• Aucun résultat trouvé

Caract´ eristiques bas´ ees sur la taille de la r´ egion sym´ etrique (Vec-

4.2 Caract´ erisation de la sym´ etrie

4.2.1 Caract´ eristiques bas´ ees sur la taille de la r´ egion sym´ etrique (Vec-

De acordo com o exposto anteriormente, podemos afirmar que o desenvolvimento psicomotor da criança com deficiência visual segue a mesma seqüência da demais: ela aprende a rolar, sentar, engatinhar e andar.

Segundo Hoffmann (2003), a cegueira é uma deficiência sensorial que traz algumas limitações ao indivíduo no que diz respeito a sua mobilidade, decorrentes da sua impossibilidade de perceber e antecipar alguns obstáculos naturais existentes no ambiente. Somam-se a esses obstáculos naturais, aspectos subjetivos do indivíduo e a percepção social a respeito da cegueira, objetos de estudos da autora em sua tese de doutorado.

Seguindo em sua análise, Hoffmann (2003) postula que estas dificuldades podem ser reduzidas qualitativa e quantitativamente, a partir da aprendizagem de estratégias que possibilitam ao deficiente visual o seu deslocamento no espaço de forma segura e independente. De acordo com a autora, o processo que oportuniza ao deficiente visual a aprendizagem de um conjunto de estratégias para o seu deslocamento nas diversas situações cotidianas, chama-se Orientação e Mobilidade (OM).

Conforme Felippe e Felippe (1997), durante o movimento de uma pessoa através do espaço, a orientação vem em primeiro lugar e a mobilidade em seguida. Assim, para o deficiente visual, a orientação é a habilidade para perceber o ambiente que o cerca, estabelecendo relações corporais, espaciais e temporais com esse ambiente, através dos sentidos remanescentes. Já a mobilidade é a capacidade ou estado inato do indivíduo de se mover, reagindo a estímulos internos ou externos, em equilíbrio estático ou dinâmico.

Segundo os autores, a aprendizagem destas habilidades deve ser iniciada em casa, pelos pais da criança, continuando o processo no ensino formal, através do professor da sala de recursos, finalizando a partir da aprendizagem de técnicas mais avançadas, ensinadas por um professor especialista em Orientação e Mobilidade.

Dentre os vários procedimentos realizados em aulas de orientação e mobilidade, como a utilização de um guia vidente e técnicas de auto-proteção, encontramos também a aprendizagem do uso da bengala. Simmons e Maida [s.d, p. 12] afirmam que “embora a bengala não seja como um brinquedo que as crianças videntes têm, ela permitirá que a criança deficiente visual se desloque mais naturalmente e com maior segurança”.

Encontramos em Pogrun e Rosen (1989) a afirmativa de que o ensino do uso da bengala deve ocorrer o quanto antes, para crianças na idade entre dois e cinco anos. Para crianças muito pequenas, os autores sugerem ainda, no lugar da bengala, o uso de outros objetos como brinquedos de empurrar, carrinhos de feira e supermercado, bambolês9 e outros. São objetos que a criança pode empurrar ou levar para frente e, dessa forma, aprender o conceito de um obstáculo no meio do caminho. A bengala é um instrumento que a criança cega vai usar a vida inteira e, em determinado momento, será inevitável a transição destes objetos para a bengala, aprendendo a usá-la e posicioná-la de forma que ela seja incorporada como principal instrumento de locomoção, afirmam os autores.

Porém, os mesmos chamam a atenção para o fato de que esses brinquedos só terão validade dentro de um espaço lúdico, sempre que for possível estabelecer um valor social ou motor na interação com os mesmos.

Ainda de acordo com Pogrun e Rosen (1989), deslocar-se no espaço sem qualquer tipo de proteção é um desestímulo ao movimento seguro e, a partir desta premissa, apontam algumas vantagens referentes ao uso precoce da bengala:

a) ao reduzir o medo com o uso da bengala, a criança se sente motivada a deslocar-se mais no espaço;

b) a bengala, enquanto instrumento de exploração no espaço, é uma prolongação do próprio braço;

c) quando o uso da bengala é iniciado ainda em idade precoce, os pais são envolvidos no processo e podem, dessa forma, aceitar mais prontamente o fato de que a bengala é um instrumento para a vida inteira;

d) o uso precoce da bengala também pode facilitar a aceitação da mesma por colegas e outras pessoas do círculo de convivência da criança;

e) com a bengala, a criança conquista espaços onde ela não mais precisará depender integralmente dos outros, tornando-se uma criança mais autônoma e auto-confiante.

Apesar de todos estes benefícios incontestáveis sobre o uso da bengala pela criança, Hoffmann (2003) aponta que há dificuldades na aquisição de uma bengala adequada a esta faixa etária por falta de disponibilidade da mesma no mercado. A autora ressalta que este fato denuncia o descaso com a importância do uso deste instrumento pela criança deficiente visual, porém, afirma que a inexistência da bengala infantil no comércio está atrelada à falta da demanda da mesma.

A autora sinaliza que desde 1999, na cidade de Porto Alegre, em programas de Intervenção Essencial, ocorrem discussões a respeito da locomoção da criança com o uso da bengala e que há uma carência de informações em torno desse assunto, o que prejudica a definição de uma metodologia de ensino-aprendizagem:

Por estes motivos, acreditamos que seja útil e relevante a discussão de forma mais ampliada e aprofundada sobre ações que, dentro de um conjunto, possam ser analisadas como formadoras de um quadro referencial metodológico para a organização de programas de inclusão da bengala nas atividades da criança cega congênita e de um programa específico de Orientação e Mobilidade infantil (HOFFMANN, 2003, p. 62).

Segundo a autora, este é um assunto relativamente novo, porém, de suma importância, no qual estão implicados vários fatores que precisam ser exaustivamente estudados a fim de que possamos alcançar os resultados esperados.

3.4 O BRINCAR E SUA IMPORTÂNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ