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The China–Myanmar case

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Xiangming Chen*

5. A new model and phase of SEZs: lesson three from China To shed more light on this new phase of China’s SEZ development with global

5.1. The China–Myanmar case

comunidades

[A cidade] é diferente da aldeia, nossa! Principalmente quem chega igual eu cheguei. Dentro da aldeia mesmo, a única cidade que eu lembro que eu já fui foi a cidadezinha de Santa Amélia, depois eu voltava pra aldeia. Como a minha família tem uma dificuldade financeira muito grande, eu nunca saí pra outra cidade nenhuma. Quando eu vim para Maringá, eu vim com duzentos reais. Eu estava vindo, tipo assim, a mesma coisa que falar "vai lá pra Guarulhos", eu sei que vou pra Guarulhos, mas nem sei pra onde fica, pra onde que vai, que ônibus que é... Foi o que eu fiz, eu vim pra cá e eu cheguei aqui, nossa cara! Eu queria voltar logo, porque eu cheguei aqui eu era sozinho. A associação aqui da ASSINDI era só essa casa de madeira115. Pra baixo aqui era tudo mato, entendeu? Eu cheguei e fui morar com meu primo. Foi o que morreu atropelado aqui na Colombo [BR- 367], ele fazia Agronomia. Aí, tipo assim, eu queria voltar. Porque na aldeia a gente tinha um time de futebol, então todo domingo a gente ia jogar bola com as colegadas, entendeu? Jogava truco, bebia cerveja... tipo assim, era aquela diversão de adolescente. Então, a minha vida ficou lá quando eu

115 A primeira construção no terreno da ASSINDI foi uma casa de madeira que hoje funciona como uma

144 vim pra cá, eu vim aqui pra um mundo completamente diferente (meus

grifos).

A fala de Fábio aponta para um contraste entre a vida lá, na aldeia, e a vida cá, na cidade. A diferença entre os dois locais é marcada por uma percepção díspar entre as relações que ele mantinha na aldeia e o desconhecimento e a solidão ao chegar na cidade. Este contraste já foi mencionado ao longo do texto, no Capítulo II e nas percepções dos estudantes acerca da vida universitária. Retomo essa reflexão aqui para pensar as expectativas que os Guarani mantêm de retornar para as aldeias.

Figura 22. Fábio sentado na entrada da ASSINDI, por onde passa a BR-376, esperando seu filho retornar da escola. Foto Tirada pelo autor, 2015.

Esta descontinuidade mencionada por Fábio entre lá e cá é evidente também na visão de outros moradores Guarani em Maringá. Quando Eliane chegou na cidade com a sua família, ela foi direto pra ASSINDI na expectativa de morar na instituição.

Então, minha irmã morou aqui né [na ASSINDI]. Ela morou aqui, se formou aqui na UEM e eu já tinha vindo visitar ela, então já sabia que tinha essas casas pros estudantes, mas eu não sabia como é que funcionava né, eu achei que era assim, passava [no vestibular] e vinha pra cá, então quando eu cheguei aqui eu enfrentei dificuldade nessa parte também, porque eu

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tinha que ter esperado eles fazerem uma seleção pra ver quem que ia ocupar as casas, então eu vim assim. Daí quando eu cheguei aqui a presidenta falou pra mim assim: “Você vai ter que esperar pra gente ver quem vai ocupar as casas, a gente está dando preferência pra casais” (meus grifos).

Apesar de desconhecer o sistema de seleção de moradores da ASSINDI e da possibilidade de não conseguir um casa, Eliane e sua família conseguiram logo que chegaram. Este foi apenas o início de uma experiência de surpresas e incertezas na cidade. Logo, ela teve que “colocar outras coisas na cabeça”, como disse o txamõi Awa Djemõwytsu no evento de bioescultura. Coisas que não faziam parte do dia a dia na aldeia.

Pra acostumar com essa correria da cidade às vezes dá um negócio assim, sabe? Eu sempre ficava muito nervosa pra lidar com a situação, pra estar indo pra algum lugar, correr atrás de alguma coisa... Lá na aldeia não, quando a gente tinha que fazer tipo um documento, eles reuniam aqueles que precisavam fazer e iam todos juntos. Aqui não, se a gente precisa de alguma coisa, a gente precisa correr atrás. Se precisa levar uma criança no médico, a gente precisa correr daqui pra um lugar mais longe, tem que perguntar onde fica, como que faz, e lá não, a enfermeira já acompanhava. Tem essa dificuldade assim muito grande e eu creio que a gente ainda vai enfrentar algumas coisas, mas agora a gente já está se

adaptando à cidade, mas foi muito difícil pra chegar aqui, pra pegar

circular. Quando eu cheguei aqui, o primeiro dia que eu fui pra UEM, o Rodrigo foi comigo quase até o ponto [de ônibus]. Aí eu falei assim “nossa, não dá pra todo dia ele vim me trazer, eu vou ter que me acostumar, vou

ter que me virar sozinha!”. [...] Ai eu comecei a ver que a gente tem que

se virar mesmo, porque não adianta ficar esperando a gente tem que correr atrás... (meus grifos).

De acordo com Eliane, na aldeia, quando se precisa resolver um problema, o mesmo é resolvido de forma coletiva. Para fazer um exame de sangue, por exemplo, o agente indígena de saúde (AIS) reúne todas as pessoas da aldeia que precisam fazer a coleta e as acompanha até o posto de saúde ou local apropriado mais próximo. Na cidade, as pessoas precisam lidar com essas questões sozinhas. A imagem de se virar sozinho na cidade aparece tanto na fala de Eliane como na de Fábio. Se, quando estavam nas aldeias, eles viam a cidade como espaço de oportunidade, agora a imagem evocada é de um contraste entre a coletividade da aldeia e a solidão na cidade. Nota-se que na cidade as expectativas mudam. Há uma percepção das oportunidades, sobretudo no que diz respeito à experiência universitária, mas acrescenta-se a essa perspectiva uma visão da cidade como um espaço de

146 solidão. Ainda que eles constituam laços entre si e, na maioria das vezes, se mantenham entre parentes, muitos são parentes distantes, que viveram em aldeias diferentes. Também tem o caso dos que moram fora da ASSINDI, cuja convivência diária entre semelhantes é menor. Os resquícios de socialidade coletiva que a ASSINDI permite não substituem as relações que mantinham anteriormente. São relações recentes. Na aldeia, a maioria morava com os pais, irmãos, tinha seus amigos por perto e o amparo da política e organização internas da comunidade para lidar com questões do dia a dia. Na cidade esse vínculo é dificultado.

A comparação entre aldeia e cidade toma contornos ambíguos e paradoxais, pois, por mais que haja condições na aldeia que impulsionam a ida para à cidade, a vida lá é melhor. Por mais que a vida cá ofereça certas oportunidades que não se encontram na aldeia, a maioria dos Guarani planejam voltar para lá. A vida na cidade é vista como uma condição temporária. O que procuram é se adaptar – como disse Eliane – e experienciar a vida na cidade.

O esposo de Eliane, Rodrigo me falou sobre estes aspectos da vida coletiva na aldeia e de como é ficar longe da família na cidade:

Pela necessidade, a gente não vê, assim, a dificuldade, mas se for parar para pensar é difícil pra gente. Porque na cultura do Guarani a gente é muito próximo, né, de procurar saber “como é que está?”, no dia

a dia, “como é que vai?”, com fulano, cicrano... Então, aí, distante assim, é difícil, né (meus grifos).

Rodrigo fala que no dia a dia ele costumava visitar outros Guarani na aldeia, conversar com os mais velhos pra “aprender mais sobre a cultura, e mais assim, sobre as histórias dos antepassados e saber mesmo da própria identidade, né... é muito importante pra nós”. Essas relações de visitas diárias aos parentes e amigos próximos ficam distantes na cidade e eles têm que construir novas relações. A possibilidade de aprender com os mais velhos, por sua vez, valorizada por Rodrigo como um caminho para saber da cultura, também fica distante. Porém, Rodrigo destaca que, pela necessidade, não é difícil. Retomando sua narrativa acerca dos motivos que o levaram a fazer Direito – apresentada no terceiro capítulo –, ele aponta o sentimento de injustiça com relação a uma tragédia que aconteceu na família e acrescenta

147 que “até mesmo pelos parentes na reserva... na parte de demarcação, fica muito difícil pela FUNAI, porque os fazendeiros compravam muito eles, daí eles iam mexendo até uma parte e daí de lá não sei o que acontecia que eles sumiam”. Assim, como muitos outros interlocutores, Rodrigo busca se formar para trabalhar em prol das comunidades indígenas. Este aspecto está intimamente ligado às suas expectativas de retorno para as aldeias.

O sobrinho de Rodrigo, Luís, também fala dessas relações coletivas que contrasta com as relações na cidade. Ele reconhece que na ASSINDI esse contraste é suavizado, mas ainda assim são formas de viver diferentes.

Dentro da reserva a gente já tem um ambiente estabelecido, no caso, é um lugar pequeno, você conhece todo mundo, você chega e você conversa, né, com os indígenas. É do índio a gente chegar e você... como é que eu vou dizer pra você? Você ter uma interação entre eles mesmos [...]. E quando um indígena chega na cidade, um lugar que ele não conhece, vamos supor que eu venho da aldeia e vou morar lá no centro, num apartamento, no caso assim, seria totalmente diferente do que é vir morar aqui na associação, porque aqui moram os indígenas, a gente se sente mais a vontade [...]. São coisas, assim, que dentro da reserva, são comuns [...]. E aqui na cidade, assim, a gente já não vê muito isso. [...] Na rua a gente vê isso, o pessoal muito impaciente. Vamos supor, se você cumprimenta um, a maioria não vai te responder, porque não te conhece. Vamos supor que você fala alguma coisa, a pessoa já vai achar que você está mal intencionado com alguma coisa. Então é diferente. [...] O

indígena tem um costume de se relacionar de um jeito diferente do não índio. Eu acho que a diferença a gente vê [...] no dia a dia. [...] Se

você entra dentro de um mercado, as pessoas olham você, vamos supor que você está olhando demais, a pessoa já vai achar que você está querendo roubar mais do que comprar as coisas. Já com o indígena não tem essa preocupação (meus grifos).

Luís evidencia que existem formas diferentes de se relacionar nas aldeias e nas cidades. Por um lado, como os outros evidenciaram, a coletividade, intimidade e interação nas aldeias, e por outro, a desconfiança e impaciência nas cidades. Assim como para os outros interlocutores, a estadia na cidade é vista como temporária por Luís. Ele começou a fazer graduação em Agronomia com expectativas de voltar para trabalhar na aldeia. Ao descobrir que não era o que ele queria, mudou para Direito, mas ainda com essa mesma expectativa. Luís e seu tio Rodrigo me disseram que não sabem ao certo para qual aldeia vão retornar, mas o desejo pelo retorno é certo. Quando Luís toca neste assunto, ele retoma a fala sobre as diferentes aldeias nas quais morou.

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Igual eu contei pra você que eu já morei nessas aldeias, e nelas todas eu tenho uma relação, assim, muito boa, com o pessoal, liderança que me conhece. Que nem lá no Laranjinha, o cacique lá e as lideranças, o cacique é meu primo, quer muito que eu vou pra lá [...]. No Pinhalzinho tem liderança lá que é da minha família. Laranjinha tem um rapaz, não sei se você já ouviu falar dele, que foi o primeiro índio que se formou no curso de Direito, [...] ele é bem conhecido aqui. De Apucaraninha também vivem me chamando pra eu ir trabalhar com eles. E no Barão [de Antonina] também, por influência por parte da minha mãe, por morar lá. Então assim [...] eu tenho comigo um projeto [...] pra eu trabalhar não só em uma, mas pra trabalhar em todas. Porque no momento a gente não tem tanto funcionário na área que a gente está. São escassos os índios [formados em Direito]. [...] Mas de princípio, assim, a que oferecer um trabalho, alguma coisa, eu estou indo.

Mesmo na cidade, Luís aponta que mantém relações com as comunidades. Essa parece ser uma preocupação comum entre meus interlocutores para que possam retornar para as aldeias e desempenhar suas atividades profissionais nas TIs. Os meus principais interlocutores Guarani que estudam na UEM mantém esse desejo profissional de retorno para as aldeias. Além de Rodrigo e Luís, Fábio também espera advogar em prol dos direitos indígenas. Marlene, Laura, Eliane e Marcos planejam atuar como professores nas escolas indígenas das comunidades. E Pedro quer retornar para trabalhar na área de saúde, como por exemplo, no cargo de AIS.

Estes vínculos com a universidade e com as comunidades são percebidos também por outros pesquisadores, como Novak (2007), Paulino (2008) e Amaral (2010), com pesquisas na área da educação em âmbito estadual com relação aos Guarani e Kaingang no ensino superior, e Goulart (2014), numa pesquisa etnográfica com os estudantes Guarani e Kaingang na UEL – que fica em Londrina à aproximadamente 97 km de Maringá.

Amaral (2010) em sua pesquisa sobre trajetórias e permanências de indígenas no ensino superior público no Paraná, caracteriza esse vínculo dos estudantes indígenas com as comunidades e as universidades como um “duplo pertencimento”. As vivências nas cidades, para este autor, se caracterizariam por uma experiência na “univer-cidade”, visto que seus interlocutores indígenas associam a universidade ao espaço urbano. Amaral afirma que:

É no ambiente urbano e universitário que se explicitará seu reconhecimento de estrangeirismo, quer na relação entre os não indígenas, quer na relação entre os indígenas – sendo estes do mesmo

149 grupo étnico provenientes de diversas aldeias ou de outros grupos étnicos – organizando sua convivência por intermédio de grupos e, por que não, de aldeias inseridas na “univer-cidade”, potencializando a sua identidade estrangeira diante da estrutura institucional universitária e dos sujeitos não indígenas (2010, p. 383).

Para o autor, essa vivência dos indígenas na cidade constitui uma condição de “estrangeiros”. Na pesquisa de Goulart (2014), outros elementos surgem na comparação entre a vida nas aldeias e a vida nas cidades. Para ela, a ida para à cidade é percebida por seus interlocutores, a princípio, como um espaço de “liberdade”. Uma condição conquistada na medida em que ficam livres da supervisão de seus familiares e das lideranças das comunidades. Porém tal condição é relativizada pelos próprios indígenas e a noção de liberdade ganha contornos ambíguos.

Em diversas ocasiões quando conversávamos sobre a vida na cidade, os acadêmicos não mencionavam com tanta ênfase as relações e construções positivas que alcançaram na cidade, como a participação em estágios, por exemplo. São acionadas com maior frequência as limitações que passam a sentir, fazendo com que os momentos de liberdade urbana sejam substituídos pela mais ampla liberdade que existe na aldeia (GOULART, 2014 p. 117).

Nesse sentido, a autora menciona os momentos nos quais os indígenas retornam para as aldeias, e destaca as preocupações com este retorno.

[...] o tempo de estadia na cidade vai da sensação de liberdade ao desencantamento e preocupações com o retorno que, por sua vez, [...] depende das relações políticas internas, bem como dos laços que esses acadêmicos mantiveram durante o período de afastamento. Assim, “pisar na terra” [nas aldeias] é não somente um modo de se refugiarem em tempos de desassossego na universidade, mas indica também a necessidade sentida por alguns em manter os vínculos políticos com caciques, lideranças e comunidade – o que aparece como uma possibilidade de retorno com vaga de trabalho. Mesmo que o retorno não seja diretamente para a T.I., há o desejo de contínuo diálogo e parcerias políticas de caciques e lideranças (GOULART, 2014 p. 117).

Assim, no trabalho de Amaral a condição dos indígenas na cidade é relacionada a um estrangeirismo e na pesquisa de Goulart a uma condição ambígua de liberdade. Entre meus interlocutores Guarani em Maringá, retomando ideias deste capítulo e do anterior, as imagens que aparecem são várias, como cidade-oportunidade, cidade-solidão, cidade-correria, cidade- dificuldade. Com relação às aldeias, por sua vez, aparecem imagens como aldeia-dificuldade, aldeia-coletividade, aldeia-cultura, aldeia-oportunidade. Se a

150 princípio eles percebem a cidade como um espaço de oportunidade – de estudar e descobrir novos saberes –, com as expectativas de retorno para as comunidades, a aldeia é que se transforma em espaço de oportunidade – de trabalho e desenvolvimento dos saberes desenvolvidos na cidade.

O duplo vínculo entre comunidade e universidade e o retorno dos estudantes indígenas para as aldeias é tratado por Paulino (2008) e Amaral (2010) em termos de emergência de potenciais intelectuais indígenas116. Aqui,

atrelado às perspectivas guarani, que vêm sendo descritas desde o primeiro capítulo, opto por pensar em termos de dons. O que se percebe entre meus interlocutores é que a universidade é mais um espaço possível para a produção e desenvolvimento de saberes. Fica evidente que a busca por estes saberes na universidade está atrelada a uma série de experiências singulares, assim como ocorre com a busca por saberes que não estão na universidade – como aqueles que se desenvolvem primordialmente na aldeia, apresentados no Capítulo I. A socialidade e o “modo de ser” guarani, por eles chamado de nhandereko, correspondem a uma multiplicidade de singularidades, especialidades – poderíamos dizer intelectualidades – em diferentes atividades, como na reza, na liderança, no artesanato, na caça, na pesca, num curso de Direito ou Pedagogia. Cada pessoa desenvolve seus saberes e seus dons pessoais.

O desenvolvimento desses múltiplos dons envolve também a busca por diferentes efeitos. Nesse sentido, a ida para a universidade e a expectativa de retorno para as aldeias, geralmente, estão associadas ao desenvolvimento de atividades específica dentro das comunidades, como resgatar a língua guarani, garantir e ampliar os direitos indígenas, aprimorar a educação escolar e saúde indígena, entre outros. Assim, retomo uma fala de Fábio, apresentada no Capítulo II, importante naquele momento para entender a ida para a cidade e agora para compreendermos o desejo de retorno para a aldeia. Ele diz:

É essa que eu acho que é a função de nós estarmos na universidade. O porquê é muito importante, entendeu? A gente poder retornar pra lá [aldeia] e ao invés de ter que cada vez perder um pouco mais de nossa cultura, a gente tenta unir um pouco desse conhecimento que a gente

tem aqui fora em prol da comunidade indígena (meus grifos).

151 Aqui, a ideia de evitar a perda da cultura não diz respeito a uma busca por saberes abstratos do passado, mas sim a uma extensão criativa de elementos relacionados aos conhecimentos dos mais velhos, à contínua produção de diferença e às formas particulares de ser e se relacionar.

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