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conception des blocs du multiplicateur sous cadence

4.4 Mod´elisation des diff´erentes sources de bruit et calculs du bruit total dans la boucle 103

4.6.4 conception des blocs du multiplicateur sous cadence

As abordagens apresentadas constituem uma pequena amostra das propostas actualmente disponveis em termos de Seguranca em Sistemas Distribudos. Um facto e indiscutvel: n~ao existe uma soluc~ao ou modelo ideal para o problema da Seguranca em Sistemas Dis- tribudos. Abordagens de alto e de baixo nvel t^em os seus meritos e fraquezas proprias. Resumindo [CLA+96]:

 vantagens da seguranca integrada nas aplicac~oes:

{ as aplicac~oes podem decidir quais os dados que dever~ao estar sujeitos a medidas especiais de seguranca;

{ assumindo que as aplicac~oes se encarregam de todas as operac~oes de seguranca, ent~ao n~ao ha necessidade de depositar con anca em entidades de mais baixo nvel;

{ n~ao e necessario transferir chaves para camadas mais baixas e, portanto, a visibilidade desta informac~ao (crtica) ca limitada;

 desvantagens da seguranca integrada nas aplicac~oes:

{ ao ligar intimamente a infra{estrutura de seguranca com as aplicac~oes (na propria aplicac~ao ou numa biblioteca), o comportamento dessa infra{estrutura e susceptvel de ser in uenciado por outra aplicac~ao;

{ num contexto em que diferentes arquitecturas e algoritmos de seguranca emer- gem rapidamente, a interoperabilidade entre aplicac~oes e n~ao so um requisito cada vez mais solicitado como tambem exige um esforco crescente por parte dos programadores de aplicac~oes;

{ a escalabilidade das aplicac~oes pode car comprometida se tomarem a seu cargo tarefas como a gest~ao de chaves (gerac~ao, armazenamento, troca, etc.);

 vantagens da seguranca ligada a Camada de Rede:

{ mecanismos e interfaces s~ao iguais para todas as aplicac~oes que residem na mesma maquina. Uma vez provada a correcc~ao e seguranca desses mecanismos, todas as aplicac~oes podem tirar deles proveito de igual forma;

{ o acesso a bases de dados (possivelmente distribudas) de chaves e transparente, sob o ponto de vista das aplicac~oes. Tal facilita a gest~ao de chaves, a qual pode ser feita com base em mecanismos mais uniformes;

{ sistemas intermediarios (e.g., routers) podem aplicar operac~oes de seguranca nos pacotes, facilitando a implementac~ao de redes privadas virtuais e rewalls;  desvantagens da seguranca ligada a Camada de Rede:

{ as aplicac~oes t^em que con ar incondicionalmente na Seguranca supostamente fornecida pelos nveis hierarquicos mais baixos;

{ a Seguranca e levada a cabo sempre da \mesma" forma, sem levar em conta o signi cado (que so as aplicac~oes conhecem) dos dados, o que representa uma perda de exibilidade em relac~ao a aplicac~ao de Seguranca directamente pelas aplicac~oes;

{ a utilizac~ao de chaves espec cas para cada aplicac~ao/utilizador e mais difcil de concretizar. Na realidade, isso representaria uma violac~ao da divis~ao que os modelos de comunicac~ao por camadas estabelecem, uma vez que a Camada de Rede teria que levar em conta necessidades espec cas de entidades da Camada de Aplicac~ao.

Adicionalmente, e previsvel que a clivagem entre abordagens de alto nvel (maiorita- riamente ao nvel da Camada de Aplicac~ao) e baixo nvel (tipicamente ao nvel da Camada de Rede, em contactontimo com o nucleo dos sistemas operativos) se va progressivamente esbatendo. A tend^encia sera, portanto, para modelos que integrem os diversos aspectos da Seguranca de um Sistema Distribudo nas camadas apropriadas, mas de uma forma com- plementar. Assim, por exemplo [CLA+96], as operac~oes de encriptac~ao e desencriptac~ao seriam realizadas ao nvel da Camada de Rede, usualmente integrada no nucleo do sistema operativo, o que lhes permitiria atingir nveis de desempenho adequados ao tratamento de grandes volumes de dados. Ja o controlo de dispositivos de hardware, eventualmente dedicados a essas tarefas85, seria feito, apropriadamente, pelo sistema operativo. Polticas globais de Seguranca (tipo de algoritmos, chaves, combinac~oes diversas de Autenticac~ao, Integridade e Con dencialidade) podem tambem ser impostas a um nvel su cientemen- te baixo de forma a que as aplicac~oes/utilizadores n~ao as possam contornar, se assim se desejar. Todavia, ao nvel das aplicac~oes, devera ser feita a disponibilizac~ao de APIs, bibliotecas e utilitarios que permitam um nvel satisfatorio de programac~ao/con gurac~ao das necessidades espec cas de Seguranca de cada aplicac~ao.

Por enquanto, e na aus^encia de uma abordagem que proporcione este nvel de inte- grac~ao, ha que optar. Nesse sentido, as tabelas 3.5 e 3.6 poder~ao ser uteis, na medida em que resumem algumas das caractersticas das abordagens tradicionais apresentadas neste captulo.

Em relac~ao a tabela 3.5, o signi cado dos termos \implcito" e \explcito" com que se classi ca o Modelo de Comunicac~ao de cada abordagem e o seguinte [WBSL94]:

 implcito: diz{se do modelo de comunicac~ao para o qual as aplicac~oes/utilizado- res n~ao necessitam de gerir os pormenores da troca de mensagens, lidando com abstracc~oes de alto nvel. A programac~ao segundo o modelo de RPCs e um exemplo tpico de uma abordagem implcita a comunicac~ao;

 explcito: diz{se do modelo de comunicac~ao para o qual as aplicac~oes/utilizadores s~ao responsaveis pela invocac~ao dos servicos de transfer^encia de dados, incluindo a possvel iniciac~ao e terminac~ao de conex~oes. A programac~ao com sockets constitui um exemplo paradigmatico deste modelo.

3. Ab ordagens aCom unica c~ao Segura em Sistemas Distribu dos 52

Abordagem Nvel OSI Modelo de Comunicac~ao Nveis de Seguranca Esforco de Migrac~ao GSS{API 7 (e.g., sobre Independente do Autenticac~ao, Integridade. (Re)Programac~ao com chamadas

RPC, Kerberos) modelo de comunicac~ao. e Con dencialidade. a GSS{API.

SNP 7 Explcito. Autenticac~ao, Integ. e Conf. (Re)Programac~ao com chamadas (sobre GSS{API) (interface tiposockets) (derivadas da GSS{API) a API do SNP. KDC necessario.

SSL >4 (7) Explcito. Autenticac~ao, Integridade (Re)Programac~ao com chamadas

(sobresocketsTCP) e Con dencialidade. a API do SSL.

Secure RPC 6 Implcito. Autenticac~ao. Nova variante (Re)Programac~ao segundo o AUTHKERBfornece Integridade modelo RPC. Adic~ao explcita

e Con dencialidade. de opc~oes de Autenticac~ao. DCE RPC 6 Implcito. Autent., Integ., Autorizac~ao, (Re)Programac~ao segundo o

(sobre Kerberos) e Controle de Acesso. modelo DCE RPC.

Con dencialidade opcional. KDC (Kerberos) necessario. Kerberos >4 (7) Explcito Autenticac~ao, Integridade (Re)Programac~ao com chamadas

(sobresockets) e Con dencialidade. a API do Kerberos (kerberizac~ao).

KDC (Kerberos) necessario. swIPe 3 Implcito. Autenticac~ao, Integridade Modi cac~ao dokernel.

e Con dencialidade. Necessita de alguns demonios. SKIP 3 Implcito. Autenticac~ao, Integridade Modi cac~ao dokernel.

e Con dencialidade. Necessita de alguns demonios. SecuDE >4 (7) Explcito. Autenticac~ao, Integridade (Re)Programac~ao com chamadas

e Con dencialidade. as APIs do SecuDE.

3. Ab ordagens aCom unica c~ao Segura em Sistemas Distribu dos 53

Abordagem Algoritmos de Suporte Disponibilidade/Exportabilidade Portabilidade/Plataformas GSS{API Independente. Especi cac~ao publica. Exportabilidade de Potencialmente boa.

algumas implementac~oes condicionada.

SNP \Independente"viaGSS{API Exportabilidade condicionada pela imple- Potencialmente boa.

(actualmente DES, RSA e MD5) mentac~ao da GSS{API sobre RSAREF. (via GSS{API)

SSL DES, 3DES, RC2, RC4, IDEA, Especi cac~ao publica. SSLRef publico SunOS, Solaris, HP{UX, IRIX RSA, Die{Hellman, Fortezza, mas n~ao exportavel. SSLeay publico e DGUX, OSF, AIX, Win16/32. MD5, SHA. exportavel (origem australiana).

Secure RPC DES e Die{Hellman. Propriedade da Sun. Licenciamento Solaris e SunOS.

necessario. NIS/NIS+ necessario.

DCE RPC \Independente" (DES e MD5 Vers~ao de domnio publico sem Seguranca. Maioria das variantes UNIX. nas implementac~oes actuais) Vers~oes comerciais sujeitas as restric~oes de OpenVMS, Win95, WinNT,

exportac~ao do DES. MacOS, OS/2, AS/400, etc. Kerberos DES. Uso de algoritmos Vers~ao publica do MIT. Varias vers~oes Boa (e.g., vers~ao do OSF DCE;

assimetricos (e.g., RSA) na comerciais. Todas sujeitas as restric~oes de portabilidade da vers~ao do MIT

fase de autenticac~ao previsto exportac~ao do DES, excepto a \vers~ao comparavel a da OSF DCE). em proximas vers~oes. internacional" eBones (Bones+DES).

swIPe Arquitectura \independente". Especi cac~ao e implementac~ao publicas. SunOS, Mach, BSDI. (DES, RSA e Die{Hellman Restric~oes de exportac~ao em func~ao

na implementac~ao actual) dos algoritmos criptogra cos empregues.

SKIP DES, 3DES, SAFER 128SK, Especi cac~ao e implementac~ao publicas. SunOS, Solaris, FreeBSD, IRIX, RC2, RC4, Die{Hellman, Restric~oes de exportac~ao em func~ao Windows 3.11/95/NT, JavaOS. MD2, MD4, SHA, DSA. dos algoritmos criptogra cos empregues.

SecuDE DES, 3DES, IDEA, RC2/4, RSA, Codigo de domnio publico e de utilizac~ao SunOS, Solaris, HP{UX, AIX, DSA, DSS, Die{Hellman, gratuita para ns n~ao comerciais. IRIX, OSF1, Linux, AS/400, MD2/4/5, SHA, RIPEMD160. Exportavel (origem alem~a). OS/2, Win95/NT, MSDOS 6.

3.5.1 Outras Abordagens

Existem muitas outras abordagens a Seguranca em Sistemas Distribudos (a maior parte das quais acabam por se enquadrar nas mesmas categorias das que analisamos), mas que, por limitac~oes de espaco e de tempo, n~ao foi possvel analisar em pormenor. A ttulo meramente ilustrativo, cam aqui refer^encias a algumas delas:

 autenticac~ao e distribuic~ao de chaves: SPX [TA91], KryptoKnight [MTHZ92], au- tenticac~ao no sistema operativo Taos [WABL93], SESAME [KPP94];

 seguranca na Camada de Rede: SKEME [Kra95], Photuris[KS], IPSP [Atk95a, Atk95b, Atk95c], NLSP [ISO92b];

 seguranca na Camada de Transporte: TLSP [ISO92a], TLS [DA97];  bibliotecas de func~oes/toolkits: Cryptolib [LMS93], Crypto++

86, Python87, RSAEURO88, RSAREF89, CryptoAPI90, BSAFE91;

 aplicac~oes: secure shell (ssh)

92, Pretty Good Privacy (PGP) [Zim95] 93, Privacy Enhanced Mail (PEM) [Lin93a, Ken93, Bal93, Kal93].