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CENTRE DE GRAVITÉ DE SURFACES

Dans le document STATIQUE GRAPHIQUE ETSTATIQUE ANALYTIQUE (Page 184-190)

MOMENTS QUADRATIQUES DE SURFACES

9.3 CENTRE DE GRAVITÉ DE SURFACES

Os primeiros registros sobre o transporte coletivo de que se tem notícia datam do século IV a.C. na Grécia, onde os gregos foram os pioneiros nas construções de vias públicas e das primeiras carrocerias. Quando os romanos assumiram o império desenvolveram o “carrozzieri” um tipo de transporte público mais moderno do que o dos gregos (FRANQUES, 2002).

Em 1661, na França, o matemático Blasé Pascoal, cria o primeiro serviço de transporte público no mundo. Cria um transporte público feito por carruagens de oito lugares com tração animal, com lugar para o cocheiro e seu ajudante, e que oferecia um percurso em cinco ligações urbanas em Paris com itinerário, horário e preço pré-estabelecidos (FRANQUES, 2002; COSTA, 2006).

Em 1826, um comerciante de Nantes na França faz um trocadilho com o transporte “omnibus” que significa “para todos”, desse modo, os usuários começaram a se referir ao transporte como omnibus. Nessa mesma cidade, mais tarde, foi criado o primeiro serviço de transporte público adotando em definitivo essa nomenclatura para se referir a esse transporte (FRANQUES, 2002; COSTA, 2006). No entanto, o primeiro ônibus movido à combustão do mundo foi desenvolvido em 1895, por Karl Benz (FRANQUES, 2002). Este modelo deriva-se de um modelo já existe e fabricado por Benz. Com a capacidade de transportar oito passageiros, inaugurou-se um novo serviço de transporte entre a

cidade de Siegen e as localidades de Netphen e Deutz, na Alemanha. Na linha eram empregados dois veículos Benz que cobriam um trajeto de 15 quilômetros em uma hora e vinte minutos, com cinco paradas.

Em 1837, chega no Rio de Janeiro o ônibus de dois andares, que seria puxado por burros, importado da França. No ano seguinte, é fundada a primeira empresa de transporte coletivo no Brasil, a Companhia de Omnibus, até então puxadas sempre por burros.

No Brasil, as primeiras jardineiras chegaram em 1919, eram ônibus montado sobre caminhões onde apenas a parte da frente desse veículo era conservada e a parte da carroceria era uma enorme caixa de madeira com vidros e bancos. Logo após vieram as carrocerias em chapa e em 1926 foram importadas as jardineiras chamadas “yellow coach” (CENTERONIBUS; VICASA).

Em 1941 foi fabricado o primeiro ônibus brasileiro pelos irmãos Grassi, com capacidade para 45 (quarenta e cinco) pessoas e nos anos 50 foram fabricados pela Mercedes Benz os primeiros chassis nacionais (CENTERONIBUS).

No Recife, os primeiros serviços de ônibus começaram a circular nos anos 30, substituindo os bondes. Na década de 40, o ônibus já era considerado o principal meio de transporte público, tendo em 1956, 106 empresas operando 48 linhas do Recife (MILBUS, 2004).

A partir da década de 70 os chassis e a suspensão começaram a ser construídos pensando no transporte de passageiros que então daria certo conforto aos usuários, pois já não apresentavam os solavancos tradicionais.

Assim, com a industrialização e as novas exigências de mercado, o ônibus teve que se modificar ganhando grande importância no dia-a-dia das pessoas e tornando-se o principal meio de transporte público.

Apesar da evolução e modernização na fabricação dos ônibus, o espaço destinado aos motoristas e cobradores ainda são compostos de espaço mínimo à realização de seus movimentos corporais, necessários a manipulação e visualização de equipamentos para a realização de suas atividades. Porém já se percebe uma preocupação com relação ao dimensionamento do espaço, por parte dos fabricantes de peças e equipamentos e das montadoras, na busca da qualidade e segurança dos veículos e do conforto e bem-estar dos motoristas e cobradores.

3.3.1. Atividade do motorista de ônibus

De acordo com Gorni (1997), a tarefa do motorista de ônibus é conduzir os passageiros a um local determinado. O motorista realiza a tarefa de transportar passageiros com os meios que lhe são

disponíveis (sendo o veículo o meio de condução) e dentro das condições estabelecidas não só pela conformação do espaço físico do posto de comando mas, também, pelas regras impostas pela empresa. Ainda segundo o autor a tarefa é bastante complexa ativando funções fisiológicas e mentais, pois o motorista se desloca para acionar comando, escutar ruídos e sinais decodificando-os como possíveis anomalias mecânicas, comunica-se com os passageiros, planeja suas ações de acordo com situações momentâneas, entre outras.

Dentro do ambiente em que o motorista desenvolve suas tarefas pode haver diversas acontecimentos que está fora do seu controle: variações climáticas, como chuva, que ocorrem a qualquer momento; passageiros que solicitam a parada do veículo em pontos não específicos; os espelhos retrovisores externos podem se desregular repentinamente; uma obstrução em estradas ou ruas rompem a planilha de horários estabelecidos; engarrafamentos. (MADEIRA ET al., 1997. Apud FERRANTI, 2009)

O motorista continua exercendo suas atividade conforme citadas acima mas atualmente, especialmente na Região Metropolitana do Recife, conforme a pesquisa recorrente, esses profissionais têm cada vez mais a necessidade de tentar se adaptar com os imprevistos do dia-a-dia. A qualidade das vias e o trânsito intenso tem afetado diretamente nos tempos de viagem do profissional, o que consequentemente interfere na sua jornada de trabalho e satisfação ao desempenhar a função.

3.3.2. Atividade do cobrador de ônibus

A principal atividade do cobrador de ônibus é fazer a cobrança das passagens aos passageiros, dentro das normas estabelecidas pelas empresas e pela Grande Recife Transporte. Também faz parte da rotina desses profissional dar informações aos passageiros e auxiliar o motorista em algumas de suas funções, como observar a entrada e saída de passageiros do veículo.

Dentro do ambiente em que o cobrador exerce sua tarefa podem ocorrer problemas como falta de troco, passageiros sem dinheiro, assaltos, entre outros. Além disso, esse profissional também sofre com os imprevistos sofridos pelo motorista como engarrafamento, variação climática e imprevistos que interrompem e/ou atrasam a duração das viagens e constrangimentos inerentes a sua atividade e ao seu posto de trabalho.

As questões apontadas tanto para o motorista quando para o cobrador de ônibus, são apenas algumas das diversas situações que demonstram que não são raras as ocasiões em que ocorrem desvios entre o prescrito e o real e que fazem surgir os procedimentos de regulação que geralmente

são custosos não somente para esses funcionários como também para a empresa. (VALENTIN, 1987, Apud KREUZ, 2007)

Os desvios entre o prescrito e o real fazem parte de qualquer profissão, especificamente na profissão do motorista e cobrador de ônibus urbano que interfere negativamente no desempenho das atividades, podendo assim, resultar futuramente na baixa qualidade de vida desses profissionais.

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