1. DES CONTRATS À FORFAIT À LA MULTIPLICITÉ DES COMPTEURS DES COMPAGNIES PRIVÉES (1880-1946)
1.4 Compter pour vendre des applications électriques
O DAQ é um instrumento que permite medir atitudes sobre a morte e o morrer, avaliando o nível de ansiedade em relação à morte. Os itens que o compõem foram elaborados a partir de entrevistas, realizadas a 5 idosos com mais de 70 anos (4 a viverem na sua comunidade e 1 institucionalizado em um hospital de cuidados crónicos) e a 3 estudantes universitários. O conteúdo das entrevistas relacionava-se com os medos específicos dos participantes quando pensavam na morte ou no ato de morrer (Conte, Weiner, & Plutchic, 1982). Neste estudo optou-se por se utilizar a versão portuguesa readaptada de Barros (1998).
Versão Original
O DAQ foi construído por Conte e colaboradores (1982) e é constituído por 15 itens, onde é pedido ao sujeito para referir numa escala de Likert de 3 pontos (nada = 0, um pouco = 1 e muito = 2) o seu grau de incômodo ou preocupação em relação à morte e ao ato de morrer. A pontuação total pode variar de 0 a 30 e quanto maior a pontuação maior o nível de ansiedade face a morte. É constituído por quatro dimensões independentes de ansiedade face à morte: medo do desconhecido, medo do sofrimento, medo da solidão e medo da extinção
pessoal (Conte et al., 1982).
As propriedades psicométricas do instrumento foram avaliadas por Conte e colaboradores (1982) numa amostra de 230 sujeitos, englobando estudantes universitários e idosos. O estudo da fidelidade interna, revela que o instrumento apresenta uma boa consistência interna, com um coeficiente alfa de Cronbach de .83. O estudo da fidelidade externa (n = 30) revela uma boa estabilidade de resultados, com um resultado de teste-reteste (após duas semanas) de .87 (Conte et al, 1982).
A validade de constructo foi avaliada através da análise de componentes principais, com rotação varimax, onde foram encontrados 5 fatores que explicam 64.3% da variância. Contudo, de acordo com os autores, os itens de um dos fatores eram difíceis de interpretar teoricamente, optando pela distribuição dos 15 itens por quatro fatores. A validade concorrente foi avaliada através do estudo de correlações entre o DAQ e o Death Anxiety
Scale, com uma correlação de .51 e o DAQ e o Death Concern Scale, com uma correlação de
.58. As correlações encontradas são elevadas revelando evidência de validade concorrente.
Versão Portuguesa
O DAQ foi adaptado para a população portuguesa por Simões e Neto (1994) e readaptado por Barros (1998), com a designação de Questionário de ansiedade face à morte. A versão adaptada por Simões e Neto (1994) possui menos uma dimensão que a escala original, traduzindo-se nas seguintes dimensões: perdas, como a perda do próprio ser, daquelas pessoas que se ama, dos projetos que se fizeram; sofrimento, pessoal e alheio; e
solidão, afastamento dos outros. Na readaptação realizada por Barros (1998) foram
suprimidos alguns itens e a escala foi considerada unidimensional. Os 4 itens foram retirados por Barros (1998) como resultado de uma análise qualitativa dos itens, utilizando como critérios a repetição do conteúdo entre os itens, o serem mais dirigidos para a população idosa
ou por apresentarem saturações mais baixas. A formulação dos itens também foi alterada, passando a ser formulados na primeira pessoa e de forma afirmativa. Quanto à tridimensionalidade da versão portuguesa de Simões e Neto (1994), extraída através da análise de componentes principais, Barros (1998) considera que os resultados não são muito evidentes. Justifica dizendo que no 1.º fator agregam-se mais de metade dos itens (com saturações mais elevadas) e que é difícil agregar o 2.º e 3.º fatores sob um tema comum que não esteja já implícito no 1.º fator, uma vez que para o autor o sofrimento e a solidão perante a morte dependem das perdas que ela significa.
A readaptação do instrumento para a população portuguesa consta de 11 itens, onde as respostas são dadas de acordo com uma escala tipo Likert com cinco modalidades (1-5), desde
totalmente em desacordo até totalmente de acordo. Diferindo da versão original, que utiliza
uma escala de 3 modalidades. A pontuação total da escala pode variar entre um mínimo de 11 valores e um máximo de 55 valores, sendo que quanto maior a pontuação maior o nível de ansiedade face à morte (Barros, 1998).
A unidimensionalidade da escala foi evidenciada por Barros (1998) através análise de componentes principais, em quatro amostras de 742 jovens do ensino secundário e superior, pertencentes a duas nacionalidades, portuguesa e cabo-verdiana. A análise fatorial resultou em 2 fatores que explicam 41.5% e 11.3% da variância total, respetivamente, o que de acordo com o autor denota uma clara tendência para um único fator. Esta tendência foi também encontrada na análise fatorial de cada uma das quatro amostras separadamente.
Nos estudos portugueses de Simão e Neto (1994) e de Barros (1998), a escala apresenta- se com um coeficiente alfa de Cronbach de .88 e de .86, respetivamente, o que revela uma boa consistência interna.
1.6.5.1 Características Psicométricas na Amostra em Estudo
Para avaliar as qualidades psicométricas do DAQ na amostra em estudo, começou-se por determinar se a escala possuía uma distribuição normal. Os dados obtidos no teste
Kolmogorov-Smirnov, bem como a análise dos valores de curtose e assimetria, revelam que a
distribuição desta amostra se aproxima da distribuição normal.
De forma a estudar a fidelidade interna, calculou-se o alfa de Cronbach do instrumento. A escala apresenta, tal como no estudo de readaptação do instrumento (Barros, 1998), uma boa consistência interna, com uma alfa de .80, revelando boas características de fidelidade para a amostra em estudo (tabela 1.9).
TABELA 1.9
Resultados da análise da consistência interna do DAQ (N = 140)
Itens Correlação do item com o total da escala (corrigido) Alfa de Cronbach se o item for eliminado 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 .41 .58 .43 .40 .65 .31 .41 .50 .41 .47 .49 .79 .77 .79 .79 .76 .80 .79 .78 .79 .78 .78 Alfa de Cronbach da Escala Total .80
1.6.6 Brief Symptom Inventory (BSI; Derogatis, 1982; versão portuguesa de