2.2 Bandits contextuels pour la sélection active de flux de données
2.2.2 Collecte structurée avec profils cachés
5.1.2
Infra-estrutura Tecnol´ogica (IT)
As Unidades Casa Brasil s˜ao como ponto de referˆencia na comunidade para acesso gratuito aos servic¸os e cursos, especialmente pela presenc¸a de Telecentros e das salas de leitura, com atividades permanentes durante o per´ıodo regular.
Os demais m´odulos encontram-se em implementac¸˜ao n˜ao conclu´ıda, com precariedade nos servic¸os de conex˜ao e acesso `a Internet, o que ´e cr´ıtico para a efetivac¸˜ao adequada dos servic¸os b´asicos de atendimento comunit´ario e de compartilhamento de conhecimentos. A instalac¸˜ao dos softwares de gest˜ao e de apoio aos bolsistas e usu´arios da Casa ´e prec´aria, havendo dificuldades de atendimento ao p´ublico em hor´arios para atender `as pessoas trabalhadoras.
5.1.3
Infra-estrutura Humana (IH)
Os recursos humanos selecionados e mobilizados nas Unidades demonstram motivac¸˜ao para o trabalho e foram contratados por entrevistas e an´alise de curr´ıculo em cerca de 90% da amostra. Os bolsistas selecionados para as Casas apresentam-se com formac¸˜ao adequada `as necessidades do Projeto.
A formalizac¸˜ao dos contratos dos bolsistas junto ao CNPq foi efetivada com certa dificul- dade para 48% da amostra e para 53% ocorre informalidade na vinculac¸˜ao de volunt´arios e estagi´arios.
5.1.4
Infra-estrutura Orc¸ament´aria (IO)
O plano orc¸ament´ario ´e garantido pelo proponente para 62% das Unidades, havendo des- conhecimento e falta de acompanhamento do plano orc¸ament´ario e de aplicac¸˜ao por parte do Conselho Gestor das Unidades. Praticamente n˜ao h´a previs˜ao orc¸ament´aria para o Projeto por parte do poder p´ublico local, sendo um problema a quest˜ao do equil´ıbrio financeiro ou apoio por parcerias locais. O cooperativismo como estrat´egia de sustentabilidade ´e fomentado em apenas 7,5% da amostra.
5.2
An´alise da Eficiˆencia da Gest˜ao
A eficiˆencia considera os resultados da opini˜ao dos coordenadores sobre o desempenho de gest˜ao, sistematizados pelos indicadores de Gest˜ao Administrativa (GA), Gest˜ao Financeira e de Sustentabilidade (GF), Gest˜ao Social (GS) e Gest˜ao de Conhecimento (GC).
5.2 An´alise da Eficiˆencia da Gest˜ao 80
5.2.1
Gest˜ao Administrativa (GA)
A infra-estrutura f´ısica ´e mantida de maneira adequada quanto `as condic¸˜oes de limpeza, iluminac¸˜ao e funcionamento para o atendimento comunit´ario e para a realizac¸˜ao das atividades previstas. As Unidades e bolsistas receberam orientac¸˜oes para instalac¸˜ao dos equipamentos e mobili´arios. De forma geral, as avaliac¸˜oes s˜ao sistem´aticas e regulares para os bolsistas e para as atividades realizadas segundo 70% dos coordenadores. Existem modelos de planejamento de projetos (75%) e de relat´orios de prestac¸˜ao de contas (67%).
Observa-se a falta de orientac¸˜ao sobre contratos e parcerias e de modelos e instrumentos de formalizac¸˜ao dessas relac¸˜oes, o que provavelmente justifica a dificuldade das Unidades de estabelecerem ac¸˜oes de fomento e apoio. Observa-se ainda dificuldades para cerca de 50% da amostra em executar ac¸˜oes formais de acompanhamento e de prestac¸˜ao de contas. Para 45% da amostra, foi realizado um plano de ac¸˜oes de implantac¸˜ao e atendimento comunit´ario e, para a maioria (mais de 70%) evidencia-se a carˆencia de manuais, normas de funcionamento da Casa e de atendimento comunit´ario inclusivo.
A gest˜ao participativa com o Conselho Gestor ocorre em 20% das Unidades, ainda que o atendimento comunit´ario seja realizado por projetos negociados com a comunidade para 50% da amostra. Existem modelos para avaliac¸˜ao dos projetos (42%) e os relat´orios das atividades e de prestac¸˜ao de contas s˜ao elaborados e apresentados para a comunidade local para apenas 25% da amostra. Os servic¸os de manutenc¸˜ao dos equipamentos atendem a apenas 10% das Unidades, evidenciando-se esses aspectos como quest˜oes cr´ıticas a serem superadas pela gest˜ao.
5.2.2
Gest˜ao Financeira e de sustentabilidade (GF)
Os recursos s˜ao garantidos pelo proponente para 62% das unidades com planejamento de ac¸˜oes de captac¸˜ao (57%) e contabilidade organizada periodicamente em planilha (52%). O Con- selho Gestor acompanha os gastos e lanc¸amento cont´abil para apenas 10% da amostra e pra- ticamente n˜ao h´a evidˆencia significativa de soluc¸˜ao de sustentabilidade por meio de parcerias, cooperativismo ou de economia solid´aria. Esses dados evidenciam problemas nas dimens˜oes de controle social e na sustentabilidade financeira do projeto.
5.2.3
Gest˜ao Social (GS)
A gest˜ao social apresenta-se como uma dimens˜ao estrat´egica e potencial para o Projeto. Para a maioria das Casas (90%), a comunidade manifesta suas expectativas, interesses e neces-
5.2 An´alise da Eficiˆencia da Gest˜ao 81
sidades, enquanto as lideranc¸as locais procuram contato com a coordenac¸˜ao e a gest˜ao da Casa para 80% da amostra. Al´em disso, observa-se que a rede social atinge principalmente os in- div´ıduos e intituic¸˜oes de outras comunidades e bairros (82%), moradores, associac¸˜oes e clubes (70%), escolas (67%), ONGs (65%), universidades ou centros de pesquisa (55%), governo local ou prefeituras (10%), bibliotecas (35%), organizac¸˜oes religiosas (35%), empres´arios (30%) e ´org˜ao de cooperac¸˜ao internacional (10%). Esses dados confirmam o potencial de articulac¸˜ao social do Projeto e a necessidade de melhorar a articulac¸˜ao com as bibliotecas.
Al´em disso, as metodologias e sistem´aticas de consulta popular e de gest˜ao participativa precisam ser aperfeic¸oadas, pois atingem apenas 55% das Unidades pesquisadas, ainda que 67% da amostra afirmam que os projetos e ac¸˜oes sociais s˜ao elaborados de maneira participativa. Para 60% dos entrevistados, as responsabilidades e o papel do Conselho Gestor foram esclarecidos. Entretanto, evidencia-se a necessidade de ampliar as ac¸˜oes de comunicac¸˜ao e informac¸˜ao sobre Conselho Gestor uma vez que 57% afirmaram n˜ao terem constitu´ıdo o Conselho Gestor e para apenas 32% da amostra, o Conselho Gestor se re´une de maneira freq¨uente. Os obst´aculos s˜ao maiores quando se trata de regimento interno e estatuto de funcionamento, que praticamente est˜ao abaixo de 20% da amostra.
5.2.4
Gest˜ao de Conhecimentos (GC)
A capacitac¸˜ao, o portal e as bases de informac¸˜ao e conhecimentos definem a dimens˜ao con- ceitual deste indicador. Quanto ao portal, 80% dos coordenadores manifestaram a opini˜ao de que as informac¸˜oes s˜ao ´uteis e confi´aveis e que as not´ıcias e informac¸˜oes s˜ao atuais, esclare- cedoras, facilmente localizadas e est˜ao dispon´ıveis na maior parte do tempo sem estar fora do ar (75%). Os coordenadores entendem que o portal oferece servic¸o para troca de experiˆencias (77%) e serve para a construc¸˜ao coletiva do conhecimento (70%). Os problemas de funciona- mento das p´aginas do portal s˜ao pequenos na opini˜ao de 25% dos entrevistados.
Entretanto, servic¸os de informac¸˜ao, ajuda e orientac¸˜ao do portal foram apontados por 65% da amostra como f´aceis de utilizar; com servic¸o para produc¸˜ao, apresentac¸˜ao e publicac¸˜ao de conte´udos (62%) e com privacidade dos dados preservada para 57% da amostra. Os servic¸os de e-gov est˜ao dispon´ıveis somente para 35% das Casas enquanto os servic¸os de acesso a bibliote- cas virtuais est˜ao dispon´ıveis para 27% da amostra.
Quanto `as ac¸˜oes de capacitac¸˜ao, a Casa promove cursos gratuitos de inform´atica e software livre para 90% da amostra. Os bolsistas s˜ao capacitados (90%) e preparados para atendimento inclusivo da populac¸˜ao (85%), como tamb´em para atender adequadamente `as atividades que desenvolvem e `as necessidades da Casa (62%). Al´em disso, os cursos realizados s˜ao avalia-