• Aucun résultat trouvé

6.5 Cas des couleurs non-pondérées

6.5.2 Base de poids maximum avec un nombre exact de couleurs . 161

Para validar os resultados relativos às diferenças encontradas nos valores do Delta-T foi realizada uma análise estatística. Utilizou-se uma análise de variância (ANOVA - Fatorial) para avaliar a influência das variáveis relativas aos defeitos e ao fluxo de calor nos resultados do Delta-T. A análise foi realizada por placas incluindo em cada caso os dois ciclos estudados. Foram utilizadas 60 leituras em cada ciclo, sendo excluída somente a leitura correspondente ao momento inicial (tempo = 0 minutos). Foi utilizado o software STATISTICA v8.0.

A Tabela 13 mostra os resultados da análise estatística da placa 10. Foi avaliada a influência da espessura da cerâmica (fator 1) e do fluxo de calor (fator 2) através de uma análise fatorial 22x3, sendo considerados dois níveis para o fluxo de calor (alto e baixo) e três níveis para a variável espessura da cerâmica (A, B e C). De acordo com os valores de p-valor (inferiores a 0,05), verificou-se que a espessura da cerâmica e o fluxo de calor geram diferenças significativas nos valores do Delta-T nos termogramas.

Tabela 13 – Análise de variância. Avaliação da influência da espessura da cerâmica e o fluxo de calor. SQ Gl MQ F p-valor Intercepto 75,5134 1 75,51341 95,58631 0,000000 Espessura da cerâmica 4,0914 2 2,34568 2,88946 0,035784 Fluxo 34,7373 1 34,73732 43,97116 0,000000 Espessura*Fluxo 1,5883 2 0,79416 1,00527 0,366478 Legenda:

SQ: soma dos quadrados Gl: graus de liberdade MQ: média quadrática

Fonte: Próprio autor.

A Tabela 14 mostra os resultados da análise estatística da placa 11. Foi avaliada a influência do tamanho do defeito (fator 1) e do fluxo de calor (fator 2) através de uma

112

análise fatorial 22, sendo considerados dois níveis para o fluxo de calor (alto e baixo) e dois níveis para a variável tamanho do defeito (A e B). De acordo com os valores de p-valor (inferiores a 0,05) pode-se concluir que o tamanho do defeito e o fluxo de calor geram diferenças significativas no Delta-T.

Tabela 14 – Análise de variância. Avaliação do tamanho do defeito e o fluxo de calor.

SQ Gl MQ F p-valor Intercepto 61,9148 1 61,91481 72,08571 0,000000 Tamanho do defeito 6,1160 1 6,11601 7,12070 0,007913 Fluxo 47,1099 1 47,10989 54,84874 0,000000 Tamanho *Fluxo 0,5442 1 0,54421 0,63361 0,426481 Legenda:

SQ: soma dos quadrados Gl: graus de liberdade MQ: média quadrática

Fonte: Próprio autor.

A Tabela 15 mostra os resultados da análise estatística da influência da espessura do defeito (fator 1) e do fluxo de calor (fator 2). Neste caso, foram utilizados os dados do defeito A na placa 11 e 12 respectivamente. O defeito A, corresponde em ambos os casos ao de maior tamanho, o qual se encontra na cerâmica colocada na parte superior da placa. De acordo com os valores de p-valor (inferiores a 0,05), pode-se concluir que a espessura do defeito e o fluxo de calor geram diferenças significativas no Delta-T.

Tabela 15 – Análise de variância. Avaliação da influência da espessura do defeito e o fluxo de calor. SQ Gl MQ F p-valor Intercepto 48,0383 1 48,03826 30,65888 0,000000 Espessura do defeito 21,4495 1 21,44946 13,68943 0,000240 Fluxo 22,3476 1 22,34759 14,26263 0,000179 Espessura*Fluxo 4,5016 1 4,50163 2,87302 0,090719 Legenda:

SQ: soma dos quadrados Gl: graus de liberdade MQ: média quadrática

Fonte: Próprio autor.

A Tabela 16 mostra os resultados da análise estatística da placa 13. Foi analisada a influência da geometria do defeito (fator 1) e do fluxo de calor (fator 2) através de uma análise fatorial 22, sendo considerados dois níveis para o fluxo de calor (alto e baixo) e dois níveis para a variável geometria do defeito (A e B). De acordo com os valores de p-valor

113

(inferiores a 0,05) pode-se concluir que a geometria do defeito e o fluxo de calor geram diferenças significativas no Delta-T.

Tabela 16 – Análise de variância. Avaliação da influência da geometria do defeito e o fluxo de calor. SQ Gl MQ F p-valor Intercepto 39,4099 1 39,40995 36,15412 0,000000 Geometria do defeito 11,6974 1 11,69741 10,73103 0,001140 Fluxo 38,4600 1 38,46003 35,28269 0,000000 Geometria *Fluxo 0,0600 1 0,05998 0,05502 0,814659 Legenda:

SQ: soma dos quadrados Gl: graus de liberdade MQ: média quadrática

Fonte: Próprio autor.

A análise estatística mostrou que as quatro variáveis (espessura da cerâmica, tamanho, espessura e geometria do defeito) analisadas nas placas e o fluxo de calor geram diferenças significativas (α=0,05) no Delta-T. Percebeu-se que em cada ciclo, a interação do fluxo de calor com o resto das variáveis não foi significativa, o que indica que independentemente do nível (intensidade) do fluxo a variável analisada vai ter o mesmo efeito sobre o Delta-T. Este comportamento foi observado no Delta-T, sendo que as diferenças geradas pelas variáveis estudadas foram visíveis independente do fluxo (alto ou baixo).

114

4 ESTUDO EM PAREDES

O estudo em parede constitui a segunda etapa experimental do trabalho. A Figura 66 resume a metodologia da etapa 2.

Figura 66 – Metodologia da etapa 2. Estudo em parede.

Fonte: Próprio autor.

Para a segunda etapa experimental foi construída uma parede de alvenaria de 13 x 40 x 60 cm (espessura x largura x altura) para a avaliação dos defeitos em maior escala. O principal objetivo do estudo na parede foi associar os parâmetros relacionados ao fluxo de calor (gradientes de temperatura e variação de temperatura da superfície) com os parâmetros termográficos (Delta-T e funções de contraste) usados no estudo em placas. Nesta etapa foi estudado o defeito que simula o descolamento na cerâmica. Foram avaliadas as variáveis:

115

tamanho do defeito e espessura da placa cerâmica. A Tabela 17 resume as variáveis do estudo.

Tabela 17 – Resumo dos defeitos, elementos e variáveis analisadas no estudo em parede. Defeitos ou

elementos Tipos Variáveis Parede

Defeitos em revestimento cerâmico

Descolamento Espessura da placa cerâmica Pd1 Tamanho do defeito

Fonte: Próprio autor.

Baseados nas variáveis definidas, os objetivos específicos do estudo foram:

 Quantificar os parâmetros termográficos nas placas cerâmicas;

 Quantificar os parâmetros relativos ao fluxo de calor (gradientes de temperatura e variação da temperatura da superfície) nas placas cerâmicas;

 Associar o comportamento dos parâmetros relativos ao fluxo de calor com os parâmetros termográficos nas placas;

 Definir os parâmetros relativos ao fluxo de calor, utilizados no estudo de fachadas. A Figura 67 mostra a imagem digital e o esquema da parede com as dimensões. As placas cerâmicas A e B são de 155 x 155 x 4 mm e a placa cerâmica C é de 155 x 155 x 6,5 mm. O defeito por trás da placa cerâmica A tem uma largura de 2cm e o defeito por trás das cerâmicas B e C tem uma largura de 4cm. O comprimento de todos os defeitos foi de 155mm equivalente à dimensão da placa.

Figura 67 – Parede. (a) Imagem digital. (b) Croqui da parede.

Fonte: Próprio autor.

A B A C A B C a) b)

116

Para a análise dos gradientes foram colocados termopares nas diferentes camadas da parede. A posição dos termopares e o cálculo dos gradientes são explicados no item 4.4. Nos itens a seguir são descritos os materiais, o processo de fabricação e as características do experimento.