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Conclusion et présentation de l’article publié

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B. EXISTE T’IL D’AUTRES PROTEINES BASIQUES SUCEPTIBLES D’ORGANISER

II. La protéine HMGB4

7. Conclusion et présentation de l’article publié

Ao analisar a narrativa do presidente da Associação Comunitária, pode-se perceber que a forma dele se expressar é pouco linear, mais sistêmica. A maior parte do tempo, ele está juntando numa só afirmação aquilo que percebeu, a relevância do percebido e as correlações deste ora com a situação/contexto, em que se desenrola a cena (do bairro, da Associação e seus educadores e gestores, das escolas, dos jovens e crianças), ora com as atividades, valores e princípios do próprio Projeto Participação e Diálogo.

Dessa forma, ao mesmo tempo em que as “coisas” de que fala se mostram, elas se correlacionam formando uma rede, sendo, às vezes, difícil definir a qual categoria uma afirmação se refere, uma vez que várias de suas falas se referem a correlações, como um elo entre os “nós” da rede. Assim mesmo, sete “categorias” de falas surgiram para a autora, na leitura analítica dessa narrativa:

1. observações com relação ao contexto: algumas características do bairro, da Associação Comunitária e das escolas;

2. necessidades da própria Associação quanto às condições institucionais e de trabalho;

3. propostas ou hipóteses do narrador com relação ao processo educativo; 4. necessidades e exigências de um processo como o do Projeto Diálogo; 5. a importância das relações interinstitucionais no bairro, incluindo as Famílias; 6. resultados obtidos que atribui ao Projeto Diálogo; e,

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A seguir, apresentam-se as falas relativas a cada um desses temas.

1. Observações com relação ao contexto: algumas características do bairro, da Associação Comunitária e das escolas

Em primeiro lugar, o narrador aponta a situação difícil em que vive a população do bairro, mencionando a “situação de miséria que eu vivia no meio dessa população”, a qual, no entanto, não o impedia de priorizar a organização das pessoas por meio de um

grupo representativo e legítimo.

Mostra o grande número de famílias (mais de 5 mil no Bairro B, 6 mil nos Bairros

Jardim I e Jardim II e 12 mil no Nosso Bairro) em situação irregular e insegura com

relação a suas moradias. Esses são bairros da vizinhança, todos situados no Distrito da Brasilândia. Isso é apontado, pelo narrador, como uma dificuldade a mais para as crianças e jovens dessas famílias, “principalmente na relação com as instituições que

eles frequentam: as escolas, as associações, as instituições de educação, etc.” Essa dificuldade, como se verá, passa despercebida das escolas, as quais ignoram a realidade vivida por seus alunos e familiares.

Diante da situação dessas famílias, mostra o grau de articulação, organização e capacidade de luta da Associação Comunitária, quando cita, en passant, que conseguiram, “junto ao governo Federal, Estadual e o Municipal, um programa de

urbanização.” Outra resposta da Associação Comunitária ao bairro, além da creche, consiste nos projetos executados com os estudantes no contraturno escolar, “uma

garotada de seis a quatorze anos: 126 crianças e adolescentes, mais 60 adolescentes e jovens de quatorze a dezessete anos, no Centro para Formação de crianças e adolescente, com formação profissional.

Em segundo lugar, fala das escolas do bairro. Mostra que se isolam da comunidade, usando seus “muros” enquanto metáfora da barreira, que percebe como sendo erigida pela própria escola e não pela comunidade. Assim, ficaria “o mundo da escola, lá

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realidade.” Observe-se que, aqui, ele usa os termos “real” e “realidade” como significando os fatos e circunstâncias vividos pela comunidade, pelo povo, pela sociedade; cria aí uma oposição que não chega a explicitar, mas que poderia ser considerada subentendida: o irreal, o teórico ou o alienado, como aquilo que pautaria de modo geral essas escolas.

Não vê, o narrador, a possibilidade de surgir das próprias escolas uma mudança de rumo, uma superação desse alheamento. Então, deixara de ser professor e saiu do meio escolar, “porque eu não vislumbrava um caminho [de mudança a partir] de dentro

da escola”, passando a agir de fora para dentro da escola, pois dessa forma conseguiria melhores resultados.

Mas esse movimento poderia partir da Associação, uma vez que se trata de “uma

comunidade aberta, aqui, como Associação, como educadores, e tudo mais. E é aberta para se aproximar da escola, ouvir o que a escola tem a dizer, os professores, os gestores, as famílias e também dar a nossa contribuição. E nós percebemos que isso é muito valioso hoje.” Mesmo por parte da Associação, no entanto, há dificuldades: “vejo

também que há muito resistência, não é? De boa parte do corpo docente; e de boa parte, às vezes, dos gestores.”

Um bom começo para a mudança pretendida nas escolas, seria a aproximação, a interação com as organizações do bairro. Mas, tendo em vista a “natureza” das escolas, esse movimento teria que vir “de fora” mesmo, pois “o engajamento na escola

é diferente do engajamento no movimento social. Isso aí é a realidade, é da natureza mesmo [de cada instituição].” Reconhece que, após esse chamamento, a Escola se

aproxima, e “essa aproximação é muito produtiva. E hoje, com os projetos novos que

nós temos aqui nessa gestão, isso se tornou ainda mais vital para nós!”

Outro problema, que identifica nas escolas frequentadas pelas crianças e jovens atendidos pela Associação, é uma relação de conflito com as famílias e com as crianças e adolescentes em geral, com relação aos quais, “a maioria das vezes, nós

percebemos uma relação de conflito com a escola.” Especialmente com as crianças e adolescentes, criando-se situações “delicadas”, como por exemplo, um adolescente de

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13 anos que foi seguidamente expulso de escolas, estabelecendo-se “também uma

relação de conflito com a família, porque a família não entende. Às vezes, [a família] se ausenta por várias razões e nós percebemos que os resultados não são os melhores.” Localiza ainda, o narrador, uma questão que atribui a todas as instituições educativas, inclusive aos projetos e educadores da própria Associação Comunitária: o fato de que alguns procedimentos considerados “normais”, por serem tradicionais na educação, serem de fato “não naturais”, no sentido de serem antinaturais, contra a natureza: “Tem muitas normas que estão estabelecidas, mas não trazem a felicidade ao ser humano. Às vezes, as pessoas estão acomodadas, seguindo normas rígidas que são impostas, reprimem as pessoas e elas se submetem.” Cita, como exemplo, o fato de que não deveria ser, absolutamente, considerado “natural” uma criança ficar cinco horas

sentada numa cadeira, não é uma regra favorável à lei da natureza. Nós podemos até colocar quarenta, trinta, vinte crianças sentadas cinco horas numa cadeira, quietinhas, e as crianças podem ficar ali bem comportadas, obedientes. Mas é uma agressão à natureza dessas crianças.” Conclui, afirmando que “Tem posturas que são „normais‟,

mas que nós temos que discordar delas”.

Ainda como uma visão crítica daquilo que é naturalizado por ser tradicional e não ser questionado, aponta o fato de ser considerado normal o professor acreditar “que ele é o

dono da verdade, que a criança não pode contestá-lo”. Propõe que, ao contrário, o

normal seria “a criança e o adolescente poderem contestar o seu professor em certas ocasiões. Como um professor contestar e fazer essa discussão. Mas”, aponta, “a norma na escola não é essa. A norma é o professor falar e o educando obedecer. E assim, também, prevalece na família. Mas é uma cultura que, concluímos, não é a melhor.

Com o desenvolvimento do Projeto Diálogo, no entanto, percebe mudanças na Escola do Bairro e em outras escolas que, direta ou indiretamente, assistiram ao processo e passaram a confiar na experiência adquirida pela Associação Comunitária: “percebemos uma abertura dos gestores das escolas. Todas elas, quando foram

procuradas, quiseram fazer trabalho com a Associação, com o bairro, com a comunidade. E nós temos essa experiência agora, muito rica.”

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2. Necessidades da própria Associação quanto às condições institucionais e de trabalho.

Formar um grupo representativo e legítimo que pudesse assumir a coordenação da Associação e a gestão de seus projetos, foi apontado, por este narrador, como “o primeiro desafio – e eu acreditava que era o mais difícil de todos”. E dedicou boa parte de sua energia nesse Projeto, para “tentar fazer com que esse grupo fosse se

fortalecendo ao longo do tempo.” Julga ter conseguido alcançar essa meta, com o apoio dos parceiros do Projeto Diálogo, pois com o avanço das atividades junto aos educadores e gestores, “foi ficando claro que isso era possível e foi ganhando corpo. E

foi ganhando uma composição real e, quando a gente ia na escola ou na formação, percebia que isso ia se materializando, porque também se percebia na prática o reflexo desse trabalho.

O narrador localiza alguns pontos que seriam importantes para a Associação conseguir avançar em suas conquistas. Um deles, a sensibilização da Escola para a formação da parceria, percebe como sendo uma função estratégica das instituições “de fora” da escola: “acreditava – e acredito ainda – que de fora para dentro da escola, eu

conseguiria melhores resultados.”

Não só a escola exigia um movimento de aproximação, mas as famílias e os próprios jovens e crianças também: “Se nós não nos aproximarmos deles, da família e da

escola, como vamos conseguir um trabalho razoável com esses garotos?” E viu, no Projeto Diálogo, a forma de obter isso. “Foi um presente para nós. „Do céu‟, digamos

assim, entre aspas. Porque precisava. Nós precisamos muito dessa experiência de conhecer, de refletir, e também de aproximação.”

Esses movimentos, tanto da instituição com os parceiros e comunidade, quanto internamente à própria Associação, não pareciam fáceis ao narrador. Porque isso exige um processo de participação, o qual só se mantém na presença de uma postura constante, que rema contra a maré do autoritarismo/clientelismo tradicional, contra o

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que Paulo Freire aponta como “hábitos de subordinação passiva”164. Conforme relata o nosso narrador, “essa forma de construir a participação efetiva de todos os segmentos

é muito bacana. Muito bom. E nós aprendemos como fazer isso.” Mas não é fácil, “Fazer é um desafio constante, por isso a gente retoma, eu retomo o tempo inteiro com

o pessoal essa forma de fazer a participação acontecer.”

Um dos motivos pelos quais esse “fazer” é desafiador, vem do fato desse tipo de “ação” exigir um longo caminho de aprendizado, o qual só se completa na própria ação. Assim, de um lado, fica difícil manter a fé, a confiança de que demora mas chega, especialmente junto aos mais desconfiados ou imediatistas; e, de outro lado, porque o processo é demorado. “As pessoas, aqui da Associação, que queriam o resultado

imediato, não percebiam (e eles precisavam perceber) que o Projeto era para três anos, quatro anos. E cada etapa tinha uma complexidade e uma riqueza própria. E então, algumas pessoas que queriam resultado mais rápido, uma formação rápida ali, mais ou menos uma receita pronta, no começo se decepcionaram. Depois, no percurso, nós percebemos que aí, sim, as pessoas entenderem aquilo a que eu me referia anteriormente. Então essa formação, essa participação e essa articulação que se deu em todo esse período, foi fundamental para nós. Ficou claro, para nós: foi uma proposta de trabalho que ia se construindo lentamente, passo a passo.”

3. Propostas ou hipóteses do narrador com relação ao processo educativo. Ao longo da narrativa, o seu autor expressa algumas ideias que podem ser consideradas princípios, propostas ou hipóteses sobre a educação, tais como:

 O desenvolvimento humano se realiza de forma integrada: “A educação, o

desenvolvimento humano, se dá de forma integrada. Não tem como a gente compartimentar”;

 A educação deve ser realizada de forma articulada com a comunidade local:

“Não dá para compartimentar - a vida do bairro e a vida da escola separadas.

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Isso que eu acredito muito: que a gente possa aproximar mais o trabalho do bairro, o movimento social, as articulações da população local, com a atuação da escola.”;

 É necessário, na educação, promover a harmonização das relações humanas com a natureza. “(...) eu acredito que tem que haver harmonização nas relações humanas, uma humanização; mas essa humanização deve ser o mais próxima possível das leis da natureza.”(...) “É nesse sentido que eu falo: como fazer a

pessoa ser não só obediente, mas viver como um ser mesmo pleno, que se manifeste, que critique, que não aceite aquilo que agride o bom senso”.

 Como Freire, o narrador mostra preocupação com uma educação que leva à submissão, pois isso impediria o real desenvolvimento do educando. Critica regras que não fazem sentido, que “estão estabelecidas, mas não trazem a

felicidade ao ser humano. Às vezes as pessoas estão acomodadas, seguindo normas rígidas que são impostas, reprimem as pessoas e elas se submetem. Então acaba sendo sua submissão e não o seu desenvolvimento”.

4. Necessidades e exigências de um processo como o do Projeto Diálogo.

O autor da narrativa lembra de vários aspectos do Projeto Diálogo. que podem ser considerados condicionantes do mesmo: o que seria necessário para a implantação de um processo desse tipo e como deveriam ser os procedimentos.

Aponta, antes de tudo, a necessidade da parceria em dois sentidos – no de apoio das instituições “de fora” (PUC e Labor) e dos parceiros locais (Escolas). “(...) com o apoio

da PUC, da Labor, das escolas, ficou claro que isso é possível, não é?” Mais adiante, explicita a necessidade de que essa articulação seja abrangente, de modo a haver uma “aproximação com as escolas, com a família, com os gestores, com os educandos,

com o bairro, com a comunidade.”

Localiza ainda, como fundamental no Projeto Diálogo, o processo de formação dos participantes (educadores, educandos, gestores e famílias) que juntava prática com

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teoria, ou reflexão com ação – talvez nos mesmos moldes com que Freire165 se refere ao processo de ação-reflexão-ação. Percebe que isso ocorreu em “todo esse percurso,

desde as primeiras conversas (...) fez parte da formação que foi ocorrendo, os grupos de reflexão que nós tivemos nesse processo todo.” Para tanto, reconhece a relevância tanto da reflexão constante nos grupos, como das pesquisas feitas pela universidade, cujos resultados eram devolvidos para os protagonistas, dando uma contribuição em profundidade. “O tempo todo, nós recorremos a essas reflexões, a esse material e

mesmo à contribuição das pesquisas que foram feitas. Destaco aqui a pesquisa de [cita o nome de duas pesquisadoras e um pesquisador].” Essa busca pela fundamentação, inclusive, foi incorporada pelos educadores da Associação: “ temos um grupo de estudo aqui entre nós, justamente de retomar essas pesquisas, o que fazemos, como as pessoas levantaram essas informações, para que nós possamos aproveitar no planejamento de nossos coordenadores e na relação com a escola.”

Uma breve descrição é feita pelo narrador da “maneira que nós acreditamos mesmo

que se deve fazer” o processo de gestão e educação dialogal e participativa, chamando a atenção para os seguintes elementos: a fase de sensibilização, a formação dos grupos e das comissões, as assembleias de cada segmento das instituições para tomar suas decisões e depois, nas assembleias gerais, lembra que “elegemos prioridades.

Conseguimos avançar em algumas, nas principais prioridades. Conquistamos isso.” Considera que “todas essas fases que ocorreram, elas contribuíram muito! Inclusive as

entrevistas reflexivas.”

Outro aspecto ressaltado é o fato de os procedimentos terem sido feitos, construídos com as pessoas, aprendendo na prática. “Aprendemos a fazer. Então, todas as etapas

aí foram importantes. (...) E cada etapa tinha uma complexidade e uma riqueza própria.”

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“(...) a práxis, porém, é ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo.” FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 13ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983, p.40. Para Freire, a ação sem pensamento é ativismo, e o pensamento sem ação é verbalismo. “Esse processo de integração interativa

é significativo quando vinculado ao diálogo que contém no seu cerne ação e reflexão, levando o homem a novos níveis de consciência e, conseqüentemente, a novas formas de ação.”

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Aponta ainda, como significativa, a formação pedagógica dos educadores, efetuada pela Labor. “Foi um curso muito bom também, que as pessoas aprenderam a elaborar

projeto. O Pequeno Projeto, nós utilizamos muito, em tantos projetos nossos!”

Mas, como já foi ressaltado anteriormente, “não foi fácil!” Pois é difícil fazer acontecer um processo realmente participativo, assim como mantê-lo. “Difícil? Claro! Como

caminhar: a proposta vai se desenvolvendo passo a passo.

Explica que, se fosse recomendar esse tipo de trabalho em outras instituições similares, faria do mesmo modo – de forma “aberta”, não como uma receita pronta, mas como uma proposta que vai se moldando no fazer, acolhendo as ideias e necessidades dos participantes, se adaptando a cada contexto, cada momento. “Eu,

particularmente, gostei tanto desse trabalho que fica difícil até recomendar, porque nós fomos acertando no percurso, não é? A gente foi a cada encontro; e fazia nossas avaliações; e ia ajustando, construindo: [o Projeto] deu muito espaço para a gente fazer juntos. E nós fomos acertando o rumo do trabalho de forma coletiva, mesmo. Então, eu não vejo uma maneira melhor de fazer. (...) Houve uma abertura muito grande para se construir. E as sugestões, as críticas ali, sempre foram muito bem acolhidas. E esse é um aspecto muito positivo desse trabalho. Eu recomendo.

Inclusive, o fato de ser um processo “lento”, que demanda “paciência” e muito “tempo”, é considerado um valor: “eu recomendo que seja feito dessa maneira. Porque há muita

abertura para se entender e não há uma pressa para se fazer, leva o tempo que for necessário. (...) Houve tempo mesmo, sabe? Para planejar e para se fazer - o que normalmente não acontece. Foi muito bacana.”

5. A importância das relações interinstitucionais no bairro, incluindo as Famílias. Uma das primeiras afirmações, que faz o narrador, é a respeito de seu sonho institucional: “a aproximação mesmo com a família, com as instituições que trabalham

com as famílias, com o bairro.” Assim, tomam a iniciativa e conseguem se aproximar das escolas para despertar “nos gestores das escolas, e nos educadores também,

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essa mesma preocupação: essa vontade de atuar integrado (...)”. Esse gesto de se aproximar, de provocar as escolas, mostrou-se necessário por causa da característica dessas instituições, já apontada no item sobre a realidade das escolas: “o engajamento

na escola é diferente do engajamento no movimento social. Isso aí é a realidade, é da natureza mesmo [de cada instituição]. Mas essa aproximação é muito produtiva.” Porque “sem a aproximação com a escola, não vamos a lugar nenhum. Porque essa

garotada fica quatro, cinco horas lá, [todos os dias] (...) Então, não tem outro caminho que não seja procurar a escola, procurar a família e atuar junto, não é?

Ao final do processo, quando faz sua narrativa, identifica que essa aproximação se mostrou possível e profícua, tendo assim realizado o sonho inicial, o qual permitiu, inclusive, ampliar o leque das parcerias: “uma outra grande vitória, que eu acho muito

positiva, são as parcerias, não é? Pessoas que vão se juntando a nós nesse percurso. São pessoas maravilhosas, elas têm uma energia que vai conjugando nesse trabalho, e isso tem sido muito rico, muito valioso. Desde as pessoas que participaram mais diretamente do Projeto, como aquelas que foram chegando ao perceber esse trabalho.”

6. Resultados obtidos, que atribui ao Projeto Diálogo.

“Os resultados começavam a aparecer. Pessoas aqui da Associação Comunitária (...)

iam aos poucos tentando. E no percurso, iam se engajando. Educadores. Aqui na Associação, mesmo, foi bem visível isso.” Dessa forma, o narrador explica o alcance do que chamou de “sonho”, resultados antevistos por ele, mas não por todos; e que, para ser atingido, demandou tempo. “Levou tempo, mas (...) perceberem e entenderem o

que era esse Projeto e a importância desse trabalho. Alguns só deixaram isso claro, por exemplo, no trabalho de elaboração do PPP, já quase na fase final do Projeto. Mas perceberam. Porque como o percurso é longo, as pessoas não conseguiam ver com essa clareza que eu tinha.” Considera esse resultado consolidado.

Referindo-se às mudanças na visão pedagógica, afirma que “essa contribuição do

Projeto foi para consolidar o trabalho na Associação (...) para consolidar essa visão (...), contribuiu muito para que a nossa equipe da Associação Comunitária tivesse essa

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clareza.” E lembra, ainda, que “essa visão” se consubstancia na prática, a partir do apoio pedagógico orientado principalmente por educadores da Labor: “O Pequeno

Projeto, nós utilizamos muito, em tantos projetos nossos!

Dos resultados obtidos, destaca a articulação com a escola, a qual se mantém, e para a qual o Projeto teria dado uma “contribuição muito grande”. Destaca, nesse caso, a importância dessa articulação para os educandos: “(...) hoje, olhando assim um pouquinho mais distante de hoje, nós continuamos a articulação com a escola e vemos que muito resultado a gente já percebe nos educandos mesmo, no nosso Projeto, nas

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