradigmáticos mais tradicionais desta área de conhecimento (SULLIVAN, 2000).
A perspectiva baseada em recursos, observa Sullivan (2000), mostra que as empresas possuem capacidades e tecnologias diferenciadas e singulares. Além disso, estes recursos são “inerentes às suas atividades” (não são facilmente adicionados nem são facilmente descartados), pelo menos em curto prazo, de forma que as empresas devem operar com o que possuem (e os conhecimentos estão aí incluídos).
Para esse autor, esta perspectiva se concentra em estratégias para explorar ativos específicos às empresas existentes, já que alguns dos ativos da empresa são intelectuais e que atividades como treinamento, know-how e aprendizado tornam-se questões estratégicas fundamentais.
Neste contexto, conforme demonstra a figura 3, trabalhos como os de Hall, St. Onge, Teece, Sullivan e Sveiby, tratando de capital humano, podem ter um enorme potencial de contribuição à estratégia comercial das empresas.
FIGURA 3 - EVOLUÇÃO DO GERENCIAMENTO DO CAPITAL INTELECTUAL - 1998-2000
FONTE: Sullivan (2000, p.242)
A linha de tempo mostra a diversidade de contribuições16 e a direção de seus objetivos (SULLIVAN, 2000) e, desta forma, o que se constata é que existe uma constante e crescente freqüência de contribuições ao campo de estudos do capital intelectual das organizações baseadas em duas vertentes: ‘criação de valor’ e ‘extração de valor’.