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Choix du simulateur

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7.3 Choix du simulateur et des modèles

7.3.2 Choix du simulateur

Os PS da alga parda S. schroederi foram administrados por seis dias, via imersão, em duas concentrações distintas e uma controle (0,0 mg.L-1, 2 mg.L-1 e 4 mg.L-1), às PL’s de camarão L. vannamei. Após este período, foi realizado o teste de estresse por choque salino, com quatro repetições consecutivas para cada tratamento.

Em decorrência do suposto encerramento do experimento, as PL’s que não foram submetidas ao estresse salino permaneceram durante quatro dias sem alimentação e renovação da água. Após este período, foi observada a mortalidade total dos exemplares do aquário controle, enquanto os animas tratados com PS apresentaram grande sobrevivência. A partir deste episódio e de uma possível correlação com a administração dos PS, surgiu a idéia de repetir o ensaio com as sobreviventes, após uma semana, buscando verificar o tempo de ação e um possível efeito prolongado do composto, que não foi mais administrado. A partir de então, os cuidados padrões com a alimentação e renovação de água foram retomados.

Os tratamentos foram chamados de C, T1, T2 e de C’, T1’, T2’, respectivamente, para o primeiro e o segundo período amostral.

A Análise de Variância Univariada (ANOVA) detectou diferença significativa (F=63,71; p < 0,01) na sobrevivência média entre os tratamentos da primeira amostragem e, também, destes em relação aos da segunda amostragem (Fig. 12).

1 2 Amostragem 0 25 50 75 100 S ob re vi nc ia (% ) C - Controle T 1 - 2,0 mg/L T 2 - 4,0 mg/L

Na primeira, de acordo com o Teste de Tukey, a sobrevivência média dos indivíduos administrados com a dose intermediária de 2 mg/L (58,25%) foi significativamente superior (p=0,004) a do controle (34%), não apresentando diferença significativa em relação à maior dosagem testada (48,75%). Embora a sobrevivência média do T2 tenha sido superior ao controle, não foi detectada diferença significativa entre os dois tratamentos (Fig. 12).

Já na segunda amostragem, não foi encontrada diferença significativa na sobrevivência média dos tratamentos T1’ (77,25%) e T2’ (87,25%), uma semana após a aplicação dos PS (Fig. 12). Entretanto, um aumento significativo foi observado na sobrevivência tanto do T1’ (p=0,031), como do T2’ (p=0,0001), em relação ao primeiro período amostral, sugerindo um possível

Fig 12: Sobrevivência (%) média (±DP) das PL’s de L. vannamei, de cada tratamento, submetidas a estresse por choque salino, na primeira e segunda amostragem. A primeira amostragem foi realizada após seis dias ininterruptos de administração dos PS. Enquanto a segunda, uma semana depois de encerrado o período de administração do composto. O tratamento controle da segunda amostragem (C’) não é observado no gráfico, pois neste foi registrado a mortalidade total dos indivíduos. Letras diferentes sobre as barras de indicam presenças de diferença significativa (p<0,05%) entre os tratamentos.

a b

ab

efeito prolongado para o composto (Fig. 12). Este aumento foi ligeiramente superior para o tratamento T2’, podendo estar relacionado ao fato de dosagens mais elevadas possuírem um maior período residual, permanecendo no organismo dos camarões por mais tempo.

Barroso et al. (2007) avaliaram a sobrevivência de PL’s de L. vannamei submetidas a imersão, nas concentrações 0,5 g.L-1, 1,0 g.L-1 e 1,5 g.L-1, em soluções contendo PS das algas vermelhas B. occidentalis. O autor também verificou uma sobrevivência significativamente superior no tratamento referente à dose intermediária de 1,0 g.L-1.

Por outro lado, Sung et al. (1994) verificaram que camarões P. monodom submetidos a imersões com a maior dose de -1,3 glicana testadada (2,0 g.L-1), apresentaram menor resistência à vibrioses, sugerindo um efeito imunossupressor ao dosagem. Resultados similares foram reportados por Boonyaratplain et al. (1993) e Huang et al. (2006) onde a administração oral de dosagens elevadas de peptidoglicana (0,1%) e do extrato de PS da alga parda S. fusiforme (2,0%), respectivamente, causaram a inibição das respostas imunes em camarões P. monodon e F. chinensis.

Em relação ao período de administração, resultado semelhante foi obtido por Itami et al. (1998), os quais intercalaram períodos de sete dias administrando dieta contendo 0,2% de peptidoglicana, com outros sete, ofertando ração comum. Após 65 dias de experimento, os autores reportaram um aumento significativo na resistência de camarões M. japonicus, à infecção por V. penaeicida.

Sung et al. (1994) e Dugger (1999) relatam que a administração de dietas contendo -1,3 glicana, duas vezes por semana, é suficiente para

manter uma ativação celular ótima do sistema imune de crustáceos. Por outro lado, segundo Campa-Córdoba et al. (2002), apenas uma exposição de 6 horas em -1,3 glicana ou de 3 horas em laminarina, extraída da alga parda Laminaria digitata, foram suficientes para ativar respostas imunológicas em camarões L. vannamei.

Sung et al. (1996) observaram que o aparente efeito benéfico das imersões com -glicana ou em vibrio bacteriano durou no máximo 24 horas, retornando, após este período, a níveis similares ao do controle. Por outro lado, Raa (2000), revisando trabalhos de diversos autores, discute que o aumento da resistência contra o V. vulnificus pode durar de 2 a 3 semanas após uma única administração de -1,3/1,6 glucana, em PL’s de camarão.

Como é possível observar, existe uma grande discrepância em relação aos resultados referentes à dosagem ideal e ao tempo de administração e de ação dos compostos, sendo estes fatores fundamentais para a obtenção de resultados satisfatórios na imunoestimulação de crustáceos.

No presente ensaio, apenas seis dias de administração, via imersão, dos PS foram suficientes para uma aparente imunoestimulação das PL’s de camarão L. vannamei, com este efeito se prolongando por uma semana. Os resultados indicam, ainda, a ausência de uma dose-dependência, não sendo evidenciado uma correlação entre o aumento da sobrevivência e o aumento da dosagem (4 mg.L-1).

Assim como no ensaio com juvenis, o tratamento referente à dosagem de 2 mg.L-1 apresentou resultados mais efetivos em relação à sobrevivência média dos indivíduos, podendo indicar uma suposta presença de propriedades imunoestimulantes neste composto. No entanto, apesar do efeito positivo

constatado, estes resultados devem ser considerados preliminares. Sendo assim, deve-se dar continuidade ao estudo, buscando otimizar o tempo e método de administração, a dose ideal a ser empregada e os mecanismos de ação dos PS. É de fundamental importância ainda, se comprovar a eficiência imunoestimulante do composto através da avaliação de parâmetros hemato- imunológicos comumente empregados em crustáceos, como: contagem total de hemócitos, índice fagocítico, tempo de coagulação da hemolinfa, atividade da enzima PO, produção de espécie ativas de oxigênio, entre outros.

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