• Aucun résultat trouvé

Exemple de transformation d’une classe Java Counter en un composant Javabeans avec

B.4 Scratch

4.5 Exemple de transformation d’une classe Java Counter en un composant Javabeans avec

As simula¸c˜oes preliminares para o Cen´ario 1 mostraram que o regime de escoamento previsto pelo mapa de MANDHANE et al. (1974) em todo x ´e o de Elongated Bubble, dispensando por enquanto a necessidade de regulariza¸c˜ao.

O primeiro objetivo aqui ´e comparar as abordagens DAE e de Volumes Finitos pelo crit´erio do custo computacional de uma simula¸c˜ao t´ıpica, em que apenas esti- mativas iniciais grosseiras do campo de escoamento podem ser fornecidas a priori para o SIMPLER. Neste sentido, os valores das condi¸c˜oes de contorno upstream fo- ram utilizados para atribuir distribui¸c˜oes iniciais uniformes a todas as vari´aveis com exce¸c˜ao da massa espec´ıfica e velocidade da mistura, as quais foram inicializadas com varia¸c˜oes lineares positivas e negativas de 20% entre a entrada e a sa´ıda da linha.

A resolu¸c˜ao da malha de volumes finitos foi dobrada sucessivamente, de N V = 25 at´e N V = 200, entre quatro execu¸c˜oes do algoritmo SIMPLER. Cada uma destas foi precedida por uma simula¸c˜ao usando o DASSLC em que esta malha foi adotada como o conjunto de pontos para reportagem dos resultados, a fim de obterem-se as

solu¸c˜oes por ambos os m´etodos nas mesmas posi¸c˜oes axiais. As tolerˆancias relativa e absoluta utilizadas nestas integra¸c˜oes de sistemas DAE foram de 10−6 e 10−9, respectivamente.

A visualiza¸c˜ao das distribui¸c˜oes axiais calculadas para diversas vari´aveis (ver, por exemplo, as Figuras 5.5 e 5.6) evidencia que ambos os m´etodos num´ericos chegaram `

a mesma solu¸c˜ao, o que tamb´em assegura a correta programa¸c˜ao computacional. A perda de calor para as vizinhan¸cas provoca a condensa¸c˜ao da fase vapor, reduzindo sua fra¸c˜ao volum´etrica no escoamento e tornando a mistura bif´asica mais densa. Isto se reflete na queda progressiva da velocidade da mistura, uma vez que, em estado estacion´ario, sua vaz˜ao m´assica n˜ao varia com a posi¸c˜ao axial.

Figura 5.5: Solu¸c˜oes num´ericas obtidas para a fra¸c˜ao de vazios pelo DASSLC e pelo M´etodo dos Volumes Finitos (N V = 200), Cen´ario 1.

O crit´erio adotado como “medida” do esfor¸co computacional foi o tempo de execu¸c˜ao aferido com os comandos tic e toc do MATLAB em um computador equi- pado com 8 GB de RAM e processador i7 (2,20 GHz). Os resultados s˜ao apresentados pela Tabela 5.1 juntamente a outras estat´ısticas associadas.

Tabela 5.1: Resultados de custo computacional para o Cen´ario 1.

N V

DASSLC SIMPLER

Tempo (s) Tempo (s) Itera¸c˜oes Tempo M´edio por Itera¸c˜ao (s)

25 1,05 7,25 6 1,21

50 1,11 17,40 8 2,18

100 1,12 50,79 11 4,62

200 1,19 101,5 9 11,28

Figura 5.6: Solu¸c˜oes num´ericas obtidas para a velocidade da mistura bif´asica pelo DASSLC e pelo M´etodo dos Volumes Finitos (N V = 200), Cen´ario 1.

DAE com o DASSLC ´e altamente vantajosa na compara¸c˜ao com a abordagem semi- impl´ıcita baseada em volumes finitos, uma vez que a primeira necessitou de no m´aximo 15% do tempo da segunda (e de 1,2% no melhor dos casos) para retornar a solu¸c˜ao num´erica nos mesmos valores de x. A estrat´egia Alg´ebrico-Diferencial tamb´em se mostrou mais r´apida que uma itera¸c˜ao m´edia do algoritmo SIMPLER at´e mesmo com a malha inicial mais grosseira. Neste contexto, ´e interessante observar como o tempo m´edio por itera¸c˜ao do SIMPLER aumenta com o refino da malha. Isto j´a era esperado, uma vez que maiores valores de N V implicam dimens˜oes mais altas dos sistemas tri-diagonais de equa¸c˜oes alg´ebricas, assim como maior quantidade de c´alculos das propriedades termof´ısicas e de transporte.

As diferen¸cas de tempo observadas entre ambos os m´etodos tornam-se ainda mais importantes quando se considera a necessidade de testes de convergˆencia para malhas de volumes finitos. Conforme j´a foi analisado, os tempos listados na Tabela 5.1 para o DASSLC j´a incluem c´alculos para ajuste dos passos de integra¸c˜ao de modo a atender as tolerˆancias especificadas. O mesmo n˜ao se pode afirmar a respeito do SIMPLER. Na indisponibilidade de uma solu¸c˜ao anal´ıtica, uma busca sistem´atica pela independˆencia de malha exigiria no m´ınimo mais uma simula¸c˜ao via volumes finitos com uma malha mais exigente, o que significa que os recursos computacionais consumidos por este m´etodo s˜ao na pr´atica ainda maiores que os tempos tabelados para o algoritmo SIMPLER.

Se uma malha bastante fina fosse utilizada para gerar uma solu¸c˜ao-referˆencia contra a qual comparar aquelas obtidas com menos volumes de controle, as taxas de convergˆencia observadas poderiam ajudar a otimizar a busca pelo N V ideal. No entanto, como indica a Tabela 5.1, isto ainda exigiria consider´avel esfor¸co compu-

tacional a mais que o DASSLC. Vale destacar tamb´em que as baixas ordens de acur´acia associadas `a discretiza¸c˜ao por volumes finitos provavelmente se refletiriam em taxas de convergˆencia igualmente reduzidas.

Visando confirmar estas expectativas, os resultados obtidos para o Cen´ario 1 tamb´em foram utilizados para estudar o comportamento dos erros de truncamento introduzidos pela discretiza¸c˜ao em volumes finitos com os n´ıveis de resolu¸c˜ao de malha considerados. As distribui¸c˜oes axiais calculadas pelo DASSLC foram tomadas como solu¸c˜oes-referˆencia, dadas as reduzidas tolerˆancias impostas.

O erro de truncamento associado a dada f´ormula pode ser calculado atrav´es da substitui¸c˜ao de valores exatos. Partindo-se deste princ´ıpio, os c´alculos do DASSLC tamb´em cumpriram, neste segundo momento, o papel de estimativas iniciais para o algoritmo SIMPLER, o qual, como esperado, acusou convergˆencia sempre ap´os a primeira e ´unica itera¸c˜ao.

As Figuras 5.7 e 5.8 confirmam novamente que ambos os m´etodos chegaram `a mesma solu¸c˜ao, observando-se a´ı os comportamentos qualitativos esperados de perda de press˜ao e entalpia (calor). J´a as Figuras 5.9, 5.10 e 5.11 apresentam os erros percentuais de truncamento do M´etodo dos Volumes Finitos para a fra¸c˜ao de vazios e a entalpia e velocidade da mistura bif´asica, para todo o dom´ınio unidimensional e para os diversos n´ıveis de refinamento da malha.

Figura 5.7: Solu¸c˜oes num´ericas obtidas para a press˜ao pelo DASSLC e pelo M´etodo dos Volumes Finitos (N V = 200), Cen´ario 1.

Os gr´aficos para a fra¸c˜ao de vazios e a entalpia da mistura indicam claramente a primeira ordem de acur´acia da discretiza¸c˜ao para estas vari´aveis, uma vez que os erros de truncamento caem para muito pr´oximo da metade em todo x em resposta a cada multiplica¸c˜ao por 2 de N V (em outras palavras, estes erros respondem pro- porcionalmente `a primeira potˆencia da dimens˜ao dos volumes de controle `a medida

Figura 5.8: Solu¸c˜oes num´ericas obtidas para a entalpia da mistura bif´asica pelo DASSLC e pelo M´etodo dos Volumes Finitos (N V = 200), Cen´ario 1.

Figura 5.9: Erros de truncamento relativos para a fra¸c˜ao de vazios para o M´etodo dos Volumes Finitos, Cen´ario 1.

Figura 5.10: Erros de truncamento relativos para a entalpia da mistura bif´asica para o M´etodo dos Volumes Finitos, Cen´ario 1.

Figura 5.11: Erros de truncamento relativos para a velocidade da mistura bif´asica para o M´etodo dos Volumes Finitos, Cen´ario 1.

que a malha ´e refinada).

A Figura 5.9 mostra que somente com 200 volumes de controle foi poss´ıvel cal- cular as fra¸c˜oes de vazio com erros de truncamento inferiores a 0,1%.

A Figura 5.11 sugere, na melhor das hip´oteses, a segunda ordem de acur´acia para a velocidade da mistura bif´asica, o que ainda ´e inferior `as ordens alcan¸c´aveis pelo m´etodo BDF.