Les besoins en lien avec les aspects physiques de l’enfant
9.6 Annexe F : Grilles d’analyse des recherches
9.6.1 Capturing children’s voices for quality improvement
Também este elo da cadeia deve ser o mais precoce possível. A probabilidade de conseguir tratar a FV com sucesso depende do fator tempo. A desfibrilhação logo no 1º minuto em que se instala a FV, pode ter uma taxa de sucesso próxima dos 100%, mas ao fim de 8-10 minutos a probabilidade de sucesso é quase nula. (www.inem.pt, cadeia de sobrevivência, 2012)
Na sequência da publicação do Decreto-Lei 188/2009 de 12/08, que veio regular a atividade de DAE (Anexo XVI) por não médicos em ambiente extra-hospitalar mas também em Espaços Públicos, o INEM implementou o Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa, (PNDAE) com o objetivo do desenvolvimento de uma rede de desfibrilhação automática externa.
Assim, durante o ano de 2011, foi alargada a Rede de Desfibrilhação Automática Externa a 332 Corporações de Bombeiros, reforçando-se a parceria do Sistema Integrado de Emergência Médica e expansão do Programa Nacional de DAE a mais 106 locais de acesso ao público, permitindo assim o alargamento do acesso do cidadão ao DAE, dotando os meios mais próximos dos cidadãos (ambulâncias dos bombeiros) com capacidade de intervenção nesta importante área da emergência médica (INEM, 2011)
Deste modo, reforçou-se o terceiro elo da cadeia, que era um dos elos que a enfraquecia bastante.
40 SAV PRECOCE
Este elo da cadeia de sobrevivência é uma “mais-valia”. Nem sempre a desfibrilhação é eficaz por si só para recuperar a vítima. Outras vezes a desfibrilhação pode não ser sequer indicada. O SAV (anexo XVII) permite conseguir uma ventilação mais eficaz, não sendo mandatário entubar mas sim ventilar adequadamente e uma sensibilização miocárdica eficaz pela administração de fármacos, que depende muito da qualidade das manobras de compressão. Idealmente, o SAV deverá ser iniciado ainda na fase pré-hospitalar e continuado no hospital, permitindo a estabilização das vítimas recuperadas de PCR.
Cuidados realizados pela SIV e pela VMER Integram também este elo os cuidados pós- reanimação, que têm o objetivo de preservar as funções do cérebro e coração.
A Cadeia de Sobrevivência representa, simbolicamente, o conjunto de procedimentos que permitem salvar vítimas de paragem cardio-respiratória. Para que o resultado final possa ser efetivamente uma vida salva, cada um dos elos da cadeia é vital e todos devem ter a mesma força.
Todos os elos da cadeia são igualmente importantes: de nada serve ter o melhor SAV se quem presencia a PCR não souber ligar 112 (www.inem.pt, cadeia de sobrevivência, 2012)
Assim, a cadeia tem a força do elo mais fraco. Deste modo, após a implementação PNDAE, foi reforçado eficazmente o terceiro elo.
No entanto, como já referido, o primeiro e o segundo elo enfraquecem, esta cadeia: 1. Porque a maioria da população não sabe reconhecer uma PCR;
2. Porque há uma grande falha no efetuar de uma chamada para o 112;
3. Porque não sabem fazer SBV, ou seja, há uma falta de informação gritante que torna esta cadeia mais fraca.
Defendo o reforço do primeiro e do segundo elo ou ate mesmo a criação de um quinto, elo da Informação, ideia esta partilhada por alguns profissionais da área. O reforço da informação iria permitir aumentar a força de toda a cadeia, uma vez que diminuiria as fraquezas de dois dos elos, reforçando a eficácia da mesma.
A Informação baseia-se na evidência da necessidade de precoce ativação do 112, bem como das noções básicas de socorrismo, permitindo o reconhecimento de uma PCR, a correta ligação para o 112 e passagem de informação e o início precoce de SBV.
Para além da disseminação da informação para a população em geral, é de suma importância colmatar a falha que existe dentro da própria área de saúde, em que há profissionais a chegar ao fim de um curso sem nunca terem sido ensinados a realizar SBV, sendo o nosso curso, infelizmente, um desses exemplos.
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Para a existência deste elo, é fundamental a existência de políticas de formação, de modo a difundir e uniformizar, o que seria possível através da distribuição de flyers e de pequenos anúncios publicitários durante os programas televisivos da manhã e da tarde.
Para além disto é essencial o ensino de socorrismo e SBV nas escolas, uma vez que cursos de SBV mudam as atitudes e comportamento das crianças (Frederick K, 2000) .
Estando provado que a sobrevivência de doentes em PCR poderia ser melhor se SBV fosse ensinado a todas a crianças em idade escolar. A prévia introdução desta no currículo escolar em formato de história ou ensino online, não seria ameaçador para crianças pois geralmente estão interessadas em aprender e capaz de absorver novas informações, e que, quando se tornarem fisicamente capazes, a passagem do conhecimento teórico para as habilidades práticas, será relativamente fácil (Maconochie, 2007). Assim, para além de dotarmos uma criança com a capacidade de responder a uma situação de PCR permitiríamos que esta difundisse a informação para familiares e amigos.
Perante estas evidências, considero de extrema relevância a realização de um estudo que avaliasse a possibilidade de implementação desta valência no currículo escolar.
Segundo o artigo 2º, capitulo 1º do anexo da Portaria nº 647/2007de 30 de Maio, o INEM compreende as seguintes unidades:
Emergência médica;
Formação em emergência medica; Telecomunicações e informática; Transportes;
Serviço administrativo, financeiro e recursos humanos.
Tendo em conta a vertente da formação, penso que deveriam ser aumentadas as verbas disponibilizadas ao INEM, de modo possibilitar o aumento do número de elementos, dotando o INEM de maior capacidade de resposta para a Formação; Formar grupos de formadores para a população geral, incluindo escolas.
Há fatores que diminuem a disponibilidade das testemunhas para iniciar a reanimação: 1. Pânico;
2. Medo de contrair doenças;
3. Medo de magoar a vítima com procedimentos de reanimação incorretos (Jerry P. Nolan, 2010).
A formação de leigos aumenta a disponibilidade para iniciar a reanimação (Jerry P. Nolan, 2010). Não defendo a formação de quantidade em vez de qualidade, defendo, sim, a existência de dois tipos de formação:
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1. Uma formação diferenciada para profissionais da área da saúde e para profissões de risco;
2. Uma formação mais geral para a população, de modo a transmitir os conhecimentos fundamentais e despertar o interesse, motivando assim a procura de informação e a difusão da mesma. O desconhecimento gera pânico e comportamento inadequados.
Na impossibilidade de adotar estas medidas deveria ser difundida a informação de que a formação em reanimação deve chegar a todo o cidadão. A ausência de formação não deverá ser obstáculo ao proceder à reanimação, pois deverá ser possível executá-la em particular sob orientação telefónica do centro de orientação de doentes (Jerry P. Nolan, 2010), uma vez que está provado que fazer só compressões torácicas é melhor do que não fazer reanimação nenhuma (SOS-KANTO, 2007).
Para concluir esta reflexão e motivando o título deste trabalho, debruço-me sobre o significado de SBV propriamente dito.