1. Introduction
1.2. Background
Ao pensar nos diversos fatores que compõem as identidades; língua, religião, alimentação, rituais, crenças, cor da pele, é importante perceber como a noção de cada um deles pode ser manipulado pelo colonizador e ecoar no futuro do colonizado.
No romance Hibisco Roxo, de Adichie, Kambili é uma menina que está entrando na fase da adolescência e que vive, assim como seu irmão Jaja, oprimida pelo pai extremamente controlador que lhe condiciona via religião, disciplina escolar e familiar a seguir suas regras e horários estabelecidos.
A mãe Beatrice é uma mulher submissa e que acredita que tem sorte por ter encontrado um homem bom como Eugene que, apesar de controlador e
violento com a família e com ela, não possui outra mulher e ajuda financeiramente diversas pessoas de esferas diferentes da sociedade. O fato de Eugene não ter outra mulher faz parte dos preceitos religiosos cristãos que a personagem seguia a risca, por isso deveria abdicar de outros prazeres para ser merecedor do reino dos céus, quase como em um gesto altruísta.
Esta personagem, ao contrário de David, acredita levar a vida guiado pelo seu norte moral cristão incorruptível. Entretanto, tanto Eugene quanto David são as figuras masculinas provedoras nos dois romances.
Em relação à submissão e inicialmente acreditar ter feito um bom casamento, Vera, a princípio, se assemelha a Beatrice, mas as duas personagens tomarão rumos distintos e exercerão papéis dessemelhantes nas narrativas. É Vera quem mobilizar forças diversas para enfrentar o marido: a força do filho, da sogra, da cozinheira, da feiticeira entre outras. Já as poucas vezes em que Beatrice agiu contra o seu marido no romance foi nas sombras, no silêncio, e sempre sozinha. Em sua ação final de envenenar o marido com um produto de um curandeiro, Beatrice tranca-se dentro de si. Sua produção identitária segue um caminho antagônico de Vera que se expande no final do romance.
Nos romances em estudo, muitas formas de dominação do outro são apresentadas por Eugene e por David: dominação física com espancamentos e aprisionamentos, dominação psicológica tanto próxima aos seus filhos quanto à distância, dominação religiosa, especificamente no caso de David dominação sexual, dentre outras. Todas ligadas pelo medo e pelo silêncio.
Por sinal, medo é a palavra de ordem na mansão de Eugene, homem que segue rigorosamente as doutrinas do catolicismo, domina suas empresas tanto alimentícias quanto jornalísticas e controla a família com mãos de ferro. Assim como medo e controle são palavras que engendram a organização da casa, do trabalho e da vida social e espiritual de David. As duas figuras masculinas de poder nos romances revelam suas origens humildes e conseguem ascensão social e econômica em países recém-independentes dos seus respectivos colonizadores, mas a eles atrelados pelo neocolonialismo.
Os preceitos hierárquicos de cor de pele, língua, religião, educação e cultura advindos da colonização inglesa são mantidos por Eugene, que faz questão que sua família os siga, mesmo sabendo que tanto ele quanto sua
mulher têm origens igbo, são negros, cultuaram por muitos anos a religião dos ancestrais e tiveram contato com a língua e religião do colonizador inglês só depois da adolescência. Contudo, Eugene justifica grande parte das suas atitudes, senão todas, pela religião católica:
Uma Igreja nas colônias é uma igreja de brancos, uma Igreja de estranhos. Ela não chama o homem colonizado para o caminho de Deus, mas para o caminho do branco, o caminho do senhor, o caminho do opressor. E como sabemos nessa história há muitos chamados e poucos escolhidos. (FANON, 2010, p.59).
Eugene e David admiravam os diferentes aspectos culturais do colonizador capazes de levá-los a ascensão social. Eugene gostava de ter contato com religiosos claros, que fossem rígidos na doutrina católica e que, de preferência, realizassem a missa toda em latim. Igbo poderia ser usado somente para o ofertório, para que a massa que não entendia latim pudesse entender que era hora da doação.
Para Eugene, falar em igbo era ser não civilizado, como algo ruim, causava desconforto e lembrança de seu passado vivido em meio à cultura ancestral de seu pai. O empresário revela os meandros da dominação linguística e a suposta superioridade da língua inglesa sobre o igbo:
A bad sign. He hardly spoke Igbo, and although Jaja and I spoke it with Mama at home, he did not like us to speak it in public. We had to sound civilized in public, he told us; we had to speak English. Papa´s sister, Aunty Ifeona, said once that Papa was too much of a colonial product. She had said this about Papa in a mild, forginving way, as if it were not Papa´s fault, as one would talk about a person who was shouting gibberish from a severe case of malaria. (ADICHIE, 2014, p. 13)70
Na descrição de tia Ifeoma, Eugene é dominado pelo efeito da colonização tal qual uma doença. Como se tivesse dado as costas para a coesão social do grupo em Abba, quando abraçou a religião do europeu, branco, civilizado e definido pelo empresário como superior, e negou o próprio
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Aquilo era um mau sinal. Papa quase nunca falava em igbo e, embora Jaja e eu usássemos a língua com Mama quando estávamos em casa, ele não gostava que o fizéssemos em público, ele nos dizia; precisávamos falar em inglês. A irmã de Papa, tia Ifeoma, disse um dia que Papa era muito colonizado. Disse isso de forma gentil e indulgente, como se não fosse culpa de Papa, como quem fala de alguém que tem um caso grave de malária e por isso grita coisas sem nexo. (ADICHIE, 2011, P. 20).
pai. Ao contrário de Ifeoma, que havia se convertido à mesma religião, mas, ao mesmo tempo, não negava sua ancestralidade e entendia as tradições mantidas pelo seu pai; Papa-Nnukwu. Eugene não aceitava qualquer tipo de contato com Papa-Nnukwu, pois acreditava que o ancestral era um pagão e não um tradicionalista como via sua irmã:
Mas o bilinguismo colonial não pode ser confundido com qualquer dualismo linguístico. A posse de duas línguas não é apenas a de dois instrumentos, é a participação e dois reinos psíquicos e culturais. Ora aqui, os dois universos simbolizados, carregados pelas duas línguas, estão em conflito: são os do colonizador e do colonizado. (MEMMI, 1977, p. 97).
No caso de Eugene, o universo que se sobressaiu foi o do colonizador. Os castigos aprendidos com os ingleses eram repassados aos seus filhos, como uma forma de doutriná-los a suas regras e ao cristianismo. Como no momento em que, quando seus filhos chegam em casa, depois de umas férias na casa da tia, Eugene descobre que tiveram contato com seu pai, Papa- Nnukwu, um pagão, de acordo com a sua concepção. O castigo foi escaldar com água fervente os pés dos dois filhos. Ele justifica tal ato perverso como algo positivo para a construção do caráter das crianças, assim como o padre inglês fez com ele.
O próprio ato poderia ser aproximado com o desejo de uma purificação carnal para que o alcance da purificação espiritual possa acontecer, no sentido de lavar e purificar os pecados com a água fervente. Para ele, naquele momento, estão todos em busca do sagrado via ato de purificação, contudo, para as demais personagens, o corpo de Kambili foi profanado pelo ato de crueldade e violência física e psicológica. A violência neste trecho da narrativa, a depender do olhar direcionado a ela, pode estar tanto no âmbito do sagrado quanto no do profano.
Em O Sétimo Juramento, David, para atingir o seu ápice de poder na religião escolhida, a feitiçaria ndau, tem que profanar o corpo da própria filha em meio a um ato sexual para consolidar o sagrado em seu sétimo juramento. Só quando ele a transforma em pilar de sua feitiçaria é que caminha para outro nível de poder e exploração. Os espaços narrativos, a partir do ato consumado, passam a ser, quase que inteiramente, de seu poder.
Diferentemente de Eugene, David acredita que não deve reproduzir, ou tentar reproduzir a cultura do colonizador como lhe foi socialmente transmitida por meio de um conjunto de diferentes modos exploratórios, ele crê que deve aprimorar o sistema exploratório do português branco como um predador o faria. Julga ser merecedor de todo o lucro que puder gozar.
Apesar de ambos serem figuras exploratórias, são regidos por crenças e nortes morais distintos, talvez, pelo fato também de terem colonizadores e processos colonizatórios diferentes, entretanto a religião de ambos, via violência física e psicológica, transborda para o corpo de seus filhos, principalmente para o corpo das meninas Suzy e Kambili.
Eugene tenta aproximar a imagem de superioridade que tinha dos ingleses a sua e retransmiti-la aos seus filhos, tanto que Kambili tinha o pai em alta conta, entre um santo e um mártir, aquele que não tem pecados, que ajuda ao próximo. Tal imagem do pai oscila com seu temperamento descontrolado que o leva a descontar suas frustrações na família, principalmente em Beatrice, sua esposa, que já perdera duas crianças em seu útero por ter sofrido graves espancamentos de Eugene, levando-a quase à morte.
O patriarca é fruto do processo de colonização que culminou também em uma série de mortes. O falecimento de seus dois filhos antes mesmo de terem a chance de chegar à vida, tira das crianças mortas o direito de luta, elas são também vítimas de um homem regido pelas premissas do processo colonizatório.
Eugene se posicionou em um jogo hierárquico como se o poder fosse estabelecido em uma esfera na qual o branco devesse ocupar o seu lugar devido, como um ser superior em todos os aspectos, um ser correto, que tem o direito de dominar os nigerianos em todas as instâncias devido aos seus direitos natos de brancos e cristãos.
Tal comparação pode ser notada na fala de Eugene quando diferencia o seu sogro, homem católico, claro e que falava inglês, do seu pai, homem pagão, negro e que jamais se inclinaria a nenhum tipo de mudança que pudesse afetar os seus ensinamentos tradicionais:
It was so different from the way Papa had treated my maternal grandfather until he died Five years ago. (...) Grandfather was very light-skinned, almost albino, and it was said to be one of the reasons the missionaries had liked him. He determinedly
spoke English, always, (...) He knew latim, too, often quoted the articles from of Vatican I, and spent most of his time at St. Paul´s, where he had been the first catechist. He had insisted that we call him Grandfather, in English, rather than Papa- Nnukwu or Nna-Ochie. Papa still talked about him often (...), as if Grandfather were his own father. He opened his eyes before many o four people did, Papa would say; he was the one of the few who welcomed the missionaries. Do you know how quickly he learned English? When he became an interpreter, do you know how many converts he helped win? Why, he converted most of Abba himself! He did things the right way, the way the White people did, not what our people do now! (ADICHIE, 2014, p. 67 e 68).71
Para Eugene, o único caminho acertado era o jeito do branco, do colonizador inglês, daquele que dita o que deve ser feito e como, colocando-se em uma posição hierárquica superior em todos os aspectos ao colonizado que, por vezes, acredita na imagem e na justificativa da exploração e chega a desejar o papel do colonizador, como revelado pelo próprio David em O Sétimo
Juramento, não obstante, ao contrário de Eugene, David extrapola a admiração
pelo colonizador para atingir sentimentos como inveja e ódio, desejo de ser como a figura colonizatória e, ao mesmo tempo, repúdio desta.
Desejar ser branco, ser cristão, ser inglês, era desejar ser “bom” e ser “certo”, na visão de Eugene, que também acreditava que se o colonizador está em um grau cultural superior ao povo igbo, por que não submeter todo o povo à exploração, à fome, à miséria, se nem convertidos são e cultuam deuses que destoam dos povos brancos:
O mundo do colono é um mundo hostil, que rejeita, mas ao mesmo tempo é um mundo que dá inveja. Vimos que o colonizado sonha sempre em instalar-se no lugar do colono. Esse mundo hostil, pesado, agressivo, porque rejeita com todas as suas asperezas a massa colonizada, representa não o inferno do qual desejaria afastar-se mais rapidamente possível, mas um paraíso ao alcance da mão, protegido por terríveis cães de guarda. (FANON, 2010, p. 69).
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Era muito diferente da forma como Papa tratara o meu avô materno até ele morrer cinco anos atrás. (...) Vovô tinha pele muito clara, era quase albino, e diziam que esse fora um dos motivos pelos quais os missionários haviam gostado dele. Insistia em falar inglês, sempre, (...).Sabia latim também, citando muitas vezes os artigos do Concílio Vaticano I, e passava a maior parte do tempo em St. Paul’s onde havia sido o primeiro catequista. Insistia que o chamássemos de Vovô em vez de Papa-Nnukwu. Papa ainda falava muito dele, (...) como se Vovô fosse seu pai. Ele abriu os olhos antes da maioria do nosso povo, dizia Papa; foi um dos poucos que acolheram os missionários. Vocês sabem a rapidez com que ele aprendeu inglês? Quando se tornou um intérprete, sabem quantas pessoas ajudou a converter? Ora, ele converteu pessoalmente quase toda a população em Abba! Fazia as coisas do jeito certo, do jeito que os brancos fazem, não como o nosso povo faz agora! (ADICHIE,2011, p. 75).
O pós-independência é o momento em que David percebe que este paraíso está ao alcance de suas mãos. Ele assume o poder da empresa estatal que anteriormente era controlada por portugueses bem como o destino dos trabalhadores da fábrica e antigos compatriotas.
A herança deixada pelos portugueses é atraente aos olhos de David que logo percebe um espaço de poder a ser tomado por ele.
Já em Hibisco Roxo, quando o pai de Kambili vai para o colégio católico, ainda na adolescência, passa a aderir ao pensamento sociológico eurocêntrico inglês de superioridade dos dominadores em várias instâncias; racial, religiosa, linguística, social dentre outras. Ele é parte de um grupo que defende os brancos colonizadores e seus costumes. Ele próprio foi condicionado e manipulado pelo colonizador para que também pudesse manipular e condicionar, aprendeu, como bom aluno, as lições do homem branco para chegar a este paraíso ao alcance das suas mãos.
A perspectiva a partir da qual Eugene se aproxima da construção de mundo inglês, é, primeiramente, religiosa, contudo está diretamente ligada a condições industriais, a determinada forma de sociedade, portanto a uma determinada forma de Estado e, por conseguinte, a uma determinada forma de consciência religiosa.
A construção do mundo católico em Hibisco Roxo, captada por meio das ações e discursos das personagens centrais da narrativa, difere da construção do mundo católico em O Sétimo Juramento, pois além de cada sistema narrativo contar com colonizadores distintos, ingleses e portugueses, também revelam organizações sociais que divergem em estrutura e cultura. Esta sistemática social distinta produzirá relações religiosas cristãs dessemelhantes.
O próprio pai de Eugene é considerado pelo filho como um ser inferior pelas características que o filho lhe atribui: negro, pobre, só sabe falar igbo e o pior de todos os defeitos para Eugene é o fato de ele ver o pai como um pagão.
A situação mal resolvida entre pai e filho cria uma tensão entre ambas as personagens, de modo que um espera do outro uma mudança de postura que jamais ocorrerá, pois Papa-Nnukwu morre antes que tal conflito possa ser resolvido. Eugene espera que o pai converta-se ao cristianismo e abandone seus deuses e rituais pagãos, por sua vez Papa-Nnukwu espera que Eugene o procure, que se reconcilie com ele, com os seus ancestrais e com a natureza e
espera sobretudo que Eugene perceba o que de fato confere coesão à sua vida.
Depois de ter conhecido o cristianismo, Eugene culpa Papa-Nnukwu por não tê-lo introduzido na religião católica, não consegue perceber vantagens materiais e culturais na religião e na forma de viver de Papa-Nnukwu e muito menos nas suas tradições familiares. O que toma Eugene é, além do sentimento de parecência com o colonizador, o sentimento de gratidão por ter se livrado da vida que levava com seu pai.
No romance, a narradora Kambili não revela de que maneira Eugene conseguiu atingir a riqueza, o leitor só consegue obter a informação de que ele enriqueceu depois de convertido ao cristianismo e de conhecer a língua e a cultura do colonizador. Assim como David ganha poder e riqueza de maneira rápida depois da partida dos portugueses. Contudo este momento de transição e de aquisição de dinheiro nos dois romances ainda é nebuloso.
Eugene acredita que o fato de uma pessoa cultuar rituais tidos como pagãos pelo colonizador já justifica sua situação hierárquica inferior, pobreza, miséria e explorações.
Essa é a educação transmitida à Kambili e Jaja, seus filhos, que estão divididos entre os sentimentos de medo e orgulho do pai próspero. Todo o recorte da situação é feito sob o viés do olhar de Kambili, que tenta agradar ao pai ao longo da narrativa, contudo, após sofrer diversos tipos de agressões, rompe com este desejo, anuncia-se diferente ao conseguir rir e conversar.
O silêncio que selava a boca de Kambili estava atado ao medo constante que tinha do pai e ao segredo que mantinha do modo de vida que levava. Aos olhos da sociedade, a família era um excelente modelo a ser seguido. Seu medo se misturava com o sentimento de admiração de um ser superior que aprendera a ser deste modo também com os missionários ingleses.
A própria justificativa do pai quanto ao colégio já remete ao tipo de educação, ou melhor, ao tipo de dominação e alienação que desejava da filha.
Kambili percebe os contrastes sociais de sua vida com a das meninas que via pela janela de seu carro, protegida ou aprisionada pelos muros de sua casa e da escola e pelos seguranças de seu pai. Mas não havia espaço entre
Kambili e seu progenitor para conversas de ordem social e de nenhuma outra ordem. Ela só tinha espaço para responder o que lhe era perguntado:
We went upstaris to change, Jaja and Mama and I. Our steps on the stairs were as measured and as silent as our Sundays: the silence of waiting until Papa was done with his siesta so we could have lunch; the silence of reflection time, when Papa gave us a scripture passage or a book by one of the early church fathers to read and meditate on; the silence of evening rosary; the silence of driving to the church for benediction afterward. Even our family time on Sundays was quiet, without chess games or newspaper discussions, more in tune with the Day of Rest. (ADICHIE, 2014, p. 31)72
Em uma dessas tardes silenciosas, fortes pancadas ritmadas, vindas da suntuosa suíte de seus pais, fez a menina estremecer e querer não pensar o que poderia ser o barulho. Até que ouviu um ruído da porta se abrindo e viu sua mãe sendo carregada como um saco de batatas para o hospital. Todos sabiam o que havia se passado, mas ninguém tocava no assunto. Quando falavam, era sobre três homens que foram executados em praça pública.
O que ficou na memória da menina foi a triste imagem da mãe conduzida como um objeto pelo pai e o rastro de sangue que coloria o fino mármore do chão. Quando voltou para casa, Beatrice deu a notícia à Kambili de que havia perdido o bebê que estava esperando.
Suzy, no romance de Chiziane, apesar de não revelar confrontos com o pai, como seu irmão Clemente demonstrava, no início da narrativa não recebe especial atenção da figura patriarca. Ela, como Kambili, também aparenta estar