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Chélation de fer

Dans le document TRANSFUSION ET THALASSEMIE (Page 76-79)

chapitre1 : diagnostic biologique des thalassémies

chapitre 3 : autres thérapeutiques

I. Chélation de fer

Os resíduos alvo desta metodologia dizem respeito aos resíduos sólidos residuais tal como definidos pela CE (2004a) (ver capítulo 2.2 da parte II). Para além disso estão também incluídas as fracções recolhidas selectivamente que dizem respeito aos resíduos de embalagens usadas e RUB. O fluxo dos resíduos de embalagens usadas é considerado para a hipótese de Portugal não determinar que a produção de resíduos de embalagens usadas é igual à quantidade de embalagens colocadas no mercado no mesmo ano, bem como para a estimativa dos quantitativos de resíduos de embalagens usadas à entrada das instalações de reciclagem orgânica e incineração com valorização energética. Tanto neste fluxo, como no fluxo dos RUB, a consideração dos mesmos está também relacionada com a avaliação da correcta deposição dos resíduos alvo dos objectivos de gestão nos equipamentos de deposição selectiva.

Optou-se por incluir apenas resíduos produzidos em actividades diárias ou rotineiras das habitações, comércio e instituições. Não estão incluídos resíduos dos denominados fluxos especiais e alvo de legislação própria e, normalmente, recolhidos em circuitos dedicados: - RC&D;

- grandes electrodomésticos;

- monstros (e.g. colchões, mobílias).

No que diz respeito à recolha selectiva de resíduos de embalagens usadas, o fluxo a caracterizar refere-se aos três fluxos existentes em Portugal, para ecopontos/contentores isolados: vidro, papel/cartão e plástico/metal/ECAL. No que concerne aos resíduos de embalagens usadas, embora apenas sejam consideradas as recolhas selectivas para os materiais referidos, as embalagens de madeira e de outros materiais também estão consideradas porque integram o catálogo de triagem proposto mais adiante.

De referir ainda que, conforme as SMAUT (ver capítulo 1.1 da parte IV), as ECAL podem estar incluídas ou no fluxo do papel/cartão ou no fluxo das embalagens de plástico e metal. Na presente dissertação opta-se pela sua inclusão no fluxo das embalagens de plástico e metal, uma vez que os dados base utilizados (sistema Valorsul) assim o consideram.

Embora, em Portugal, existam outros tipos de recolhas selectivas, por exemplo, pilhas e acumuladores usados, resíduos verdes, estas não estão abrangidas pela metodologia proposta.

Assim, os resíduos abrangidos constituem uma parte dos RSU tal como definidos no nº 239/97, de 9 de Setembro, e Decreto-Lei nº 152/2002, de 23 de Maio (ver capítulo 1.2.1 da parte IV), uma vez que, por exemplo, não estão incluídos resíduos industriais e serviços (equiparados) prestados pelos municípios como, por exemplo, manutenção de espaços verdes.

A definição dos resíduos abrangidos tem por base as práticas correntes de recolha de RSU em Portugal, que assentam na recolha pelo município/SMAUT, ou por uma terceira entidade em seu nome, de resíduos provenientes de habitações, comércio ou instituições.

1.3. R

EGISTO DO PLANEAMENTO

A metodologia proposta recomenda, de acordo com a prEN 14899:2004:E, a elaboração de um Plano de Amostragem. Este irá determinar quando, onde, por quem e como as amostras irão ser recolhidas para obter, quando possível, uma quantidade de amostra representativa e manuseável que cumpra os objectivos estabelecidos (prEN 14899:2004:E).

No mínimo o Plano deve registar a informação que irá permitir que qualquer resultado seja interpretado no contexto apropriado e que possa ser repetido um programa semelhante. Este deve estar concluído antes de ser realizada a amostragem (prEN 14899:2004:E). Na

Salienta-se que entende-se por amostra o número de unidades de amostragem a ser triadas e por amostragem a campanha de caracterização.

PLANO DE AMOSTRAGEM INFORMAÇÃO GENÉRICA

Plano de Amostragem preenchido por: Em nome de:

Cliente (Empresa): Produtor dos resíduos:

Contacto: Contacto:

Outras partes envolvidas:

Amostragem a ser efectuada por (Empresa): Especificar o nome da(s) pessoa(s) que recolhe(m) a amostra: OBJECTIVO DA AMOSTRAGEM

RESÍDUOS

Tipo de resíduos: Localização (morada):

Problemas identificados de acesso que podem afectar o programa de amostragem: METODOLOGIA DE AMOSTRAGEM

Definir local e ponto de amostragem: Especificar datas e hora(s) da amostragem:

Especificar as pessoas presentes (registar nome e morada): Identificar a técnica de amostragem:

Identificar o equipamento:

Especificar o tamanho da amostra: (número de unidades de amostragem a ser triadas) Identificar a metodologia de codificação da amostra:

Identificar as precauções de segurança: SUBAMOSTRAGEM

Procedimento detalhado:

REQUISITOS DE ACONDICIONAMENTO, PRESERVAÇÃO E ARMAZENAMENTO Acondicionamento:

Preservação: Armazenagem:

Figura V.1.1. Exemplo de Plano de Amostragem (adaptado de prEN 14899:2004:E).

O Plano de Amostragem deve conter uma descrição geral das circunstâncias de ocorrência do material e identificar toda a informação relacionada com o tipo de material e dimensões do lote a ser amostrado. Estas poderão ser fornecidas pelo cliente. Na ausência de informação suficiente deve ser feita uma investigação preliminar (prEN 14899:2004:E). O Plano de Amostragem deve ser preparado sob a direcção do gestor de projecto, em conjunto com todas as partes envolvidas. Estas podem incluir, por exemplo, a pessoa que recolhe a amostra, o cliente, a entidade reguladora e o produtor do material. Quando o nível de complexidade é reduzido, algumas ou todas as responsabilidades podem recair numa pessoa, embora as responsabilidades continuem a ser diferentes, por exemplo, o gestor de projecto pode ser da instalação que requer a amostragem e podem também actuar como a pessoa que recolhe a amostra (prEN 14899:2004:E).

1.4. D

IMENSÃO ESPACIAL DA ANÁLISE

A dimensão espacial da análise corresponde à área abrangida pela SMAUT.

1.5. D

IMENSÃO TEMPORAL DA ANÁLISE

Considera-se importante a inclusão das influências sazonais na quantidade e características dos resíduos. Para isso, tendo em conta o referido pela CE (2004a) e as conclusões relativas à sazonalidade no que diz respeito aos registos históricos das campanhas de caracterização física da Valorsul (ver capítulo 2.2 da parte IV), caso se pretenda avaliar as mesmas recomendam-se duas campanhas de triagem sazonais: Verão e Inverno. Adicionalmente, poderá ser considerada a Primavera ou o Outono.

1.6. T

IPO DE AMOSTRAGEM

O tipo de amostragem recomendada é a aleatória simples, porque é um tipo de amostragem fácil de implementar, garante a representatividade da amostra e permite a verificação do cumprimento das directrizes e metas preconizadas a nível nacional e europeu. Deste modo fica assegurada a independência das observações.

1.7. N

ÍVEL DE AMOSTRAGEM

O nível de amostragem proposto é o mesmo da metodologia da DGQA (1989), ou seja, a viatura de recolha. Optou-se por este nível por se considerar adequado e porque não está a ser considerada a estratificação da amostra a nível das habitações.

1.8. U

NIDADE DE AMOSTRAGEM

As metodologias de referência revistas apresentam unidades de amostragem, em massa, variando entre os 91 kg (ASTM) e os 500 kg (ADEME). A metodologia de referência mais recente (SWA-Tool) aponta para um valor entre 120 L e 3600 L de resíduos, tendo algumas cidades parceiras utilizado uma unidade de amostragem de 1m3. Tendo em conta este facto

e a metodologia ARGUS (Alemanha), inserida na metodologia Remecom, recomenda-se o peso de 250 kg de resíduos a amostrar, que correspondem a 1m3, em volume (a partir de

dados da Valorsul: 1996-2004).

Relativamente à recolha selectiva, de resíduos de embalagens usadas e RUB, a única metodologia de referência que se debruça sobre estes fluxos é a Remecom, por via da metodologia MODECOMTM (ver capítulo 1.4.3 da parte III). No Quadro III.1.9 (ver capítulo

1.4.3 da parte III) são apresentados, para os fluxos existentes em Portugal, as seguintes unidades de amostragem:

- embalagens de vidro: 220 kg; - papel/cartão: 250 kg;

- garrafas de plástico e embalagens de metal: 250 kg;

- embalagens de cartão complexo, de plástico e de metal: 250 kg; - resíduos putrescíveis, papel e embalagens de cartão: 250 kg.

Assim, será adoptada a mesma unidade de amostragem para a caracterização dos resíduos provenientes da recolha selectiva. Por uma questão de simplicidade será considerada a mesma unidade de amostragem para as embalagens de vidro, ou seja, 250 kg.

1.9. P

ADRÕES ESTATÍSTICOS

No que se refere aos padrões estatísticos, adoptou-se o referido pela CE (2004a): os resultados devem ser expressos num nível de confiança de 95%.

Para além disso, o valor da precisão relativa do resultado total (peso das unidades de amostragem) deve ser abaixo de 10% (máximo permitido para o erro da amostragem aleatória para os resultados totais) (CE, 2004a). Este é calculado pela média ponderada do erro associado à composição média de cada categoria do catálogo de resíduos proposto. Para o valor da precisão relativa para as categorias orgânicos, papel/cartão, plástico, vidro, metais e finos, este deve ser abaixo de 20% (máximo permitido para o erro da amostragem aleatória) (CE, 2004a).

Ainda de acordo com a mesma fonte, após a execução da análise, estes padrões estatísticos devem obrigatoriamente ser verificados para se determinar se foram alcançados. Caso isso não tenha ocorrido deverão ser alteradas as condições da amostragem, por exemplo, com o aumento do número de unidades de amostragem.

1.10. T

AMANHO DA AMOSTRA

A determinação do tamanho da amostra tem em conta o coeficiente de variação dos resíduos, determinado a partir dos dados históricos da Valorsul (Quadros IV.2.10 a IV.2.21). Foi seguida a metodologia da ASTM (1992), sendo, nomeadamente, seleccionado um “componente principal”. Este, no caso dos resíduos sólidos residuais, é a única categoria em que não se rejeita a hipótese da mesma ter uma distribuição Normal (resíduos orgânicos). O tamanho da amostra proposto é o apresentado no Quadro V.1.3.

Salienta-se que no caso do papel/cartão e embalagens de vidro recolhidas selectivamente, apesar dos cálculos realizados apontarem para a necessidade de se caracterizar apenas uma unidade de amostragem, são propostas duas.

Refira-se ainda que uma vez que o coeficiente de variação da recolha selectiva de resíduos orgânicos é desconhecido, é considerado o número de unidades de amostragem máximo no fluxo da recolha selectiva de embalagens. É essencial uma avaliação dos resultados obtidos para confirmar a adequação do número de unidades de amostragem face aos padrões estatísticos considerados na metodologia proposta.

Quadro V.1.3. Tamanho da amostra proposto.

Fluxo de resíduos Componente principal Coeficiente de

variação máximo

Número de unidades de amostragem propostas

Resíduos sólidos residuais Resíduos orgânicos 22% 21

Papel/cartão recolhido selectivamente Papel/cartão alvo na Valorsul 2% 2

Embalagens de plástico/metal/ECAL recolhidas selectivamente

Embalagens alvo na Valorsul 14% 10

Embalagens de vidro recolhidas selectivamente

Embalagens de vidro 1% 2

Resíduos orgânicos recolhidos selectivamente

Desconhecido Desconhecido 10

Total 45

O número de unidades de amostragem a efectuar deve ser distribuído proporcionalmente à quantidade de resíduos recebidos nas diversas instalações do sistema durante o ano anterior à análise, por fluxo de resíduos considerado. Por exemplo, se a SMAUT, para tratar os resíduos sólidos residuais possuir três aterros, na globalidade deverão ser caracterizadas 21 unidades de amostragem, cuja distribuição, pelos três aterros, é proporcional à quantidade de resíduos sólidos residuais tratados no ano imediatamente anterior.

Os resíduos provenientes das recolhas selectivas de embalagens podem ser provenientes da recolha selectiva porta-a-porta e por transporte voluntário.

1.11. F

ACTORES INFLUENCIADORES

Como já referido anteriormente, considera-se importante a inclusão das influências sazonais na quantidade e características dos resíduos. Para isso, tendo em conta o referido pela CE (2004a) e as conclusões relativas à sazonalidade no que diz respeito aos registos históricos das campanhas de caracterização física da Valorsul (ver capítulo 2.2 da parte IV), caso se pretenda avaliar as mesmas recomendam-se duas campanhas de triagem sazonais: Verão e Inverno. Adicionalmente, poderá ser considerada a Primavera ou Outono.

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