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Comparing ChDMA with DS-CDMA

5.3 Channel Division Multiple Access (ChDMA)

5.3.5 Comparing ChDMA with DS-CDMA

6.1 METODOLOGIA

A abordagem metodológica delineou-se num estudo de campo qualitativo, com intuito de compreender o que alguns professores entendem por atividades de língua oral, qual a melhor época para desenvolver a oralidade dos alunos, dificuldades e estratégias encontradas para o ensino da oralidade em sala de aula, sugestões de atividades importantes para o processo de desenvolvimento da oralidade desde as séries iniciais, assim como a contribuição dos livros didáticos e dos PCNLP nesse processo.

O estudo de campo foi realizado em escolas municipais da cidade de Lauro de Freitas, em dois bairros de classe baixa, Itinga e Vida Nova. As escolas foram: Escola Municipal do Loteamento Santa Júlia (atende desde a pré-escola até o 9º ano, antiga 8ª série do ensino fundamental); a Escola Municipal de Vida Nova (atende do 1º ao 9º ano do ensino fundamental) e a Escola Municipal Santa Rita (atende do 1º ao 5º ano do ensino fundamental). A escolha das escolas foi por eu morar no município.

A fonte do estudo de campo foram os professores do 1º ao 5º ano do ensino fundamental que responderam um questionário subjetivo. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário contendo dez perguntas a respeito do ensino da oralidade. Foram analisados quinze questionários. Buscou-se com isso, analisar a opinião desses professores, do 1º ao 5º ano, a respeito do ensino da oralidade desde as primeiras séries, bem como saber quais as dificuldades e estratégias os professores enfrentam na prática diária do ensino da língua oral. Esse questionário foi entregue aos professores que respondiam e entregavam no final de sua aula.

Esse estudo de campo tem por finalidade a visualização de como anda a opinião de alguns professores da rede municipal a respeito do ensino oralidade a partir das primeiras séries, saber como anda a sua prática, identificar quais as dificuldades os professores encontram e quais estratégias que eles utilizam para atingir seu objetivo no que se refere ao ensino da oralidade. Busca ainda, saber a opinião de alguns professores a respeito das atividades que se referem à língua oral

e seu desenvolvimento, bem como a contribuição dos livros didáticos e dos PCNLP de 1ª a 4ª série referentes ao ensino da língua oral.

6.2 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Conforme já foi dito anteriormente o instrumento utilizado para a coleta de dados do estudo de campo foi um questionário contendo dez perguntas a respeito do ensino da oralidade. Partiremos agora para a discussão dos dados obtidos.

O primeiro questionamento foi com o intuito de identificar a opinião dos professores a respeito do que eles entendem por atividades de língua oral/oralidade. As respostas foram variadas, vejamos algumas delas. A professora B diz o seguinte: “São atividades que desenvolve a capacidade de expressão.” Para a professora C: “São atividades que desenvolve no indivíduo o senso crítico e a postura do saber ouvir e saber falar.” Já para a professora D: “Toda atividade relacionada à fala é oral exemplo: músicas, leituras, debates, mímica, entrevistas etc.” Pode-se notar que alguns professores não diferencia atividades de língua oral de atividades pela qual usamos a fala. Porém, muitos ainda remetem as atividades de oralidade a atividades de leitura e escrita, apesar de terem pontos em comum, elas têm características próprias e distintas.

Quando questionados a respeito de qual a melhor época para se desenvolver a oralidade, os professores, na sua maioria, relataram que a melhor época para desenvolver a oralidade dos alunos deve ser nos primeiros anos escolares, e para alguns deve ocorrer durante todo o processo escolar. Segundo a professora E: “O aluno já vem com habilidades orais, ele discute, interage com o outro, conversa, cabe a nós professores direcionar e contribuir para essa habilidade desenvolver.” Nota-se que para maioria dos professores questionados é importante e necessário que se comece desde cedo á preocupação com o ensino da oralidade.

Para muitos professores várias são as vantagens, ou melhor, as necessidades, em trabalhar com a oralidade desde cedo. Vejamos alguns que foram citados pelos professores questionados: enriquecimento do vocabulário, boa leitura, boa dicção, boa oratória, organização e exposição de opiniões e idéias com mais segurança e autonomia, aprimoramento da espontaneidade, desenvoltura oral, melhora a escuta e o respeito ao que o outro tem a dizer, estimula a troca de idéias,

a observação e o reconto, bem como tornar um cidadão crítico capaz de se expressar em público com clareza.

Dentre as dificuldades encontradas pelos professores em sala de aula para desenvolver a oralidade eles citam: sala com números elevados de alunos, falta do hábito de leitura por parte dos educandos, indisciplina, falta de motivação, diálogo e incentivo dos pais, falta de limites e de regras, a timidez, a falta de material didático e recursos, falta de planejamento e criatividade por parte dos professores etc.

Entre as sugestões de atividades que estimulem o desenvolvimento da oralidade foram citadas: leituras silenciosas e orais de diversos gêneros, dramatizações, cantos, contos, recital, debates, palestras, seminários, entrevistas, reconto, visitas a lugares que estimulem a livre expressão dos alunos (cinema, teatro, museu etc.), representações teatrais, jograis, interpretações de textos, fantoches, coral, rodas de conversa, estudos ortográficos etc.

Perguntou-se também, se os livros didáticos servem como apoio no processo de desenvolvimento da oralidade, na maioria das respostas foi identificado que os professores acreditam que os livros são de grande importância. Alguns disseram o seguinte: “Desde que o professor explore o texto para que seja interpretado e compreendido pelo aluno.” (Professor F). Para o professor G: “Sim, favorece, são orientações necessárias ao professor e ao educando. Estimulando a leitura visual e a oralidade.” Alguns professores acreditam que os livros de histórias são mais relevantes nos primeiros anos escolares das crianças.

Ao serem interrogados sobre a relevância das atividades de língua oral para a aprendizagem dos alunos muitos disseram que há vários benefícios em se trabalhar desde cedo com atividades que estimulem a oralidade dos alunos, desde que sejam bem planejadas. Os mais relevantes na opinião dos professores são: desenvolver as habilidades comunicativas, melhorar o nível de seu conhecimento, vencer a timidez, praticar mais o hábito da leitura, interagir mais no convívio social, ter relações interpessoais saudáveis, ter mais segurança e autonomia nas situações em público, desenvolver a criticidade e a interpretação, melhorar o seu aprendizado, defender suas idéias e suas opiniões com mais segurança etc.

No que se refere à contribuição dos PCNLP e dos livros didáticos como recursos que podem auxiliar no trabalho do educador, a maioria dos professores acreditam serem de grande importância para ajudarem no processo de ensino- aprendizagem dos alunos. Para outros os PCNLP são sugestões que podem ou não

serem aproveitadas com adaptações específicas a cada realidade. Para o professor B: “Acho interessante, norteia o trabalho do professor.” Para o professor D: “Os PCNLP são importantes para o desenvolvimento de nosso trabalho, mas é preciso colocá-lo em prática.”

No que se refere às dificuldades encontradas pelos alunos para terem uma boa oralidade os professores responderam o seguinte: “A diversidade cultural, os grupos sociais que os mesmos pertecem.” (professor H), “As escolas têm falhado em seu trabalho no que tange ao desenvolvimento da oralidade dos alunos. Pouca ou nenhuma importância tem sido dada. Muitos professores pensam que o desenvolvimento desse aspecto é de ordem maturacional, que naturalmente os alunos desenvolverão a fala e que a escola se isentaria de um trabalho sistematizado.” Foram sinalizados vários aspectos: familiar, falta de estímulo dos pais e professores, qualificação dos professores, falta de leitura, cultura do silêncio pelo silêncio, timidez, medo de errar, falta de oportunidades, ranço do tradicionalismo etc.

Já ao serem perguntados se a língua oral deve ser desenvolvida da mesma forma que língua escrita muitos disseram que sim, pois ambas são importantes para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos. Para o professor H: “As duas caminham juntas. Não existe desenvolvimento da escrita sem o desenvolvimento da oralidade.” Já para o professor B: “São desenvolvimentos próximos, porém, distintos. A linguagem escrita serve como documento para a eternidade, enquanto que a oralidade é algo mais perecível, entretanto não menos importante por conta da possibilidade de envolver ouvintes.” Outros acreditam que da mesma forma não, pois se trata de especificidades com objetivos diferentes

Contudo, pode-se concluir que os professores já começam a se preocupar com o desenvolvimento da língua oral em sala de aula, pelo menos nos discursos de cada um. Muitos ainda precisam procurar informações mais específicas do trabalho com a língua oral desde as séries iniciais, como também, sobre as atividades que podem ser bastantes úteis, dentro da sala de aula, para desinibir o aluno e torná-lo seguro e capaz ao falar em publico. E para que o trabalho ocorra de maneira significativa é necessário compromisso e planejamento por parte dos professores e que haja também parceria entre escola e família, aluno e professor, professor e coordenador/direção. Juntos o trabalho da escola vai ser bem mais eficaz.

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