Chapitre 1 : SPECTROSCOPIE INFRAROUGE EXALTEE DE SURFACE
7. Conclusion
No documento Matrizes Curriculares de Referência para o SAEB, 1997, p. 7, consta que a elaboração da matriz foi orientada pela busca do estabelecimento dos conteúdos
desejáveis e necessários às demandas e exigências implícitas no sistema educacional, considerando as diferenças regionais. A esses conteúdos, foram associadas competências
cognitivas e habilidades instrumentais. As competências foram categorizadas em três níveis de ações e de operações mentais que se estabelecem conforme as relações entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Assim, foram determinados três níveis: básico ou presentativo, operacional ou procedural e global ou operatório.
No nível básico estão as ações que tornam o objeto do conhecimento presente para o sujeito. Essas ações podem ser descritas pelas seguintes atividades: apontar, constatar, descrever, discriminar, identificar, indicar, localizar, ler, nomear, observar, perceber, posicionar, representar.
No nível operacional estão as ações que estabelecem relações com e entre os objetos do conhecimento e o sujeito. As ações podem ser representadas pelas seguintes atividades: associar, comparar, conservar, compor, compreender, correlacionar, decompor, diferenciar, estabelecer, estimar, incluir, interpretar, medir, ordenar, organizar, relacionar, transformar.
No nível global estão as ações que envolvem a aplicação de conhecimentos e a resolução de problemas pelo sujeito. As seguintes ações representam esse nível: analisar, antecipar, avaliar, aplicar, abstrair, construir, criticar, concluir, supor, deduzir, explicar, generalizar, inferir, julgar, prognosticar, resolver e solucionar.
5.2.1. AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA
A matriz curricular de Língua Portuguesa teve por base o estabelecimento de um conjunto de saberes significativos para os alunos dos três ciclos de escolarização avaliados, os quais deveriam privilegiar o conhecimento lingüístico operacional, ou seja, ações que se fazem com e sobre a linguagem, e as implicações culturais decorrentes do uso social da língua em uma sociedade complexa. Essa escolha decorre do fato de que os conhecimentos constituídos por um indivíduo, aqueles advindos da escola e da vivência de mundo, articulam- se entre o seu grau de letramento e o grau de letramento do ambiente do qual faz parte (p. 11). Ao se privilegiar o conhecimento lingüístico operacional, enfatiza-se que o texto é elemento essencial na constituição do teste. Os itens são sempre referenciados a um texto, e é por meio dele que se determina o grau de complexidade dos itens.
O teste de Língua Portuguesa do SAEB 1997 foi dividido em duas instâncias, consideradas complementares: a leitura e a produção de textos. A orientação foi que a produção de textos fosse necessariamente dissertativa, abordando conhecimentos lingüísticos e aspectos que se esperava que fossem desenvolvidos pelos alunos na escola. Dessa forma, os testes elaborados com base nas Matrizes Curriculares de Referência para o SAEB 1997 abrangeram três áreas de conteúdos, conforme pode ser observado na Tabela 19.
Tabela 19 - Conteúdos da Matriz de Referência de Língua Portuguesa 1997
Áreas Subáreas Descritores Estratégias de leitura determinadas pelos diferentes
objetivos da própria leitura 15 Articulação, texto e contexto 3 Utilização de mecanismos básicos de coesão no
processamento do texto 6 Relações na progressão temática do texto 4 Práticas de leitura de textos
Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido 8
Texto e gênero 7
Variação lingüística 4 Operações lingüísticas de estabelecimento de relações
entre forma e sentido 6 Análise e reflexão lingüística
Paradigmas lingüísticos (regras, classes) 6
Tipos de textos 0
Práticas de produção de textos
Habilidades observadas 0
A Matriz, embora represente uma proposta inovadora na elaboração dos itens, parece não ter sido submetida a professores de sala de aula. Observa-se que a linguagem adotada
para explicitar o que se espera avaliar nos alunos de 4ª série é muito rebuscada, distanciando o professor que trabalha com as séries iniciais, dos quais não é exigida formação na área específica de Letras. Para exemplificar essa complexidade, pode-se citar o descritor 24: “identificar o antecedente próximo de uma elipse do sujeito”; ou o 32: “analisar o efeito de
sentido conseqüente do uso de um recurso prosódico”.
O teste foi constituído de 143 questões das quais apenas 53 (37%) foram consideradas para proceder à descrição do que os alunos brasileiros sabem ou deveriam saber fazer. Em síntese, analisando-se a qualidade do instrumento, pôde-se verificar que a maioria dos textos foi de temas inadequados a alunos desse ciclo de escolarização. Além disso, o teste apresentou poucas questões que diziam respeito à realidade contextual dos alunos brasileiros e abrangeu apenas conteúdos representativos do que os alunos aprendem na sala de aula, ou seja, faltaram questões que abordassem aplicações práticas da finalidade do ensino da língua depois de um período de escolarização. Novamente, foram apresentadas várias questões com conteúdos repetidos e com o mesmo nível de dificuldade, impedindo que outros níveis de proficiência fossem avaliados.
Em relação às questões houve várias formuladas de modo inadequado para o nível de escolaridade avaliado. Houve também mudança dos intervalos considerados na métrica da escala e dos critérios para determinação dos níveis representativos dos itens. Com isso, a posição de vários itens comuns passou para a posição seguinte, mostrando que aparentemente, seria necessária uma proficiência maior para respondê-los, quando na verdade, a invariância dos parâmetros é um pressuposto da TRI que deve ser mantida nesse tipo de avaliação.
De modo geral, retirando os itens que não foram adequados ou apropriados para avaliarem os alunos (apresentaram problemas pedagógicos ou psicométricos), pode-se dizer que, entre os itens de múltipla escolha, o teste abrangeu um alto percentual de itens relacionados ao tópico “Práticas de leitura de textos” (98%), e apenas 2% sobre “Análise e reflexão lingüística”.
Em relação aos itens de resposta construída, apenas oito tiveram esse caráter. A intenção inicial era que a produção de textos fosse necessariamente dissertativa, abordando conhecimentos lingüísticos e aspectos que se esperava que fossem desenvolvidos por meio da escolarização. Não foram informadas a essa pesquisadora quaisquer análises relacionadas a esses itens. Mas, observando-os, constatou-se que apenas uma questão “criar um texto para
abordou uma produção própria de texto. Todas as outras consistiram basicamente de reescrever frases, dar o significado de palavra e expressão, entre outras.
Na Tabela 20 são apresentadas as estatísticas geradas dos itens selecionados para a descrição da escala de proficiência dos alunos em Língua Portuguesa, 4ª série, 1997. Essa seleção foi feita considerando-se os critérios descritos na metodologia, tomando por base os dados cedidos pelo INEP, com as referidas análises psicométricas realizadas pela Fundação Cesgranrio.
Tabela 20 - Estatísticas - Teste Língua Portuguesa - 4ª Série - SAEB - Edição 1997
Parâmetro a Parâmetro b Parâmetro c Discriminação Índice D Correlação bisserial Proporção de acerto
N 53 53 53 53 53 53
Média 1,46 -1,25 0,15 0,51 0,55 0,53 Desvio Padrão 0,48 0,84 0,14 0,09 0,08 0,14 Mínimo 0,58 -3,24 0,00 0,31 0,38 0,25 Máximo 2,59 -0,05 0,40 0,71 0,69 0,81
Na Tabela 21 consta a (re)descrição dos níveis de proficiência que representa o que os alunos brasileiros demonstraram saber fazer, com base no teste aplicado, e o percentual de alunos da 4ª série, que atingiu cada um desses níveis.
Tabela 21 – Descrição dos percentuais de alunos e dos níveis com base no teste de Língua Portuguesa - 4ª Série - 1997
NÍVEIS DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS
θ < 100
1,4% Não houve itens que descrevessem esse nível. 100≤ θ < 175
43,0%
Os alunos demonstraram ser capazes de comparar o que está dito em dois textos à vivência pessoal e localizar uma informação explícita em um texto informativo curto.
175≤ θ < 250 45,9%
Alunos da 4ª série que atingiram esse nível de proficiência demonstraram ser capazes de:
• localizar informações explícitas no início ou ao longo de textos que sejam curtos e com vocábulos de uso mais comum como alguns poemas infantis, receitas, lendas;
• inferir uma informação implícita e o sentido conotativo e denotativo de uma palavra ou expressão em textos simples, curtos e diretos;
• reconhecer: (1) características exclusivas do poema (repetição de palavras para dar idéia de ritmo ou musicalidade); (2) personagens comuns de livros infantis (bruxa e fada); (3) a conseqüência de uma instrução não seguida; (4) a idéia de dúvida expressa pelo tempo verbal futuro; (5) elementos de linguagem figurada (onomatopéia); (6) marcas lingüísticas que caracterizam a fala de uma criança;
• concluir uma idéia com base na informação de outro texto;
• interpretar uma informação com base em uma ilustração gráfica (foto);
• estabelecer relações entre partes do texto identificando substituições que contribuem para a continuidade do texto.
250≤ θ < 325 9,4%
Neste nível de proficiência, os alunos de 4ª série demonstraram ser capazes de:
• localizar uma informação explícita parafraseada e ao longo de textos mais complexos;
• inferir uma informação implícita e o sentido de uma palavra ou expressão pelo contexto de textos de estrutura mais complexa e não diretamente relacionados ao universo infantil; e inferir ainda, o
NÍVEIS DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS
sentido de um poema pelo tempo verbal e pontuação apresentadas no título; • interpretar texto com auxílio de material gráfico mais abstrato (quadrinhos);
• identificar: (1) marcas lingüísticas que denotam irritação de um personagem do texto; (2) o tema de um texto em quadrinhos, de um poema e de uma notícia; (3) palavras que com base no senso comum se condicionam a um tempo moderno; (4) uma notícia em um texto informativo; (5) uma forma de tratamento usada em carta comercial; (6) o referente que substitui uma palavra; (7) um modo de escrita diferente de uma palavra no texto para chamar a atenção do leitor; (8) o conflito gerador de uma narrativa; (9) o sentido de uma palavra intercalada por parênteses em uma frase; • antecipar e inferir a respeito do conteúdo do texto com base no tema dado;
• reconhecer idéia do que ainda acontecerá com base em um advérbio (amanhã) e em um tempo verbal (vai).
θ > 325
0,4% O teste não teve nenhum item que representasse esse nível de proficiência.
Nota: Não foi feita uma descrição em intervalos menores porque mudaram os intervalos arbitrados para os níveis de proficiência dos itens.
Da avaliação de 1997 foram produzidas escalas únicas para a educação básica, por disciplina, sendo desconsideradas as descrições por série. Assim, na Tabela 22 são apresentadas as descrições para Língua Portuguesa (SAEB 97 – Primeiros Resultados, p. 8):
Tabela 22 – Níveis de proficiência de Língua Portuguesa publicados e percentuais de alunos nos níveis - SAEB - 1997
NÍVEIS DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS
100 1,4%
Os alunos localizam uma informação em um texto, recuperando-a, posteriormente, para continuar a leitura; identificam a pontuação expressiva e são capazes de analisar o efeito de sentido decorrente do seu uso; são capazes de consultar um pequeno texto informativo para resolver um problema localizado de leitura.
100 ≤ θ < 175 43,0%
Os alunos são capazes de fazer uma leitura mais elaborada do texto, interpretando-o; identificam informações e reconhecem o tema central em textos curtos e simples como bilhetes, receitas, instruções, poemas, historinhas; relacionam informações contidas em outros textos; percebem o sentido da pontuação e das palavras que expressam sentimentos, por exemplo; identificam personagens a partir de sua fala (gírias e expressões típicas).
175 ≤ θ < 250 45,9%
Os alunos percebem a organização interna de diferentes tipos de textos; reconhecem que o autor usa a linguagem para expressar determinados sentidos; reconhece o papel do contexto na identificação de sentidos explícitos ou implícitos presentes no texto.
250 ≤ θ < 325 9,4%
Os alunos são capazes de, em textos de certa complexidade, articular informações implícitas e pressupostas; percebem que a maneira como o texto está organizado supõe o seu leitor; identificam diferentes pontos de vista no tratamento do assunto, compreendendo os argumentos utilizados.
325 ≤ θ < 400 0,4%
Os alunos revelam um repertório significativo de leituras, uma vez que têm capacidade de compreender a paródia como uma referência a outros textos; reconhecem a estrutura do texto poético, bem como os recursos expressivos utilizados para criar efeitos de sentido nesse tipo de texto; reconhecem o papel das preposições, conjunções e advérbios na organização e desenvolvimento do texto.
Fonte: MEC/INEP
Comparando-se as duas descrições, pode-se observar que na escala publicada são apresentadas habilidades descritas no nível de proficiência 100. Na análise feita por essa
pesquisadora, e na (re)descrição, houve o indicativo de que os itens que representariam este nível de proficiência não apresentam qualidade suficiente para serem considerados.
5.2.2. AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA
O teste de Matemática do SAEB 1997 foi elaborado com base nas Matrizes Curriculares de Referência para o SAEB (1997). A Matriz abrangeu cinco áreas de conteúdos, com números diversos de descritores, conforme pode ser observado na Tabela 23, a seguir.
Tabela 23 – Estrutura da Matriz de Matemática - 1997
Áreas Subáreas Descritores
Espaço – localização, movimentação e representação (pontos de referência – próprio corpo e objetos extra- corpóreos)
12
Formas – bidimensionais e tridimensionais (elementos e
propriedades) 19
Geometria
Curvas – região interior e exterior 6 Significado e unidades de medida – comprimento,
superfície, capacidade e massa 8 Unidades de medida de tempo 5 Unidades de medida de temperatura 2 Medidas
Unidades de medida do sistema monetário 4 Números naturais 4 Sistema de numeração 2 Números
Números racionais positivos: representação decimal 4 Significado das operações: adição, subtração,
multiplicação e divisão 6 Propriedades das operações: adição, subtração,
multiplicação e divisão 11 Operações
Cálculo mental 3
Estatística Lista, tabela e gráfico 3
A Matriz de Matemática, como a de Língua Portuguesa, parece não ter sido submetida a professores de sala de aula. Observa-se que alguns conteúdos importantes não foram contemplados na matriz, como, cálculo de área e perímetro de figuras planas; representações fracionárias de números racionais; reconhecimento dos diversos significados associados à fração; porcentagem.
O teste foi constituído de 143 questões das quais 85 (59%) foram consideradas para proceder à descrição do que os alunos brasileiros sabem ou deveriam saber fazer. Em síntese, analisando-se a qualidade do instrumento, pôde-se verificar que o teste apresentou muito
poucas questões contextualizadas, além de apresentar várias questões com conteúdos repetidos e com o mesmo nível de dificuldade. O teste foi constituído basicamente de conteúdos representativos do que os alunos aprendem na sala de aula, ou seja, faltaram questões que abordassem aplicações práticas e significativas do cotidiano, onde o aluno teria oportunidade de mostrar o crescimento ocorrido após um período de escolarização.
Como nos outros testes analisados, houve várias questões inadequadas, tanto em relação ao conteúdo quanto ao formato, para o nível de escolaridade avaliado. E, como já comentado para o teste de língua portuguesa, houve mudança dos intervalos da escala e dos critérios para determinação dos níveis representativos dos itens, com isso, a posição de vários itens comuns passou para a seguinte, mostrando, nesse teste, que seria necessária uma proficiência maior para respondê-los, quando na verdade, a invariância dos parâmetros foi mantida.
Quanto à distribuição dos conteúdos, considerando-se a matriz de 1997, 32% dos itens do teste dizem respeito ao tema Geometria; 14% ao tema Medidas; 15% ao tema Números; 33% diz respeito ao tema Operações; e 6% ao tema Estatística. Dos 22 itens comuns do teste, 17 itens referiram-se ao tema operações, três itens de Número, dois itens do tema Medidas e nenhum item de Geometria.
De modo geral, retirando os itens que não foram adequados ou apropriados para avaliarem os alunos (apresentaram problemas pedagógicos ou psicométricos), pode-se dizer que o teste abrangeu conteúdos relacionados a todos os temas descritos na matriz, embora tenham sido contempladas poucas habilidades que exigissem raciocínio dos alunos ou que extrapolassem para situações de aplicação na vida real.
Na Tabela 24 são apresentadas as estatísticas geradas dos itens selecionados para a descrição da escala de proficiência dos alunos em Matemática, 4ª série, 1997. Essa seleção foi feita considerando-se os critérios já descritos na metodologia e citados nas tabelas anteriores.
Tabela 24 – Estatísticas – Teste Matemática – 4ª Série – SAEB – Edição 1997
Parâmetro a Parâmetro b Parâmetro c Discriminação Índice D Correlação bisserial Proporção de acerto
N 85 85 85 85 85 85
Média 1,63 -0,66 0,18 0,44 0,49 0,46 Desvio Padrão 0,54 0,94 0,19 0,13 0,09 0,17 Mínimo 0,60 -3,50 0,01 0,29 0,30 0,06 Máximo 3,51 1,21 0,50 0,75 0,66 0,87
Na Tabela 25 é apresentada a (re)descrição dos níveis de proficiência que representam o que os alunos brasileiros demonstraram saber fazer, com base no teste aplicado, e o percentual de alunos da 4ª série, que atingiu cada um desses níveis.
Tabela 25 – Descrição dos percentuais de alunos e dos níveis com base no teste de Matemática – 4ª Série – 1997
NÍVEIS DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS
θ < 175
40,2% Neste nível não houve nenhum item que o representasse.
175 ≤ θ < 250 49,8%
Alunos da 4ª série que atingiram esse nível de proficiência demonstraram ser capazes de:
• resolver problemas simples envolvendo: (1) a facilitação de troco em situação de compra; (2) a adição de cédulas e moedas do Sistema Monetário Nacional; (3) uma subtração com o significado de alteração do estado inicial e com uma situação de invariância da diferença; e (5) multiplicação de números naturais e decimais (valor monetário);
• identificar: (1) um círculo entre diversas formas arredondadas; (2) linhas poligonais abertas e fechadas; (3) a representação de figuras tridimensionais simples pelas formas arredondadas (cone e cilindro); (4) um objeto que se encontra entre duas posições; e (5) uma fração em desenho representando parte-todo;
• calcular o tempo que falta para a realização de um evento com hora determinada; e o valor de uma incógnita em uma expressão, dadas algumas opções;
• ler e interpretar horários em relógios de ponteiros e digitais; • decompor número e representá-lo por extenso;
• inferir o que é menor pelo método de comparação e que para resolver um problema é necessário proceder a uma divisão;
• ordenar numerais decimais em ordem crescente;
250 ≤ θ < 325 9,6%
Neste nível de proficiência, os alunos de 4ª série demonstraram ser capazes de:
• identificar: (1) o número de dias que tem uma semana e calcular o número de dias de 13 semanas; (2) quantas horas tem um dia, quantos dias tem a semana e calculam quantas horas tem uma semana; (3) o valor posicional de um algarismo na construção da escrita de um número; (4) a representação de um número decimal na reta numérica; (5) entre diversas medidas de mesma grandeza a mais apropriada para medir a altura de um prédio (m); (6) um objeto entre vários pela posição indicada no enunciado (esquerda e abaixo de um outro objeto); (7) a posição de um número dados dois referenciais; (8) a posição de uma pessoa em uma ilustração gráfica dada a referência (segunda criança da esquerda para a direita);
• resolver uma situação-problema: (1) que utiliza cálculos simples com cédulas e moedas; (2) envolvendo relação de proporção, operações de multiplicação incluindo propriedade comutativa e do elemento neutro e cálculo de adição e de subtração; (3) utilizando procedimentos de cálculo mental aproximado e de uma expressão numérica; e, (4) aplicando a propriedade da subtração da invariância da diferença;
• inferir que dois pontos em um círculo estão à mesma distância de um ponto central e que devem realizar uma operação de adição para solucionar um problema;
• estabelecer: (1) troca de moedas em função do valor; (2) regra para seqüência de números correlacionados em duas colunas; (3) relação de correspondência entre os dados de uma tabela e um gráfico;
• interpretar dados representados em gráficos de setores e ler um gráfico de colunas, interpretá-lo e calcular o resultado da soma de todas as colunas;
• decompor número natural e escrito por extenso em sua forma polinomial (dezena de milhar) e formar o maior número considerando-se a ordem de grandeza e o valor posicional, dados quatro algarismos;
• calcular o resultado: (1) de uma subtração com reserva e com um zero intercalado no numeral referente ao subtraendo; (2) de uma divisão de números naturais e o resto; (3) de multiplicações por 10 e por 100; (4) de uma subtração de frações com o mesmo denominador; (5) de uma expressão numérica, em que se tem que substituir os valores representados por figuras, envolvendo adição, subtração e multiplicação; (6) do número de minutos de um dia;
NÍVEIS DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS
• representar um número natural na reta numérica e relações espaciais utilizando elementos posicionais (para frente / para baixo);
• comparar leituras realizadas em termômetros situados em ambientes diferentes, reconhecendo as diferenças indicadas;
θ > 325 0,4%
Alunos de 4ª série que alcançaram esse nível de proficiência demonstraram ser capazes de
• comparar: (1) grandezas de mesma natureza utilizando cálculos com unidades convencionais e não convencionais; (2) unidades de tempo (dias, semanas e meses); (3) e ordenar números racionais na forma decimal; (4) e converter horas e minutos em minutos;
• identificar: (1) a forma de um cilindro; (2) características próprias do retângulo e do quadrado; (3) semelhanças entre duas figuras tridimensionais pelo número de faces; (4) o vértice de uma figura plana e o número de vértices de uma figura tridimensional; (5) a posição representada de uma imagem espelhada; (6) dois segmentos de retas como paralelos; (7) o significado de frações como quocientes; (8) a escrita de uma fração na forma de um número decimal;
• interpretar: (1) um croqui utilizando elementos posicionais (frente e esquerda); (2) a
representação da movimentação do corpo girando para frente de quem está olhando e na direção esquerda da figura; (3) dados representados em um gráfico de colunas;
• transformar medida de quilômetros para metros;
• resolver problema envolvendo situação comparativa com existência de um elemento neutro e aplicando a propriedade distributiva da multiplicação para resolver problema;
• efetuar uma multiplicação de números da ordem das centenas, sendo que um deles possui um zero intermediário;
A escala única produzida e publicada para a educação básica, para a disciplina Matemática, encontra-se transcrita na Tabela 26 (SAEB 97 – Primeiros Resultados, p. 7).
Tabela 26 – Níveis de proficiência de Matemática publicados e percentuais de alunos nos níveis – SAEB – 1997
NÍVEIS DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS
θ < 100
0,2% Não houve itens que descrevessem este nível.
X ≤ θ < 175 39,9%
Os alunos demonstram conhecimentos elementares de geometria; são capazes de localizar a posição dos objetos tendo como referência o próprio corpo e de reconhecer figuras geométricas simples, desde que