Partie III — Résultats et discussions physiques
7.2 Thermodynamique chimique :
7.2.3 Une augmentation pour les systèmes plus grands ou une suppression
A partir da relevância das redes que formam a capacidade humana de ler a palavra, Gomez (2015, p. 26) pondera a partir da tese freireana contida na “Importância do ato de ler”, a partir de seis princípios necessários para se pronunciar, num exercício dialógico, sendo estes: radicalidade, organização política, cultura do silêncio, metodologia, pronunciamento e relações entre texto e contexto e considera-se pertinente pensar que o ato de ler é necessário para se pronunciar, num exercício dialógico destes princípios freireanos com os 3 níveis de consciência em Paulo Freire.
Faz-se, portanto, opção por utilizar o termo IDIh como alternativa em dar visibilidade e elementos para reflexão sobre a partir das práticas sociais em torno das “TDIC”, por se referir aos softwares e aplicativos que alunos e professores podem utilizar nos processos educativos em rede, e percebe-se que as produções audiovisuais em rede também estão coadunadas ao termo IDI e as potencialidades de sua contemporaneidade com o h de Hibridismo.
É necessária uma reflexão sobre a relação entre globalização, com as mudanças tecnológicas e os padrões de consumo e como isso influencia na formação dos sujeitos e duas pesquisas endossam este pensamento, uma mais global e outra sobre a realidade brasileira.
Realizada com mais de 23 mil pessoas em 23 países, entre eles Brasil, México e Chile pela Ericsson no Brasil, que mostrou o impacto dos tais serviços no comportamento e exigências dos consumidores. Os dados apontaram que entre 2001 e 2016, o consumo de mídias streaming por IDIh aumentou vertiginosamente. Por exemplo, o streaming de vídeo, relacionado ao consumo TV convencional aponta que o quantitativo de entrevistados que assistem à programação tradicional de TV diminuiu de 81% para 73%, comparado a 2013 e 40% dos entrevistados afirmaram que assistem diariamente, em seus celulares, vídeos produzidos por outros usuários (Alvares; Castilho, 2014).
Sobre as IDIh no Brasil, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE, entre os anos de 2010 e 2013 houve um acréscimo pequeno de 2,2% no número de televisores nos domicílios brasileiros e depois um decréscimo de 0,5%. Em relação ao número de rádios, houve um ápice de aparelhos em 2011, mas isso seguiu um declínio de 14,2%, até deixarem de ser item de pergunta em 2016. Sobre as unidades de Telefones (Fixos ou Celular) nos domicílios brasileiros percebe-se uma diferença notável em quem tem apenas um dos equipamentos e quem opta por ter os dois, mas o que observa-se é que a migração de
consumo tende para os telefones celulares, expressão máxima de hibridismo. Já os microcomputadores desconectados e conectados tiveram oscilações, atingindo maiores índices em 2013, resultando numa diminuição de 5,5% para os primeiros e 3,6% para os segundos até 2017, como observa- se a seguir:
Tabela 1 - Percentual de Penetração de TV, Telefone Fixo e Celular, Rádio e microcomputadores desconectados e conectados em domicílios brasileiros
- 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Televisão 95,0% 96,9% 97,2% 97,2% 97,1% 97,1% 97,2% 96,7%
Telefone (Fixo ou Celular) 87,9% 89,9% 91,2% 92,5% 93,5% 93,3% 94,6% 94,9%
Celular e telefone fixo 36,1% 36,7% 36,9% 35,8% 34,8% 33,2% 31,6% 29,8%
Rádio 81,4% 83,4% 80,9% 75,7% 72,1% 69,2% - -
Microcomputador 38,3% 42,9% 46,4% 48,9% 48,5% 46,2% 45,3% 43,4%
Microcomputador com acesso à Internet 31,9% 36,6% 40,3% 42,4% 42,1% 40,5% 40,1% 38,8% Total de Domicílios (milhares) 57.324 62.117 63.768 65.130 67.039 68.037 69.318 70.382
Fonte: disponível em http://www.teleco.com.br/pnad.asp, acesso em 04.03.2019.
De acordo com os dados de 2016/ 2017 do IBGE (2017), 12entre os usuários da Internet com 10 anos ou mais de idade, 94,6% se conectaram via celular e há uma tendência da presença massiva de IDIh smartphone, computador (63,7%), tablets (16,4%), TV Digital (11,3%) e menos de 1% por outro equipamento eletrônico, levando a pensar que mudanças estão ocorrendo no padrão de consumo e produção de conteúdo via comunicação.
Nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2016, constatou-se 97,2% dos domicílios com acesso à Internet e o celular enquanto equipamento mais utilizado nos domicílios, representando 38,6% das residências.
Ainda de acordo com a pesquisa, as motivações para adquirir estas IDIh são, predominantemente “enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail” (indicada por 95,5% dos usuários da Internet), além de “conversar por chamada de voz ou vídeo” que apresentou o maior aumento, considerando 2016 (73,3%) e 2017 (83,8%).
12
Dados disponíveis em < https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de- noticias/releases/23445-pnad-continua-tic-2017-internet-chega-a-tres-em-cada-quatro-domicilios-do-pais>, acesso em 06.março.2019.
Percebe-se também que houve uma mudança em relação à conectividade13 pois, conta- se com de menos da metade da população conectada à Internet em 2012 (49,2%), para três quartos de pessoas conectadas em 2017, com o percentual de utilização da Internet em 74,9%, sendo que na área urbana, esse percentual de utilização chegou a 80,1% e 41,0% na área rural.
Mas, e o que leva estas pessoas a não estarem conectados? O quadro a seguir demonstra diferenças de padrões de necessidades entre pessoas do campo e da cidade. Enquanto as pessoas do campo justificam o não uso por não possuirem serviços de internet onde residem, as pessoas da cidade alegam falta de interesse em acessar.
Sobre o sentido destes dados, Castells (1999) convida a refletir sobre as revoluções tecnológicas e capacidade de penetrabilidade em nossas vidas, expressa por “sua introdução em todos os domínios da atividade humana, não como fonte exógena de impacto, mas como o tecido em que essa atividade é exercida” (p.50).
Com base nestes elementos, essa necessidade, ou não, de estar na/ em rede (web), remete à expressão metafórica do entendimento à uma concepção mais ampla da Internet e comunidade a um patamar planetário, que aos poucos, absorve, promove e inova as formas de acessar, consumir, produzir e analisar as produções audiovisuais por meio e a partir de telefones celulares smartphones que se caracterizam cada vez mais como IDIh, demandando outras formas de educação.