MATERIELS ET METHODES
III. COMPARAISON ENTRE LES MALADES BPCO
Loreto está dividida em sete províncias: Maynas, Alto Amazonas, Datem del Maranón, Loreto, Mariscal Ramón Castilla, Requena e Ucayali e possui 51 distritos. É um departamento distante dos Andes. Apresenta um relevo plano em relação aos demais departamentos, apesar disso é um território bastante ondulado e exibe alguns morros. Porém as distâncias são conectadas pelos rios Ucayali e Marañón, que formam e alimentam o rio Amazonas, assim como os rios Huallaga, Morona, Pastaza, Tigre, Corrientes, Tapiche, Napo, Putumayo e Yavarí. O mesmo ocorre com os demais rios que fazem parte da geografia local.
Loreto está localizada em antigas bacias, com centenas de quilômetros de largura, as quais possuem depósitos que alcançam cerca de 10 km de profundidade. O rio Amazonas é uma bacia sedimentar do período Cenozóico, a maior do mundo. Seu relevo atual foi desenvolvido durante o Mioceno-Plioceno e sua divisão em sub-bacias é mais recente. Faz parte da planície sub-andina, caracterizada por levantamentos e a fundamentos, com acentuada acumulação e formação de depósitos fluviais antigos e recentes (LARAQUE et al., 2009; KALLIOLA; PUHAKKA; DANJOY, 1993). As terras firmes criam brechas para os rios e para amplas áreas inundáveis.
Existem intricadas interações entre os processos geomorfológicos e bióticos das planícies de inundação como os fatores que controlam o padrão de vegetação: influência direta de inundações, sedimentação emigração dos cursos. A vegetação da várzea é heterogênea e em constante mutação juntos aos processos dos rios (KALLIOLA et al., 1987). Isto mostra o complexo ecossistema e a difícil incursão na região, mas que também é cheia de “ruas” que conduzem, por meio da navegação, a todas as áreas da região. Aqui não se tem como discorrer sobre tão extenso conhecimento, mas passa-se a ideia do cenário que o colonizador encontrou.
A incursão da empresa colonizadora ao mesmo tempo em que avançava pela região da costa à serra peruana, investia pela densa floresta e rios que parecem mar. Em 1822 lutava-se pela independência e em 1828 a Constituição Política do Peru foi jurada. Maynas como província consegue sua liberdade em agosto de 1821, enquanto Lima obtém a sua independência em 1843 e Loreto alcançará em 1868. Portanto, a região vivia a pressão da invasão e passava pela exploração dos colonizadores espanhóis (PABLO, 1971; CASTRO, 1988; GRANERO, 1988; LUMBRERAS, 1971; BURGA, 1992).
Devido à posição geográfica estratégica, a cidade de Iquitos tornou-se a capital do departamento de Loreto. Formada inicialmente por indígenas Iquitos e Napeanos, parentes
étnicos, foram abandonando os centros com a efervescência mercantilista e retornaram às suas terras e muitos eram arregimentados para o trabalho escravo. Iquitos tornou-se a porta de entrada e saída tanto de pessoas quanto de mercadorias. O porto favorecia as atividades mercantis, que se modificava com os anos. O final do comércio do caucho continuou com novas matérias-primas para exportar, o que significava novos focos de imigração.
Em meados do século XIX Iquitos saltou de instalações com poucas casas para um entreposto que organizava em seu entorno uma cidade com muitos negociantes e exportadores de caucho. O boom caucheiro converteu Iquitos em uma cidade cosmopolita que possuía fábrica de ladrilhos, telhas, gelo, água gaseificada, serrarias, escolas para homens, mulheres e escolas mistas, um porto que permitia o escoamento do extrativismo do caucho e outras mercadorias, firmas importadoras e exportadoras (PEÑA, 1971; PABLO, 1971). A Tabela 1 mostra esta modificação em número de população.
Tabela 1- População de Iquitos
Ano Habitantes Hectares Hab./ha
1800 171 - - 1851 227 - - 1859 500 - - 1864 648 - - 1899 10.000 - - 1906 10.038 110 91.2 1928 22.575 223 1940 152.457 1948 41,694 298 139 1964 69,300 - - 1972 375.007 - 1981 482.829 - - 1993 687.282 - - 2007 891.732
Fonte: Dados obtidos em Granero (1988), Peña (1971), Lumbreras (1971) e INEI (2008106).
Elaborado por Marlinda M. Patrício (2016)
106O último censo foi em 2007. Com o censo populacional 2013 obtiveram-se dados aproximados, pois neste ano o INEI se preparava para realizar o censo nacional da população.
Tabela 1- População de Iquitos
Ano Habitantes Hectares Hab./ha
1800 171 - - 1851 227 - - 1859 500 - - 1864 648 - - 1899 10.000 - - 1906 10.038 110 91.2 1928 22.575 223 1940 152.457 1948 41,694 298 139 1964 69,300 - - 1972 375.007 - 1981 482.829 - - 1993 687.282 - - 2007 891.732
Fonte: Dados obtidos em Granero (1988), Peña (1971), Lumbreras (1971) e INEI (2008107).
Elaborado por Marlinda M. Patrício (2016)
O rio Amazonas tem um intenso tráfego de embarcações, que foi regulamentado pelo acordo Convênio de Livre Navegação firmado entre o Brasil e o Peru, em 1851. As mercadorias extraídas da floresta108, bem como alimentos, vestimentas e outros tipos de
produtos para o consumo dos moradores da cidade que crescia, chegava de todos os lugares da região, inclusive de outros países. A movimentação na região cresceu consideravelmente, e o incremento populacional deve-se às forças das ações políticas e econômicas, o que é refletido nos dados de habitantes levantados durante os séculos XIX e XX visto acima.
Em meados do século XX Iquitos já contava com o Plano Regulador da cidade, elaborado pelo Ministério da Habitação, por meio da Direção Geral de desenvolvimento Urbano e da Junta de Obras Públicas de Loreto. Em sua formação Iquitos não estava apenas com uma população indígena morando no local, mas somava-se a ela um contingente militar, instalado no local desde 1840/50. Isso demonstra a importância comercial da urbe e sua relação com o rio. Mas havia também forte relação com a floresta. A tabela de população com os números ascendentes demonstra esse salto sempre em prol da atividade econômica em vigência.
O boom caucheiro, caucho (Castilloaulei), durou 34 anos (1880-1914); a atividade caucheira era a mais lucrativa, mas também havia a extração da balata (Manilkara bidentata), da família das Sapotáceas, do leche caspi (Couma macrocarpa), com as mesmas propriedades
107O último censo foi em 2007. Com o censo populacional 2013 obtiveram-se dados aproximados, pois neste ano o INEI se preparava para realizar o censo nacional da população.
108Havia o cultivo do barbasco (nome de vários gêneros de plantas), que se caracteriza por conter um suco com efeito narcótico que afeta os peixes, mas não as pessoas; se emprega na pesca fluvial é típico da Colômbia e Venezuela.
da balata. Havia também a extração de jarina também conhecidas como tagua, corozo ou marfim vegetal109 com mercado promissor (PEÑA, 1971). Porém, todas as atividades eram
predatórias e seus reflexos se estendiam da floresta à cidade.
Este comércio movimentou uma cadeia financeira, que vinha dos grandes consórcios dos países industrializados, passava pelas casas de comércios principais de Iquitos, com numerosos patrões e peões, extratores dos produtos. Tem-se uma pirâmide em que a base era formada pelos nativos e o ápice estava no mais alto nível do capitalismo estrangeiro. Tal estrutura fomentou crimes contra os indígenas, que chegou a níveis de genocídio e etnocídio, o que levou a protesto internacional. De toda maneira, o desmonte desta pirâmide só ocorreu quando o mercado internacional mudou suas prioridades.
A riqueza gerada pela comercialização do produto formou uma sociedade de comerciantes e suas famílias que acumularam riquezas. A classe que se formara não foi tão diferente da que se formou nas cidades da Amazônia brasileira, como Belém, Macapá e Manaus. De toda a riqueza auferida pouco foi aplicado em Iquitos. A melhoria da infraestrutura da cidade e da qualidade de vida dos seus moradores não ocorreu; todo o ganho do comércio do caucho era aplicado fora ou foi perdido em má administração.
A atividade extrativa movimentou ainda a empresa migratória. Na floresta a mão-de- obra escrava indígena foi amplamente utilizada, assim como a chinesa110. Eles foram a base
do trabalho sem qualquer liberdade, direitos ou cuidados com a vida humana. A exploração chegava aos limites da desumanidade com os trabalhadores. Mas outros vieram, como os judeus, os ingleses e os alemães, que atuaram no comércio, nas construções, na logística, dentre outras atividades.
Os países que consumiam caucho e balata tinham grande interesse na inovação tecnológica do produto, que chegava in natura, portanto criaram condições para estudo, pesquisa e experimento científico, até alcançarem o aperfeiçoamento do produto. Os resultados mais promissores ocorreram em 1839 com a descoberta da vulcanização do caucho. A partir de então, os achados foram ampliados e aplicados à melhoria de vários artigos que esperavam aprimoramento com a inclusão da borracha.
109Ela cresce nas florestas chamadas taguales. O tagua (ARCGREEK, 2016), corozo ou marfim vegetal é o complexo núcleo da semente celulósico de Phytelephas branco, ebúrnea, dura, pesada, lisa e opaca que adquire brilho polonês, inodoro, insípido; mas não elástica, sem incorruptível como o verdadeiro marfim.
110O trabalho chinês foi além da extração do caucho, na mineração, construção de ferrovias, cultivo do tabaco e na fabricação do cigarro. Alguns conseguiram ser comerciantes, empresários, engenheiros e médicos.
A inovação tecnológica não aconteceu somente para a borracha vinda da floresta, mas paralelo se fazia testes para obter este produto sintético. A obtenção da borracha sintética111
concorreu para o declínio da atividade extrativa na Pan-Amazônia, pois se adequou a muitos produtos utilizados feitos com o caucho e a balata. Neste meio tempo outro evento ocorria, as colônias inglesas na Ásia haviam organizado e incrementado a produção gomífera contribuindo para o declínio da atividade extrativa na Pan-Amazônia.
Quando a atividade declina, o rastro da pobreza e da exploração marca o que havia sido 34 anos de opressão do ser humano e degradação do meio ambiente. Mas, neste cenário, outra atividade comercial já vinha se apresentando, a qual se estabelece visto que agora havia oportunidade de maior expressão no mercado. O comércio para exportação de peles de animais cresce o suficiente para a extinção de algumas espécies da fauna. A flora também estava sendo explorada, muitas mudas e sementes eram levadas. Este comércio continua até os dias atuais.
Outra atividade que permanece é o comércio de exportação da madeira. Este tem maior expressão em 1918, quando é impulsionada por empresa norte-americana que estimulou o comércio madeireiro. As toras eram extraídas da floresta e assim seguiam para o exterior. O tipo de madeira mais utilizada eram as finas, com maior valor no mercado. Na classificação por valor vinha a caoba (Swieteniamacrophylla) e o cedro (Juniperuscedrus). A atividade organizou nova mão-de-obra sobre o caos deixado pela atividade caucheira.
As demais madeiras extraídas da floresta em Loreto, mas com menor valor no mercado, devidopossuir uso generalizado em todas as atividades de transformação da madeira (PEÑA, 1971; LORENZI, 1992; CASTILLO; QUEVEDO 2002; PERU, 2009; CHINEN, 2013; SANTOS; RIBEIRO-OLIVEIRA; CARVALHO, 2016) eram tornillo (Cedrelinga catenaeformis), ishpingo112 (Amburana cearenses) (Fr. All.) A.C. Smith; capirona
111A borracha sintética foi pela primeira vez processada pelo químico alemão Fritz Hofmann, em 1909. O butadieno estireno (SBR) é a borracha sintética com maior difusão no mundo. Na década de 1930 e aperfeiçoada com o nome de Buna S e posteriormente estudada nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial com a denominação de Government Rubber-Styrene (GRS). Esta denominação foi substituída por SBR. O produto alemão era, na época, de difícil processamento. Então, os vulcanizados obtidos a partir da borracha de butadieno estireno (SBR) apresentam uma melhor resistência à abrasão do que a borracha natural (NR). Outra é a resistência a altas temperaturas (100 °C) e ao envelhecimento, em contrapartida possui menor flexibilidade e elasticidade a baixas temperaturas (até cerca de -50 °C) (GOMES, s.d.). Para a indústria que se mobilizava para a guerra as inovações neste campo eram fundamentais.
112O nome comum é cerejeira (LORENZI, 1992), amburana, cumaru do ceará, ambaúrana, amburana de cheiro, angelim, baru, cabocla, cerejeira rajada, cumaré, cumaru, cumaru de cheiro, cumaru do ceará, cumbaru, cumbaru das caatingas, emburana, emburana de cheiro, imburana, imburana brava, imburana cheirosa, imburana de cheiro, louro ingá, umburana, umburana lisa, umburana macho, umburana vermelha, umburana de cheiro, roble criollo, palotrébol e ishpingo.
(Calycophyllum spruceanum)113; quinilla (Manikara bidentata (A.DC.) A. Chev); utucuro
(Septotheca tessmannii) e copaíba (Copaifera langsdorffii)114.
O governo peruano proibiu a exportação em bruto obrigando, mediante a Lei de 1930 a passarem por serrarias e serem cortadas em tábuas assegurando trabalho na região. A instalação de serrarias, como a “La Astoria,” pioneira na região, compôs a nova pirâmide extrativista. Financiada pelo capital norte-americano, a indústria da madeira contribuiu para o desmatamento e a degradação ambiental. A extração seletiva subtraiu as espécies de mais alto valor no mercado nacional e internacional (PERU, 1992; 2002; 2009). A atividade altamente predatória não contribuiu para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e nem desenvolveu a infraestrutura de Iquitos.
Mesmo havendo a lei florestal (Quadro 5), não havia controle e nem fiscalização que acompanhasse o trabalho na floresta muito menos a retirada das toras e a transformação nas serrarias para exportação. Reflorestamento não era ideia cogitada no início do século XX. Acreditava-se na infinidade dos recursos florestais. Portanto, a situação colocava a Amazônia inserida no cenário nacional e internacional, na confluência econômico-ecológica que o sistema mercantil e capitalista exigia. Então o grau de impacto desta atividade ainda no século XXI se está mensurando os estragos.
Em 1964, um notável crescimento populacional ocorre devido ao grande impulso no comércio de Iquitos, proporcionado pela Lei no 15.600, promulgada no ano seguinte. Os
empresários locais investem no ramo de alimento e para isso houve considerável mobilização de pessoas para o trabalho em fábricas alimentícias, moinhos de arroz, farinha de macarrão, fábrica de conserva, dentre outros. Esta atividade trouxe novos ares à cidade, visto que passa a produzir minimamente o que consome.
A cidade havia crescido e Belén, hoje distrito de Loreto, tornou-se o segundo porto, com caráter multifuncional, sem instalações adequadas, realizava cabotagem de menor porte, mas com grande movimento comercial. Estas mudanças corroboram com a nova atividade extrativa que se desenhava no horizonte iquitenho. Em 1971 a atividade que passa a ter maior expressão econômica e a atenção do governo é a prospecção do petróleo na zona norte da
113Conhecida no Brasil como pau-mulato, pau-mulato-de-várzea, escorrega-macaco e pau-marfim (CARVALHO, 1994). Trata-se de uma árvore com madeira densa (0,78 g/cm-3), muito utilizada na produção de cabo para ferramentas, molduras, pisos e esquadrias.
114Embora não seja madeira “de lei”, a copaíba é utilizada na marcenaria para vários fins, como vigas, caibros, batentes de portas e janelas. É usada também para coronhas de armas, cabos de ferramentas e vassouras, tabuado para carrocerias, miolo de portas, lambris e assoalhos. Ela fornece um bálsamo chamado genericamente de “copaíba”, nome dado pelos indígenas ao óleo-resina que a árvore fornece.
província de Loreto. Iquitos torna-se o centro das operações petrolíferas e lugar para onde os trabalhadores do campo migram em busca de melhores ganhos.
As atividades econômicas extrativas têm seu período de efervescência e estabilização, não seria diferente das anteriores. Ao terminar a prospecção a nova fase, mais técnica, exige a máxima qualificação dos trabalhadores. Assim, no final da primeira fase os trabalhadores, ao serem dispensados, dificilmente retornam ao seu lugar de origem. Neste período permanecem e aumentam o número de assentamentos, que não estão no plano diretor da cidade, transformando-os em populações marginais, pois ocupam locais sem saneamento básico, terrenos sem legalização e casas precárias. Assim, a atividade petrolífera não mudou as condições da população e nem da cidade.
A história ambiental da Amazônia hoje conta com a tecnologia de informações enviadas por satélites espalhados em torno do planeta. Isso significa que todos os biomas115
podem ser monitorados, agricultura, contaminação petrolífera, qualidade do ar, desastres ambientais e vigilância e suas condições são acompanhadas por meio de imagens enviadas aos centros dispersos por vários países com núcleos de comando compostos de observatórios e profissionais especializados (GONZÁLEZ; RUIZ; ACOSTA, 2013). Os acordos bilaterais abriram espaço nas agendas governamentais para que se tivessem informações.
Os dados atuais cientificam que a Amazônia peruana compreende aproximadamente 63% da superfície total do país, com extensão territorial de 75 milhões hectares, que corresponde a 60% da extensão total do país. As terras classificam-se segundo sua capacidade: terras de uso maior para culturas limpas116 (3,21%), cultivo permanente (2,89%),
115O conceito foi criado em 1916 por Clements, originalmente como um sinônimo de comunidade biótica de Möbius (1877). Logo, surgiria a definição atual, baseada nos conceitos anteriores de fitofisionomia, formação e vegetação (comumente usados em oposição a flora), com a inclusão do elemento animal e a exclusão do elemento taxonômico da composição de espécies (composição florística, no caso de plantas). Em 1935, incluiu aspectos climáticos e pedológicos (de solo) ao conceito, chamando-o, entretanto, de ecossistema. Na literatura biogeográfica brasileira, incluindo os trabalhos do IBGE, da Embrapa e algumas leis, o termo “bioma” é muitas vezes usado como sinônimo de “província biogeográfica”, uma área determinada com base na sua composição taxonômica de espécies presentes - o termo “província florística” é usado quando se consideram as espécies de plantas - ou ainda, como sinônimo de “domínio morfoclimático e fitogeográfico”, usado por Ab’Sáber, que se refere a um espaço geográfico de dimensões subcontinentais, com a predominância de características geomorfológicas e climáticas, e também de um certo tipo de vegetação. Logo, na realidadeem ambos os tipos de regionalização. Portanto, a “província biogeográfica” e “domínio morfoclimático e fitogeográfico” (FARIA, 2016), aplicados às áreas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal e Marinha estão inclusos vários tipos de biomas, de acordo com o uso do termo na literatura internacional, especialmente após a Conferência da Terra.
116Este tipo de cultura está relacionado à utilização das máquinas em uma propriedade. Elas têm por objetivo a
realização de tarefas de uma forma rápida e eficiente, dentro de um período pré-estabelecido, de acordo com as exigências das diferentes culturas, nas diferentes regis agrícolas do país. Sabe-se que a operação de plantio de qualquer cultura se constitui em um dos principais fatores para o sucesso no estabelecimento de uma lavoura, portanto deve-se dar à semeadora a verdadeira importância que ela representa dentro do processo produtivo. Uma boa semeadora possibilita o estabelecimento rápido e uniforme da população de plantas desejada, para isto,
pastos (7,55%), florestas (61,35%) e áreas de proteção (25,00%). Destas áreas encontram-se produtivas apenas 2,5 milhões com cultivo permanente, pastos e áreas de exploração florestal, de baixa produtividade. Cerca de seis milhões de hectares de terra encontram-se abandonados. O cultivo da Coca ocupa cerca de 300.000 hectares destas.
O censo populacional que será realizado pelo Instituto Nacional de Estatística e Informática (INEI) tem feito convênios para assegurar que os avanços metodológicos para gerar informações estatísticas no levantamento para o censo de 2017 seja bem-sucedido. A população atual de toda a Amazônia cresce e o Censo Demográfico de 1993 aponta 272.578 pessoas, das quais 39% estão localizados na selva baixa do departamento de Loreto, ou seja, corresponde a 25% da população total do país (INEI, 1993). Dez anos depois os dados, já apontam 556.927 habitantes na área urbana e 327.217 na área rural (INEI, 2017).
Loreto, capital Iquitos, é o maior departamento do país com 36.885.195 ha, 28% do Peru. É o único sem conexão via estrada com o restante do país. Sem interconexão energética, é um dos mais pobres com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Geograficamente é plano e mais baixo, cerca de 80 a 400 msnm.117 Aqui se encontra o maior
pântano cerca de 5.000.000 ha e é também banhado pelo maior rio, o Amazonas. Guarda a maior cobertura vegetal do país 55%, 35,8 milhões de hectares de floresta. Com todos os problemas de desmatamento as ocorrências são de 3%. Para mudar este índice há necessidade de maior investimento em alimentos, moradias, saneamento básico, saúde e educação.
Os planos e programas em seguida apresentados são resultados das ações de políticas públicas relativas aos anos de 2003 a 2011. Os selecionados estão nas áreas florestal, ambiental e turismo. Ressalta-se que não se encontrou planos governamentais voltados para setores como mineração de areia, áreas protegidas, reflorestamento e produção de alimentos118
na área da RNAM, tais ocorrências são fortes dentro da reserva.
a mesma deve colocar a semente no lugar certo e na quantidade certa, além de formar um ambiente que proporcione condições adequadas ao processo de germinação. No entanto, para fazer bom uso das semeadoras, certos cuidados são essenciais, principalmente em se tratando da correta manutenção e conservação da máquina. Fatores estes, que são imprescindíveis (COPETTI, s.d.) para o bom rendimento da máquina e que podem determinar o sucesso ou o fracasso da lavoura.
117Nível médio do mar (NMM) (do inglês MSL: Mean Sea Level).
118Ao se tratar da questão ambiental percebe-se que os problemas ambientais estão também relacionados à ausência de alimento nas reservas. Portanto, entende-se que não tem a ver somente com o desmatamento, a mineração, mas que por trás há a busca pela sustentabilidade das famílias, tanto dentro da reserva quanto na área de amortecimento. O alimento é uma questão que não pode ser desconsiderada no estudo com caráter ambiental. Portanto atenta-se para o IDH no Peru e no micro-espaço da RNAM.
Quadro 7- Políticas públicas para Loreto
Ações de políticas públicas Instituições responsáveis
Planejamento institucional (2011).
Plano Estratégico Institucional 2011- 2014
Governo Nacional
Área ambiental (2003 a 2011)
Plano Estratégico Participativo do Setor Florestal
Política Ambiental Regional de Loreto Política de Diretrizes de
Desenvolvimento Institucional no aspecto ambiental.
Plano de Ação Ambiental Regional