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Como j´a se referiu anteriormente muitas distribui¸c˜oes de probabilidade s˜ao descritas por modelos matem´aticos que dependem de alguns parˆametros que as identificam.

Considere-se, por exemplo, o caso de duas vari´aveis aleat´orias X e Y cont´ınuas, com fun¸c˜oes densidade probabilidade f (x) e g(y), respectivamente, desenhadas na figura abaixo.

f (x ), g (y ) f (x) g(y) d x, y 0. 0 0. 1 0. 2 0. 3 0. 4 0. 5 −4 −2 0 2 4

As fun¸c˜oes densidade apresentam ambas a mesma forma, podendo-se obter uma da outra por uma simples transla¸c˜ao por d. Teria pois interesse termos um coeficiente ou parˆametro que descrevesse a posi¸c˜ao de cada uma das fun¸c˜oes, dito parˆametro de localiza¸c˜ao. Conhecida a forma da curva em quest˜ao estes parˆametros identificam perfeitamente qual a distribui¸c˜ao a que se refere.

Os mais comuns parˆametros de localiza¸c˜ao de uma distribui¸c˜ao de probabilidade s˜ao: X M´edia ou valor esperado da v.a. X, µ, definido anteriormente. Existe quase sempre.

X Mediana da v.a. X, designada por me, e definida como o valor que satisfaz as condi¸c˜oes P (X ≤ me) ≥ 0.5 e P (X ≥ me) ≥ 0.5. Existe sempre.

X Quantil de ordem p ou 100p percentil da v.a. X, designado por qp, e definido como o valor que satisfaz as condi¸c˜oes P (X ≤ qp) ≥ p e P (X ≥ qp) ≥ 1 − p. Existe sempre.

X Moda da v.a. X, designada por mo, e definida como o valor que maximiza a fun¸c˜ao de proba- bilidade ou a fun¸c˜ao densidade probabilidade, dependendo do caso, desde que seja ´unico. Nem sempre existe.

Considere-se agora outro aspecto relacionado com a forma das distribui¸c˜oes, mais precisamente com a sua dispers˜ao em torno da m´edia, patente na figura seguinte:

f (x ), g (y ) f (x) g(y) x, y 0. 0 0. 2 0. 4 0. 6 0. 8 1. 0 −4 −2 0 2 4

Os parˆametros usados para capturar a forma como a distribui¸c˜ao se ”espalha”em torno da m´edia s˜ao chamados parˆametros de dispers˜ao. Os mais usuais s˜ao:

X Variˆancia (σ2) e desvio padr˜ao (σ), j´a anteriormente definidos. Existem quase sempre.

X Coeficiente de varia¸c˜ao, definido quando existem a m´edia µ - que tem de ser positiva - e o desvio padr˜ao σ, por c.v. = σµ× 100.

X Amplitude interquartis. Fixando o 1o quartil (= quantil 0.25) e o 3o quartil (= quantil 0.75) esta amplitude ´e dada por q0.75− q0.25.

Ainda relacionado com a forma das distribui¸c˜oes definem-se parˆametros que d˜ao uma indica¸c˜ao da sua simetria e do seu achatamento. O primeiro designa-se por coeficiente de simetria e define-se como:

β1=

µ3

σ3,

onde µ3 ´e o momento central de ordem 3 da v.a. e σ o seu desvio padr˜ao. Quando este coeficiente ´e

nulo indica uma distribui¸c˜ao sim´etrica, como as que aparecem nos gr´aficos anteriores. Se β1 > 0 fala-se

Probabilidades e Estat´ıstica Isabel Nat´ario 47

Relativamente ao achatamento da distribui¸c˜ao, define-se coeficiente de achatamento ou kur- tosis como:

β2 = µ4

σ4 − 3,

onde µ4 ´e o momento central de ordem 4 da v.a. e σ o seu desvio padr˜ao. Conforme β2 for menor

ou maior falamos, respectivamente, de uma distribui¸c˜ao mais achatada (conforme a curva a verde da distribui¸c˜ao do gr´afico anterior) ou menos achatada (como a azul).

4.3

Exerc´ıcios Propostos

4.1 A v.a. X representa o n´umero de vezes que o Jos´e, estranho personagem, vai ao caf´e por dia. Este n´umero ´e determinado pelo seguinte procedimento:

X De manh˜a o Jos´e lan¸ca ao ar uma moeda equilibrada. Se sair cara ele vai ao caf´e, caso contr´ario n˜ao vai.

X `A hora de almo¸co, se ele foi ao caf´e de manh˜a, s´o volta a ir se n˜ao estiver a chover, o que acontece com uma probabilidade de 0.2. Se n˜ao tiver ido de manh˜a, volta a lan¸car moeda ao ar e, novamente, s´o vai ao caf´e se sair cara.

(a) Determine a fun¸c˜ao de probabilidade da v.a. X.

(b) Qual a probabilidade de o Jos´e tomar 2 caf´es por dia, sabendo que toma pelo menos 1 nesse dia?

(c) Determine o n´umero m´edio de caf´es que o Jos´e toma por dia e a sua variˆancia.

4.2 Determine o valor m´edio e a variˆancia da v.a. discreta X com fun¸c˜ao de probabilidade: f (0) = 18 f (1) = 38 f (2) = 38 f (3) = 18. Calcule ainda: E [g(X)], com g(X) = X3, E  1 1 + X  e E [X2].

4.3 Seja X uma v.a. tal que P (X = 0) = 14, P (X = 1) = p2, P (X = 2) = 58 p2 e P (X = 3) = 18, com 0 ≤ p ≤ 12. Determine p de forma a que V (X) seja m´ınima.

4.4 Numa lotaria foram emitidos 10000 bilhetes. Sorteia-se 1 pr´emio de 25000 unidades monet´arias (u.m.) e 10 pr´emios de 2500 u.m.. Seja X a v.a. que representa o valor do pr´emio de um bilhete qualquer.

(a) Determine a fun¸c˜ao de probabilidade de X.

(b) Qual a probabilidade de um bilhete n˜ao ter qualquer pr´emio? (c) Qual a probabilidade de um bilhete ter pelo menos 2500 u.m.? (d) Determine o E [X], V (X) e c.v.(X). Comente.

4.5 Uma comiss˜ao de alunos est´a a organizar uma festa da faculdade. Os alunos v˜ao comprar 200 litros de cerveja. Um fornecedor deste l´ıquido (A) cobra 1 unidade monet´aria (u.m.) por litro permitindo a devolu¸c˜ao da cerveja que sobrar (e que n˜ao tem de ser paga) e um outro fornecedor (B) cobra 0.5 u.m. por litro, n˜ao admitindo devolu¸c˜oes. Os alunos, independentemente de quanto lhes custe a cerveja, cobram 1.5 u.m. por litro.

Sabendo que, se estiver bom tempo - o que acontecer´a com probabilidade 0.8 - os alunos con- seguem vender os 200 litros de cerveja, mas se estiver mau tempo s´o vendem metade, a quem devem comprar?

4.6 Seja X uma v.a. com a seguinte fun¸c˜ao distribui¸c˜ao:

F (x) = 

0, x < 0

1 − (x + 1)e−x, x ≥ 0

(a) Determine a fun¸c˜ao densidade probabilidade de X. (b) Determine E [X] e V (X).

4.7 Determine E [X], E [X − 1], V (X), E [X(X − 1)], E [eX], a mediana e o coeficiente de varia¸c˜ao da v.a. X que tem a seguinte fun¸c˜ao densidade probabilidade:

f (x) =                    x 2, 0 ≤ x ≤ 1 1 2, 1 < x ≤ 2 3−x 2 , 2 < x ≤ 3 0, x < 0 ∨ x > 3

4.8 A v.a. X tem a seguinte fun¸c˜ao densidade probabilidade:

f (x) = k sin(x), 0 ≤ x ≤ π

0, c.c.

(a) Determine o valor da constante k. (b) Determine E [X].

(c) Sabendo que V (X) = π42 − 2, determine E [X2].

(d) Determine E [cos(X)]. (e) Determine V(5X-4).

4.9 A distribui¸c˜ao com a seguinte fun¸c˜ao densidade ´e a chamada distribui¸c˜ao de Cauchy:

f (x) = 1

π(1 + x2), x ∈ R

Probabilidades e Estat´ıstica Isabel Nat´ario 49

4.10 Numa reparti¸c˜ao p´ublica o hor´ario de atendimento ´e das 10h `as 17h e o tempo de espera at´e ser atendido (horas) ´e uma v.a. X com a seguinte fun¸c˜ao densidade probabilidade (f.d.p.):

f (x) = λe−λx, x ≥ 0 0, x < 0

O parˆametro λ da f.d.p. depende da hora a que se for `a referida reparti¸c˜ao, valendo λ = 14 no per´ıodo das 10h `as 15h e λ = 16 no per´ıodo das 15h `as 17h. Sabendo que a probabilidade de uma pessoa qualquer, que tem de ir `a referida reparti¸c˜ao, o fazer no 1o per´ıodo (10h-15h) ´e de

0.4, determine:

(a) A probabilidade de uma pessoa que vai `a reparti¸c˜ao `as 11h esperar no m´aximo 20 minutos. (b) A probabilidade de uma pessoa que vai `a reparti¸c˜ao `as 16h esperar pelo menos 20 minutos. (c) O tempo de espera m´edio, mediano e modal e respectiva variˆancia e coeficiente de varia¸c˜ao,

no per´ıodo das 10h `as 15h.

(d) O tempo de espera m´edio, mediano e modal e respectiva variˆancia e coeficiente de varia¸c˜ao, no per´ıodo das 15h `as 17h.

4.11 O tempo (horas) que o t´ecnico Manel demora a compor um aparelho de v´ıdeo ´e uma vari´avel aleat´oria cuja fun¸c˜ao densidade ´e dada por:

f (x) =  1

3, 0 < x < 3

0, c.c.

(a) Qual a probabilidade de o t´ecnico Manel demorar mais de 2 horas a compor um v´ıdeo? (b) Quanto tempo demora, em m´edia, o t´ecnico a compor um aparelho de v´ıdeo?

(c) O custo da repara¸c˜ao (e) depende do tempo que a mesma demora a executar, sendo igual a (40 + 3√X). Qual o custo m´edio de compor um aparelho de v´ıdeo?

(Exerc´ıcio de exame) 4.12 Diga, justificando, se as seguintes afirma¸c˜oes s˜ao verdadeiras ou falsas:

(a) Abaixo encontra-se a fun¸c˜ao distribui¸c˜ao da v.a. discreta X. Ent˜ao o seu valor esperado vale 6.3. F (x) =            0.0, x < 5 0.4, 5 ≤ x < 6 0.6, 6 ≤ x < 7 0.9, 7 ≤ x < 10 1.0, x ≥ 10

(b) Em determinado exame de Probabilidades e Estat´ıstica verificou-se que a m´edia das notas foi de 9 valores mas que a sua mediana foi de 4 valores. Esta situa¸c˜ao ´e imposs´ıvel. (c) A distribui¸c˜oes de probabilidade assim´etricas esquerdas correspondem valores de variˆancia

(d) Considere o gr´afico seguinte referente a valores observados de duas vari´aveis aleat´orias, X1 e X2: X1 X2 − 10 −10 − 5 −5 0 0 5 5 10 10

Ent˜ao podemos afirmar com base neste gr´afico que X1 e X2 tˆem a mesma m´edia mas que

a variˆancia de X2 ´e maior do que a de X1.

(Exerc´ıcio de exame)

4.13 Num concurso de televis˜ao o apresentador prop˜oe ao concorrente o seguinte jogo: atiram-se ao ar 3 moedas, em simultˆaneo, e se todos os lan¸camentos resultarem em caras o apresentador d´a 10e ao concorrente; Se todos os lan¸camentos resultarem em coroas o apresentador d´a igualmente ao concorrente 10e. Mas se os lan¸camentos resultarem em 2 caras e 1 coroa ou em 2 coroas e 1 cara, o concorrente tem de dar ao apresentador 5e.

(a) Represente X a quantidade de dinheiro ganha pelo concorrente. Determine a sua fun¸c˜ao de probabilidade.

(b) Baseado no valor esperado de X diga se o concorrente deve aceitar jogar este jogo. (Exerc´ıcio de exame) 4.14 Seja X uma vari´avel aleat´oria com a seguinte fun¸c˜ao densidade probabilidade:

f (x) =  1

6, −2 ≤ x ≤ 4

0, caso contr´ario (a) Determine P (−1 ≤ X ≤ 1|X > 0).

(b) Considere a vari´avel aleat´oria Y = X2. Determine P (Y ≤ 1).

(c) Ainda considerando Y = X2, determine a m´edia e a variˆancia de Y .

Cap´ıtulo 5

Vectores aleat´orios

Em muitas experiˆencias aleat´orias os resultados s˜ao traduzidos n˜ao apenas por uma ´unica quantidade num´erica, mas por duas ou mais. Por exemplo, ao estudar a estatura f´ısica das pessoas de uma certa popula¸c˜ao ´e usual registar-se um par de medidas (x, y) em que x representa a altura de uma pessoa e y o respectivo peso.

Assim, para descrever convenientemente essas experiˆencias temos de estudar vectores de vari´aveis aleat´orias, ditos vectores aleat´orios.

Defini¸c˜ao 5.1 Seja (Ω, S) um espa¸co amostral. Um vector aleat´orio de dimens˜ao p, X = (X1, . . . , Xp)

´e uma fun¸c˜ao real e finita, X : Ω → Rp, definida como X(ω) = (X1(ω), . . . , Xp(ω)), ω ∈ Ω, tal que

para x = (x1, . . . , xp) ∈ Rp,

Ax= {ω ∈ Ω : (X1(ω) ≤ x1, X2(ω) ≤ x2, . . . , Xp(ω) ≤ xp)} ∈ S,

i.e., Ax ´e um acontecimento.

Teorema 5.1 Sejam X1, X2, . . . , Xp p vari´aveis aleat´orias. Ent˜ao X = (X1, . . . , Xp) ´e um vector

aleat´orio de dimens˜ao p.

Aqui vamos restringir-nos apenas aos vectores aleat´orios com dois elementos, ditos pares aleat´orios, representados por (X, Y ). Estes podem ser do tipo discreto, cont´ınuo ou misto, conforme X e Y s˜ao vari´aveis de tipo discreto, cont´ınuo ou uma discreta e a outra cont´ınua.

5.1

Par aleat´orio discreto

Defini¸c˜ao 5.2 Um par aleat´orio (X, Y ) ´e dito ser discreto se toma valores num conjunto nu- mer´avel de pares de pontos com probabilidade 1, i.e. se existe D =(xi, yj) ∈ R2 : P (X = xi, Y = yj) > 0,

i = 1, 2, . . . , j = 1, 2, . . .}, quanto muito numer´avel, tal que P ((X, Y ) ∈ D) = 1.

Defini¸c˜ao 5.3 Seja (X, Y ) um par aleat´orio discreto tomando valores no conjunto D =(xi, yj) ∈ R2 :

P (X = xi, Y = yj) > 0, i = 1, 2, . . . , j = 1, 2, . . .}. Chamamos fun¸c˜ao de (massa) probabilidade

conjunta de (X, Y ) a:

pij = P (X = xi, Y = yj), i = 1, 2, . . . , j = 1, 2, . . .

verificando as seguintes condi¸c˜oes: (i) 0 ≤ pij ≤ 1, ∀(xi, yj) ∈ D; (ii) +∞ X i=1 +∞ X j=1 pij = 1

A representa¸c˜ao da fun¸c˜ao de probabilidade conjunta do par aleat´orio discreto costuma-se fazer da seguinte forma: X\Y y1 y2 . . . yj . . . x1 p11 p12 . . . p1j . . . p1·=P ∞ j=1p1j x2 p21 p22 . . . p2j . . . p2·=P ∞ j=1p2j .. . ... ... . .. ... . .. ... xi pi1 pi2 . . . pij . . . pi·=P ∞ j=1pij .. . ... ... . .. ... . .. ... p·1= P∞ i=1pi1 p·2= P∞ i=1pi2 . . . p·j= P∞ i=1pij . . . 1

Defini¸c˜ao 5.4 Dado um par aleat´orio discreto (X, Y ) define-se fun¸c˜ao de probabilidade marginal de X e fun¸c˜ao de probabilidade marginal de Y como:

p = P (X = xi) = ∞ X j=1 P (X = xi, Y = yj) = ∞ X j=1 pij, i = 1, 2, . . . p·j = P (Y = yj) = ∞ X i=1 P (X = xi, Y = yj) = ∞ X i=1 pij, j = 1, 2, . . .

Estas duas fun¸c˜oes s˜ao fun¸c˜oes de probabilidade de vari´aveis aleat´orias unidimensionais.

Exemplo 5.1 Seja (X, Y ) um par aleat´orio, representando X o n´umero de batatas que nascem de

uma ´unica semente de batata e Y o n´umero de vezes que se adubou as respectivas batateiras, desde a sua sementeira at´e `a sua apanha. A fun¸c˜ao de probabilidade conjunta de (X, Y ) segue-se:

X \ Y 1 2 3

2 0.13 0.03 0.04 P(X=2)=0.2

3 0.10 0.12 0.08 P(X=3)=0.3

4 0.07 0.13 0.10 P(X=4)=0.3

5 0.03 0.05 0.12 P(X=5)=0.2

Probabilidades e Estat´ıstica Isabel Nat´ario 53

Daqui se vˆe o seguinte:

X A probabilidade de terem nascido 5 batatas de uma batateira apenas adubada 1 vez ´e:

P (X = 5, Y = 1) = 0.03

X A probabilidade de nascerem menos batatas do que a quantidade de vezes que se adubou a cor- respondente batateira ´e:

P (X < Y ) = P (X = 2, Y = 3) = 0.04 X A probabilidade de nascerem 5 batatas ´e:

P (X = 5) = P (X = 5, Y = 1)+P (X = 5, Y = 2)+P (X = 5, Y = 3) = 0.03+0.05+0.12 = 0.20 X A probabilidade de determinada batateira s´o ter sido adubada 2 vezes ´e:

P (Y = 2) = P (X = 2, Y = 2) + P (X = 3, Y = 2) + P (X = 4, Y = 2) + P (X = 5, Y = 2) = = 0.03 + 0.12 + 0.13 + 0.05 = 0.33

X A fun¸c˜ao probabilidade marginal de X ´e:

X 

2 3 4 5

0.2 0.3 0.3 0.2

X A fun¸c˜ao probabilidade marginal de Y ´e:

Y 

1 2 3

0.33 0.33 0.34

2

Defini¸c˜ao 5.5 Seja (X, Y ) um par aleat´orio discreto. Se P (Y = yj) > 0, `a fun¸c˜ao

P (X = xi|Y = yj) =

P (X = xi, Y = yj)

P (Y = yj)

,

Defini¸c˜ao 5.6 Seja (X, Y ) um par aleat´orio discreto. Se P (X = xi) > 0, `a fun¸c˜ao

P (Y = yj|X = xi) = P (X = xi, Y = yj)

P (X = xi)

,

para i fixo, chama-se fun¸c˜ao de probabilidade condicionada de Y dado X = xi.

Exemplo 5.2 Relativamente ao par aleat´orio (X, Y ) do exemplo 5.1, determinemos a fun¸c˜ao de

probabilidade condicionada de X dado que apenas se adubou uma vez, i.e. Y = 1:

P (X = 2|Y = 1) = P (X = 2, Y = 1) P (Y = 1) = 0.13 0.33 ' 0.394 P (X = 3|Y = 1) = P (X = 3, Y = 1)P (Y = 1) = 0.10 0.33 ' 0.303 P (X = 4|Y = 1) = P (X = 4, Y = 1)P (Y = 1) = 0.07 0.33 ' 0.212 P (X = 5|Y = 1) = P (X = 5, Y = 1) P (Y = 1) = 0.03 0.33 ' 0.091 Assim, X|Y = 1  2 3 4 5 0.394 0.303 0.212 0.091

Determinemos agora a fun¸c˜ao de probabilidade de Y sabendo que apenas obtivemos 2 batatas, i.e. X = 2. P (Y = 1|X = 2) = P (X = 2, Y = 1)P (X = 2) = 0.13 0.2 = 0.65 P (Y = 2|X = 2) = P (X = 2, Y = 2) P (X = 2) = 0.03 0.2 ' 0.15 P (Y = 3|X = 2) = P (X = 2, Y = 3)P (X = 2) = 0.04 0.2 ' 0.20 Ent˜ao, Y |X = 2  1 2 3 0.65 0.15 0.20 2

Probabilidades e Estat´ıstica Isabel Nat´ario 55

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