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Villes et châteaux : la genèse

II. Des villes dotées de châteaux

3) Les châteaux royaux

O universo na fase I do estudo foi constituído pelos doentes internados no Hospital Pedro Hispano no ano 2007. No período em análise, foram registados 18292 episódios de internamento referentes a 15150 pessoas.

Variáveis Operacionalização Tipo

Tempo que despende Tempo em horas Intervalar

Sente Necessidade de mais apoio Enfermeiro; Médico; Assistente Social Nominal

Dificuldade Económicas Sim; Não Ordinal

Apoio Económico Segurança social; Família; Seguro; Outro Ordinal

Sente Necessidades de outra

solução? Qual? Texto livre

Das 15150 pessoas que tiveram registo de internamento no ano de 2007, algumas tiveram múltiplos episódios, variando entre 1 e 9 internamentos por pessoa, sendo a maior percentagem de 1 internamento, correspondendo a 70,5% dos episódios de internamento, conforme descrito na tabela 7.

Nº de Internamentos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Total Nº de Pessoas internadas 12901 1685 375 106 50 19 7 4 3 15150 Total de Internamentos 12901 3370 1125 424 250 114 49 32 27 18292 Média de dias de internamento 7,1 9,1 10,6 10,4 11,2 11,4 9,9 12,0 13,4

Tabela 7 – Distribuição das pessoas de acordo com o número de internamentos

A média das idades das 15150 pessoas é de 45,2 anos (± 28,3) variando entre menos de um ano e os 102 anos. Quanto à média de dias de internamento esta foi de 7,4 dias, estando os doentes internados no mínimo um dia e no máximo 273 dias. De acordo com a tabela 7, podemos verificar que a média de dias por internamento tende a aumentar de acordo com o aumento do número de internamentos. Verificando-se que as pessoas que estiveram internadas uma vez, em média, permaneceram 7,1 dias, enquanto as que tiveram nove internamentos estiveram, em média, internadas 13,4 dias por episódio de internamento.

Evoluindo na análise dos dados disponíveis referentes às 15150 pessoas, considerando o último internamento, verificámos, de acordo com a documentação produzida pelos enfermeiros, que 4140 doentes (27,3%) tiveram alta do hospital com dependência no autocuidado. No entanto, ao total das pessoas que tiveram alta com dependência no autocuidado foram retiradas as que estiveram internadas nos serviços de Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria, Berçário e, ainda, os doentes aos quais estavam associados os diagnósticos de enfermagem de «confusão», de «consciência alterada» ou de «agitação». Esta exclusão teve por base dois pressupostos: por um lado, pelo facto do nosso estudo ter por foco adultos e, nos serviços excluídos serem internadas crianças, as limitações no autocuidado, nestes serviços, são, na sua maioria temporárias, circunscrevendo-se ao tempo de internamento; por outro lado, excluíram-se também os doentes com alterações da memória ou da consciência por estarem impossibilitados de nos falar do processo de reconstrução da sua autonomia face ao autocuidado.

Ao total das pessoas que tiveram alta com dependência no autocuidado (4140) retirámos, de acordo com os critérios já referidos, as que estiveram internadas nos

serviços de Ginecologia, Pediatria, Berçário, bem como aquelas a quem estavam associados diagnósticos de enfermagem de “Confusão”, “Consciência alterada” ou “Agitação”. A análise realizada posteriormente teve por referência os dados referentes a este conjunto de 2511 pessoas.

Assim, podemos afirmar que foram 2511 (16,6%) as pessoas que, no momento da alta, estavam dependentes no autocuidado, não estavam confusas, não apresentavam alteração da consciência e não estiveram internadas nos serviços de Obstetrícia, Ginecologia, Pediatria ou Berçário, constituindo a amostra da fase I do estudo. A partir da análise da documentação de enfermagem relativa ao último episódio de internamento destes doentes, produziram-se as respostas face ao primeiro conjunto de perguntas de investigação.

2.1.4.1. Amostra – fase II

Para a obtenção da amostra da segunda fase do estudo, partimos das 2511 pessoas referenciadas na amostra usada na fase I do estudo. Posteriormente, efetuámos a aleatorização informática do conjunto destes doentes. Por último, obtida uma ordenação aleatória, contactámos telefonicamente as pessoas ou familiares cuidadores para obtenção do consentimento para participar nesta fase do estudo. Para entrevistar 250 pessoas, o que representa cerca de 10% do total das pessoas com dependência no autocuidado (2511), realizámos 659 tentativas de contacto. Nessas tentativas, 251 pessoas não atenderam, 74 já tinham falecido, 79 dos números de telefone já não estavam atribuídos, três pessoas não aceitaram participar e duas estavam na prisão (Esquema 6).

Esquema 6 – Distribuição dos participantes em função das tentativas de contacto por telefone 659 Tentativas de contacto 251 Não atenderam 74 Óbitos 79 Números não atribuídos 2 presos 3 Não aceitaram participar 250 Aceitaram participar

Assim, entrevistámos telefonicamente 250 pessoas no sentido de perceber qual o destino após a alta do dependente no autocuidado, como evoluiu a sua condição de saúde e o seu nível de dependência no autocuidado, passado e atual.

Nos contactos realizados verificámos que, das 250 pessoas que no momento da alta tinham algum tipo de dependência no autocuidado, no momento do contacto por telefone, cerca de seis a doze meses após, 106 mantinham-se dependentes. Assim, apresentaremos os dados referentes a esses dois grupos: um referente às 250 pessoas globalmente e outro referente às 106 pessoas que necessitavam no mínimo de outra pessoa para a consecução das atividades de autocuidado.

Das 106 pessoas que mantêm dependência no autocuidado, vivem com dependência há 6,33 anos, sendo que 44 (17,6%) destas tornaram-se dependentes no último ano. Este dado, permite-nos estimar, a partir do total de pessoas (2511) que tiveram alta com dependência no autocuidado, que, ao fim de seis a doze meses, 440 vão manter- se, no mínimo, dependentes de outra pessoa em algum tipo de autocuidado.

2.1.4.2. Caracterização das pessoas com dependência

A média das idades, dos 250 doentes contactados telefonicamente, foi de 64,6 anos, variando entre os 18 e os 97 anos. Quanto ao sexo, os doentes são maioritariamente do sexo feminino 142 (56,8%) e 108 (43,2%) do masculino e têm em média 4,7 anos de escolaridade, variando a sua formação entre os 0 e os 17 anos de escolaridade. Em relação ao estado civil, a maioria é casada 142 (56,8%), seguidos dos viúvos 66 (26,4%), dos solteiros 26 (10,4%) e dos divorciados 16 (6,4%).

No que se refere à atividade laboral, na sua maioria os entrevistados estão reformados 185 (74%) e 50 (20%) são trabalhadores ativos, 11 (4,4%) são domésticas e 4 (1,6%) são estudantes (Esquema 7).

Esquema 7 - Caracterização sociodemográfica das pessoas com dependência no autocuidado na alta

2.1.4.3. Caracterização dos membros da família prestadores de cuidados

A idade dos membros da família prestadores de cuidados varia entre os 18 anos e os 83 anos, sendo a média das idades de 52,6 anos. Quanto ao sexo, a maioria é do sexo feminino 72 (83,7%) e 14 (16,3%) do sexo masculino, na sua maioria são casados, 66 (76,7%), sendo 14 solteiros, 5 viúvos e 1 é divorciado.

Quanto ao grau de parentesco com a pessoa com dependência, a maioria 37 (43,0%) são filhos, seguidos dos cônjuges 25 (29,1%). A situação de coabitação foi a que mais se verificou neste estudo, em 72 (83,7%) casos.

A maioria, isto é, 40 (46,5%) dos membros da família prestadores de cuidados é trabalhador ativo, 24 (27,9%) estão reformados e 21 (24,4%) são domésticas. Em média, os membros da família prestadores de cuidados têm 4,7 anos de escolaridade (Esquema 8).

Pessoas que tiveram alta com

dependência no autocuidado (250)  Média 64,5 anos (18-97)  Feminino 142 (56,8%)  Masculino 108(43,2%)  Reformado 185 (74%)  Trabalhadores activos 50 (20%)  Doméstico 11 (4,4%)  Estudantes 4 (1,6%)  Casado 142 (56,8%)  Viúvo 66 (26,4%)  Solteiro 26 (10,4%)  Divorciado 16 (6,4%)  Média 4,7 anos (0-17) Idade Sexo Profissão Estado civil Escolaridade

Esquema 8 – Caracterização sociodemográfica dos familiares cuidadores