Tour à vent traditionnelle
1.3 Caractéristiques de la tour à vent traditionnelle
A Escola Secundária de Emídio Garcia, sucedeu ao liceu de Bragança, que passou por designações várias, desde a sua fundação em 1853 (Liceu Nacional de Bragança).
Vocacionada para proporcionar a formação pré universitária a alunos de todo o distrito, conheceu períodos de grande fulgor académico e cultural.
Situa-se numa freguesia urbana, mas serve alunos que residem em freguesias rurais do concelho.
Todos os lugares do quadro de professores da escola estão preenchidos. Os professores não pertencentes ao quadro, que respondem as necessidades conjunturais, não atingem os 20 % (AEEG, 2014).
Na nota introdutória do Plano de Desenvolvimento Curricular (2014, p.5), é notória desde logo a preocupação em orientar as suas ações em três eixos fundamentais, com o primeiro a apontar para a “promoção do sucesso académico e consequente diminuição do abandono escolar”, e, para que tal seja possível, tem que se dar cumprimento ao estipulado no Projeto Educativo de Agrupamento 2014-2017, (2014, p.37) que resulta da análise de resultados e os divide pelos ciclos. No 3º ciclo, podemos ver “com as medidas já implementadas e as que se preveem poder vir a ser tomadas, é desejável que o sucesso educativo, no final do ciclo de estudos possa situar-se entre os 91 a 93%”.
O agrupamento pretende ainda organizar a sua atividade em torno de alguns parâmetros, entre os quais, cursos do Ensino Regular, atividades de enriquecimento curricular; projetos; apoio a alunos com necessidades educativas especiais; apoio a alunos com dificuldades de aprendizagem; articulação vertical e horizontal de conteúdos; percursos da via
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profissionalizante (Cursos Vocacionais, Profissionais e P.I.E.F.). A par destes instrumentos, o agrupamento, vê no “desporto escolar uma atividade de grande importância para toda a comunidade educativa. No Agrupamento, a prática desportiva através, do Projeto do Desporto Escolar, é uma iniciativa que já existe há muitos anos e tem vindo a crescer. Os resultados obtidos e a dinâmica criada pelos alunos e responsáveis de grupo/equipa, possibilitaram que o Projeto do Desporto Escolar tenha cada vez mais importância na vida do nosso Agrupamento” (p.39).
No Projeto Educativo de Agrupamento 2014-2017 (2014) deste agrupamento, encontramos dados sobre o Abandono Escolar, mostrando-nos que, esta problemática no ensino básico é residual ou mesmo inexistente.
No capítulo Áreas de Intervenção e Metas, (p.37), deste documento, para o terceiro ciclo podemos citar: “nos últimos anos o sucesso educativo ronda os noventa por cento, considerando-se um valor bastante satisfatório atendendo aos fatores da interioridade e às variáveis que condicionam o processo de aprendizagem sem que, no entanto, a escola as possa controlar dado serem externas à mesma. Dado que a preocupação da escola é que todos tenham sucesso, considera-se, mesmo assim, haver uma maior diversificação na oferta do apoio pedagógico visando a promoção e o desenvolvimento de capacidades de cada aluno e, sobretudo, dar maior visibilidade às práticas de apoio pedagógico que cada docente implementa para cada caso, como é, por exemplo, o apoio individualizado em sala de aula”, como proposta de resolução está implícito no documento, “de acordo com a análise efetuada, considera-se ser necessário criar grupos de reflexão, de professores, nos quais se proceda à apresentação das boas práticas em sala de aula e o modo de as mesmas poderem vir a ser implementadas noutros contextos. Esta medida poderá ser implementada quer a nível de conselho de turma, quer ao nível departamental/ área disciplinar”.
10.2 Abade de Baçal
A Escola Secundária Abade de Baçal, escola sede deste Agrupamento, remonta as suas origens a 1890, ano em que, por diploma régio, foi criada a então Escola de Desenho 5 Industrial, mais tarde convertida em Escola Industrial e posteriormente em Escola Industrial e Comercial de Bragança. Com a aprovação da portaria n.º 608/79 de 22 de novembro passa a designar-se Escola Secundária da Sé, adotando o seu atual nome, Escola Secundária do Abade de Baçal, a partir de 1992, pelo despacho n.º151/SERE/92.
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Passou por vários edifícios até se fixar no atual, construído de raíz para o efeito em 1964 segundo o desenho do arquiteto A. Couto Mateus. Implantada à época nas franjas do núcleo urbano, e portanto um pouco afastada da vida comunitária, encontra-se hoje numa localização privilegiada tendo granjeado a reputação de centro de formação de qualidade e exigência, motivo de orgulho para todos quantos por ela passam.
Incluída que foi no programa governamental de recuperação do parque escolar, e encontrando-se na reta final do processo de requalificação será certamente um edifício com condições mais consentâneas com as necessidades de trabalho e aprendizagem atuais (AEAB, 2014).
No Projeto de Intervenção Agrupamento de Escolas de Abade de Baçal (2013, p.9), está incluída a missão de garantir a formação integral dos alunos/formandos, desenvolvendo práticas e dinâmicas pedagógicas que efetivem o sucesso educativo. Nos seus pontos fortes, destacam-se os “resultados escolares claramente acima dos referentes nacionais na escola sede do Agrupamento (quer ao nível dos exames nacionais, quer ao nível das provas de aferição)”. Já nas dificuldades internas deste agrupamento, encontramos, “ao nível da prossecução de melhores resultados escolares, entende-se que, desejavelmente, haja uma aproximação generalizada dos resultados escolares de todos os níveis de ensino e todos os alunos do Agrupamento.”, (p.13), para colmatar este problema, o documento fala em “dinamizar as salas de estudo, para que estas sejam mais eficazes, e continuar a formalizar, nos horários de alunos e professores, a preparação para exames nacionais, nos Ensinos Básico e Secundário.
No Ensino Básico, as disciplinas que maiores taxas de insucesso têm verificado, são: Matemática, Inglês e Física e Química. No Ensino Secundário, Matemática e Física e Química A.”
No capítulo Abandono Escolar, (p. 13), deste documento, extraímos de importante que “apesar de, nos últimos tempos, se ter assistido a uma diminuição do abandono escolar, sendo o mesmo praticamente residual nos cursos do ensino regular, o Agrupamento não dispõe de mecanismos específicos de majoração desta variante”, mais à frente, (p.18), como estratégia/plano operativo, há que “melhorar a performance do Agrupamento ao nível das aprendizagens e das qualificações, diminuindo o abandono escolar”, tendo como metas/resultados esperados, “aumentar o número de atividades extracurriculares, com a participação conjugada dos diferentes departamentos; aumentar o número de alunos que frequentam as salas de estudo; aumentar o número de alunos dos cursos profissionais que concluem os módulos previstos para cada ano por disciplina; reduzir o número de alunos que
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transitam com 2 classificações inferiores a 10 valores; aumentar o número de alunos que transitam sem classificações inferiores a 10 valores; aumentar o número de alunos com média de exame final acima da média nacional; consolidar a evolução positiva dos resultados ao nível do 1º, 2º e 3ºciclos; reduzir as diferenças entre as classificações internas finais e as classificações obtidas em exame final; diminuir a taxa de abandono escolar” (p.19).
Nos indicadores do 3º ciclo, nas disciplinas de português e matemática, este agrupamento obteve os seguintes resultados: avaliação interna (taxa de sucesso) 81% 70% e avaliação externa (taxa de sucesso) 61% 47% com uma taxa de transição acima dos 82% e com 0% no abandono.
Nos pontos fortes, mencionados mais à frente neste documento, destacam-se “resultados escolares claramente acima dos referentes nacionais na escola sede do Agrupamento” (p.9), nas estratégias/plano operativo, está escrito, “melhorar a performance do Agrupamento ao nível das aprendizagens e das qualificações, diminuindo o abandono escolar” (p.18). Nas metas indicadores de execução do projeto, desejam entre outras metas, manter, se possível melhorar, o nível de desempenho dos alunos, reduzir em 1% o insucesso escolar no 3º ciclo, reduzir em 1% o número de alunos que transitam com duas negativas; aumentar em 1% o número de alunos que transitam sem classificações negativas; reduzir em 10% a diferença entre a classificação interna final e a classificação obtida em exame.
Quanto ao desporto escolar, no Projeto Educativo Abade Baçal 2013-2017 (2013, p.25), este agrupamento, vê nele um elemento integrante do projeto educativo e como um dos “instrumentos de inclusão e de promoção do sucesso educativo, privilegiando alunos/as que apresentem maiores riscos de insucesso ou abandono, bem como pretende tornar mais "rica" a oferta educativa, sendo para muitos alunos a única oportunidade de acesso à prática desportiva formal, não formal e informal”.
10.3 Miguel Torga
A Escola Secundária Miguel Torga de Bragança está implantada nas imediações da zona histórica da cidade de Bragança. O edifício escolar iniciado em 1986, do tipo SU30 tem a particularidade de apresentar uma configuração singular que se enquadra harmoniosamente no meio. Esta escola foi concebida para uma população de 800 alunos, comportando atualmente, e numa situação de decréscimo, 500 alunos, dos quais cerca de metade são transportados de zonas rurais. Para além do 3° ciclo a escola oferece a frequência de dois cursos (Ciências e
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Tecnologias / Línguas e Humanidades), Curso Profissional de Informática - Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos (1.º, 2.º e 3.º anos), CEFT2 - Operador de Informática, CEFT6 - Gestão do Ambiente (duas turmas), PIEF e EFA (B3, NS - Turma 1 e Turma 2).
No relatório de Autoavaliação deste agrupamento (2014, p.24), encontramos propostas sobre os resultados obtidos, das quais citamos, “está institucionalizada a não retenção de alunos no 1.ºano, logo a equipa só considerou a evolução a partir do 2.º ano, quanto às metas do PEA; aumentar a taxa global de sucesso escolar entre 0,1% e 0,5%, em relação ao observado em 2013 e de acordo com o perfil da turma, entendendo-se por taxa global de sucesso escolar a taxa de rendimento escolar dos alunos que frequentaram pelo menos metade do ano letivo no AEMT; melhorar os resultados da avaliação externa nas disciplinas cuja média se situa abaixo da média nacional; melhorar ou manter os resultados da avaliação externa nas disciplinas cuja média se situa acima da média nacional. Assim sendo, considerou que a maior parte das metas foram alcançadas, verificando-se progressos consideráveis em quase todos os resultados de exames e provas em relação a 2013”.
Em jeito de conclusão, verificamos e comparamos os dados das classificações externas das escolas, registado no último ranking das escolas, feito em 2014. Daí extraímos que de entre as três escolas da cidade de Bragança, a Escola Básica e Secundária Miguel Torga, é a melhor colocada com uma média nos exames nacionais de 3.36, em segundo a Escola Secundária Emídio Garcia com uma média de 3.28 e em último lugar aparece a Escola Secundária Abade de Baçal com 3.22 de média, ocupando respetivamente a nível nacional no ranking geral, os lugares 143, 179 e 211.
No que respeita ao 3ºCEB, as três escolas ocupam a mesma ordem, tendo obtido uma média dos exames de: Miguel Torga, 3.36, Emídio Garcia, 3.28 e Abade de Baçal, 3.21. Na mesma ordem mas apresentando a média dos exames por pontos, os resultados foram os seguintes: Miguel Torga, 63.87, Emídio Garcia, 61.79 e Abade de Baçal, 59.91.
Já nos resultados obtidos nos exames nacionais do 9º ano, a Português a escola Miguel Torga aparece na posição 212 e obteve na média interna 3.77 e na média de exame 62.12, a escola Emídio Garcia ocupa a posição 234, com média interna de 3.37 e média de exame de 61.54, em último da lista está a escola Abade de Baçal na posição 288, com média interna de 3,61 e média de exame de 60,34.
No que diz respeito aos exames nacionais do 9º ano, a Matemática a escola Miguel Torga aparece na posição 144 e obteve na média interna 3.33, de média de exame 65.63, a escola
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Emídio Garcia ocupa a posição 215, com média interna de 3.20 e média de exame de 62.05, enquanto que a escola Abade de Baçal aparece na posição 286, com média interna de 3.40 e média de exame de 54,00.
11. Hipóteses
H1 – Os alunos de ambos os sexos que praticam desporto federado, no 3º CEB, não revelam menor desempenho escolar comparativamente aos que não praticam qualquer tipo de prática desportiva.
H2 – Os alunos do 3º CEB, de ambos os sexos, praticantes de desporto federado têm melhores desempenhos escolares comparativamente aos alunos praticantes de outros tipos de atividade física não federada, nas disciplinas nucleares de Português e Matemática,
H3 – Os alunos do 3º CEB, de ambos os sexos, que não praticam qualquer tipo de desporto não revelam melhor desempenho escolar nas disciplinas nucleares de Português e Matemática, comparativamente aos alunos praticantes de desporto federado.
H4 – O desempenho escolar dos alunos, de ambos os sexos do 3º CEB, praticantes de desportos federados coletivos, não difere dos praticantes de desportos federados individuais. H5 – Em nenhum tipo de prática desportiva federada, as raparigas parecem diferir dos rapazes.
H6 – A associação entre o número de horas de prática desportiva federada e o desempenho escolar não é relevante para ambos os sexos neste ciclo de ensino.
H7 – Os alunos pertencentes às classes socioeconómicas mais favorecidas, em ambos os sexos, revelam maior sucesso escolar e diferem estatisticamente entre si.
H8 – Os alunos praticantes de desporto federado, em ambos os sexos, pertencentes às classes socioeconómicas superiores revelam melhor desempenho escolar no conjunto das disciplinas e nas disciplinas nucleares de Português e Matemática.
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II - METODOLOGIA
1. Caracterização da população
O presente estudo considerou uma população total de 407 alunos, de ambos os sexos, 197 do sexo masculino e 210 do sexo feminino, de três agrupamentos de escolas da cidade de Bragança, estudantes do terceiro ciclo do ensino básico (3ºCEB), residentes no concelho de Bragança.
Será feita a apresentação do nosso instrumento de pesquisa, bem como a forma como foi aplicado. Por último anunciaremos os procedimentos utilizados no tratamento e análise de dados.
Tabela 1- Distribuição e composição da população amostral, distribuídos por agrupamentos e divididos por género e ano de escolaridade.
Tabela 2 - Divisão por ano de escolaridade em cada um dos agrupamentos, diferenciados entre femininos e masculinos. Femininos Masculinos 7º Ano 8º Ano 9º Ano 7º Ano 8º Ano 9º Ano Agrupamento 1 Abade de Baçal 29 52 35 28 42 42 Agrupamento 2 Miguel Torga 6 0 9 0 6 3 Agrupamento 3 Emídio Garcia 3 25 51 2 16 58 Total Geral 38 77 95 30 64 103
População Femininos Masculinos 7º Ano 8º Ano 9º Ano Total Agrupamento 1 Abade de Baçal 116 112 57 94 77 228 Agrupamento 2 Miguel Torga 15 9 6 6 12 24 Agrupamento 3 Emídio Garcia 79 76 5 41 109 155 Total 210 197 68 141 197 407
46 Tabela 3- Distribuição da população pela escala da condição socioeconómica das famílias de Graffar.
Classificação de Graffar População Classe I 82
Classe II 120
Classe III 124
Classe IV 17
Classe V 0
Caracterizando a população relativamente à condição socioeconómica através da classificação de Graffar, tabela 3, os alunos encontram-se distribuídos na sua larga maioria nas classes mais favorecidas, classe I (82),II (120) e III (124), já as classes menos favorecidas, segundo esta classificação, apresentam uma minoria, classe IV (17) e V (0) num total de 343 que responderam no questionário a esta questão.
Tabela 4 – Distribuição da população, por género e por praticantes de práticas desportivas federadas e não federadas.
População Federados Não Federados Total Geral Femininos 38 93 131 Masculinos 70 72 142 Total 108 165 273
No que diz respeito à prática desportiva, 108 alunos revelaram praticar uma prática desportiva federada, 165 praticam uma prática desportiva não federada e 134 alunos, indicaram não praticar qualquer tipo de prática desportiva.
A população da nossa amostra, apresentada nas tabelas acima (tabela 1,2,3 e 4), é constituída no total por 407 alunos, 197 do sexo masculino e 210 do sexo feminino, pertencentes aos três agrupamentos da cidade de Bragança.
47 Tabela 5 – Distribuição da população, por modalidades.
Na distribuição por modalidades, tabela 5, observamos o seguinte indicador: 52 alunos (20%) inseriam-se na modalidade de futebol, 34 (13,1%) no Voleibol, 32 (12,3%) no basquetebol e com o mesmo número de praticantes, 23 (8,8%) aparecem as modalidades de atletismo e natação.
Tabela 6 – Distribuição da população, por género e por praticantes de práticas desportivas coletivas e individuais.
População Coletivas Individuais Total Geral Femininos 80 40 120
Masculinos 104 37 141
Total 184 77 261
Ao agrupar os alunos em modalidades individuais e coletivas, tabela 6, registamos uma maioria de alunos a realizar, prática desportiva coletiva com 184 praticantes, enquanto que os praticantes individuais foi de 77, num total de 261.
Praticantes % Futebol 52 20,0% Voleibol 34 13,1% Basquetebol 32 12,3% Atletismo 23 8,8% Natação 23 8,8% Ciclismo 17 6,5% Dança 14 5,4% Futsal 14 5,4% Badminton 11 4,2% Karaté/Artes Marciais 10 3,8% Outros 30 11,5% Total 260 100,0% Não responderam 147 Total Geral 407
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