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Para avaliar o desenvolvimento curricular das disciplinas de Filosofia da Educação I e II junto aos discentes, consideraram-se as respostas dos estudantes do 4° ano, porque eles já haviam cursado as disciplinas no 1° e 2° anos. Conforme define Sacristán (2000), o currículo em ação é o que se realiza no cotidiano, nas aulas, ações, discussões, trabalhos, dentre outros. Foram 11 (onze) questões (A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K) propostas, e os resultados estão apresentados no quadro n° 4.

Quadro 4 - Avaliação do desenvolvimento curricular das disciplinas de Filosofia da Educação I e II pelos acadêmicos do curso de Licenciatura em Pedagogia da UEPG – 2016 (valores percentuais)

Código Questão ex ce len te m u ito b o m bom reg u lar ru im d esco n h eç o A

A organização dada para conteúdos abordados nas disciplinas

favoreceu a sua aprendizagem. 25 25 29 15 5 1

B

Os conteúdos abordados desencadearam processos de reflexão, análise e aprendizagem, e estimularam a busca de novos

conhecimentos. 33 26 26 10 5 0

C

As leituras/bibliografias foram relevantes e contribuíram para a

compreensão dos conteúdos estudados. 24 31 23 18 3 1 D

Os conteúdos propostos nos programas das disciplinas foram

cumpridos. 30 25 28 8 5 4

E

A metodologia de ensino dos professores foi relevante e adequada

para as aulas de Filosofia da Educação. 27 18 22 10 17 6

F

A integração entre professores de Filosofia com os professores de

História, Sociologia e Psicologia foi realizada no decorrer do curso. 14 20 26 16 16 8

G

As reflexões sobre Filosofia e práticas educativas evidenciaram

a relação Filosofia e Educação. 25 28 25 14 4 4

Continuação da página anterior Código Questão ex ce len te m u ito b o m bom reg u lar ru im d esco n h eç o H

Os instrumentos de avaliação da aprendizagem utilizados foram

adequados para avaliar a aprendizagem dos alunos. 19 23 26 18 12 2 I

A relação teoria-prática foi estabelecida no desenvolvimento da

disciplina. 14 16 40 14 14 2

J

Os conteúdos estudados foram articulados com os de outras

disciplinas do curso/série. 16 24 22 20 14 4

K

A carga horária das disciplinas foi utilizada adequadamente (equilíbrio tempo/quantidade de conteúdo, metodologias,

bibliografia). 28 21 29 14 8 0

Fonte: Questionários de pesquisa.

Em relação à organização dos conteúdos ter favorecido a aprendizagem, os acadêmicos avaliaram do seguinte modo: 29% bom, 25% excelente, 25% muito bom, 15% regular, 5% ruim e 1% desconhece. A soma dos critérios de traços positivos resulta em 79% das avaliações, enquanto somente 5% avaliaram ter sido ruim a organização curricular pelos diferentes docentes das disciplinas em questão.

Investigou-se se os conteúdos abordados nas disciplinas de Filosofia da Educação desencadearam processos de reflexão, análise e aprendizagem, incentivando a pesquisa por novos conhecimentos. Essa foi a questão B da sessão, e os resultados apontaram que 33% consideraram excelente, 26% consideraram muito bom, 26% bom, 10% avaliaram como regular, 5% ruim e ninguém informou desconhecer o teor da questão.

Na sequência, os alunos avaliaram que 31% das leituras/bibliografias foram relevantes e contribuíram para a compreensão dos conteúdos estudados de modo muito bom, 24% excelente, 23% bom, 18% regular, 3% ruim e 1% dos discentes afirmou não obter conhecimentos a respeito do questionamento feito (questão C).

Na questão D solicitou-se aos alunos que avaliassem se os conteúdos propostos nos programas das disciplinas Filosofia da Educação I e II foram cumpridos. Em sua maioria, 30% afirmou ter sido excelente a abrangência dos programas; 28% considerou bom e 25%, muito bom. O critério regular somou 8% das avaliações, enquanto o critério ruim atingiu 5%; e desconheço, 4%. Analisando em contraste os critérios bom e ruim, obtém-se 28% de considerações positivas e 5% negativas. No entanto, se forem somados os 3 critérios para as características positivas (a saber, excelente, muito bom e bom), o resultado sobre para 83%.

No tocante à relevância e adequação da metodologia de ensino dos professores para as aulas de Filosofia da Educação (questão E), 27% dos acadêmicos avaliaram ter sido

excelente, 22% bom, 18% muito bom, 17% ruim, 10% regular e 6% desconhece. Considerando o questionário em sua totalidade, nesta questão, o critério ruim atingiu o maior percentual (17%). A soma dos critérios positivos resulta em 67%.

Além dos elementos organização do conteúdo, metodologia e bibliografia, respondendo ao questionário, os acadêmicos avaliaram a integração entre professores: foram mantidos os mesmos critérios para responder se existiu trabalho integrado entre os docentes de Filosofia da Educação com os docentes de História da Educação, Sociologia da Educação e Psicologia da Educação no decorrer do curso (questão F). Dentre as respostas, o critério que se destacou foi bom, com 26% das avaliações. Na sequência, 20% dos alunos consideraram muito bom, e 14% consideraram ótimo. Essa foi uma das questões (e somente mais uma que será abordada em breve, sobre a relação teoria-prática) em que o critério excelente atingiu o menor percentual de todo o questionário, a saber, 14%. Já para os critérios regular e ruim, os alunos avaliaram, em ambos, 16%. Por fim, 8% considerou desconhecer o tema abordado no questionamento.

Mediante o questionamento acerca das reflexões sobre Filosofia e práticas educativas evidenciarem a relação Filosofia e Educação (questão G), 28% dos acadêmicos avaliaram ter sido muito bom, 25% consideraram excelente, e também 25% consideraram bom. Segundo 14% dos acadêmicos de Pedagogia participantes, as relações propiciadas entre Filosofia e Educação foram regulares. Ainda, 4% avaliou ter sido ruim e 4% afirmou não ter conhecimento.

Com referência aos instrumentos de avaliação da aprendizagem (questão H), 26% considerou bom, 23% muito bom, 19% excelente, 18% regular, 12% avaliou como inadequados, e 2% apontou desconhecimento em relação à avaliação de sua aprendizagem. Verificou-se que os critérios regular e excelente estão muito próximos – 18% e 19%, respectivamente.

Outro elemento a ser avaliado referia-se à relação teoria-prática no desenvolvimento da disciplina (questão I). A esse respeito, 40% dos alunos apontaram que ela ocorreu de forma boa, 16% que a relação estabelecida foi muito boa, e 2% afirmou não ter conhecimento para avaliar tal relação. Mediante os critérios excelente, regular e ruim, obteve-se em cada um deles 14%.

Acerca da articulação de conteúdos entre disciplinas e séries (questão J), a pesquisa revelou os seguintes dados: 24% dos alunos avaliaram ter sido muito bom, 22% considerou bom, 20% julgou regular, 16% avaliou excelente, 14% acreditou ter sido ruim e 4% declarou desconhecimento sobre a articulação de conteúdos.

Para finalizar a 2° sessão do questionário, na questão K, a avaliação foi referente à utilização adequada da carga horária das disciplinas (equilíbrio tempo/quantidade de conteúdo, metodologias, bibliografia). A tabulação dos dados expôs que, para 29% dos alunos, a adequação foi boa, para 28% foi excelente, para 21% foi muito boa – a soma destes critérios positivos resulta em 78%. Por outro lado, 14% dos acadêmicos consideraram regular, e 8% ruim. Ninguém registrou desconhecer o teor do questionamento feito.

Um olhar atento para o gráfico 5 permite identificar que o resultado da avaliação das disciplinas de Filosofia da Educação, pelos acadêmicos, foi intenso para os critérios entendidos como uma avaliação positiva, a saber: excelente, muito bom e bom.

Gráfico 5 - Avaliação do desenvolvimento curricular das disciplinas de Filosofia da Educação I e II pelos acadêmicos do curso de Licenciatura em Pedagogia da UEPG – 2016 (valores percentuais)

Fonte: Questionários de pesquisa.

Diante do exposto, compreende-se que o trabalho realizado junto à Filosofia da Educação é sólido e, quando formalmente abordado junto aos alunos, teve seu reconhecimento. Isto não significa que não existam aspectos a serem aprimorados, mas que são elementos pontuais. A retomada do Quadro 4 (referente à avaliação do desenvolvimento curricular) aponta que as questões com os percentuais mais altos para o critério ruim são as questões E, F, H, I e J – o que se confirma com a visualização do gráfico 5, no qual, a cor azul, de tom mais escuro, toma mais espaço dentre as barras.

Tais questões dizem respeito à metodologia docente (questão E, 17% para ruim); integração entre os professores das disciplinas de cunho teórico (questão F, 16% para ruim); relação teoria-prática (questão I, 14% para ruim); articulação dos conteúdos de Filosofia da

Educação com os de outras disciplinas/séries (questão J, 14% para ruim); instrumentos de avaliação (questão H, 12% para ruim).

No entanto, é importante retomar que as questões E, F, H, I e J são as que receberam os maiores percentuais para o critério ruim, mas, nessas mesmas questões, a soma das avaliações dos critérios positivos (excelente, muito bom e bom) são significativas – questão E, 67%; questão F, 60%; questão H, 68%; questão I, 70%; questão J, 62%. Isto significa que tais aspectos do desenvolvimento curricular são os que mais receberam avaliação para o critério ruim, mas, ainda assim, os critérios positivos sobressaem. O quadro 5 mostra o resultado do agrupamento dos critérios avaliativos em relação ao desenvolvimento curricular, sendo colorido conforme o conceito que obteve maior percentual de respostas.

Quadro 5 - Avaliação do desenvolvimento curricular das disciplinas de Filosofia da Educação I e II pelos acadêmicos do curso de Licenciatura em Pedagogia da UEPG, conforme o agrupamento de critérios – 2016

Código Tema contido no objetivo da disciplina

ex ce le n te m u ito b o m bom reg u lar ru im d esco n h eç o

A Organização dos conteúdos.

B Processos de reflexão, análise e aprendizagem.

C Relevância das leituras/bibliografias.

D Cumprimento dos programas das disciplinas.

E Metodologia de ensino adequada.

F Integração entre professores de diferentes áreas.

G Reflexões sobre Filosofia e práticas educativas.

H Instrumentos de avaliação da aprendizagem.

I Relação teoria-prática.

J Articulação com os conteúdos de outras disciplinas do curso/ano.

K Carga horária utilizada adequadamente.

Fonte: Questionários de pesquisa.

Dans le document Referenced Publications (Page 45-48)